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02 setembro 2008

Vai


Vai e lança-te dali. Não! Parte! Vai e lança-te ali naquele charco imundo translucido e transcendente. Sim! Cuidado! Deslizas nos pedaços de terra bolorenta e dum chão aveludado. Deixa-te ir, Salta e cai. Tomba na tumba e derrete. Desfaz-te em pedaços, deixa a matéria decompor-se, mescla-te à turfa e sente o tempo a destruir-te, sente os olhos a secarem, a pele a esvaziar-se do seu conteúdo. A vida a esvair-se. Vai e prova os sabores de mil e um horrores de corpos decompostos desde o terciário. A fundirem-se e a misturarem-se num gigantesco cadinho cósmico. Vai sim. Sente a matéria orgânica a transformar-se em pedra. Torce-te. Sem dó, deixa a tectónica desmontar-te, carrega o peso da Crosta sobre ti, enterra-te na mais profunda das catacumbas celestes. Vai e esmaga-te contra o Manto, dilui-te nele. vai com o negro do cobalto junta-te ao níquel e ao ferro.Vai e sente a pressão levar-te. Decompõe-te em fragmentos Transforma-te. Transtorna-te como a matéria em fissão, de mil cores, sem odores, que te ultrapassam e levam ao espectro da luz e a nenhures. sente a radiação e o magnetismo em todas as direcções. Separa-te e vai, leva-te com a cinza, a lava, o plasma. Vai e derrete-te, sente o Núcleo a pressionar-te, a queimar-te a alma, a cremá-la. vai e perde a direcção e o sentido, a sensação e um tímido gemido. Vai e serás esquecido, tanto no espaço como no tempo. Vai e perde a dimensão. Parte e larga o peso, vai e sente a massa, viscosa, outrora lamacenta. vai e recorda o corpo putrefacto. vai e deixa a lembrança duma epiderme esquentada e pardacenta. Perde-te e descobre as emoções da descida decadente. vai e perde o fulgor, segue e cria o ardor. Vai e enche-te de ardente matéria, explode por dentro, implode sem espaço. sente toda a gravidade do Planeta e cruza-te com um criador. A esmagar-te num abraço. O que era o corpo, converte-se em dura carapaça, um viscoso cimento e a temperatura aumenta. Dum lado brilhas em tons laranja. bizarro acontecimento, do outro destilas num tormento. E vai amorfo em tons de cinzento. Vai e cose, estica-te até ao infinito, alarga-te! Vai e expande-te! Vai apenas em radiação que escorre para o centro e se expande demais para o negro firmamento. Entra e penetra na Esfera dum astro e sai pela forma duma partícula, dum neutrino, isento de massa e de qualquer sentimento. vai e deixa de ser. Vai e sente a máxima densidade e desfaz-te no vácuo frio que te cobre sem pudor e piedade. Observa agora a tua essência e exala-te de ti , vai na tua ausência. Sim! vai e esquece-te de ti. Vai e viaja sem pensamento. Segue em espiral e escravo duma qualquer excêntrica órbita, numa velocidade centrifuga, que não te larga, que te tortura e puxa intemporalmente. Fica no centro, isolado de qualquer elemento, decomposto num electrão, em eterna fusão, choca e salta como um fotão, numa aterradora visão, e tentadora ilusão, percorre o universo, sozinho e eternamente.

Idem

http://crostaceo.blogspot.com/2008/08/wlliam-s-burroughs-outra-vez.html

Reedição para consulta a pedido de várias famílias


"Como sabemos, nada angustia mais os editores do que publicar livros numa época em que a "lei de Lem" reina por todo o lado( ninguém lê o que quer que seja; aquele que apesar de tudo lê não percebe nada; e se percebe depressa trata de esquecer). A razão disto é que ninguém tem tempo para ler, porque o mercado está inundado de livros, e porque a publicidade se tornou um instrumentos muito perfeito. A publicidade - essa nova utopia - é actualmente objecto de um verdadeiro culto. Se podemos olhar sem discernimento todas as emissões aterradoras, ou simplesmente aborrecidas que a TV nos propõe( e as sondagens de opinião bem o provam), é porque as sequências publicitárias que passam no intervalo nos dão uma descontracção suficientemente apreciável depois do espectáculo mortificante de todos aqueles políticos disparatados, daqueles cadáveres ensanguentados caídos pelo chão por motivos diferentes, em vários pontos do globo, ou daquelas telenovelas, que nem conseguimos seguir bem, de tal forma são intermináveis( não esquecemos só o que lemos, mas também o que vimos). A Arcádia não subsistiu, portanto, senão no mundo da publicidade. Aí vemos lindas mulheres, uma de cada vez, homens expansivos com ar distinto, crianças felizes e pessoas de idade como os olhos cintilantes de inteligência, geralmente usando óculos. Um prato apresentado numa nova embalagem, uma limonada com aroma natural, um "spray" contra transpiração dos pés, lenços de papel impregnados com essência de violetas(...) A expressão de felicidade intensa que se lê nos olhos ou nos traços dessa encantadora mulher, ocupada a examinar um rolo de papel higiênico ou a abrir um armário como se fosse a caverna de Ali Baba, comunica-se imediatamente a todos os espectadores. Neste fenómeno de empatia esconde-se, talvez, um sentimento de ciúme e até mesmo uma ponta de irritação, porque todos sabemos que não podemos sentir o mesmo entusiasmo ao beber aquela limonada ou ao utilizar aquele papel higiênico; as portas da Arcádia estão-nos fechadas, mas isso não impede que o seu doce fascínio nos toque. Aliás, para mim a coisa era clara desde o inicio; ao desenvolver até à perfeição a "luta pela vida" dos artigos de consumo, a publicidade tinha totalmente de nos subjugar; e se conseguiu fazê-lo, não foi porque a qualidade dos produtos tenha aumentado, mas sim porque a do mundo não fez senão piorar. Depois da morte de Deus,o que é que aconteceu aos sublimes ideais., ao sentido da honra, aos sentimentos desinteressados, nas nossas cidades superpovoadas, inundadas pelas chuvas ácidas? Nada nos resta senão o êxtase das senhoras e dos homens da publicidade gabando os bolos, os pratos e os lubrificantes, como se proclamassem o reino dos céus. No entanto, uma vez que a publicidade afirma com uma eficácia perturbadora a perfeição de tudo quanto se propõe, quando se trata de escolher um livro - não interessa qual - o potencial leitor sente-se seduzido por vinte mil Miss Mundo simultaneamente, e como não pode decidir-se por nenhuma, fica paralisado numa espécie de expectativa amorosa, entorpecido como um imbecil. A advertência vale para tudo o resto. A TV por cabo, capaz de transmitir simultaneamente 40 programas, convence o espectador, impressionado pelo número de canais, de que aquele que ele não sintonizou deve ser melhor do que aquele que está a ver: e assim começa a saltar de canal em canal como uma pulga numa frigideira; isto prova que uma técnica perfeita é altamente frustrante.Ninguém disse de forma explícita, mas prometeram-nos o mundo inteiro, deram-nos a ideia de que poderíamos, senão possuir tudo, pelo menos ver tudo, tocar tudo.... Como arte, a literatura, que não é mais do que um eco do mundo, o seu reflexo e o seu comentário, caiu na mesma armadilha."
Stanislaw Lem - Berlim, 1983

Pintado de fresco


Perdido, tonto, imberbe com energias antagónicas, divagando pela terra, remexeu-se, revoltou-se na campa.
De rosto lívido e de cara lavada, evoluiu, articulou-se, da luz saiu, de lá esquivou-se, achou um cuprólito, nem pensou em mais nada...
foto retirada de national geographic society magazine

Contexto: Palestra de Miguel Telles Antunes

Inspiração: Kayam Sonedra

Carta aberta a Lucio

Caro amigo, inimigo, arqui-rival, pessoa, homem, Bloguista ,ente virtual ou um ser qualquer como queira. ( Nao sei sei qual a denominação que aprovará).
Não sei o que pretende com o seu comentário.Se é corrigir as minhas figuras de estilo, a minha falta de estilo ou se pretende causar celeuma. Mas abstenha-se de comentários até ao fim desta missiva uma vez que o canal é só de um sentido.
Quero em primeiro lugar desejar-lhe as boas vindas. Pensei em ignora-lo, pensei até em ser rude e ofendê-lo como um bom bairrista faria, até fazer voodoo! Mas não... Prefiro assim como você, utilizar o desdém e/ou tom doutoral ou mesmo a ironia a roçar o sarcasmo. Está na berra, fica sempre bem e enaltece-nos entre amigos. Além de ser uma boa manobra publicitaria. Pois torna o seu blog popular e o meu popularucho, ou vice-versa. Invejo-lhe portanto a perspicácia e inteligencia.
E em segundo lugar escrevo-lhe para provocar uma reacçao. talvez até acirrá-lo ou incomodá-lo. Dir-me-á certamente que sim, que é possivel causar uma reacção, pois estive recentemente a rever as leis da fisica e há uma chamada par acçao-reacçao dum tal de Newton e é a terceira dele. Fico feliz ou contente( Requer sua aprovação qual a adjectivação correcta) por ter chegado aqui. O meu Blog era parco em visitas e com o seu contributo aumenta a minha estatística e o meu ego, Amor proprio ou auto estima( Também espero uma emenda).
Em terceiro lugar não lhe desejo dizer mais nada! Apenas que é da discórdia ou discussão, que nasce a luz! Por ventura pode refutar esta argumentação e dizer-me que a luz assim não é emitida, pois não há vibração de partículas, nem atrito entre elas ou emissão de fotões. Logo é mais um dos meus paradoxos.
Espero e desespero pelo seu direito de resposta ou o seu silencio( eu exerci-o! não resisto a um bom desafio, mesmo que inócuo), neste amplo espaço de debate que se tornou, ou tornará, o meu espaço, o meu sitio... como achar melhor.

Um bem haja

E nas palavras de Kayam Sonedra: "Aquele que muito reflecte, ficará reflectido"

Ser


Vagueio. Não sou e fui poeira, desfaço-me em areia subo para o ar, pulo pela teia, corro na montanha, salto de aranha para o rio e o vale, desço por um fio e volto a saltar.Quedo, caio na água e junto-me ao mar, aterro e permaneço em terra, perco-me no teu olhar...

Vem.

vem e deita-te aqui. sim! vem. e deita-te aqui neste leito sem fundo, incolor e negro, acetinado com laivos de arco-iris. Deixa-te ir, vem e cai. Acelera e sente-me. Vem e prova-me, degusta os sabores acres ou a doçura encoberta. Toca. Vê que nada há de fel nem de dor, preenchido com cor ou pleno dela, mas vem e caí neste poço sem largura e profundidade, coberto e salpicado com as cores do mel. Luminoso, sem corantes, dum horizonte com adoçantes de todos os odores, sabores e cores. Vem e enche-te deles, prova-me como um teu cachimbo; inala e exala-me a alma, deixa-me deslizar pelos poros e correr-te nas artérias. Vem e corre comigo, desce e sobe, perde o ar e flutua nele, deixa-me ir por ti. Observo a tua essencia e desfaço-me nela. Ah! vem e dilui-te em mim.. Vem e larga-me em ti. Vem e prende-me. Vem e vai em espiral. vem e deixa-me entrar em tontura, vem e traz-me, puxa-me e tira-me daqui, leva-me! vem e põe-te aqui. Vem e eu vou, fico por ai, sento-me por ti, sinto-te por cá, vem e sou tu! Vem e constroi-me, vem e rearranja-me. Vem que eu vou. Vem! que eu irei. vai que eu sou. Chega cá que eu estarei. vai que eu serei. Vem só...Vem.

01 setembro 2008

Lar


Amor? Minha doce coisa boa? Ai que sina! Que horror. Que tortura! Que torpor! Em breve acabara a censura. A do silencio e da incerteza e ignorancia! Chegará a ternura. E ao lar o lume quente da tua presença. E o bizarro carinho da tua distancia. E mesmo longe sentirei o teu suave perfume e a postura terna e longa numa mescla de toque exuberante duma tua caricia.

Uma descrição Antagónica





Havia um homem aqui. Numa qualquer altura. A acção era dramática. Era na época das revoluções. Em suma: Houve um incêndio no armazém que era uma espécie de arca de Noé, e o que para ali ia! Um banzé. As galinhas pegaram fogo e saíram disparadas. O céu em brasa com tanta sardinha ou peixe-gato com mais de uma asa. Passava-se no Rossio, no centro um pombo recordava-se e assim descrevia:Era a confusão, os gritos estridentes causaram uma explosão! Viam-se aviões e ratos pelo ar. As estrelas perguntavam que luz era aquela. A lua espantada zangou-se e deixo de me falar. Eu irritado deixei de girar. Larguei o chão e segui viagem. As fadas não cantavam. Os camarotes reais perguntavam se eram virtuais. O auditório celestial cheio aplaudia. O maestro tossia. A compasso marcava a arritmia. As bailarinas sofriam e dançavam ao som duma musa que tropeçava em cada verso. O gajo seguia pasmado em sentido inverso. Na rua o povo ria com cada pintainho siamês que punha um ovo ora quente ora escaldado. Havia uns que até os punham escalfados. O pároco dizia o terço sem fazer uma fracção. Num segundo ou num quarto deste tormento o armazém desabava. Não do calor mas com desalento. Não há fumo sem fogo. Aumentava o pânico e o vento. As vagas galgavam. Havia dois galgos que pendurados num galho vagueavam. No Pelourinho da aldeia lia-se a causa e açoitavam um condenado a ser testemunha deste parco testemunho. Dado por alguém que não tinha emprego. Vivia do subsidio e de sossego. Pela manha chegou a calma e com ela partiu-se em dois perdendo tanta a alma como o espírito. Fosse o santo ou beato todos esperavam o desfecho. Pronunciaram-se contra as chamas. Clamaram aos céus. Proclamaram-se inocentes. Havia tantos tormentos no meio das gentes. Um raio caiu, rachou um carvalho lamentou e saiu em liberdade. Nunca mais se soube de ninguém nem de nada. Apenas uma flor ornamentada. Uma cara retratada. E a cidade cansada...
In Epidemia semântica, Kayam Sonedra, Agosto de 88, Caminha

Fotos: Augusto Cabral, 1988

29 agosto 2008

Saudade


Umas pernas pequenas, uma grande imaginação, tudo feito de pequenos momentos, uma recordação, um carrinho de rolamentos, uma descida e que emoção, uma corrida e meu deus que sensação!

As uvas da vinha, os pinhões da pinha, as cabanas de mimosa, os clubes e os jogos, uma avó caridosa.
uma fisga, dois pardais, nenhum passaro na mão e vê-los fugir prós beirais.
Tudo num Verão, numa longas férias, sentimentos em harmonia, o tempo passou, a quinta por lá ficou, as casas ruiram, os instantes de pedra e cal, as recordações tal e qual, a vida continua e estamos quase no natal.

Postal




28 agosto 2008

Tentei olhar o Mundo


porém nem viu

Eu não sei se tive um sonho


Acordei com um estranho sonho. Um sonho que tive que não era igual ao do "King", logo não tão mediático e popular, uma vez que era só meu que só será partilhado com 2 ou 3 pessoas. Uma visão que era uma espécie de "terra dos sonhos", salpicada por "bairros do amor" e plena de pessoas que ainda estão para existir. Em que Eu nunca dormia e seguia sempre o nascer do sol e nunca o via pôr. Passava pelas gentes de línguas diferentes e todos entendia. Todos adoravam um deus. Mas não era um deus qualquer que amavam, antes um que englobava eles próprios mais os que os rodeavam, além daqueles que não conheciam. Neste mundo caminhava sem direcção, e a luz vinha de todo o lado e nunca desaparecia. Não havia televisão pois todos tinham diversão. Não havia net mas todos estavam em comunicação.Nem havia gps pois não interessava onde se estava. Deslocavam-se a pé e o combustível era a sua motivação. Trocavam os seus pertences por palavras e não por bens pecuniários. Enriqueciam com a sabedoria de todos. Continuava a caminhar para lado nenhum apaneas com o objectivo de descobrir e não havia a distancia nem a saudade apenas a recordação. As estradas eram de um sentido. As cidades sem casas mas com lares coloridos sem luxos mas cheios de ternura e pureza. Vivia-se sem coisa alguma. Não havia prisões pois o crime estava preso. Não havia animais em matadouros nada se matava. Ninguém se perdia pois ninguém se queria achar. Ninguém chorava pois ninguém nunca encontrou a tristeza. A alegria era desconhecida pois desnecessária. A inveja uma palavra antiga, constatava dos mitos e não do dicionário. A mentira era um jogo de crianças. A guerra era normalmente usada quando todos queriam estar no mesmo lugar e no mesmo sitio quando o sol nascia e assim nascia também com ele a harmonia. A morte era quando alguém não voltava e era recordado fazendo com que o seu saber fosse distribuído por todos e assim partilhado.

Foi um sonho estranho, nem sei se o tive, ou se vi esta Terra realmente. Já acordado tentei seguir o sol, mas ele fugia-me, ia para o alto, aquecia-me e quanto mais o fazia mais eu sorria.

27 agosto 2008

Fábula (reedição)



Os animais reuniram-se na floresta mais uma vez. As vozes cruzavam-se com os grunhidos, roncos, zumbidos, mugidos e rugidos. Uma cacofonia generalizada. O mocho do alto dum carvalho, chamou a atenção, todos se calaram olhando para cima: " Meus amigos calma! Peço-vos calma, não vejo razão para tanto alarido! Já vivemos situações piores que esta! Lembrem-se da seca aquando da migração das aves, e das cheias na altura das penúltimas folhas caídas das árvores! É certo que nunca o ursos tinha sido roubados em sua casa, nem os porquinhos tinham perdido as suas casas, nem havia ninguém a gritar lobo às ovelhas! Amigos temos de nos juntar e fazer valer os nossos direitos! Esta situação não pode continuar! Isto é a exploração do nosso habitat, é a utilização dos nossos recursos, é o uso e abuso da nossa imagem, temos de dizer não à continuação desta farsa! Digam não à utilização dos animais nos seus dramas! Condenem o nosso aparecimento nas fábulas! Está na hora do homem contar às criancinhas histórias sem carochinhas, lobos maus, porquinhos, e etc e tal! Viajemos companheiros, partamos para longe, afaste.mo-nos dos humanos! Os pinóquios do mundo que ocupem os nossos lugares, os soldadinhos de chumbo, as brancas de neve, e outros que tais!" Terminado este diálogo todos os animais aplaudiram, uma tremenda ovação se ouviu pela floresta, barulhos e ruídos audíveis até nas cidades dos homens. A partir daí nunca mais se ouviu falar neles em contos, fábulas, ou histórias de embalar. Tinham desaparecido do imaginário do homem, viviam livres para serem o que eram: Animais! Séculos mais tarde, o Homem vivia triste e só, nas suas imensas cidades cheias de cinzento e negra poeira. E de vez em quando, precisava de sonhar, e ai recordava-se de ter havido na sua mente, uns seres selvagens, outros amistosos,alguns coloridos e outros amados. Traziam a côr e a alegria às suas vidas pardacentas, algo precisava de mudar. Fizeram-se abaixo-assinados, manifestações, greves, revoluções e minutos de silêncio! Nada parecia resultar, era excusado...Houve um dia em que o sol nascia, e começou a ouvir-se um chilrear nos ramos e nos beirais, barulhos estranhos em cada esquina, sons que se sobrepunham aos ruídos citadinos que se esbatiam, os carros desapareciam, as casas desmoronavam-se, as raízes das árvores cresciam à medida que os troncos subiam aos céus. Pequenos animais saiam dos seus esconderijos, os grandes pastavam nas ruas e nas praças. Nas estradas a erva aumentava, sumia-se o alcatrão sob o cheiro da fotossíntese, até ao dia em que o próprio homem se extinguiu, a cidade deu lugar à selva e os animais reinariam para sempre...

Nova música de andré sardet

"Gosto de ti daqui até à Lua..."

"Gosto de ti da Lua até aqui..."

"Fico com as pernas a tremer..."

"Blá blá!"

haverá coisa mais idiota??! Como é possível?
Ou estão terrivelmente apaixonados ou as drogas já não são suficientes!

Uno Verso

O sol consumiu-se

A lua?

Da terra fugiu.

e o homem? extinguiu-se...



"está aí alguém?! (Blip)"

Viagem especial


Subiram no balão, perderam o chão, rareava o oxigênio, sobejava o hidrogênio, tocavam no céu. Altos, altivos, sorridentes, foguetes, uma chama, uma explosão. Apareceram na televisão.

Amar o próximo


Caminham nos Campos. Verdes campos. Mutações. mudam as estações. A morte chega. Uma campa rasa. Arrasam à volta. Destruição. Um fio liga. Uma ligação. Linhas perpendiculares. Trocadas. Câmbio:" Um táxi ao campo grande!". Uma viagem, duas tarifas. Alguns fusos horários. Nenhum tempo. A decomposição acelera. tudo petrificado. Ergue-se uma estátua, cai a civilização. Será o fim decerto, um deserto enfim. Uma tempestade de areia, ninguém se abriga, a fome a todos obriga. Una nova ordem, um outro sentido, uma desconhecida direcção. Quem parte, não vê o sol, segue às escuras. Náufragos. Perdidos. Perseguidos. A outro destino remetidos. Sem esperança, sem fé, nenhuma religião, proscritos. Execução. Condenação. Tortura, Censura. Ternura...

Experiência


A estrada estreita escondia a acidez do ar. Andava às voltas de consciência turva. As ruas pareciam buracos fundos que me empurravam. Saí e expeli a alma. Vagueva sem ser visto, gritava sem ser notado, a confusão e o caos externo davam lugar à minha perturbação interna. O vazio ocupava a mente, as ideias fugiam de repente, as palavras impossiveis de repetir.

Procurei abrigo, escondi-me de mim. Encolhi. todo o corpo tolhido. A matéria sugada, o etéreo espalhado. Pling! Resisti e cedi. Evaporei-me, expeli-me para outro lado, não da rua, mas do medo.

A madrugada chegou, o trigo dobrava-se ao vento, a brisa ocupava o silêncio. Tudo voltava ao normal.

26 agosto 2008

Estranho duma noite de verão


Faz zapping:


Bem-vindos ao concurso "quem quer ter um milionário de transplante maior de 10 anos?" apresentado por Luciana Abreu!!
(Palmas ao fundo, assobios, tosse de cão, cheiro a clorofórmio)
"BeM-vindos! (lê o tele-ponto) Bem-vindos! Obrigada! Obrigada...(ajeita implantes mamários novos inoxidáveis) Hoje temos a Srª Juliana Amaro, desempregada de longa duração, doméstica em casa, selvagem na rua, que vem de Algueirão-Mem Martins! Tem 72 anos e busca um marido dócil e não incontinente"
- D. Juliana Pronta para as perguntinhas? ihihih( riso histérico e sociopata)
(público ri-se e algum rebola)
- Claro que sim! vamos a isso!
- Ora então sabe que depois de responder a... ( BLIP) ...direito a uma ligação via astral com o Universo conhecido!
- Uau! vamos a isso ! vamos a isso! ( espuma-se)
- A primeira pergunta para 5 anos-luz...Está pronta?! Bom!.. Bem!... Cof! Cof! a 1º pergunta! Silêncio por favor! :
Qual o método para aglutinar ( GA...GUG...BING)...em solos arenosos ou de silte?
- Ah. Hein? hum!...Passo?
- Muito bem vamos subir o patamar... Quem foi...iiiiiiii fffff ( interferência)...tendo como auxilio a ajuda de alguém? ( Ecran preto)
-Hum...António Cardim Monde Bastinhas?
-Certo!
(sirene toca, publico salta, ruídos estranhos, morte entre a audiência)
-Bravo! Muito bem, temos uma vencedora! vamos para intervalo e compromissos subliminares, voltamos um dia!
( a Luz apaga-se. O silêncio. Expelidos para o espaço. Sufocam em agonia, o Share aumenta, Palmas gravadas, Entra um artista em diferido e play-back) (Corta!)

Muda de Canal.

Olha o vazio através da difusa emissão...

25 agosto 2008

25/08/08 nada a declarar



Faz 2 décadas que o Chiado ardeu.


Que mudou?


O Escudo desapareceu.

Pagamos em Euros às imobiliárias e patos bravos!

lá






Quim. Uma foto-novela exclusiva para a CARAS&coroas ( Patrocinio: MexeriKu - Spa e Resort)

Foi espancado mas merecia... e foi no encalço de quem tanto queria...
...quando acusado nem discutia...
...é assim feliz com quem o perseguia.



(continua...)

Memórias da saudade recordada




Que fiz eu? Cheguei? Ou Voltei?
Não vi? De relance olhei?
Venci? tentei conquistar. Nem sei. vou dizer e nem vou pensar.
Perdi-me no seu mar, embrulhei-me no seu céu. Baralhei-me com o norte. Cruzei-me com a sorte, uma nova sina, uma fortuna, um fado, sem fatalidade, sem novo destino mas predestinado. Um novo tino, e uma nova musicalidade, no timbre, na serra e na cidade. Dum pulo, e num salto, lá de cima, lá do alto, contigo fiz o pino.
Coração bem alto, vermelho que era e verde esteve, de celestial azul foi por ti pintalgado. De fresco que era, reciclado e deveras atinado, renovado quiçá assaltado. Saltimbanco, nómada, andorinha ou caracol, um ser, um ente qualquer, não só com os pauzinhos ao sol, mas com as mãos dadas, as voltas trocadas, e do cimo tantas socas calçadas. Memórias revisitadas, e canções dedicadas, gargalhadas trocadas, livros emprestados, jogos de xadrez jogados, ervas altas plantadas, e de repente um xeque-mate emocional, uma entrega, os barcos no cais de bandeiras desfraldadas. uma devoção. Um novo e terno sabor, um refrescante aroma, uma surpreendente lista de ternura, uma menu de emoção, um rol de candura, um papiro com receita de pão-de-ló. um almoço, seguido de mais um jantar de arroz de marisco, com branco e/ou tinto a acompanhar. Uma Gaia mia, e gira e gira, acorda, tonta,e alguém barafusta. Uma lembrança de um encontro, via Garrett, ou com via verde até ao Sul. Uma praia tua, outra minha, uma casa nossa. Um Verão passado, um ano começado. Uma flor, nem juntos nem separados, congregados. Um filme, um festival,um beijo, uma despedida, e desgosto de volta ao Tejo. Um retorno, sem partida, nem volta sem ida, mais uma grande reviravolta! Ainda longe e com saudade, vibro com a minha cara-metade, de madrugada escrevo e sem saber como mas sabendo porquê. Um impulso que me move, uma luz que brilha, um torpor que me cruza, um fulgor que me empurra, um frémito me percorre. A manhã não tarda, a noite parte, o pensamento tolhido, a mensagem deturpada, o discurso moído e de movimento retardado. Custa a largar as teclas, o desejo é tal, que a ânsia aumenta e apetece-me versejar para lá do natal. Neste post remeto-te uma nota, parca em poesia, fraca na prosa, porém e com falsa modéstia, rica em amor, plena de carinho. Em suma anseio por ti e pelo teu ritmo, cor e sintonia. Até nestas fúteis notas, se não consigo transmitir e nem sequer me faço entender, sente pelo menos o que daqui estou a emitir. Envio toda a minha loucura, amor e alegria, e se nas palavras não encontras sentido, escuta o ar, a terra, as gentes e o mar, e sente toda essa harmonia. Estou aí, no meio de dezenas de milhar, único e indivisível, não um átomo, mas alguém à tua volta a rodopiar.

Próxima paragem #2


A uma partida anunciada haverá uma chegada quase quase prevista.

À ida sonhada se seguirá a volta e nova conquista.

Na união planeada caberá uma reunião mais que revista.

No preâmbulo dum sonho realizado entre douro e sado.
Tempo para uma visão onirica de uma mulher fantástica

23 agosto 2008

A Partida quase chega!


jango e piné


o q é o jango?

ou quem?
jango é filho de piné

piné é senhor da casa da floresta encarnada de zultruz

zultruz é o mestre da luz negra de altirion

planeta longinquo desta galaxia e de outras 3

combate as forças nefastas há dois eons

sem sucesso

até que chegou Jango

um aprendiz com muito para dar

começaram como mestre e aprendiz

passaram a amigos intimos

tiveram um filho
acusados de pedofilia pela casa de boldirion

defendem-se em tribunal vai para 3 milénia.

a justiça é similar à portuguesa

assim como a comida

muito à base de alheira de mirandela

e feijoada à Transmontana

compostos fundamentais

é isso...

então são amigos cá da gente de certeza

são pois

não são muito diferesntes

faziam cruzeiros na madeira

e são amigos da maddie

isto pode-se ir até ou outro lado do universo que o pessoal come tudo o mesmo

que está em poder da casa de sifron

é verdade

do sifão?!?!

alberto joão é membro destacado neste planeta

não.

tb têm uma empresa de canalização

o alberto é da estação de tratamento

de informação

muito complexos os laços de compadrio entre governos e senhores estelares.

assim comos os ingredientes duma piza margarita transgénica e pescanova. muito complexo!

21 agosto 2008

de lá vi


tornei a ver.
o cavalo desceu do trono.
perdeu a medalha,
nem ganhou novo dono.

Uma agulha e um palheiro.
Uma agrura e um cabreiro.
Voltou a ver,
tornou a ser.

Estima o cliente,
fez dele docente.
inconsciente,
ficou intermitente.

Um estrobo
uma luz,
um ostracodo
uma cruz.

Paleolontológico,
vá em frente!
O sociológico
nada lógico
ficou pendente

citações


uma surpresa! Um kinder?! Uau!
Não um Mon Cherry...mas cristina!...
Isso são 5 em um!
Quantos?`
é à nota de cem.
Quem?
O bocage? já não sou?
Camões? e depois?
alma minha gentil que também sentiste
O corvo, edgar allan poe? Never more!
todo o mundo é composto de mudança!
chegam longe, mas quem alcança?
Um rodopio, um pião, um giroflé...nahh!
Uma nova dança!

16 agosto 2008

Porquê?


Acorda! Desde quando não vês o chão que pisas? Quando foi a última vez que ouviste os outros? Há quanto tempo olhas o céu e não vês as estrelas? Já reparaste que a lua não é redonda? Já reparaste que há mais gente para além de ti? Quando foi a última vez que andaste à chuva? Porque tens medo de quem te observa quando passas na rua? Porquê é que entras nas estatísticas do share da Tv? Qual o teu problema com o Teatro? Que tem de mal o cinema Europeu? Porque te afligem os rúidos da mata nocturna? Porque receias os insectos? Porque não mergulhas no mar, quando o sol se põe? que medos se escondem dentro de ti?

Sobre assuntos


Pena não se discernir a cor da pele da cor da alma. Há gente de colarinho branco. Cavalheiro bem trajado de tez alva. A perfeição dos traços faciais. De retórica perfeita. A Argumentação e discurso bem fundamentados. Senhor da razão detentores da verdade absoluta. As palavras brilhantes descritas em qualquer revista cor de rosa. No interior trazem os seus verdadeiros actos que escondem os seus eus. Que violam, roubam, matam, massacram e destroem tudo à sua passagem. Com a sua asa negra camuflada por estatuto de dignidade aparente e detrás da árvore genealógica esteticamente incólume, criam o caos, provocam o pânico, a agonia e a angustia de outrem, sobrevoando os céus, deixam o seu perfume que esconde a podridão, e a decomposição dos seus corpos e almas putrefactas., flutuam impunemente sobre os incautos e a ingenuidade de quem olha mas não sabe ver. Sugam, qual parasitas, o tutano das suas presas que os veneram e idolatram qual bezerro de oiro. Que se analisa a composição e descobre-se que são feitos do barro mais bafiento, da lama mais nojenta. Não vem das profundezas da terra mas do fundo dos seres mais hediondos, sem escrúpulos, sem dó nem piedade. Iludindo tudo e todos, até de eles próprios. A sua imagem no espelho reflecte a luz negra, a ausência de sentimento, a ignorância do sentir. Os requintes de malvadez, e tal como na alegoria da caverna, os outros, os que não conseguem ver, olham as sombras e não os corpos, pois estão cegos pela sua perfeição, qual sereias da antiguidade clássica que atraem Ulisses, e neste caso as suas vítimas para a mais negra e suja das teias. A da mentira. da ilusão que redunda mais tarde na triste e crua realidade que se esconde na eternidade do vazio e do concreto ódio que destilam pelos demais.

14 agosto 2008

Ode ao quê?


Partiu Lenine
Morreu Estaline
numa zona bolchevique
deu-se um clique
um ardor toxico
sai do açores
perto do pico
havia uma trindade
em concórdia nas lajes
e próximo do oriente
que já nem tinha idade

organizam novas fases
aderi ao médio

e fiz-me cliente
destilei um ódio

numa faixa de gaza
num novo muro de berlim
longe duma branca casa
ilude-se com uns pós de perlimpimpim
e a cabeça sem almofada

disfarces de mujaidin
outros brincavam à Intifada
O caos instalado
o medo criado
derrubaram um fascista,

trataram-no como gado
instalou-se uma nova religião,
e um proto-comunista,
uma pré-revoluçao,
um vazio ideológico,
um preenchimento fundamentalista,
um setembro mágico,
e uma nova canção...

Juventude


"...e recordo a minha juventude e uma sensação que nunca mais tive - a sensação de que viveria para sempre, que sobreviveria ao mar, à terra e a todos os homens; a sensação que nunca enganosa que nos conduz a alegrias, a perigos, ao amor, ao esforço inútil - à morte; a triunfante convicção de pujança, o calor da vida numa mão cheia de pó, a chama do coração que ano após ano de esvai, esfria, encolhe e se extingue - e extingue-se demasaido cedo, tão cedo - antes da própria vida."

J. Conrad

11 agosto 2008

"Esquizo-frenétiquices"


Será a xenofobia uma característica inata?
OU por outro lado será fruto de experiências sociológicas por falta de aceitação ou incompreensão da realidade global?
quero com isto dizer se a nossa clareza de espírito depende só de nós ou será induzida por motivos exógenos?
Não nascemos nós todos com o arco-íris e vamos fechando o espectro?
Seria bom que o espectro se fosse alargando e abarcando dum lado os ultra-violeta, do outro os infravermelho.
Mais ainda chegando às onda rádio, e passando pelas Alpha a Omega e raios X. Ter uam Visão que transcendesse a Tridimensionalidade!
Não era bom vermos para lá das almas?


ps: Será isto entrar na metafísica?( brrr! calafrrrrios)

na volta sou eu que ando a ler muito a colecção de filosofia de bolso e/ou a colecção da ciencia aberta da Gradiva. Vai na volta deveria restringir-me à Hola! e ao horóscopo...

Apontamentes


Peço licença. Entro.
a Cidade aberta.
Desligo as luzes.Deslizo.
Não me conformo e grito.Com amor desprezo.
ponho tudo no prego. peço um menu com direito a coisas.
aposto tudo no atum.
Afino.
aponto.
Descrevo.
perco. Saio sem pagar. Vou preso Escravo e escavo.
Sinto uma presença.
Cravo. Um cigarro.
Ausento-me novamente.

Instante fotográfico


a cidade estava fechada. Aguardava. Via o mar sair. Sem surpresa. O sol partia em breve e tinha de apanhar este ultimo. as horas perdidas. Num banco descansava. As costas. à beira-mar confundia a areia com as pedras da calçada. Esta nuvem veio a calhar. Trazia promessas. Não sabe de quem. Nem do quê. Não interessava. Encostou-se ao frio para aquecer. fugiam-lhe as ideias. tremia. Agarrou uma pelo menos. Conservou-a. Imaginou outro horizonte. Em lata, ou nessa cor. Era diferente. andou. Renovou. Foi com o vento.

10 agosto 2008

Wlliam S. Burroughs -outra vez

Conspiração?(2)

Conspiração?

vi


abri a porta da varanda.fumava. vi a noite e o pinheiro. eu contemplei a sua plenitude e o universo que o continha, não o menosprezei. por detrás um meteorito, desejei.

Tributo

A quem servir a carapuça


Nem vou explorar o assunto. Acho apenas que há gente que não sabe para que serve a massa cinzenta.
aguardo ansiosamente a resposta!

08 agosto 2008

dão licença?!


Bardamerda prós Jogos Olímpicos!

vácuo


hoje não vejo,
não ando,
não faço,
Não oiço,
Não estou,
não sou,
falta-me algo.
Não tenho destino
não há caminho.
Afundo-me no chão.
Desço. Deslizo.
Não há fundo.
Não te encontro.Onde estás?
Escondo-me do Mundo.
vou de metro!
Fujo da luz.
Não vejo.
Findo

Diário de Noticias 8/8/8 -


ROBERTO BESSA MOREIRA, Paredes

Detida com 4,2 g de álcool diz ter a vida estragada

"Lanchei e bebi um bocado a mais. Mas não fui a primeira nem a última." As palavras são de Emília Campos, a mulher que na quarta-feira acusou 4,2 gramas/litro de álcool no sangue depois de o carro que conduzia ter sido mandado parar por uma patrulha da GNR de Freamunde.
"Foi a primeira vez que bufei ao balão e nunca tive um acidente. Mas tenho de admitir que tinha bebido um bocadito", afirmou, à porta de casa, Emília Campos. Com 39 anos e carta de condução há oito, esta mulher surpreendeu os guardas do posto de Freamunde, em Paços de Ferreira, ao acusar uma taxa de 4,2 gramas/litro.Ontem, Emília Campos explicou que tinha comido "apenas uma sandes de queijo e fiambre", acompanhada por vinho Faisão, em casa, antes de ter saído para a estrada em direcção à freguesia vizinha de Ferreira. "Costumo ir lá buscar água ao fontanário. É melhor do que a da torneira", revela. A acompanhá-la foi um vizinho idoso que também não se apercebeu do seu estado alcoolizado. "Sentia-me bem e não tive problema a conduzir"...
(foto e noticia do DN)