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10 abril 2008

Mudam-se as vontades



Os Estados Unidos sempre lutaram em prol da democracia. Nos jogos Olímpicos de 1936 colocou dois negros no pódio contrariando assim a supremacia ariana da Alemanha Nazi.
10 Anos mais tarde os inimigos eram outros, o comunismo e os vermelhos vindos de Leste. 30 Anos depois somos todos amigos, e a ameaça vem na forma do terrorismo e remetida para uma ideologia o Islão.
Mário Machado disse que não era racista e que inclusivamente conhece negros mais inteligentes que brancos no entanto tinham mais propensão para os roubos etc e tal. Estranhamente está ligado ao movimento skin e não há muito tempo, ele e os amigos, punham um cartaz no Marquês desejando boa viagem aos imigrantes.
Quando eu era pequenito e ia passar férias as aldeias, geralmente éramos assaltados pelos "ciganos". Na cidade, quem prevaricava eram os "drogados". Verdade seja dita que na altura havia poucos negros à solta. A intolerância é um defeito genético talvez, e o racismo uma perturbação mental. Será que não temos mais nada que fazer? Ou devemos culpar: O D.Afonso? D.João V? A Dinastia Filipina? O Terramoto de Lisboa? As Guerras Napoleónicas? Os Miguelistas? O Salazar? A guerra colonial? O 25 de Abril? O Sócrates? Ou os "pretos" pelo estado do Pais???

Mudam-se os tempos


No mesmo dia em que um amigo fez anos nasceram gémeos doutro amigo que fica duplamente tio. Desafio o meu sobrinho para um jogo de xadrez, declina. Desafio-o para outro qualquer. "Não! Tu ganhas!". Pois é. Os Avós é que deixam ganhar...Encontrei hoje um saco com um action-man, um sebutteo( não sei como se escreve), os berlindes, fantoches, um relógio digital dos 8o´s que dava para ouvir rádio(am), um yo-yo, e tantas coisas mais. A Nostalgia apanhou-me no meio dum jogo de batalha naval com um amigo. Alturas que nos lembramos que subíamos às árvores e era como se fosse ganhar a um qualquer jogo das playstation. Tocávamos às campanhias com real medo de sermos apanhados. Roubávamos fruta e sentíamos o calafrio da ilegalidade e a excitação do lado errado da moral. Construíamos, com pau de mimosa e um arame, arco e flechas letais! Criávamos os nosso jogos. Inventávamos estórias. Esfolávamos os joelhos. Quem chorava era maricas, e a palavra era prejorativa - Ainda não havia a palavra gay ou então não havia preconceito... Éramos auto-suficientes em tudo. não havia guita mas havia vontade de viver! Só íamos para casa por fome, ou quando o frio apertava. As distâncias eram maiores ir daqui a Viseu era com uma grande epopeia. Significava também 2 meses ou 3 de férias, em cabanas fabricadas, corridas de bicicleta e idas à Feira de São Mateus...
Passam os anos, as décadas, lembramos e recordamos que nos esquecemos como tudo era fácil...

Positronics em Concerto Privado e em exclusivo na Crew Hassan

Gaia e eu

09 abril 2008

Um história em abril


O D. Carlos tinha uma padaria. Produzia pão e massas para todo o feudo. Os recursos da região eram escassos, e uma vez que o povo não tinha meios para cultivar os terrenos D. Carlos apoderou-se deles para a cultura de cereais. D. Carlos arrendava-lhes a terra, animais e charruas em troca do dizimo. Viviam cerca de 10 famílias na região, todas sobreviviam à custa dos míseros salários. Viviam em extrema pobreza e forçados a trabalhar em horários absurdos e desgastantes. Chegou um inverno rigoroso e a produção teve de aumentar, exportava para as outras regiões, vendia inclusive para o clero e realeza. Os trabalhadores já não saiam da zona de produção. Era necessário um esforço de 24 horas por dia! Os salários deixaram de existir, contratou guardas para não os deixar sair. Tinha de enriquecer rápido! Comprar o cavalo mais vistoso! As sedas mais finas! Ofertar à sua princesa as jóias mais belas e os vestidos mais caros! Prosperava! Já se ouvia falar dele nas regiões mais recônditas do reino e até o Rei queria conhecer tal personagem. Vem a primavera e com ela uma melhoria das condições. Dispensou a guarda e deu folga aos seus servos. Fechava-se em casa, o seu palácio, rodeado de todos os luxos e mordomias. Apenas contava os seus ganhos para competir com os outros senhores feudais. Um dia houve em que quis sair de casa para ir cavalgar pelos campos e mostrar a sua ilustre montada e suas lindas roupas importadas. Ao abrir a porta não conseguiu. Encontrava-se encerrado lá dentro, durante a noite todo o povo pregou as portas e janelas, fazendo da sua casa a mais luxuosa prisão do reino. D.Carlos acabou por morrer de fome e na miséria no meio de tanta opulência. Passaram-se anos e foi esquecido. Os locais ocuparam o palácio e os terrenos. A vida voltou ao normal.

07 abril 2008

Parque sociológico


A primeira visita de estudo! Pequenos Pardais, Garças, Texugos, Raposas, Cabrinhas e Javalis não se controlam de tanta excitação! Aproximam-se das cercas com curiosidade. Lá dentro um casal e um filho passeia olhando-os com indiferença, gritam-lhes e pateiam o chão tentando chamar-lhes a atenção! Mas nada..." Na placa lê-se: "Pertencem à famila normalis, normalmente passeiam por zonas livres de poluição e dão à sua cria liberdade para aprender e educam-na com mil cuidados. Espécie em perigo de extinção" Avançam até ao proximo nicho ecológico um pai com duas crianças selvagens. Um letreiro avisa: " Cuidado!Pontapeiam e berram com quem passa! Pai incapaz, dá-se em zonas urbanas, alimenta-se sobretudo em centros comercias e não se encontra em perigo de extinção. Propaga-se rápidamente" Intrigados os bichos querem ver mais especies, e andam curiosos até chegarem ao próximo nicho. Um avô e avó, dois netos e uns pais: "Perigo! Não alimente estes humanos nem o seu ego! Vivem em qualquer zona do globo, especializaram-se em torcer pescoços e capazes de guincharem para chamarem a atenção do seu grupo familiar. Encontram-se em vias de extensão.." Os animaizitos preocupam-se com esta fauna diversificada: " Eles pareciam todos iguais e afinal há diferenças comportamentais enormes!" Conclui um raposinho. Estão quase no final da sua visita, encontram mais um casal, ela observadora, ele esquivo receoso e nervoso: " Atenção! o macho ataca quando se sente perseguido e padece de agorafobia, manter a calma e o silêncio!" Chegam ao fim da visita. Ficam a saber que dentro deste género de ecosistema existem vários comportamentos díspares, e atitudes diferentes de se integrarem no meio e de socialização entre si. Criaturas complexas essas diz uma toupeira! Vá se lá entendê-las diz por ultimo um mocho...

04 abril 2008

"Pior a amêndoa que o cimento"


Local: Repartição Pública
Hora: Meio- dia e tal
Tempo Local: Céu limpo, cerca de 23º

Um senhor utente entra e dirige-se ao elevador. Apanhando o segurança de surpresa que se vê obrigado a fumar fora do edifício. Contudo e habituado a estas situações, larga o cigarro e interpela o homem. Pergunta-lhe o que pretende, para onde quer ir e diz-lhe que tem de pedir autorização. Chega o outro segurança da hora do almoço. O senhor diz-lhe que enviaram uma carta do serviço de inspecção e fiscalização para ir prestar declarações. Um dos seguranças telefona para o serviço respectivo. O homem na casa dos 50, bem vestido e bem apresentado, começa a tremer, revira os olhos, encosta-se à parede e deixa cair a carta. O terceiro segurança ( uma senhora) alertada pelo barulho aparece, dá a cadeira da portaria para o senhor se sentar, pergunta se não quer um copo com água e açucar para se acalmar. Entretanto os funcionários do edifício chegam do almoço e acumulam-se à entrada vendo tal espectáculo. perguntam-lhe porque veio ele. Resposta: "Porque tenho leucemia e um linfoma no pulmão e parkinson e tomo 15 comprimidos por dia".... e Porque não veio a mulher? Resposta: "Porque foi operada à anca e está muito doente" E o Filho? Resposta: " está com uma Grande depressão, só pensa em atirar-se da janela e diz que quer morrer"...
Mais tarde sabe-se que nada daquilo é real a doença é apenas mental, e o problema é só com as instituições públicas e dívidas ao erário público.

Conclusão: Quando se é vigaro, não se tem ninguém e quer-se chamar a atenção, nada como ser doente. Consegue-se fazer parar um serviço público e ter-se à volta cerca de uma dezena de funcionários. Mas será que isso é o suficiente para ficar impune das suas responsabilidades cívicas? Bom...lembremos o Pinochet e o Fujimori...

03 abril 2008

Retorno


Nova viagem com um destino já com sabor a antigo ou como regresso a casa. Em cada uma sempre uma descoberta, um avanço no espaço e uma paragem no tempo. Um entrada num mundo novo, uma conquista, uma rua recordada e da próxima vez reinventada. Uma Ida com a sina da volta. Partida de Santa Apolónia e chegada a Campanhã. Mas antes, e à saída, a procura do lugar, a monotonia do balançar, sempre a aproximar-me porém. Largo Lisboa e o estuário do Tejo, entra-se na Lezíria, e o rio estreita-se, a paisagem alarga-se e estende-se, assim como eu numa tentativa de chegar rapidamente. O cinzento e castanho dá lugar ao azul e verde. Os cavalos na planicie vistos de relance, o cheiro a terra lavrada, o sentir das gentes que ficam agora para trás. Os carris afastam-se no Entroncamento, e eu vou-me aproximando. Em seguida Coimbra, o Mondego, o Penedo e a Saudade, tudo fica enquanto o comboio avança... Um cigarro cá dentro às escondidas, enquanto lá fora o Mar vai engolindo o Sol.
Pára a composição em Aveiro, mas não o coração que acelera. Estica-se as pernas, estendo-me para ti, mas não chego. Passa-se Espinho, e é como se estivesse cravado em mim, o tumulto da chegada. O torpor da aproximação. Pega-se na mala, anda-se para trás e adiante. Ouve-se: "...Gaia" pelo altifalante, que convulsão no corpo, um nome familiar, que ressoa em mim . O rio cruzado, a visão cansada de tanto horizonte, eu maravilhado de mais uma e outra ponte. Um rio por baixo que nos lava a alma, que nos faz sorrir de estar tão perto...de nunca mais querer partir... De repente tudo pára, de súbito a calma. A um metro da trindade, de mão dadas, mais um passeio nos aliados, e olhares trocados. Contigo e com Ferrugem, e já bem oleado, dou-te uma flor nos Congregados, um regresso anunciado, mais uma encontro marcado com um abraço há muito sonhado...

01 abril 2008

Calor



Parece que a Primavera chegou ao sul e com ela o Sol. A vontade de passarinhar e de nada fazer... Dias de dolce fare niente, bebericando uma imperial numa esplanada virada a Poente. Acabar um livro de enfiada. Estar como um lagarto a sentir o sangue a aquecer. O suor a escorrer. Gostar da Brisa fresca a acariciar a face. Mergulhar no mar, adormecer na areia. Conviver e revisitar os amigos, andar sem objectivo, ir para fora cá dentro, ir por aí...

As férias, as festas e festivais!


As praias do Alentejo, a areia branca da praia, a cor dourada da planicie alentejana, o calor serrano e o céu bem azul, as folhas verdes, o vermelho do escaldão, a tez acastanhada, as noites em branco, o laranja do Por-do-Sol, uma palete de cores no solsticio! Quase a chegar os santos, os concertos à borla, as tardes no jardim, o sorriso rasgado, a sardinha assada, e tudo isto ou mesmo mais nada!

Eu e o Isaltino em Algés

Eureka! já sei pôr Fotos! Sou silicio-dependente! e Audiovisual!

1 passeio


De uma Graça sobre rodas apeados num convento,

sem Vicente de fora e um moscatel,

em Alfama num pulo sem gravidade,

um salto magnético e num impulso emocional,

puxados para trás por espectros,
e num ápice um por-do-sol

sinais de luzes,

torres gémeas,

santos designados por Apolónia e Amaro,

sonos trocados

num cabo

numa roca

sonhos cambiados
Um adeus

uma lágrima

e até já!

Saudades dos Santos!

Que mês fantástico que é o Junho!
Festas da Cidade em Lisboa!
Os Feriados!
O Santo António!
O Solsticio
E os dias enormes!
Que saudades!

Problemas imberbes da juventude actual

Questões:


"Why Pink Floyd´s Comfortably Numb playing every fuckin 3 minutes at Lisbon´s subway?"




Possíveis soluções:




porque é subterrâneo


porque é ímpar


mesmo invulgar


único


ordinário sem ser extra


sem megas


duzentos gigas


cenas binárias


coisas concretas


firmes


betão armado sem


paz.
nem tão-pouco debalde.

27 março 2008

Uma Volta e tal


Tanto ainda há por dizer. Palavras que não sairão nunca. Sentimentos que ficarão. Opiniões que se guardam à espera. E no entanto neste blogo de notas encontram-me e perdem-me, diatncio-me ou entendem-me. Disposições diferentes e estados variados. Tristezas e alegrias aqui relatadas. Ideias chanfradas, memórias gravadas, pedaços de vida fragmentados. Estórias, momentos, sensações e outras canções. Uma Volta e tal ao Sol de escrita e tantos circulos desenhados. Um trilho e tantos caminhos. Tantos sentidos e só uma estrada. Vamos andando por ela, cantando e rindo.

25 março 2008

A primavera




Ser tua pertença é finalmente saber ser alguém. Sinto como um corropio emocional ao ver-te do lado de lá da janela do comboio quando chego. Abre-se a porta da carruagem e irrompe de lá o teu sorriso que me acerta em cheio. é uma sensação forte o teu primeiro beijo. é um redemoinho vibrante agarrar-te com saudade. um torpor estonteante ter a tua mão a guiar-me para tua casa. Uma explosão de frescura sensacional ter-te perto. Um calafrio ardente sentir-te. É experimentar uma corrente de ar quente e um sol abrasador ao ouvir-te chamar por mim. é sentir-me completo ao ter-te ao meu lado quando estamos no sofá. é reconfortante saber que existes em mim. Um estímulo indescritível saber-te a conhecer o meu mundo. Uma felicidade suprema ver-te saborear os meus cozinhados com gosto. Uma tempestade aconchegante cantar-te as minhas músicas favoritas. Um frémito incontrolável de emoções ao conseguir fazer-te sentir o que te mostro. Uma tontura suave ver-te feliz. Uma alegria desmesurada ao perceber que sós temos o mundo. é de quase ir à lágrimas ser atingido pelo teu carinho. Mesmo no silêncio aqueces-me com o teu amor. É desesperante ter de partir, e agonizante saber-te agora distante, porém a angústia passa quando recordo os nossos instantes e sinto-te em mim. Longe não tenho o teu cheiro, nem sinto a tua mão, nem vejo a tua face, contudo brilho tanto como o sol pois trago cá dentro o amor e ternura que me ofereceste. Que mais posso dizer? Como consigo melhor descrever? É impossível. Nem mesmo ver para crer. As palavras não passam disso. Calo-me e pressinto-te.

19 março 2008

Arthur C. Clarke


Faleceu um inventor e um cientista e um escritor com 90 anos. Deixa saudades e uma obra impar. Os meus pêsames

18 março 2008

Notícias


Por ano morrem em Portugal e crise financeira parece ser pior do que se pensava inicialmente. Uma mulher de 29 anos foi alvejada ontem. Vómitos, febre, tonturas e corpo a tremer uma hora depois de ter saído do Centro de Saúde. Parte do contingente português integrado e três dos cinco jovens suspeitos da prática de uma série, dizem estar a ser alvo de perseguição por parte de alguns populares. Um ajuste de contas terá estado na origem e é amanhã inaugurada, pelas 16h00 um homem com rabo de cavalo e vários anéis nos dedos. Para quem tem filhos na escola, as férias da Páscoa são sempre um problema, a qualidade da carne proveniente dos centros de abate que Portugal aprovou em finais de Dezembro. A farmacêutica desistiu de construir a unidade de produção de vacinas. Em seis meses quase duplicaram os pedidos para a medição de radiações das antenas. Os alentejanos e os algarvios são os portugueses que demoram mais tempo no banho.

2semi na Fábrica do som

Numa deslocação que fizeram ao Porto os 2semicolcheiasinvertidas, provaram mais uma vez a irreverência do seu estilo peculiar. Com uma energia soberba e uma musicalidade excelente mostraram-se a um público escasso. Porém não se poderia ficar indiferente à força e ao estilo duma banda que merece a nossa atenção. Cinco elementos que se complementam onde juntam os rasgos de imaginação de cada um ao aspecto de improvisação do colectivo. Em cada acorde e em cada tom surpreendem-nos pela positiva, um som descontraído com uma mescla de um poder supremo em canções com um toque de violência auditiva, que nos deixam pregados ao solo e a cantarolar. Sons duma pujança impressionante, com variações incríveis em cada mudança de ritmo e é impossível não bater o pé, ou querer saltar desenfreadamente. Pena foi a pouca divulgação e adesão, dada a qualidade dos mesmos. Espera-se que para a próxima, o público já tenha reparado esteja preparado para quem sobressai desta forma... Em conclusão, 5 estrelas!

14 março 2008

Apeteceu-me


Your head come on is dead and gone it might as well be said so longIt's suds and soda a brain decoder and can I wait for my decoderGet off get up you son of pop the light below is bright on topIt's suds and soda a smile decoder and can I get yeah what I ordered?And there's always something in the air, sometimes, suds & soda mix ok with beerCan I, can I break your sentimentYou're just a monument, can't see no precedentJust wanna shout what the fuckJimmy Dean is Halloween like kerosene for dee dee sceneIt's suds and soda a brain decoder and can I skip this thing I orderedGet off get up you son of pop the light below is bright on topIt's suds and soda a vibe decoder and can I get yeah what I ordered?And there's always something in the air, sometimes, suds & soda mix ok with beerCan I, can I break your sentiment(To me) you're just a monument, can't see no precedentJust wanna shout what the fuckAnd there's always something in the airYour face come on is dead and gone, you might as well be said so longIt's suds and soda a brain decoder and can I wait for my devoterGet off get up you son of pop the light below is bright on topIt's suds and soda a smile decoder and can I skip yeah what I ordered?And can I break your sentiment?So can I break your sentiment, so can I break your sentimentSo can I break your sentiment, so can I break your sentimentSo can I break your sentiment, so can I break your sentimentSo can I break your sentiment, so can I break your sentimentSo can I break your sentiment, so can I break your sentiment Friday, friday, friday, friday,Friday, friday, friday

dEUS - Suds & Soda

13 março 2008

Lindissima ( Para ti)


(M. Doughty)
Janine, I drink you up
Janine, I drink you up
Janine, Janine, I sing
If you were the Baltic Sea and I were a cup, uh huh
Varick Street and I drove South
With my hands on the wheel and your taste in my mouth,
Janine
Jesus to my left, the Holland Tunnel on my right
Angels shine down from the traffic light,
Janine
I fell asleep by the blue light of Live at Five
And as I drifted off, I heard Al Roker say to me:
Dial one nine hundred
Four Jay Ay En Eye En Ee.
Slap myself to waking but now it's too late
Cause I spelled your name out on my licence plate,
Janine

Soul Coughing


Janine

Espalhando a palavra...(recomendo vivamente)

"Buenas tardes,
É só para relembrar que a banda chilena Familea Miranda continua a sua digressão por terras lusas. Esta quinta-feira (dia 13) tocam no Santiago Alquimista em Lisboa (Rua de Santiago, 19).
A acompanhá-los vão estar os Gnu e os dUASSEMICOLCHEIASINVERTIDAS.
Antes, entre e depois dos concertos o Tiago Sousa (Merzbau) vai estar no gira-discos.
A entrada custa 5 eurecos e excepcionalmente as bebidas vão estar mais baratas que o habitual (imperial = 1,5€). As portas abrem às 22h.
No dia seguinte (sexta-feira, dia 14) a Familea vai ao Porto. O concerto vai ser na Fábrica de Som (Avenida Rodrigues de Freitas, 27). A abrir as hostilidades vão mais uma vez estar os dUASSEMICOLCHEIASINVERTIDAS. O barulho começa por volta das 22h30 e a entrada custa 5 euricos.Em anexo seguem os respectivos cartazes. Mais informações em: www.myspace.com/famileamiranda & www.myspace.com/duassemicolcheiasinvertidas & www.myspace.com/gnulx
Aparece e espalha a palavra... abraços"

fim de citação

Reino de Deus


as 11:20 de dia treze de março numa rádio ideológica:

(pequeno excerto com sotaque)

"Filha cê estava mau mas Jesus cura! tem fé!"
havia uma senhora que viu o senhô junto ao rio com são joão batista, um arbusto em fogo e um leão. Todos fazendo uma bruta sardinhada ai! Um peixe era epileptico e o senhor curou, Pegou no peixe e todos comeram, coisa farta mêmo; todo o mundo a provar espalhando a palavra e doença infecciosa, sempre o mesmo peixe? E Aí? TEM MAL? Não! Pois Jesus é o senhô! Cura tudo: O aids, a arteroesclerose, dá o dizimo a mim, trafico a droga, ataco a criancinha, mas tenho o senhor como desculpa! me ajuda muito mêmo. Multiplica o vinho, subdivide o peixe, raciona o petróleo, subtrai o dinheiro, mete no bolso e faz desaparecer! Ilusão, milagre? Sabe-se lá Povão! é o Senhô! Mai nada! Vem a Páscoa e não esqueçam de dá o envelope com a nota para a morada da igreja. Viagem de avião tá doendo! Saravá!"

Sem comentários

Belissimo


tv talkshows shining light from every window
she pulls a dress on and she who cares where she goes and wake up, wake up
here's another day and wake up, wake up
it's time your wide awake and
don't make promises that don't mean anything and wake up,
wake up wake up, wake up
it's light out honestly it's time you're wide awake
go where the party goes
dressed up in shiny clothes
we drink the waterand it tastes like medicine
and wake up, wake up
here's another day and wake up, wake up
it's time your wide awake
and don't make promises that don't mean anything
watch the day go roundand wake up, wake up
watch the sun go down with all the animals
i watch the river run and wake up, wake up wake up, wake up, wake up, wake up
jeannie talks too muchto all the animals i hear a mad dog bark she'll tell you what it said
watch the day go roundand wake up, wake up
watch the sun go down with all the animals
i watch the river run and wake up, wake up
wake up, wake up wake up, wake up

love spit love - wake up

12 março 2008

Bang


sentia cores que não tinham sabor e imagens sem som, vivia no espaço sem a tridimensionalidade. caminhava nas ruas sem tocar a estrada. Vivia à margem contudo andava no centro. Ouvia sensacões sem tocar no ruido. Deslocou-se. Enlouqueceu? Ninguém sabe. Só ele via o que era perceptível. Contudo ao olhar, desfocava-se o horizonte, verticalizava os planos. Numa geometria esquizofrénica mexia-se como ninguém. Observavam-no do além e classificavam-no como género e espécie. Negava e reflectia as cores, sem porém ver mais do que lia. Pensava momentos impossíveis e davam-lhe instantes fotográficos. Revelava filmes a preto e branco ao invés de lhes sentir a coloração. Num dia iluminado escondia-se a escuridão, numa praça ruidosa guardava o silêncio. Cerrados os olhos vinham as tonturas. Aberta a consciência chegavam-lhe as loucuras. Tudo branco mas pouco claro. Tudo fácil mas de consciência inconstante. As leis da física contornáveis, as leis da óptica ridículas, as leis da vida insuportáveis.
Bang!

Um dia


No dia em que o mundo acabar vai haver finalmente paz.
No dia em que a civilização se extinguir vai haver entendimento.
No dia em que as nações desaparecerem haverá harmonia.
No dia em que os povos morrerem a vida florescerá.
No dia em que a produção industrial findar, terminará a poluição.
No dia em que as cidades ruirem, nascerão frutos
No dia em que os carros pararem, aparecerão novos animais
No dia em que os carris enferrugarem, crescerão plantas
No dia em que o Homem desaparecer, finalmente viveremos felizes.

11 março 2008

Universo

Sai do ovo e levanta do ninho,vai para o ar e alimenta,voa e paira , poisa e ganha forma, aumenta de tamanho, cria e transforma, constroi e reforma, orbita e acelera, agrega e cresce, concentra e brilha, explode e forma a vida!

Estórias


Acorda com suores frios ainda a sonhar:" Terão batido à porta?" apressa-se. Começa de madrugada saindo célere pela janela do 4º andar. Houve mais um crime envolvendo tráfico de cefalópodes na zona sul. Apanha a linha e o primeiro comboio. desce aos subterraneos. Investiga junto ao bairro dos artrópodes: " Chegou tarde amigo, já veio a policia de intervenção genética, levaram as provas." Não se deixa ficar, sobe ao bar onde encontra um informador camuflado:" Podes sempre ver junto ao cais, as redes são várias, há mais de 3 grupos a operar nesta área" Fica na mesma mas desconfia...Saí e acende o cachimbo de ópio, precisa de assentar ideias, o sol já vai alto, deambula pelas ruas, gentes aos encontrões perturbam-lhe o discernimento, vai ao cais. As descargas ilegais, e o tráfico às claras. Aponta a fusca a um encarregado ciclope. " que sabes dos octos?" pergunta ameaçando-o. Aponta para o armazém 18. Comunica ao seu parceiro para ir lhe dar apoio, não atende, está com tifo. Encontra-se sozinho, chegou a altura decisiva. Entra subrepticiamente pelo telhado sob a grua de apoio ao porto. Do topo vê a jogada toda. A altura é critica, todo o bando está reunido. Sem avisar dispara em todas a s direcções e desce as escadas metálicas. Lá dentro é o caos, todos se arrastam em fuga. Consegue apanha-los em pleno acto: " vocês são todos umas lesmas!" Mais um caso resolvido. Recolhe-se ao bar, mais dois copos de eter, a lula mete-se com ele e saiem juntos. "isto pode ser o principio de uma grande amizade"...

10 março 2008

Quem somos?


Ao encontramos alguém novo, falamos das semelhanças para encontrar pontos comuns.
Encontrando alguém de há muito tempo, falamos do passado até ao presente.
Estando com alguem presente, fala-se de quê? As semelhanças já foram encontradas, o passado debatido, o futuro quase garantido. Resta conversar dos outros, basta salientar o que está mal, propõe-se novas ideias ou ideais. Convive-se nada dizendo.
E se a alguém novo lhe falássemos de nós? se lhe apontassemos os defeitos de imediato? e se alguém que já não viamos há muito nada dissessemos? O que é hoje em dia o racional? O que é socialmente aceite? Será que perdemos a capacidade de ser sem parecer? Só gostamos da moda que nos incute a sociedade? Somos aversos ao diferente porquê? Porque temos medo do desconhecido? Quanto mais civilizados menos humanos. Quanto mais sabemos menos discernimos. Quanto mais cultos, mais fechados aos outros. Quem somos nós? O que fomos? E em que nos tornaremos?


Aceitam-se apostas

O alienigena


Havia um ser preto e esférico num planeta amarelo. Vivia sozinho entre muitos doutras cores e formatos. Tinha o seu feitio, era preto, mesmo quando estava com azuis. Continuava esférico mesmo quando junto a outros formatos. Vivia dum lado para o outro não se adaptando a nenhum lugar, uma vez que rolava, e nem sequer se afeiçoava a ninguém uma vez que não mudava de cor. Falava com todos, e contava-lhes os seus feitos, rebolava de cor em cor, circulava de formato em formato. Quando subia descia, quando ia ao fundo flutuava. Fartava-se de estar com todos os outros. Decidiu partir. Encontrou um Planeta branco com seres pretos e esféricos. Saltitava de contentamento, não tinha de argumentar, nem tão-pouco de provar nada a ninguém era aceite por si só. Rebolava com eles de cima para baixo, da esquerda para a direita. O dialogo não era necessário, a aceitação um facto consumado. Passou-se um século neste éden. Continuava a fazer o mesmo de sempre. Até ao dia em que não era capaz de comunicar, em que já não rolava, em que já nada via, em que o dia era sempre o mesmo. Ganhou outras cores, perdeu a forma e definhou.

03 março 2008

Narcoléptico - Um lenda de se ver grego




Hipnos vivia num palácio dentro de uma caverna no sul distante, onde o SOl nunca chegava, porque ninguém tinha um galo que o acordasse , nem gaivotas ou ar-condicionados, de modo que Hipnos viveu sempre em tranquilidade, em paz e silêncio.
Do outro lado de todo este lugar peculiar passava um rio, um rio do esquecimento, e nas margens, outras gentes viviam e cresciam junto ao murmuro liso de águas limpidas do rio a dormir. No meio do palácio estava uma cama bonita, cercada pelas cortinas pretas e suaves onde Hipnos descansava em penas macias com num sonho calmo . Seus amigos e familiares velavam para que ninguém o acordasse. Hipnos teve uma infãncia feliz. Hipnos era o deus do sono, da actividade a dormir, mas não dos sonhos em si. Em oposição havia Erís, sua arqui-inimiga, sempre infatigável e portadora duma actividade sobre-humana, tinha como objectivo semear a discórdia, entrava timidamente porém desde logo mostrava os seus intentos. Desceu ao vale onde Hipnos dormia e o atormentou até à eternidade. Deu-lhe a maçã e matou-o, acabou-lhe o silêncio, extinguiu-lhe o sono, desabou o seu mundo onirico, por fim desistiu. Saiu do Olimpo para nunca mais voltar.

(baseado em factos verídicos)

26 fevereiro 2008

Odes duma existência sideral ( remake dum poema no Espaço)


Gaia cria a vida ao simplesmente girar.
Também a destroi se espirrar.
Um volta mais rápida e está tudo no ar.
Uma paragem repentina e vai tudo voar.
Divaga com o sol e entre as outras estrelas,
desloca-se na galáxia e afasta-se do centro do Universo,
mas sem nunca o deixar.
Fazemos cálculos para tentar compreender,
esquemas para nos enquadrar,
tabelas para a saber ler,
e quadros para o demonstrar.

Apesar da ciência, apesar da técnica, sabemos pouco e nem sabemos quem nos vá ensinar. Apenas podemos agarrar-nos firmes e sorrir, estarmos presentes e testemunhar,
e apesar da nossa ganância não podemos ignorar, que em qualquer instante, em qualquer momento, com ou sem a nossa aquiescência, podemos expirar.
Assim é o Big Bang, assim se faz a criação, como num mecanismo automático que não requer a nossa compreensão, perante a nossa existência o tornamos axiomático, mas também, como num pequeno soluço, presenciamos a destruição.

20 fevereiro 2008

A Ilha


Viviam na Ilha. Uma população imensa de gente nobre e educada. Com todos os bens primordiais à civilização. A paz, com pão, em saúde, educação e habitação. Trabalhava-se para o bem comum, sem atritos, nem choques ideológicos. Nada faltava naquela sociedade perfeita. Passavam os dias, os anos, as décadas, e prosperavam. Sem aviso, o nivel das águas começou a subir. Fizeram-se diques, construiram-se canais, organizaram as construções em altura. Houve o dia em que o espaço não chegava, as gentes acotovelavam-se, os bens escasseavam, a estrutura desabava. Chegou a altura de se reunirem e tomarem decisões. Numa grande assembleia juntaram-se os representantes das várias ordens, para deliberar quem deveria abandonar a Ilha, e quem merecia ficar:
" Meus amigos!Em representação da ordem militar proponho que sejamos nós a ficar uma vez que a paz deve ser mantida, e que é só assim seremos felizes."
"Perdão meu caro senhor, eu como representante da ordem do advogados, devo avisar que sem Leis haverá o caos, e a Ilha não terá a razão!"
" Lamento afirmar senhores mas sem os engenheiros a manter as edificações tudo se irá desmoronar"
" Perdoaí-lhes Senhor! Sem a Ordem dos bispos, os fieis ficarão sem pastor, andarão tresmalhados e entraremos em perdição"
" Queiram desculpar, porém sem os médicos, a saúde piorará e todos padecerão de várias maleitas"
" Nós como agricultores queremos protestar, sem as terras para lavrar que iremos comer?"
A discussão prolongou-se ad eternum, até que o mar desceu, as terras secaram, as leis prescreveram, a fé perdeu-se, a doença avançou, a sociedade estagnou. Desaprendeu-se a fala.
Ficaram apenas os filhos das cinzas, e às cavernas se recolheram, fogueiras faziam, saiam para a caça e recolecção entre as ruinas da cidade e num vasto território por explorar. Uma unica tribo sem leis nem ordem. Sem rei nem roque. Felizes para sempre na sua desordem.

E Porque não?


"Porque não,
sentir apenas o acordar
Sentir o cheiro autêntico de uma laranja
Ouvir o autêntico cantar de uma gaivota..."

e porque não?
Porque não estender o braço e tocar as estrelas?
Porque não esticar o pescoço e brincar com as nuvens?
Porque não elevar o nariz e sentir toda a maresia do Oceano?
Porque não olhar para além da curvatura da Terra e seguirmos em frente?
Porque não abrir os braços e abraçar toda a Humanidade?
Porque não sorrir duma ponta a outra do Mundo?
Porque não correr pela praia e sentir a vida a fluir?
Porque não mergulhar, tocar o fundo e saber flutuar?
Porque não sentir o vento frio, abrir as narinas, respirar e a montanha aquecer?
Porque não ficar a ouvir o pássaro, as folhas e o insecto a voar?
Porque não ouvir as pessoas a passar?
Porque não deixar ser e estar?
Porque não?

19 fevereiro 2008

para Ti!


If you are my true friend
Then you'll listen
You see, I've been dreaming again
Looking for something
That's been lost
And these eyes have been a camera
They hold memories clear and fine
I'm turning away And I remember
The way it was to live
Inside a small girl
To cast no shadow on the ground
But there is someone here with me
And he is tying
A red, red ribbon to a tree
Oh my mother
My good friend
I knew you so little then
And my sister
And my two brothers
We can still talk to each other In the dark
So if today Is such a long, lonely time away
Then I'll remember
The sound of snow
And I'll remember
The forest
And I'll remember
The Mountain

Heidi Berry - The mountain

Vitamina C


Num campo havia um poço, e perto deste crescia uma alta e viçosa laranjeira. Nesta havia pendurado um baloiço e nele um menino. O menino viva numa quinta longe dali, e todos os dias vinha brincar perto do poço. Baloiçava enquanto se banqueteava a comer laranjas, cor-de-laranja grandes e sumarentas. Um dia caiu lá dentro e por lá ficou. Tinha saudades do baloiço. Das laranjas não. Caiam frequentemente lá dentro. E assim cresceu e tornou-se homem. A laranjeira nunca parou de dar fruto e alimentava-se dela. Um dia fartou-se e saiu. A laranjeira estava gigante e rasgou as cordas do baloiço que se encontrava gasto no chão pelo uso doutros meninos. O tamanho da laranjeira impressionou-o e subiu até ao mais alto dos ramos. Pelo menos aquele que lhe sustentava o peso. Por lá ficou. Os pardais incautos habituaram-se a ele, e o homem alimentava-se deles. A laranjeira crescia, o homem envelhecia. A laranjeira ficou.O poço também, e o homem morreu.

Sonho


Estando firme aqui neste penhasco, peço que não me acordem deste lindo pesadelo! Agarro-me às palavras com medo que as tirem. O vento circula à minha volta e arrefece-me a face, as folhas voam em circulos, assim como as frases que me aconchegavam, deixam de ser minhas e puxam-nas. As vozes longinquas falam mais de perto, aproximam-se de mim, e falam. Dizem lindas coisas. Contam belas intrigas, circundam e apertam-me. Brasas que se reacendem e me acertam no peito, rasgando-me a carne. As belas conversas rodopiam e elevam-me. Apontam-me e dizem que fui eu. Contam que sou eu. Falam que fiz eu. e Subo, subo mais, chegando aos céus. Condenado e julgado, e o corpo atirado ao circo é brevemente devorado, rapidamente desaparecido. E dizem que fui eu. E Apontam-me dividem os despojos, todos juntos à fogueira. Cantam e dançam.

18 fevereiro 2008

transcendencias

na noite, saiam as estrelas ao nosso encontro, a fuga impossível, uma velocidade que nos transcende! fugiamos pelas ruas escuras do bairro escuro, iluminado pelos archotes apagados, saíamos de casa com os cães cheios de raiva, a dentada poderosa num manto de alguém embriagado, gritavamos com medo, sufocavamos no nosso vómito! A maré puxava para o levante, a mente enviava-nos avante! sem sentido e com direcção perdemo-nos no deserto, levados pelo berbére que nos falava que era perto. a saida estava longe, a entrada era aqui. onde? não sabemos. a areia entrava pelos poros e afogava todos os esforços. Navegavamos em esforço e o troço sem rota, sempre em frente, adiante...

blah


Virgin mary was tired
So tired Tired of listening to gossip
Gossip and complaints
They came from next door
And a bewildered stream of chatter
From all sorts ofAll sorts of
Untidy whores
Came from next door
Came from next door
But some men are chosen from the rest
But their disappointment runs with their guests
Never would be invited to the funeral rosegarden
But their choice dont seem to matter
They got swollen breasts and lips that putter
And their choice of matter and their scream of chatter
Is just a little parasitic scream of whores
Screaming whores
In the rosegarden funeral of sores
Virgin mary was tired
So tired of listening to gossip
Gossip and complaints
In the

In the Rosegarden
Rosegarden funeral of sores


Rosegarden Funeral of Sores - Bauhaus "Press the eject and give me the tape"82

livre


livre! Livre para descer no buraco como alice
descer no país das maravilhas! tocar na sarjeta e subir alto
cavalgar nas estepes num cavalo turco e voar!
Aspirar o pó das pampas, ter como heroína uma das amazonas, carregar-me de tetra-hidro-canabinol e beber o a poção mágica que me inspira!
Livre para carregar a sela com Ketamina e partir!
Livre para em cada selo lamber uma carta!
Livre para selar o destino com lsd como remetente e rir!
Partir e dividir-me em Md
chegar e não parar de consumir-me em etanol
o cérebro em colapso o corpo em explosão sem nunca o sentir!
livre!

palavras

do alto do zigurate todos observam
do alto da torre todos vêem
de cima do observatório comentam
mas alguém interpreta?
será que ninguém descodifica?
haverá outrém que descomplica?
a linguagem um virus que se espalha
a mensagem uma cadeia que encalha
Todos a leem
mas quem é capaz de a sentir?
todos a vêem
será alguém capaz de a resumir?
Será que um dia descerão da torre de babel?
será que algum dia vão crer?
haverá alguém capaz de conseguir?
pelo menos de querer?...

Não ser


Fecho-me e impeço a luz de chegar, esqueço as cores e as imagens que me trespassam a memória apagando de vez todos os instantes e momentos vividos. Tapo os tímpanos e deixo de ouvir, rasgo as notas, os sons, as vozes e os tons constantes da recordação. Ponho as mãos sobre o corpo, inclino-me para trás, deixo de sentir, sentimentos queimados, emoções trituradas, sensações esmagadas. Pára a corrente sanguínea. A respiração inconstante, sem oxigénio. Aguardo a escuridão cardíaca. Deixo de ser. Os pensamentos não surgem, as vontades dissipam-se. Uma vertigem súbita, uma tontura tremenda, atiro-me. Fui.

Ser #2

Nunca saber com estar com alguém. Fabricação de gestos, invenção de estado, actuar por reacções pré-concebidas. Não saber amar ninguém. Realizar desejos, conviver de alma ausente, sentir de corpo inexistente. Socializar com uma máscara de acordo a ocasião, um sorriso trazido e ensaiado, uma catálogo de emoções idealizadas.
Um catavento, um papagaio, um girassol. Estar apenas para ser. Ser somente o que se exige. Passar subrepticiamente, correr o tempo, esperar por nada. Acordar para viver a fábula criada anteriormente, viver a encenação do egoísmo reeinterpretado. Sem objectivos nem tão-pouco almejar nada.Alimentarmo-nos porque surge a fome, agasalharmo-nos para tirar o frio, darmo-nos quando vem o cio. Nada saber, a mente vazia, qual insecto a bater na vidraça, não há mais caminho, secar e definhar no parapeito.

Ser


Como conviver com alguém? As aproximações sempre falsas, meias-verdades, máscaras e sorrisos encobertos com sarcasmo. Nunca ter uma verdadeira relação, antes actuações fora de palco, ensaios em branco, encarnar personagens. Nunca viver realmente, antes seguir o guião, funcionar por imitação, proceeri como a maioria. Nunca sentir realmente, apenas estar presente, reagir de modo pré-condicionado. Não amar realmente, aproximar-me e observar que estimulos são pedidos, funcionar como uma máquina reveladora de desejos.
No fundo uma mal-formação, um defeito de fabrico. Um catavento, um girassol, um papagaio.
Ter principalmente as funções vitais, ter fome e ir à procura de alimento, ter o cio e seguir o chamamento, ter frio e procurar abrigo. Não ter alma e coração artificial. Viver à espera de adormecer. Acordar para poder olhar algo diferente, que nunca vem, nem nunca aparecerá, não estar aqui, fugir, não pertencer, conseguir contornar os obstáculos, as questões, as dúvidas, viver superficialmente, esquivar, contornar, e chegar ao fim sem nada, apenas a mente vazia, sem problemas, nem ideias, nem objectivos. Desejar não ser, e à passagem do tempo, não estar a desejar. Seguir pela linha subrepticiamente, reparam mas não nos vêem, ouvem mas não escutam, e assim passar...A morte à espreita. Não levar nada nem ninguém atrás. Quem fomos? Não interessa...

15 fevereiro 2008

noite branca

Saímos entre a noite
de encontro às estrelas pelo caminho.
Bebemos para além da exaustão
nem é hoje que chego ao ninho
e cansamo-nos do turbilhão
falamos com alguém
sentimos os deja vu e os clichés
alteramos a sensação
dá uma dormência nos pés
vivemos a emoção
gastamo-nos como se fosse a perdição
uma ansia de ir à frente
estoiramos com a nação
com um impeto tremendo
criamos uma canção
estoiramos o acontecimento
parimos um cão
estagna-se a mente
andas pelo barril
a cabeça dormente
mas estás baril
rebenta a bolha
continuas na moda
tiras a máscara
já ninguém olha
sei que o mundo anda à volta do sol mas não faço ideia para onde vai...
conversa que não interessa a ninguém
e este atrofio também

14 fevereiro 2008

para que não restem dúvidas.

"Não existe diferença significativa entre os vocábulos “estória” e “história”, que partilham a mesma etimologia (do grego ‘historía’).
Contudo, “estória” é a grafia antiga de “história” que, entretanto, caiu em desuso no português falado em Portugal.
Por conseguinte, este vocábulo não aparece registado nos mais recentes dicionários de língua portuguesa editados em português de Portugal.
Porém, ainda o podemos encontrar no Michaelis. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, editado em São Paulo (em 2002), com um significado diferente de “história”.
Estória (segundo Michaelis):
1) Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção.
*estória em quadradinhos = série de desenhos, em uma série de quadros, que representam uma estória, com legendas ou sem elas.
**estória da carochinha = conto da carochinha
*** estória do arco da velha = coisas inverosímeis, inacreditáveis.
**** estória para boi dormir = conversa enfadonha, com intuito de enganar.
***** deixar-se de estórias = evitar rodeios, indo logo ao ponto principal.
No que se refere aos dicionários mais recentes editados em Portugal, todas as acepções supra-referidas são parte integrante da entrada “história”.
História
1) Narração ordenada, escrita dos acontecimentos e actividades humanas ocorridas no passado.
2) Ramo da ciência que se ocupa de registar cronologicamente, apreciar e explicar os factos do passado da humanidade em geral, e das diversas nações, países e localidades em particular.
3) O futuro, considerado como juiz das acções humanas (ex: A história o julgará.)
4) Biografia de uma personagem célebre.
5) Exposição de factos, sucessos e particularidades relativas a determinado objecto digno de atenção pública.
6) Narração de uma aventura particular. "

In prontuário ortográfico da língua portuguesa

13 fevereiro 2008

Aborigenes

Foi comovente ver o pedido de desculpas de John Howard. O facto das desculpas terem sido aceites não invalida os actos anteriores, porém é um passo e uma atitude honrada e corajosa. Tomara que os paises colonizadores, fizessem o mesmo; Os Espanhois com os Maias, Incas e Astecas, Nós com os africanos e os ingleses e americanos com o Mundo. Infelizmente em nome da guerra ao terror e em nome da liberdade continuam a invadir paises como fossem os grandes portadores do estandarte da razão e da paz...

12 fevereiro 2008

Atmosphere - Joy Division( só mais esta juro!)


Walk in silence,
Dont walk away, in silence.
See the danger,Always danger,
Endless talking,Life rebuilding,
Dont walk away.
Walk in silence,Dont turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask of self-hate,
Confronts and then dies.
Dont walk away.
People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,Through the streets,Every corner abandoned too soon,
Set down with due care.
Dont walk away in silence,Dont walk away.

o video está em www.myspace.com/joaocruz30 assim como anterior. Bem-vindos!

O superman - Laurie Anderson (sempre actual)


O Superman. O judge.
O Mom and Dad.
Mom and Dad.
O Superman. O judge.
O Mom and Dad. Mom and Dad.
Hi. I'm not home right now. But if you want to leave a message, just start talking at the sound of the tone.
Hello? This is your Mother. Are you there? Are you coming home?
Hello? Is anybody home?
Well, you don't know me,but I know you.And I've got a message to give to you.
Here come the planes.
So you better get ready. Ready to go. You can come as you are, but pay as you go.
Pay as you go.
And I said: OK. Who is this really?

And the voice said:
This is the hand, the hand that takes.
This is the hand, the hand that takes.
This is the hand, the hand that takes.
Here come the planes.
They're American planes. Made in America.Smoking or non-smoking?
And the voice said:
Neither snow nor rain nor gloom of night shall stay these couriers from the swift completion of their appointed rounds.
'Cause when love is gone, there's always justice.

And when justive is gone, there's always force.
And when force is gone, there's always Mom.
Hi Mom!
So hold me, Mom, in your long arms.

So hold me,Mom, in your long arms.
In your automatic arms.
Your electronic arms.In your arms.
So hold me, Mom, in your long arms.
Your petrochemical arms.
Your military arms.
In your electronic arms.


Este post tem fins educacionais e medicinais

www.youtube.com/watch?v=CvyIvBW3L9k

Mensagem


Abrigo, dd/mm/aa desconhecido

Espero que por aí esteja tudo bem, nós cá vamos tentando sobreviver.
o tempo tem estado cinzento, as particulas e a radiação continuam a afectar a atmosfera e o solo.
Ontem saímos para tentar arranjar alguns viveres e água, pois já não há qualquer tipo de alimentação. A saída à noite traz muitos perigos e a visão é quase nula.A tempestade continuava e tinhamos de nos deslocar rápido. Não levávamos protecção para o sol e dos sete só dois tinham armas. Mesmo assim não correu mal, conseguímos voltar quatro e recuperamos um corpo. As ruas continuam cheias de escombros e não é possivel a deslocação por veículo de rodados ou lococomoção por tracção automotora. Além disso escasseia o combustivel. Tentamos deixar o minimo de vestigios da nossa presença. Estamos a usar gordura orgânica extraida dos corpos. Não avistamos ninguém, porém conseguiram matar dois dos nossos, quanto ao terceiro foi vitima da radiação, expôs-se demasiado tempo. O cansaço já é demasiado e as forças já são poucas. Temos de ser mais rápidos. Quanto ao que conseguimos, só meia duzia de ratos e dois cães, nem chegarão para esta noite. Resta-nos esperar que a cinza desapareça e que consigamos fabricar fatos mais eficazes. Estamos a tentar fabricar armas de longo alcance, pois não sei como eles continuam a apanhar-nos e nós a cair que nem tordos nas suas armadilhas. É dificil ver lá fora, e o barulho ensurdecedor impede-nos a comunicação. Temos de nos manter unidos e presos por cordas uns aos outros. Em caso de fuga desprendemo-nos e é cada um por si. Hoje tive sorte. Já se assam os animais e o ultimo corpo humano que encontramos, os outros já estavam em decomposição, sempre servem para combustível. Tenho de ir agora, espero que nesse paralelo as coisas estejam melhores. Aqui as condições estão longe de melhorarem, a água é reciclada da urina e do suor, já não temos iluminação, só a que vem das fogueiras para aquecimento, cada vez somos menos, as doenças atacam em cada momento e instante que passa, sem olhar a quem, já não há medicação, estamos reduzidos a 10%, tanto melhor, sempre há mais alimento. Ainda não descobriram o nosso esconderijo quando assim for seremos dizimados instantaneamente. Desejo-te melhor sorte meu amigo. Quando puder volto-te a escrever.

Saúde e Sorte meu Irmão! Abriga-te e não olhes a meios!

11 fevereiro 2008

Estética ou tactica?

Acho caricata a indumentária das gentes. A formalidade mistura-se com os gostos. O status com o politicamente correcto. terá a ver com o aspecto visual pessoal ou uma imposição laboral? Será a função exercida avaliada pelos adereços? O fulano do fato será mais apto que sicrano em ganga e t-shirt?dar-se-á mais valor ao colarinho branco que a camisola preta desenhada com Miró? o intelecto medido pelo sapato de crocodilo vs ténis made in China? A educação pela gravata em oposição ao piercing? Talvez seja uma forma de catalogar. O ser humano sempre gostou de criar nichos, de classificar, inserir em grupos. Vivemos num unico mundo mas há quem viva num à parte, especial, aquele do preconceito ou conceito das vestimentas e vivências mediáticas. Muito Fashion decerto. Até será bom haver gente que não vive assim, são os outros, aqueles que vivem para além dos juizos e senso comum. Gente estranha essa. Quase primeva, vive de acordo o funcional, sem preocupações visuais extremas, talvez nem vejam o Dr. Phil, nem a Oprah ou o sexo e a cidade. Séries de alto valor socio-cultural e inseridas perfeitamente na Europa do séc. XXI, correspondem aos nossos principios morais e éticos. Enfim...É só gente Bizarra! Mas também o mundo já é um Cliché e nós( os outros) um Dejá vu....

Tempo livre


Sem tempo pra chegar, nem partir.
Dois dias para mim ou para ti?
Mais um fim de semana perdido
mentes a ti e esqueçes os amigos, sem surpresa.
Sem esperança lutas com tudo o que passa.
A chuva não te limpa
o Sol não te aquece
Desces pela sarjeta, esqueces o sorriso
e largas a paciência,
Trazes a raiva e a angústia
espalhadas pela casa e rebolas-te nelas
sais.
Olhas-te ao espelho e nem tens certeza de quem vês

Na baixa

Chico vivia à margem, quase fora-da-lei. Vivia de biscates aqui e ali. Pedia trocos no Chiado, descia para a mouraria para se orientar. Subia para as escadarias sombrias onde viajava por minutos. O dinheiro foi-se mais uma vez, entrou pela mente e dissipou-se. Altura de o arranjar novamente. Cambaleava pela rua, seguia os carris na rua calçada e humida da madrugada. Passa pelo tasco do Zé, já aberto, pede-lhe os restos da noite anterior, come rápido e sofregamente num vão de escada, os dedos negros e agora gordurosos da comida gasta e fora de prazo. Retoma o caminho com a visão turva e a cabeça tolhida, o processo não pode parar. É cedo para a Baixa, vazia e fria, dirige-se ao rio, os 1ºs barcos trazem um mar de gente, que inunda a cidade, o dia de trabalho recomeça. Encosta-se nas arcadas do Terreiro. Tem de arriscar, segue a sua vítima, não se apercebe que tem alguém no seu encalce, vira a esquina em direcção à paragem. É altura! Corre e passa-lhe ao lado, puxa-lhe a mala, a vítima caí e é arrastada um metro, a mão não se abre, ameaça-a, rapidamente larga-a. Põe-se em fuga que nem louco, não ouve as sirenes que se aproximam, entra num prédio devoluto. sobe os degraus escuros, aqui não será visto, mas é melhor não arriscar. Sobe mais um andar e mais outro! Chega ao fim. Ultimo andar...entra pela porta meio partida. senta-se na sala poeirenta. Abre a mala e seu conteúdo. 5 euros! foda-se tudo isto por 5 euros! Vão para o bolso das calças. fecha os olhos... O barulho cá em baixo acorda-o...luzes, e vozes, rádios a sibilarem...os degraus ultrapassados...Tem de fugir, está preso ali numa casa pombalina decrépita, não pode ser apanhado! Sai luz da Janela, abre as portadas, há andaímes, que sorte! Gritam para ele, mandam-no parar! Desce rápido , a madeira cede, a queda é alta e não se segura, aterra no chão...Nada sente, nada ouve, a visão vermelha, a mente branca, a vida negra...Lentamente vê tudo passar-lhe à frente. Não! E a quarta??? Não pode ser assim, não por uma Milena!!...

claramente

um dia claro.Brilha o sol, ofusca a Terra, de luzes acesas em pontos luminosos e traços iluminados com gente brilhante de reflexos ilimitados numa luz eterna e tremenda claridade. Porque nem tudo é negro...

08 fevereiro 2008

"Um ponto sem nó"

Na folha um ponto. Apenas. Somente um ponto negro na folha branca. Uníco, pequeno, estático. Fechado por aquele plano infinito num horizonte delimitado pela dimensões do A4. SEm contacto com o exterior, sem saber da 3ª dimensão...Movimenta-se até ao vértice, percorre-o como se na corda bamba, olha em frente, nem um ponto de fuga. Nada se afigura, permanece eterno, estica-se, expande-se em linha! Cresce! Os horizontes encurtam-se, cria derivadas, paralelas, diverte-se e aumenta! Cresce novamente, a linha fecha-se ele próprio é infinito numa circunferência! Roda pela linha da folha, desliza pelo plano da mesma, já não é o mesmo! Não está em si de contente, e cresce novamente, incrível, em altura, trepassa a folha e a linha da circunferencia transmuta-se em infinitos planos fechando a superfície, é agora uma esfera! só um ponto toca no plano original! Não pode de tanto contentamento, tenta elevar-se..saltita..voa...sai da folha! E perde-se no espaço 3D...

06 fevereiro 2008

EH Carnaval!

Carnaval já foi o Natal também.
Os foliões pra casa e os 3 reis pra Belém.
O bilhete comprado numa viagem com volta.
Tanta reviravolta no meio da palavra solta
Gente mascarada uma verdadeira palhaçada
um Frenesim de canções
Um decibel a mais num chinfrim
Os auscultadores em mono
os inspectores a cores.
Intervalos optimos
Espaços com ritmos
dá-se azo a soneiras
e moscateis em turbilhões
assim como mexilhões
leite sem creme
Vinho com verde
Noites brancas
e gatas pardas.
Assim sendo
vamos vendo
Que Venha a Páscoa
que vou aparecendo

um post daqueles pseudo-intelectuais

Era um dia de Inverno estava pensativo à mesa que se espraiava pela brancura de lisboa e debaixo do timido mas quente sol. Perguntava-me o que as pessoas gostam de ler nos blogs. O motivo que leva a escrêve-los é varido, vai desde a exposição pública circunstancial, a um mostruário dos nossos sentimentos e ideais, à exposição de emoções e ideologias ou até a uma autoscopia e/ou confessionário aí de cariz mais pessoal e intimista. Aqui há histórias, estorinhas, contos, desabafos, devaneios, pensamentos sem sentido, construções e desconstruções dramáticas, tramas, ardis, traumas, doenças, psicoses, etc e tal. De repente,e no meio dum bafo dum cigarro, lembrei-me também de questionar sobre o que é que as pessoas gostam de ler nos mesmos blogs. Será isto uma extensão da nossa mente? Expor-nos para lá do alcance das nossas próprias verbalizações orais( passo a redundância)? Chegarmos mais longe? Dispôr a nossa informação que nos vai de sinapse em sinapse, em catálogos pesquisáveis por qualquer um, longe, para lá do nosso horizonte? Para lá do nosso alcance? Esticar o nosso horizonte? Tornar infinita a comunicação? Sem fronteiras nem barreiras físicas ou psiquicas? Sermos incomensuravelmente maiores e eternos? Hum?...Talvez sejam dúvidas existênciais, ou mesmo dejá vu...Quem sabe senão um cliché...Mas também, a partir do momento em que nascemos e crescemos e imaginamos já o somos. Somos reeintrpretações, reinvenções, fazemos por imitação, por experimentação e erro como um rato em laboratório. Será isto redutor? talvez seja. Ou então sejam apenas expressões e impressões literárias de alguém, de mais um. Se melhor? não! se diferente? também não! Se único? certamente!
A escrita seja ela cuneiforme, linear b, mandarim, árabe, latina, ou um qualquer derivado, está gasta mas é rica, são 5 mil anos dela. Agora com esta facilidade de passar os caractéres em números binários e enviá-los para qualquer lado, inclusivé para o espaço como no caso do Voyager que já saiu daqui em 1976, qualquer um é candidato a divulgador e contador de crónicas ou apenas a farol, monstrando que está presente, que existe, que é um ente pensante. E é bonito no fundo, salutar até, aprende-se lições, trocam-se ideias, ou pura e simplesmente se é. E se sente. Despeja-se para aqui o que vai para ali. Pois é. Bem-vindos ao meu Mundo. É pequeno, mas cabe toda a gente.
Entretanto, aquele dia de inverno, e aquela mesa...era só cenário...Um adereço...Eu gostei!

03 fevereiro 2008

Mais um dia - director´s cut


Escorria dos tapumes de contraplacado matéria disforme sem forma mas com conteúdo estranho. O solo empestado de térmites acéfalas que sonegavam comunicação distorcida e inaudível por sirenes de entes escondidos por detrás das portas da percepção. Um corpo eleva-se sem peso nem massa nem afectado pela gravidade. Sobe para lá da troposfera. Particulas solares faziam-no brilhar e entrar em incandescência. Empurram-no para lá da Nuvem de Oort. Circulava numa secante ao sistema solar e num angulo recto ao disco galactico. Uma aceleração assustadora, entre as particulas ionizantes e o silêncio surdo do calor a 3º graus kelvin.
Sem poder escapar, deixa-se ir...perde-se. A relatividade transforma-o, a energia expande-se através da luz, e a matéria escasseia. Sem surpresa é chamado e impulsionado ao centro gravitacional dum buraco negro. Nesse momento , toma consciência, abre os olhos e é consumido e transformado num fio ininterrupto de anti-matéria. Vê-se, isola-se e desfaz-se em fotões.
(continua...)

Mais um dia

corria das paredes a forma distorcida dum devaneio. o chão povoado de insectos que transmitiam as informações entrecortadas por assobios agonizantes de seres do outro lado da porta. O corpo eleva-se ao tecto não lhe tocando, como se enchido de hélio e afectado pela gravidade. Desprendido subiu à ionosfera. Particulas solares faziam-no brilhar e entrar em incandescência. Orbitava com uma tangente ao eixo terrestre, a velocidade alucinante, entre o azul e o negro celeste, sem chances de optar. as leis regiam-no. De repente..De repente chamavam-no. Era hora. acordou, levantou-se e tomou banho...Morreu.

02 fevereiro 2008

memórias difusas ou recordações confusas

Dias há em que o pensamento se tolhe e a razão se encolhe. Quer isto dizer que se sobrepõe à emoção? Nem por isso. Apenas instintos etilizados e comportamentos desonectados, um torpor no corpo, e acções derivadas de reacções disparatadas, visões que entram na mente porém sem qualquer fito depois de decifradas. São causas que provocam efeitos inesperados e até nunca esperados. São mensagens atiradas para o éter que ficam a pairar, causado a dúvida , temores desprovidos de sentido. Levam-nos a desviar da nossa direcção primordial, os princípios éticos e morais são olvidados, mesclados e alterados por ambientes que ultrapassam o nosso próprio nicho ecológico e até os parametros que nos fazem viver em sociedade.
Discurso complexo? Quiçá... Os momentos e instantes em que se envereda por certas situações causam depois a vergonha, o embaraço, e até disfunção mental. Desculpas? Não, apenas caminhos trilhados muitas vezes. Hábitos que demoram a sair, mesmo que se feche a porta e caminhemos juntos pela estrada. Como tudo na vida e tal como o cântaro que tantas vezes vai à fonte que se parte. É preciso uma cisão, uma fusão da nossa compreensão do mundo, não negar os nosso instintos nem aquilo que nos torna humanos, porém ter os pés assentes na terra embora a cabeça esteja na lua. Bato no peito, em penitência. Trilharei a estrada, seguro de mim, esperando que vejam as pegadas e que as sigam também. Note-se que sigo na peugada de alguém, sempre de atalaia aos sinais. Um mea culpa se por vezes não os vejo. Adapto-me e evoluo. Espero que haja reacção positiva, porque falhas todos as temos, e remorsos também, vejam o farol e sigam-no que também o farei.
Tanto no amor como na amizade a atenção é necessária, apuro os niveís de eficácia e eficiência, bem que tento! Haja fé e esperança, pois estou aqui, pé no chão, cabeça no ar, mas de mão estendida.

2008/02/0? 4:39 Am

é bom estarmos desafogados
e sentir a brisa noutros rios que não os tejos e os sados
viajarmos sobre foguetes prateados
andar em cima e até pelos lados
ver mercedes e ostros carros
viajar desorientados
porém sempre ligados
não haver noites que estejamos apeados
sentir a brisa mesmo atrofiados
questionarmos se estaremos mesmo marados
haver alturas que estamos contrariados
saber sempre e preservar esses novos achados

in João Cruz, Crónicas dos desamparados, 2008

31 janeiro 2008

http://www.myspace.com/100pessoas

Eu vi já faz tempo que nada havia para se sentir , tanto ao longe como ao perto e assim num dia daqueles negros mas claros com a água nos canos. "Escura? sim mas pouco" dizia alguém. não valia a pena a interacção dado que a fuligem do tempo desbotava as estações. aproximava-me da distancia à mesma velocidade que me fugia o tempo. Agarrei-me ao corrimão, corri pelo chão, voei pelo tecto! ninguém crê, mas sem ninguém a ver juntei uma pequena multidão composta de betão.

Citação

Há sempre uma primeira vez para tudo. Apesar de já ter sido acusado de plágio nunca o fiz. Contudo aqui vai uma transcrição que me parece pertinente para a "altura sentimental vivida":

" A obstinação amorosa de Viola chocava com a teimosia de Cosimo, se bem que por vezes se desencontrassem. Meu irmão fugia à languidez, às molezas, as pequenas perversidades refinadas: nada lhe agradava para além do que fosse o amor natural.(...) Cosimo, amante insaciável, era simultaneamente um estoíco, um asceta, um puritano. Sempre em busca de felicidade amorosa, continuava todavia sendo inimigo da vontade. Chegava a desconfiar dos beijos, das carícias, dos afagos verbais, de todas as coisas que ofuscassem ou pretendessem substituir-se às saudações da natureza. Foi Viola quem lhe descobriu a exuberância; e com Viola nunca Cosimo conheceu a insatisfação após o amor, essa insatisfação que tantos teólogos predicavam, assim chegou mesmo a escrever sobre este assunto uma carta filosófica a Rousseau. Este, certamente perturbado, não lhe respondeu.
Mas Viola era também uma mulher requintada, caprichosa, viciada, actólica de alma e coração. O amor de Cosimo satisfazia-lhe os sentidos, mas deixava-lhe insatisfeita a fantasia. Por isso as suas súbitas alterações de temperamento e sombrios ressentimentos. mas tudo isto bem pouco durava, tão variada era a vida que levavam e o mundo que os rodeava.
Cansados, procuravam refugio escondidos sobre as árvores de copa mais frondosa: ramarias que lhes envolviamos corpos como folha que os embrulhasse, pavilhões suspensos, como panejamentos que ondeavam ao vento, ou colchões de penas. Neste pequenos pormenores se explicava o génio de Viola: onde quer que se encontrasse, a marquesa tinha o dom de criar em torno de si abastança, luxo e uma complicada comodidade; complicada à vista mas que ela obtinha como miraculosa facilidade, porque tinha o dom de tornar realidade todas as coisas que pretendia, ainda que a todo o custo.(...) Naquela altura iam-se descobrindo um ao outro, contando mutuamente as suas vidas, interrogando-se.
- E sentias-te só?
- Faltavas-me tu.
- Mas pergunto-me se te sentias só, não em relação a mim, mas ao resto do mundo?
- Não. Porquê? Tinha sempre qualquer coisa a fazer com os outros: colhi fruta, podei, estudei filisofia com o abade, bati-me com piratas. Não acontece o Mesmo na vida de toda a gente?
- Não. Só tu és assim, e por isso te amo.

Mas o barão ainda não tinha compreendido bem o que Viola aceitava nele e aquilo que não aceitava. Por vezes, bastava um pequeno nada, uma palavra ou um tom de voz dele para fazer nascer irritação na marquesa.
Cosimo, por exemplo, dizia:

- Com o João dos Bosques, li romances, muitos romances; com o cavaleiro-advogado estabeleci projectos hidráulicos....
- E comigo?
- Contigo amo. Como o podar, como a fruta...
Viola ficava silenciosa, imóvel. DE repente, Cosimo reoprava que se lhe tinha desencadeado a irritação: os olhos tinham-se-lhe tornado subitamente de gelo.

- Mas porquê? O que foi Viola? Que tens? O que foi que disse?
Ela estava muito dsitante, dir-se.-ia que nada vendo nem ouvindo, cem milhas distante dele, com o rosto impenetrável como se fosse talhado de mármore.
- Mas não, Viola, Por favor...Mas que foi? Porquê? Viola escuta...
Viola erguia-se, ágil, sem necessidade de ajuda, e começava a descer da árvore.

Cosimo ainda não compreendera aquilo que tivesse sido o seu erro, ainda não tivera tempo para pensar e tentar descobri-lo. E talvez até de facto preferisse não pensar nele, não compreender, a fim de melhor poder proclamar a sua inocência:
- Mas não, não compreendeste com certeza o que eu queria dizer...Viola, escuta-me...
Seguia-a até aos ramos mais baixos.
- Viola, não te vás embora assim...não...Viola...
Então ela falava, mas dirigindo-se ao cavalo, e não a ele.
Montava, dizia breves palavras, e partia.(...) A certo ponto, imprevisivelmente também, Viola, assim como fora tomada por uma súbita irritação, assim também se acalmava. De todas a loucuras de Cosimo, que pareciam nem seuqer a ter perturbado um pouco, uma delas, uma qualquer, era suficiente para a encher repentinamente de piedade e amor.
- Não, Cosimo, querido, espera por mim! - Saçtava da sela e precipitava-se a trepar um tronco. Do lato, os braços ja estendidos de Cosimo ajudavam-na a elevar-se.
Retomava o amor com fúria semelhente à que havia desencadeado a discussão. Na verdade, era tudo uma e a mesma coisa, mas Cosimo não compreendia nada.
- Porque me fazes sofrer assim?
- Porque te amo?

Desta feita, era ele quem se irritava:
- Não, não me amas, não pode ser verdade! Quem ama deseja a felicidade e repele a dor.

- Quem ama deseja apenas o amor, ainda que para tal seja necessário experimentar a dor.
- Então fazes-me sofrer de propósito?
- Sim, para ter a certeza que me amas.
A filosofia do barão recusava-se porém a ir mais longe.
- A dor é um estado de alma negativo.
- O amor é tudo.

- A dor deve ser combatida.
- ao amor nada se recusa.
- Certas coisas nunca as admitirei.
- Tens de admitir, inevitavelmente, uma vez que amas e que sofres.

Assim como os desesperos, clamorosos, eram também em Cosimo as explosões de alegria incontrolávél. Desde então, a sua felicidade atingia um ponto em que ele sentia necessidade de se afastar da amante e correr, saltando, gritando e proclamando as maravilhas da sua dama."

in O Barão Trepador, Italo Calvino

Titulo Original: Il Barone Rampante
Tradução: José Manuel falante
Tradução cedida por Editorial Teorema
Direitos reservados
ISBN:972-611-626-0
Dep. Legal: B.19.657-2000

Abril/Controljornal/Edipresse







29 janeiro 2008

Tremenda alegria

O Salário subiu 2,1 % e a vida corre bem! O pão subiu 10% mas também não gosto de carcaça...O leite aumentou mas faz-me azia...A carne de vaca está mais cara, mas também tenho o colesterol alto... Os bilhetes de autocarros estão com 5 centímos a mais, felizmente ando de comboio e o passe social aumentou 2 Euros e tal, de qualquer forma tenho de deixar de fumar. Ao cinema também não preciso de ir, dão tantas novelas na TV, além do mais vejo filmes todos os dias no metro, mini-séries no comboio e dramas na TVI. Saidas à noite são dispensáveis, uma pessoa diverte-se no emprego...Viajar para quê? A imaginação leva-me mais longe!
Enfim! Que orgulho eu tenho em poder estar vivo, pois um funeral está pela hora da morte!

11 janeiro 2008

Fábula

Os animais reuniram-se na floresta mais uma vez. As vozes cruzavam-se com os grunhidos, roncos, zumbidos, mugidos e rugidos. Uma cacofonia generalizada. O mocho do alto dum carvalho, chamou a atenção, todos se calaram olhando para cima: " Meus amigos calma! Peço-vos calma, não vejo razão para tanto alarido! Já vivemos situações piores que esta! Lembrem-se da seca aquando da migração das aves, e das cheias na altura das penultimas folhas caídas das árvores! É certo que nunca o ursos tinha sido roubados em sua casa, nem os porquinhos tinham perdido as suas casas, nem havia ninguém a gritar lobo às ovelhas! Amigos temos de nos juntar e fazer valer os nossos direitos! Esta situação não pode continuar! Isto é a exploração do nosso habitat, é a utilização dos nossos recursos, é o uso e abuso da nossa imagem, temos de dizer não à continuação desta farsa! Digam não à utilização dos animais nos seus dramas! Condenem o nosso aparecimento nas fábulas! Está na hora do homem contar às criancinhas histórias sem carochinhas, lobos maus, porquinhos, e etc e tal! Viajemos companheiros, partamos para longe, afastemo-nos dos humanos! Os pinóquios do mundo que ocupem os nossos lugares, os soldadinhos de chumbo, as brancas de neve, e outros que tais!" Terminado este diálogo todos os animais aplaudiram, uma tremenda ovação se ouviu pela floresta, barulhos e ruídos audíveis até nas cidades dos homens. A partir daí nunca mais se ouviu falar neles em contos, fábulas, ou histórias de embalar. Tinham desaparecido do imaginário do homem, viviam livres para serem o que eram: Animais! Séculos mais tarde, o Homem vivia triste e só, nas suas imensas cidades cheias de cinzento e negra poeira. E de vez em quando, precisava de sonhar, e ai recordava-se de ter havido na sua mente, uns seres selvagens, outros amistosos,alguns coloridos e outros amados. Traziam a côr e a alegria às suas vidas pardacentas, algo precisava de mudar. Fizeram-se abaixo-assinados, manifestações, greves, revoluções e minutos de silêncio! Nada parecia resultar, era excusado...Houve um dia em que o sol nascia, e começou a ouvir-se um chilreiar nos ramos e nos beirais, barulhos estranhos em cada esquina, sons que se sobrepunham aos ruídos citadinos que se esbatiam, os carros desapareciam, as casas desmoronavam-se, as raizes das àrvores cresciam à medida que os troncos subiam aos céus. Pequenos animais saiam dos seus esconderijos, os grandes pastavam nas ruas e nas praças. Nas estradas a erva aumentava, sumia-se o alcatrão sob o cheiro da fotossintese, até ao dia em que o próprio homem se extinguiu, a cidade deu lugar à selva e os animais reinariam para sempre...

09 janeiro 2008

estorinha

um conto do rapaz que estava no seu pequeno barco no mar,
ia pescar no meio do verde do mar,
sem uma onda
uma pequena brisa humida que tirava e afastava dele os poderosos raios de sol que iluminavam o mar tornando-o esmeralda,
um silêncio só cortado às vezes pelo rasgar dos golfinhos que saltavam por cima do seu barquinho e o vinham cumprimentar,
o rapaz esticava-se para lhes tocar na sua linda pele cinzenta e esguia,
mas eles fugiam e brincavam com ele rindo!
mais ao cima as gaivotas voavam esperando pela pescaria e aterrando no mastro olhando para ele, como que a perguntar: "Então?! E nós?! não comemos nada?!"
ao longe um grupo gigante de baleias azuis...
quase que se confundiam com o horizonte não fosse o seu forte exalar, expelindo a água do mar como se fossem pequenos vulcoes
fazendo arco-iris a contra-luz e criando elas proprias uma nova paisagem colorida
com sua majestosa passagem
o rapaz observava todo este espectaculo de cor, luz e som
como se fosse um pequeno teatrinho criado apenas para ele
a sua pescaria contudo...
o seu balde.... vazios
baloiçava com o barco na fraca ondulação
deixava-se encantar
deixava-se ir ao sabor da maré
vermelho como o sol
salgado como o mar
feliz como os golfinhos
aproximava-se da terra
já via sua mae que o esperava
pequenina que estava no extenso areal branco a contrastar com a grandeza de toda a paisagem
mas era sua mãe, logo quase que não cabia naquele universo tao grande que era seu amor,
aproximou-se
e atracou
a mae pergunta-lhe
ricardo? que pescaste tu?
algo grande?
ao que o rapaz responde:
enorme minha mãe!
cacei um sonho lindo!e que todo o meu mundo tinha todas as cores do universo
combinadas no verde do mar
no azul do ceu
no branco da espuma
no vermelho do sol
e que a falava com os peixes e que me encantavam
e cantavam pra mim e pra ti!
e até ao final da vida cantavam estorinhas de embalar!
the end

08 janeiro 2008

Dor

as mãos apertam e sufocam-me, o azul prende-se à face, a respiração falha-me. O coração pulsa mais rápido. Atam-me as mãos e por detrás as costas picam-me e rasgam-me a carne, o sangue jorra no chão, depois faz escorregar, perco as forças nos braços, caio mas não atinjo o chão, as cordas cortam-me os pulsos, gritos de impaciência nos ouvidos, pedidos de ajuda na mente, uivos de dor no corpo, pressinto a morte que não chega. Só um sono ao de leve se aproxima e mergulho-me nele assim como no meu proprio sangue, o silêncio, a distância, uma paz que não vêm, um desconforto que desperta, que me atormenta, é o fim, um último espasmo, a falta de entendimento, e enfim a paz.