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29 novembro 2008

por cá poema em si

passa-se o tempo, passa-se o dia, e parte da noite a divagar
a pensar em ti
sem vontade de dormir sem vontade de deitar
e hoje viajando pela noite
passo o espaço devagar
parado sentado mas...
e eu? continuo aqui.
já o natal e mais outro por ti vão
eu aqui a dar-te a mão
aceno, grito e indico.me e faço sinais
caminhos tortos
viagens dificeis
e eu para aí
onde?
ou interessa que rota segui?
é a que sigo!
e a quem persigo é a ti!
as vezes bem
muitas vezes mal,
ganda barraca!
não resolvo, mas dou-te um xi!
Falo, digo e palro
mas com bom intento etc e tal
os sinais são apagados
a conversa por vezes banal
as emoções acesas
e o sentimento. esse? continua sem igual
trajectos que paralelos são para mim
intersecções ou perpendiculares faço em ti
sem intenção sem manobras
evasões nem invasões
são as minhas nuances
apenas eu e as minha visões.
olha eu aqui!

viajando

há espaços de que já me esqueci
momentos que apaguei
memorias que deixei para lá
continuo a ir
a perder pedaços
e outros a apanhar no caminho
enquanto duro
enquanto corro
vou estando por cá

pela noite


010101010101010101001010101 não. ainda não vou fechar os olhos01010101010101010100101010 não nem ainda desligar a televisão
nem tão.pouco baixar a canção 0101010101001010101010101010100101010 não não vou levantar voo para já01010101010101010010101010100101010nem vou apagar o ciagrro00101010101010101010101010101010100101010 nem posso meter as mãos no bolso 01010101010101010100101010a noite ainda não acabou
não posso pra já fechar o livro
0101010101010101011010101010101010100101010101010100101010algo há-de aparecer010101010101010110100101010101010101010
010101010101010101001010001010101010101010100101010sem energia01010101010101010100101010mas cstivo01010101010101010100101010sem iniciativa01010101010101010100101010mas imaginativo010101010101010101001010
sem tamanha inercia01010101010101010100101010em enorme criação01010101010101010100101010um enorme momentum01010101010101010100101010na mão01010101010101010100101010
não, ainda não.01010101010101010100101010não vou pra já fechar os olhos!01010101010101010100101010

28 novembro 2008

Cisma 0101010101(revisto e aumentado)


O Homem tem um problema, pergunta-se sobre o absurdo da existência, telefona para a linha de apoio, atende a voz mecânica, digita um para outras opções. Desliga. Liga-se à rede, pesquisa e perde-se. Os olhos vazios, a mente cheia e perturbada. É canalizado e desloca-se ao centro de atendimento. Fazem uma triagem. É questionado. Interrogado e catalogado. É reconduzido. É induzido. Chega a sua vez, é levado para o interior do edificio alvo, imaculado, com tectos altos preenchidos por luzes neon continuas.O centro de apoio e indução aos humanos que duvidam do sistema(CISMA). Chega a uma grande porta metálica reluzente, abrem-na. É empurrado lá para dentro, colocado num tapete rolante. Encarneirado.Ouve-se um bip. Fecham-na. Um fila enorme de gente. À primeira pessoa fazem um tratamento, com um eficácia e acuidade precisa, um laser corta-lhe a pele craniana, com a mesma precisão, retiram o cérebro, que é religiosa e sistematicamente colocado numa pequena caixa de metal opaca e azulada. É inserido nas gavetas numeradas de alto a baixo da parede. O corpo é quimicamente tratado e reciclado. É a sua vez, assusta-se, uma luz diz-lhe para a olhar fixamente até ouvir o sinal, uma seringa injecta-lhe sem se aperceber um quimico relaxante, sorri e deixa de reagir a estímulos, de seguida o processo é o mesmo. Já não sente nada, caminha maquinalmente, nem sequer existe. Na manhã o despertador, a cápsula, a barba, veste-se, apanha o eléctrico automático, pica o ponto. Senta-se na secretária 1068 e produz! O mundo é belo novamente!

24 novembro 2008

Tu


Acordei com o teu gosto e o teu sabor, saí para a rua, estavas em cada pétala em cada flor em cada árvore, vi o teu rosto nos condutores que passavam rápido pelas ruas. O ar que me rodeia tem o teu cheiro, sinto-te por perto, não te vejo mas pressinto o teu toque. Apanho o comboio, o mar passa e chama por mim com a tua voz, chego ao metro e a tua presença é constante no meio daquele mar de gente, a composição arranca e tu levas-me com ela, subo as escadas e estás ao cimo, abraço-te, e beijo-te. Estiveste, estás e estarás comigo em todo o lado, e que sensação é ter o teu sentir...

21 novembro 2008

Marx morreu, o capitalismo ainda não e o pessoal já estende a mão...


Entro no edifício, à porta uma multidão, pensei:" mais uma excursão/visita de estudo ou contribuintes com pagamentos em atraso". Não! Num olhar mais atento reconheci uma, duas, três..Cinco caras! Ex-colegas da Fcsh, trabalhadores da ByBlos, que entrou em insolvência e que agora pedem ajuda e as respectivas indemnizações... Mais um rol de famílias destroçadas, enquanto outras, a gerência, que despede para poder manter os Bmw`s e as idas aos solários. Que vivam as entidade empregadoras e as suas vidas ascetas.
É curioso verificar como o Estado disponibilizou verbas para a Banca e porque não o Ministério da Cultura viabiliza projectos interessantes como este que agora definha?
Não deveriamos privilegiar o acesso de todos à cultura? não é um dos fundamentos basilares da nossa constituição?
Porque acabam os cinemas de culto e abrem as cadeias multiplex de cinemas em centros comerciais com produção em massa de pipocas?
Porque o Ministério respectivo não ajuda as gasolineiras e desce o preço, fazendo com que aumente o consumo e ganhando na mesma os milhões que arrecadam na forma de imposto?
Porque não se ajudam os hospitais, criando condições para um melhor atendimento e retirando anos às listas de espera, aumentando a saúde da população logo criando um geral bem-estar?
Já agora porque não se aumenta mais o SMN? Havendo melhores salários talvez os portugueses já ocupassem os lugares que a outra diz serem para os Ucranianos e Cabo-verdeanos. Talvez o português não seja assim tão preguiçoso, pois não se houve falar de desemprego nos nossos emigrantes, que muitas vezes vão para fora trabalhar mais horas que alguma vez pensariam em fazer cá.
Talvez assim, havendo mais poder de compra, houvesse mais consumo interno, criando mais procura, haveria mais oferta, logo a necessidade de produzir mais, criando mais empregos, Não é isto um dos princípios básicos da economia de mercado e do mercado capitalista?
Não acham que a democracia já vai com trinta e tal anos, e já se perdeu muito tempo e muitos fundos do quadro comunitário de apoio, desde o tempo do Cavaco até ao Socrates?
Não estará na altura de terem uma visão de futuro e de delinear um plano único económico-financeiro para o País?
Terá de se formar novamente um governo de salvação nacional?

Ficamos à espera então, e
enquanto os senhores enchem os bolsos, o povo tem esperança, e vão atirando areia para os olhos com futebois, telenovelas, e seus derivados, fazendo-os sonhar que toda a gente vive bem, como numa revista cor-se-rosa, onde o Pedro casa com a Rosinha e são felicérrimos, a Teresa Corte-Real Von Hausen compra nova casa na quinta da marinha, A familia real passa férias no dubai, o André e a Teresa Chaby( Táti prós amigos) tem o nono filho e vivem num T11 com piscina na cave, e o Bernardo Paço de Arcos comprou um Ferrari F580...
Tenham Juízo e bom senso.

19 novembro 2008

ao 7ºdia

Num dia igual aos outros, traçou uma linha, fez uma perpendicular, olhou o ponto de fuga, distanciou-se. Parou. Sentou-se, fechou os olhos e inspirou-se. Foi à cozinha buscar gelo e voltou a encher o copo. O maço só com um cigarro. Sacou-o, debruçado à varanda olhava o infinito, coçou a cabeça, esfregou os olhos a laia de cansaço. Olhou para trás e contemplou a sua obra, deu mais um bafo, e andou às voltas na sala saindo novamente para a varanda. Mirou o sol e inevitavelmente esboçou um sorriso. Momentaneamente cego, caminha junto ao vasos encostados à parede observando-os, tira as folhas secas e toca na terra, regando-os em seguida. Suspira. Sente-se vazio, sem imaginação, a capacidade criativa já não é o que era. Volta para dentro, e põe-se a trabalhar. Deus rasga a tela antiga e recomeça de novo, sem grande inspiração, rabisca improvisando.
Hoje vai criar o homem.
"Esperemos que fique bem" - Comenta para si

18 novembro 2008

Bruno Nogueira

Já tentei perceber onde está a piada.

Alguém me explica?

Manuela Ferreira Leite

"O casamento de homossexuais é contra-natura"


" As Obras publicas em Portugal dão emprego a cabo-verdianos e Ucranianos"

" Seria Melhor 6 meses sem democracia para meter tudo na ordem"

É Genial!

é a oposição que temos..

Sieg Heil!

17 novembro 2008

Uni-versão








Uniram-se como duas gotas de água que se encontram sobre uma folha, formando uma maior. A luz envolve o Oceano espalhando as cores pela superfície do mar e colorindo o céu numa paleta variada de tons.
O sol desce e funde-se com o horizonte reflectindo a sua energia e poder pela Terra.
Os tons vão-se esvaindo, aparecendo na água desde o azul profundo ao cinzento metalizado.
As ondas batem cá em baixo, chegando aos nossos ouvidos o embate nas rochas, uma torrente suave mas poderosa.
O silêncio vai-nos envolvendo à medida que o laranja se transforma em rosa.
Por detrás, o verde da serra e o castanho da terra esfuma-se aos poucos, o céu apodera-se deles e carrega-os com as cores da noite.
Tudo é invadido de uma magia palpável. O verde que não se vê mas sente-se, O Azul que nos toca na face em forma da brisa, a terra que se cheira com um odor mesclado de mar e flora.
A mística do lugar é intensa, quando a gigante esfera se esconde, e por momentos o vento pára e o mar se deixa de ouvir. Instantes que nos tornam pertença desta visão paradisíaca. Sentimo-nos pó de estrelas, quando aos poucos aparece Vénus e Júpiter que seguem o seu maestro e terão, noite dentro, o mesmo destino. A abóbada enche-se de pontos brancos luminosos e longínquos, porém tocam-nos com a sua presença aconchegante.
E Nós, aqui, de pés assentes, sentimo-nos pertença dum quadro maior; Num conjunto de átomos omnipresentes que nos rodeiam, numa orgia de matéria em que somos testemunha da Criação, numa dança de estrelas que nos vão cercando, num baile de planetas que entre nós circulam, num festim de formas e conteúdos que nos enchem ou preenchem, fazendo de nós filhos do Universo.
E assim se passa um domingo ao pôr-do-Sol, onde a união de tudo o que é conhecido passa por nós e foi consumada, inclusivé o tempo e o espaço, e é neste momento que tudo pára, nesse instante em que não somos mais que um sentimento, ou uma emoção fugaz mas infinita.
Entretanto cai a noite e nós levantamo-nos acordando do sonho. Até amanhã.

13 novembro 2008

Em Crescendo

hoje tem de ser!
tenho de largar, partir e brilhar!
Sair e
Gritar
Subir e ter a Lua na mão

Fundo respirar, sem expirar e inspirar-me!
Com os pés na Terra a rodar, girar!
Sorrir com o Sol e orbitar, orbitar!
ou apenas ir e só rir,
Rir!

12 novembro 2008

Quem fui?


Já alguma vez tiveram a sensação de acordarem com o despertador e olharem para as horas e serem confrontados com a ideia de não ser eu que estou ali?
A conduzir, olham para o lado e o espaço que os rodeia é desconhecido, toda aquela paisagem que nos cerca e aperta é alienígena?
Olho ao espelho e quem me olha é desconhecido?

Com rumo destinado e chego à conclusão que afinal aquele destino não é o vosso?

As vossas falas e deixas não passam de estímulos exteriores copiados ou plagiados de outrem?

Não passamos de encenações ou rábulas brejeiras em que não nos revemos?

Nunca sentiram que o Eu não é presente? É alguém estranho, ridículo, absurdo e sem efeito prático e/ou não passa de um reflexo condicionado?

Na rua olhando em volta reflicto se de facto sou eu ? Ou não passa duma imagem fabricada e incutida na memória?

Não se sentem as vezes sem ente físico, onde não são mais que uma inconsequência ou um lapso biológico anacrónico?
Não se confrontam com as vossas posições ou opiniões, em que não se reflectem por serem incoerentes ou inconsistentes e serem lembranças quase intemporais que absorvemos doutro alguém que não se encontra dentro de nós? Onde não há lugar, no espaço ou no tempo, para alguém com tais experiências ou factos empíricos que ao que tudo indica foram pré-gravados num qualquer espectro que vagueia por cima do solo, pois nada mais sabe fazer que se auto-assombrar?
Eu não sei se me aconteceu.
Suspeito que me vejo de fora, que já existi em tempos.
Viverei eu apenas, por alguém ou outra coisa qualquer e noutra dimensão, que joga aos dados?

11 novembro 2008

Uma verdadeira história de São Martinho

Martinho vivia na Graça. Assava castanhas e como acólito tinhao Chico, um miudo que as levava a casa. Em part-time trabalhava no bar dos bombeiros voluntarios de sapadores. Tirava lucros da castanha e vendia estupefacientes aos moradores da penha de frança. A vida corria-lhe bem, disfarçado de pescador em peniche, fazia o desembarque através das berlengas. Abriu uma loja de take-away. Ia de vento em popa. As castanhas embrulhadas em pacotes, saiam que nem sardinhas. Quentes e boas. Os clientes aumentavam, assim como a carteira de negócios.Criou uma sociedade com a São, amiga de infancia ,que tinha uma volkswagen pão de forma, , e companheira de carteira na primária, que transportava o produto desde peniche para a capital. A São Martinho Lda expandiu o negocio para a margem sul. Uma pequena embarcação fazia a rota xabregas- Seixal. Começou uma nova era. O seu guarda livros lavava o dinheiro através do bar dos bombeiros, O fisco apertava mas nada tinha por onde pegar A Asae descobriu irregularidades nos embrulhos, as páginas amarelas eram reutilizadas, recicladas e reciclaveis, contudo eram desactualizadas. Fizeram-lhe uma espera. A carrinha esperava-o estacionada, dois paisanas, na esquina oposta simulavam apanhar o autocarro da rede da madrugada. Era noite cerrada, um frio seco, ja de madrugada cai uma névoa plumbea, pelo lusco-fusco, Martinho sai do bar, dá por encerrada a jorna. Suspeita de algo, reentra. Estanca, senta-se na sua secretária e puxa dum cigarro. Queima o produto na salamandra da associação. Empresta a sua capa ao Chico que fazia os biscates, empresta-lhe a sua capa, e manda-o de bicicleta pela Sé abaixo, Mordem o isco. ouvem-se sirenes em perseguição. Martinho apaga o cigarro e as luzes. Fecha a porta atrás de si, olha o céu que se torna azul. Nasce o dia, Martinho sorri e afasta-se desaparecendo na esquina e entre os primeiros raios de sol.

Moral da história: Quem tem capa...

Sinais

Despertador toca.
A vida pára, o tempo cessa.
Acorda louco de olhos abertos.
Rasga os lençois. Atira a roupa janela fora.
Parte os espelhos. Corta-se nos vidros.
Bebe o vinho aflito.
Sai para a rua desesperado.
Grita no meio da estrada! Anuncia o fim do mundo!
O semaforo verde e a vida negra.
É colhido por um tir. É instantaneo.
E ultra-congelado.
Pronto-a-comer.
Pronto-a-vestir.

10 novembro 2008

Ler


Curioso ler os outros.

Nunca vemos a sua versão, mas sim a leitura com o nosso humor ou disposição.
E perde-se assim tanta informação.

08 novembro 2008

Porquinho

Um porquinho vivia com os seus amiguinhos em comunidade, plena de luz, harmonia e alegria. Ia para todas as festividades da pocilga, saia e ia procurar alimentos na mata, e iam laurear a pluma até às tantas e tinha uma vida social e animal muito intensa. Não precisava de mais nada pois sentia-se completo. Chegou uma altura em que começa a ficar saturado dessa vida, questionou-se sobre a sua existência, tornou-se niilista, mais tarde existencialista e tentou o humanismo como corrente filosófica. Pois havia algo que carecia e o enchia de paisagens mundanas e inconsequentes. Uma vida cheia e preenchida mas uma entidade vazia. A agenda continuava agitada e muito preenchida. Mas sabia a pouco. Ambicionava a novidade, a objectividade e até uma corrente que o ligasse ao chão. Num dos seus périplos a sós, pois apesar de ser extremamente gregário, tinha momentos introspectivos e retrospectivos, em que fazia uma revisão mental de sim mesmo.

Caminhava de erva na boca e...

  • caiu-lhe a queixada
  • roncou de espanto
  • aparvalhando-se


De repente e eis que senão quando, vinda duma planície a norte e num vale Verdejante e cintilante, aparece alguém que o ofusca e fascina: Uma Joaninha! indescritível, que torna horrível o mais belo por-do-sol e arrepia as auroras boreais e o próprio Universo é escuro e triste. O dia torna-se rico, belo e de brisa quente, perfumado a primavera e polvilhado de luminosidade e de polens, com botões de rosa a crescerem à sua volta, abelhas a circum-navegarem-nas, pardalitos a quebrarem os ovitos e a chilrearem nos seus ninhos. Assistia ao aparecimento das cores vivas do arco-íris e o nascimento de inúmeras vidas que enriqueciam a sua visão Esfrega os olhos e volta a si com o coração palpitante. Passado esse encontro, começaram a combinar ver-se por ali numa base quase diária, e tinham longas conversas e davam grandes passeatas. Até que começaram a namorar.
A vida em conjunto era muito difícil para o porquinho, pois não estava habituado a certas rotinas e deveres, pois até aqui tudo era posto à sua disposição. Porém chegando este novo amor, teve de se adaptar, teve imensas dificuldades pois, a sua querida e amada companheira, não podia acartar com todas as vicissitudes da existência, e o porquinho ficava confuso, pois tal nunca lhe tinha sido exigido, passou então por uma fase de transição e de mudança, em que era imprescindível que não falhasse pois poderia por em causa o seu amor, e isso era coisa que para ele era impensável. Afastou-se da sua antiga vara e vivia em comunhão total com a sua paixão e eventualmente esquecera os amigos, que o chamavam à pedra por não lhes prestar cartucho. Estava assoberbado de funções novas que desconhecia.Uma vez por outra falhava por desconhecimento, inépcia ou alienação. O que causava uma grande decepção na sua apaixonada, e aos poucos fez por se organizar, e aumentou os seus tais períodos apelidados de introspecção/ retrospecção( uma espécie de estado zen suíno), pois procurava adaptar-se na perfeição. Ia mudando aos poucos, tornando-se num melhor ser, ou não só parecê-lo como sê-lo. Tinha dificuldades pois como veio a descobrir, não era um porquinho mas um Javali e tinha dentro de si um grito selvagem a chama-lo. Contudo esse grito ,ou esse chamamento, ia esmorecendo, e o javali tomando como seu o Vale verdejante e por ali assentando arraiais. Ainda desconhecia certas zonas, e fazia reconhecimentos para se ambientar. Mostrou-lhe o seu mundo, o seu modo de fazer e de estar. A páginas tantas, viviam em estado de graça, mas a estória não acaba aqui. Decorre neste instante! E posso-vos garantir que não há um segundo que passa, em que o Javali não pensa na sua Joaninha.



07 novembro 2008

ATENÇÃO! O meu blog está em Crise!





Gostas destes desenhos?
Tens mais de 18 anos?
E a 4ª Classe?
Eu Vendo desenhos para fora!
Faz-se por encomenda!

E já agora leiam os textos lá pra baixo, a minha auto-estima literária está desintegrada!
Acudam!
Há caracois.

Red Snapper - Santiago Alquimista - Ontem




Numa Palavra: Soberbo!

06 novembro 2008

Um Fim


A explosão.
Os céus incandescentes, o mar reduzido à areia fundida como vidro. A terra uma massa disforme como lava fossilizada.
Ficou cego e surdo momentaneamente. Caíram os muros das cidades e estas desapareceram em escombros. Imagens de sangue nas colinas e na bruma.
Perderam-se as emoções e os sentidos.
À volta reinava o nada.
As mães e filhos fotografados pela luz destruidora e imensa, num ultimo abraço carbonizado e nos seus rostos a expressão do desespero, marcado naquele instante e para sempre.
O vento empurrava as cinzas e as formas, como a agua do mar apaga as pegadas do areal.
Era o ultimo a contemplar aquele apocalipse. A cabeça furada donde lhe fugiam as ideias e vontades. Ficava-lhe a memoria da cor azul do céu e do mar. A recordação do verde da floresta. O sentimento de amar alguém.
Tudo perdido, apagado,cauterizado. Restava-lhe o chão para se aninhar em posição fetal e esperar que a fome e o ar tóxico terminassem aquela sua existência. Nos labirintos da mente e na imaginação destruida esqueceu-se momentaneamente de tudo o que o envolvia, e sonhava com um nascer do sol, escondido no nevoeiro eterno e pardacento, dum destino terminal.

enquanto o Mundo roda,


eu avanço,
tropeço,
caio,
alcanço e levanto-me! corro e discorro pelo rio, descanso.
Tonto, giro e faço o pino e dou a volta, regresso e páro, caminho, atravesso, flutuo pelo abismo, voo sobre a escuridão, bato na vidraça em direcção à luz. Parte-se! divido-me em crisálida e noutra coisa qualquer:


"Um bicho?! pode ser? Vou brincar" e escondo-me por detrás da brancura do Sol: que quente que bom, escaldante, fujo! Brrrr que frio agora, reviravolta, volto. aterro, acordo, a corda no pescoço? isso é outra estória esta tem bamba, e sem rede, mas com net. Atrapalho-me e confundo-me ja não escrevo, relato, um retrato, uma foto de familia, um sorriso congelado para sempre, uma visão futura, um arco-iris, um bom dia para vós.

05 novembro 2008

Ganda Barack!

Esperemos que haja bom senso.
Esperemos que o KKK esmoreça.
Esperemos que a Guerra adormeça.
Esperemos que o Mundo acorde.

04 novembro 2008

Sobre a Rev. agricola (Para Marta e António)

"A Revolução Agrícola foi o movimento dado na Pré-História, que marcou o fim dos povos nômadas e o inicio da sedentarização, com o aparecimento das primeiras vilas e cidades.
No Período Paleolítico, os grupos nômadas não possuíam locais de residência fixas. Já no Neolítico, as sociedades humanas desenvolveram técnicas de cultivo agrícola e passaram a ter condições de armazenar alimentos. Isso levou a grupos humanos a se fixarem por mais tempo numa região e a se deslocarem com menor frequência."

Até à Rev Industrial... upa upa!

in wikipédia

Novembro


Um manto cinzento cobre os céus.

As Almas carregadas.
A terra em tons plumbeos.
A vida estagna.

Os corpos enegrecem

A visão turva e negra

A paisagem pintada a carvão.
O mar esconde-se por baixo da névoa cinza

As cores esbatidas contra o breu.
Procura-se a Primavera.


31 outubro 2008

Para que conste

As histórias, estorinhas, memórias, contos, descontos e demais palavreado deste blogo de notas, é na sua grande maioria saído da minha imaginação ou falta dela. Os retratos descritos, as descrições retratadas, não reflectem o meu estado de humor, a minha identidade, a minha entidade como ser vivente e ou pensante, o meu modus operandi/vivendi.

Há talvez textos que são páginas da minha condição emocional momentânea, ou do meu estado psiquico, mas há quem veja neles, um reflexo de mim, ao estilo de florbela espanca, ou devaneios ao estilo do W.S. Burroughs. Esses são as excepções. A regra, é não haver regra. Qualquer semelhança com a realidade é pura surrealidade.

Estado sentimental: Feliz
Emocional: Contente
Social: Alegre

Saúde: Regular

Colesterol: 181

Diabetes: 73

Pressão sanguinea: 128/68

Pulsações: 73

Local: Saldanha

Temperatura: Ambiente( cerca de 20º)
Pressão atmosférica: humm devem estar um 1o15 milibares


Para mais informações consulte o meu médico ou farmacéutico

29 outubro 2008

Fuligem da memória futura



Sai da Hibernação.


Num tempo indeterminado.


Um local qualquer


e numa memória infinita


Tinha dentro dele as sensações de todos os seres.


Arauto do pensamento universal.


Era transmissor da história da vida, dum catálogo de tudo o que foi e aconteceu, fosse na terra nos mares ou nos céus, desde o primeiro estromatólito ao último primata.
Abriu a porta estanque, mas antes...Inspirou derradeiramente o ar primevo.
saiu.

A rua deserta.


A praça consumida.


A cidade perdida.
As arvores queimadas.


Os montes infectos.
A planície estagnada
A fauna e flora carbonizada.
Caminhava pela estrada de alcatrão derretido, colava-se aos pés em cada passada. A borracha da sola confundia-se com o crude. Descalço pela matéria em ebulição, prosseguia vagarosamente, os ossos pesavam-lhe, a carne cremada junto à pele.
O sol tudo infectava, a intempérie a tudo chegava, o frio gélido tudo assolava. Congela.
Sentou-se fumando o cachimbo de cana entupido com ópio.


Tolhava-se-lhe a visão.


O cinzento da paisagem confundia-se com o acimentar da ilusão.


As alucinações vinham em sequencia e repetidas eternamente.


Voava por cima de tudo, mesmo acima do zénite.
transportava nele os sentimentos e emoções do Mundo.
trazia com ele as recordações dos sorrisos e das cores dos desenhos infantis.

Era o último.


Era único.


A lembrança do passado era vaga e apagada pelo horizonte em decomposição.
Abrandou a velocidade.
Aterrou.
Combustão espontânea.
Apagou-se.
Tudo terminava
.


O vazio.

24 outubro 2008

Ocupado

Veja as diferenças. Repare na indiferença. Anote a referência.

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ligue o 705 123 213 (chamada de valor acrescentado 0.75 c + IVA)
por cada 100 chamadas habilite-se!

Completamente bué

Conversa num restaurante:
" e os gajos estão sempre numa daquela merda dos Macdonalds e KfC e cenas assim! Fo**-se, até já mete nojo, por isso não tenho saído muito com eles. Bom, mas que t´apetece comer? Eu ia numa dum bacalhau assado, ou uma carninha grelhada que achas?!" "Por mim é na boa!" (Depois de consultar a lista): "Então são dois hamburguers se fizer favor e duas colas..."(...) " Pois é temos de fazer umas viagens a sitios fixes. Para nao morrermos estupidos. Ao nepal? Aí nao! Eles cheiram mal e nunca tomam banho, ias fazer o que? Andar de lama? Podíamos é tipo ir à inglaterra. É fixe, o pessoal ao menos percebe a lingua, e os gajos sao bacanos, barcelona também é fixe ir ver as cenas do gaudi, aquele jardim, é um espectaculo. E aquelas avenidas, ele tinha uma visao! E ja foi ha bue!"

É a malta jovem...

22 outubro 2008

Incerteza com certeza


Hoje duvidei do que vi. As pessoas no comboio. A cor do céu. O cão que me ladrava. O vento que me tocava. O café que bebia. As horas que batiam. O transito que me rodeava. A temperatura que baixava. O cigarro que fumava. Seria tudo real. Estaria eu vivo? Seria um sonho de um argumentista? A vida resume-se aos sentidos? A nossa essência reduz-se aos pensamentos? Serei um sub-produto da imaginação de alguém? Serei eu o desenhador de tudo o que me envolve, rodeia, preenche e observo neste meu mundo?

Estória de z para b, no interregno do Apontamentes Versão 2


Era uma vez 3 viajantes que percorriam o mundo em buscas de respostas? A quê?! Perguntam vocês e muito bem. A questões fulcrais deste nosso mundo. A Grandes mistérios da humanidade. Uma demanda pela verdade, pelos caminhos que deverão ser percorridos! Pelos meios e fins que nos determinam e classificam como espécie. Verdade esta que será mentira para muitos. Cada um opina. Cada outro Uma realidade que rodeia esta esfera que é maleável, não a esfera mas a verdade, ou as duas. Uma sofre a tectónica outra é distorcida conforme a vontade de quem a vê ou sente, ou apenas é deformada por requinte dum ser petulante ou apenas estúpido. Verdade que não é nada, é uma visão, uma ilusão, uma coisa que ninguém vê, mas adora filosofar sobre isso. DEmasiado tempo livre, como na antiga grécia, enfim resultado da revoluçao industrial e agora evolução da mecanização e automatização. Da necessidade de afirmação, de integração, de participação...Seja na humanidade, na comunidade, ou no seio familiar. Verdade que é demonstrada quando o "chefe" de família bate na mulher. Ou se entristece quando o Benfica perde, e se embebeda, ou o filho mais velho dá na prata porque a mãe morreu. Apesar da mãe ter morrido durante o parte. São momentos desta nova sociedade, o climax desta nossa civilização! Pura, límpida, perfeita e eficaz. Que potencia os recursos, que aproveita os excessos, que transforma os excedentes e os distribui de maneira justa e com ética social. Mas voltando à história, o s3 viajantes queriam conhecer o mundo, em busca das tais repostas, calcorrearam a terra durante décadas, esforçaram-se por falar com as diferentes ideologias, as diversificadas religiões, as díspares classe sociais. Classificaram e catalogaram tudo e todos. Pesaram e mediram bem as opiniões e razões de qualquer ser, desde o mais pequeno ao mais influente. No final sentiram-se satisfeitos pois compilaram o mundo, conseguiram obter respostas ás questões mais prementes, soluções para os problemas mais exigentes. Por fim descansaram, reflectiram e decidiram acabar com o Mundo. Tudo resolvido. Um sossego. Uma verdade, um fim...

Sabem que mais?


Hoje acordei dentro dum frasco. Estava certo que tinha adormecido noutro lado. Uma amnésia impedia-me de olhar para trás. Via o futuro. Via-me embalado. Via-me enroscado qual lâmpada. Senti-me selado. Constatei-me enviado por mail. Emitido via satélite. Reflectido num espelho. Pendurado numa parede. Afinal estava morto. Inanimado. Estático. Preso num fundo preto. Não estava como uma estrela a salvo dum qualquer pensamento num planeta. O que via era o futuro como um carril. Mas não se prolongava para o infinito mas sim torcia-se e perdia-se em si. Numa espiral colorida. Afinal era mais que isso. Era um dia. Um instante talvez. Era eu. Mas quem. O fio parte-se e caio. O fim aproxima-se. Um sol nasce. Sou o criador e invento. Estou ciente, sou um doutor mais que paciente. Espero, a minha vez. Salto, sonho e dou uma cambalhota num espaço amplo, silencioso e vazio. Toca a campainha. Desligo-me e sigo um um ideal numa recta sou um ponto transladado e uma linha.

20 outubro 2008

2semi em Lisboa e Porto




este Ultimo Em lisboa no Lounge pelas 23 horas de dia 25/10

Ps: Porque sim

As perguntas anteriores eram direccionadas.

17 outubro 2008

Porquê?

Porque será que quando estamos no Inverno desejamos o Verão?
Porque será que quando estamos quase no Natal esperamos que a época passe rápido?
Porque será que quando estamos atrasados perdemos sempre o transporte?
Porque será que quando estamos desapaixonados dizemos mal do sexo oposto? e das relações?
Porque será que é quando não temos dinheiro que jogamos no euromilhões?
Porque será que dizemos mal dos governos mas votamos sempre neles?
Porque será que é quando acendemos o cigarro que chega o comboio, autocarro, táxi, etc?



porque será que quando nada questiono é que me lembro de colocar este post?

Estas e outras respostas, nos vossos comentários, na revista Lux e Prof. Bambo

Formatação


"haverá um tempo em que nos vamos recordar que fomos humanos"
Kayam Sonedra

O Bicho, o micro-ondas e a vontade de cismar


A principio não via nada, estava escuro, a chuva caia a potes, a estrada escorregadia. Encostou na berma. As palavras não saiam e demoravam a passar-lhe pela cabeça. Não que tivesse dificuldades de dicção, apenas não possuía boca. Saiu e vagueava pela beira rio. Os peixes saltavam e brilhavam à luz fosca da fosforescência natural do dia. Não pescava nada. Os anzóis rombos prendiam-se na calçada. Pesavam-lhe. Demoravam-lhe a caminhada. Descansava à sombra, a árvore tapava-lhe os horizontes verticais. Tremia de frio e de medo. De falhar, de não conseguir. Atirou a primeira pedra, saltou na água até ao infinito, Tentou segui~la com a vista, mas perdeu-se na densa floresta. a humidade era tremenda, cheia de mosquitos e ruídos estranhos. Receava encontrar algo medonho.Trancou-se por dentro da mente. Não conseguia sair mais tarde e chegou atrasado. Já o comboio tinha partido assim como o serviço de chá, tomou apenas um café, seguiu de metro para casa e ligou-se na TVI e passava a novela Filhos do Firmamento, história que conta a passagem de dois irmãos gémeos que separados à nascença vieram a saber mais tarde que eram siameses e sempre estiveram juntos, fez zapping e vegetou.Um dia assim se passou.

16 outubro 2008

Zitu


Encontrei-o no alto de uma rua,

plena e rica

como quando eu divago na lua.

Tão suave como uma brisa quente

e estimulante vinda do mar.
Linda de se ver, que me põe de pernas para o ar.

Um céu tão quente e azul,

como o calor vindo dum oasis no meio do deserto, a sul.
Terna tal qual um gatinho,

um cachorro ou algo que aos meus olhos sinto-a assim.
Bela e cheia de luz e cor, seja em amarelo, azul ou vermelho carmim.

Fogo como o sol que nos aquece e acalenta.
Misteriosa como a noite escura,

mas que alegra até a névoa mais cinzenta.

Preciosa qual rubi, topázio ou esmeralda.

Sem preço, Joia rara, de valor incalculável!
Doce destilando a seiva qual uma floresta,

ou o cheiro selvagem da erva,

e frágil e potente como a abelha sorvendo o nectár e todo o mel.

Palavras estas sem sentido, conversa sem qualquer direcção, fico parvo e tonto... como enrolado por uma vaga do oceano, que me envolve, aperta, consome e me leva com ela.

Não remo contra a maré, vou firme pelo o meu próprio pé!

A minha inspiração, o meu fulgor, o meu coração! E... e fico pasmo, de tanto reflectir esta sensação e qualquer outra emoção.

Descrição esta insuficiente para definir o que tenho,
ou o que sinto e
ou o que passei a ser.

Uma felicidade alcançada, um caminho percorrido, uma ambição almejada, a minha alma mais que amada!

Termino com um suspiro, um grito, uma poesia tola, e esta declaração.

Ilhas


Estreou ontem pelo Teatro do Vestido, Ilhas. 4 actores, com várias ideias e ideais em Palco, Actuações a solo, em dueto e a quarteto. Cada um actua para si, para os outros e para nós. Constroi-se a peça em palco, dialogos trocados, monologos variados e trabalha-se no sentido de criar um cenário conjunto. Uma Peça cativante, hilariante e tremendamente acutilante. Recomendo!

4ªs a sábados as 21.30 no novo espaço da ZdB, no Inicio da Rua do Século

15 outubro 2008

dois ponto nove por cento

2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%2.9%

14 outubro 2008

Maldição!


Sai daqui levanta-te e parte!

Não te quero ouvir!
Não quero saber de ti! Nem sequer se existes!

Desaparece! Vai e leva-os contigo!
A todos!
Arde!
Extingue-te!

13 outubro 2008

Entre o Céu e a cave.

Era noite escura. dormiam no rés-do-chão. acordam com um estranho grito inumano. Entretanto um corpo disforme, arrasta-se sobre as suas cabeças. Ouve-se o estilhaçar dos vidros e o ceder das grades metálicas ao romperem-se para deixar passar tal criatura. A estrutura de betão salta da parede e desmancha-se como papel. Cá fora respira todo o ar. Preenche a noite escura, abafa o piar das corujas, silencia o latido dos cães, faz tremer os gatos que estancam, os roedores recolhem-se em qualquer canto. Os insectos incautos petrificam-se. Os morcegos incapazes de voar. Cala-se o vento. As árvores param e secam, as plantas ao redor morrem.
Abre as suas asas, escurecendo a própria noite e absorvendo toda a luz eléctrica criando um breu jamais visto.As ruas cobrem-se dum denso, espesso e compacto nevoeiro composto de finas partículas de um fumo pestilento que enlouquece qualquer ser vivo que o toque. Segue-se um guincho inaudível que se sente dentro peito e da alma de todos os habitantes de Paço D`Arcos, um frio gélido, um torpor doloroso que percorre as espinhas de qualquer vertebrado ou de qualquer coisa viva que esteja à escuta, uma dor surda atinge a população. Contorcem-se pelo chão.
Finalmente do cimo da sua torre, salta para o abismo recém criado, eleva-se nos céus, voa neste mundo e reina sobre o submundo. O silêncio é intenso, partiu...não se vê, não se ouve, nem se sente.
No rés-do-chão respiram fundo, a senhoria saiu mais uma vez...


(Baseada em factos verídicos)

08 outubro 2008

Interludio #2


Caros amiguinhos, leitores, curiosos, ou simplesmente pessoas:



não tenho estado por cá.

agradeço os comentários.
tentarei responder quando me for possivel

Há 15 dias fui vitima de abducção na zona de alcoitão.

obrigado e até à proxima

Ps: não ando bem.

02 outubro 2008

Interlúdio


Responda ao questionário sobre ãs grandes questões do século no final da página

01 outubro 2008

De religião em região - Capitulo I

"Pela boca morreu o peixe" terminou assim um pescador a sua profecia. Um pecador na sua heresia. (Fade Out) Juntaram-se nas margens do Tigre, milhares de infiéis à facção Fonita, que apregoava o regresso à terra dos deuses-mineiros. Tinham erguido uma estátua ao seu avatar Jangó e Biné seu profeta. A reunião acabou mal, pois vieram do sul seguindo a estrela da Manhã, os 5 apóstatas e seus milhares de seguidores que abriram caminho através do mar morto abrindo as suas águas e mais um arbusto em chamas( mas isso é outra história..).
Próxima reunião na Rua de São Paulo, nº28 s/cv Esq da igreja Reino dos seus e dos primeiros dias santos e feriados. Pelas 13 h de domingo! Comparece e apedreja alguém!

Nas imagens Jango e Bné ou vice-versa

Grito


Acordei de gosto seco na boca e lábios gretados. As pálpebras coladas. A luz magoa. O corpo e membros dormentes. Ausentes? Tento levantar a cabeça para me ver. Não tenho força, ou está presa. O tecto branco, olho para os lados e passa uma multidão, estou na rua por baixo duma varanda agarrado a uma maca. Chamo por alguém, ninguém parece ouvir. Pára uma senhora e depois outra, conversam as duas a meio metro de mim. peço que me soltem que me tirem dali, nem sequer olham, ou não querem ouvir. tento mexer o braço para lhes tocar. Não o sinto, será que não se mexe? Estarei paralisado? Porque me ignoram? As senhoras partem, e continuam a passar por mim dezenas ou mesmo centenas de pessoas. Nem um olhar, uma única expressão, ou qualquer sentimento pela minha presença. Grito! Agito a cabeça! Tento espernear! Apesar de não saber se tenho pernas. Ninguém me acode? Porquê? Mais gente pára perto de mim. Este olha para mim. Sorriu-me! baixa-se para me falar, e eu sorrio para ele e quase choro de alegria! Mas não! de repente baixa-se mais que a minha cabeça e pega ao colo um cachorro e parte! Não pertenço ali , não existo para aquela gente! sou uma ilusão? ou sou eu que imagino tudo isto? A rua apinhada de gente que não sabe da minha presença, que não imagina o meu sofrimento. Chega a noite, e estou esgotado por tanto gritar e debater-me para me soltar dali e daquele lugar. A rua deserta e o meu apelo ecoa pelas paredes, oiço o barulho da cidade a adormecer. Fico ali, tudo a sentir, tudo a desaparecer, definha a minha imagem, o meu ser, consumo-me e desapareço, desfaço-me em mil estilhaços com uma lágrima que bate no chão.

Receita para um Raticida ideal num genocidio radical( sem corantes nem conservantes)

Um mundo à parte decerto. E Deserto.
Ocupe-se pois claro!
A gazela pasma,
a chita pára.
O abutre aterra.
O elefante ocupa o charco.
O crocodilo boquiaberto.
(Aparenta asma)

Os bufalos em desespero.
Uns chamam-na de Terra
A pastagem que desaparece.
Os insectos reagem e propagam-se
No ar viajam as partículas primordiais.
Um ecossistema com certeza que cresce.
e um meio para a nossa existência.
Espécies que se multiplicam para a extinção.
Mas´ inda não!
esperem pela ciência

Um segundo cósmico depois e fez-se luz.
Adão e Eva.
Caim e Abel.
O Neil Armstrong
Oppenheimer.
Um gajo chamado Manel.
E um senhor com uma Cruz
uma Hiroshima.
E roda o Carrossel
Aparecemos portanto.
Vindos do pó e das estrelas que brilham.
Reclamamos tudo para nós! E apontamos para cima

Configurar.
Adaptar.
Terraplanar.( palavra curiosa)
Transformar,
Rconstruir
Dividir, reinar. ( Uma chegada aparatosa)
Idealizar. DEstruir

Chega à Terra a espécie que sente e que pensa.
Tem de tudo até A emoção e a razão !
Que se arrepende e repete o erro.
Deja vu? estava a ver que não!

Que domina, e que é ultrapassado por Gaia.
Predisposta a reformular o ideal
Um novo Protocolo ou decisão
reonfigurando o banal
Sempre pronto para a extinção
Pois se antes chegou que agora saia.

Se num instante e extingue.
Como lhe apraz.
Uma Matança por cardápio.
VoCês nem sabem do que é capaz

Sem piedade ou misericórdia.ou comtemplação também
Mas com muita Fé!
Na diáspora proclama o bem.
E daqui não tira o pé!

Conquista e reclama em nome duma religião
A destruição do mal como sua criação
Passa o tempo, os dias a divagar.
e EM TUDO METE A MÃO
Essa espécie racional desaparece,
Esta Terra já não tem vagar.

Um fim e um início.
fez-se história e fez-se um balanço,
Daí tanto equilibrio e à beira do precipicio

A Terra com estes talentos
para isto ja não tem idade
diz que tudo isto foi insano
E com pouca humanidade.

Pede-se um mundo mais humano,
ou nova mentalidade
e uma nova era, com menos metano
que a esta, já só resta a Fatalidade.

Kraftwerk



este trans-europeu serviu-me de banda sonora e inspiração para o texto anterior, salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade e perfeição

Ratos



Passam o dia dentro do escritório enegrecido pela sua própria silhueta. Os prédios em volta crescem, para eles como cogumelos. Plenos de alucinações, inundam-nos com o pó do asfalto que entorpece os movimentos mas também os fascina e fá-los trabalhar maquinalmente. O objectivo cumprido, os números batem certo e excedem expectativas. A alegria contagiante de mais um dia de imensa produtividade ineficaz e ineficiente. Tocam algumas badaladas, e a toque de caixa a saída é anunciada. Todos se dirigem para fora, o exterior, seguem os indicadores digitais, pré-programados e pré-fabricados que lhes indicam os destinos predestinados em frisada redundância. Destinos esses sempre fugazes, gentes que amanhã partem e se apagam como o semáforo que se acende na plataforma que cresce de pessoas em ebulição. Que se amontoam nos percursos. Aumentam à velocidade da partida enquanto outros encontram a chegada. Movimentos inconstantes e constantes. Caminhos conhecidos plenos de aglomerados desconhecidos. Gente adormecida circula na rua. Outros acordam e gritam, e falam do regresso do absurdo da vontade própria. Em vão.


e foram.



são esquecidos.



Passa-se por eles




e o semáforo verde.


As portas abrem e os carris seguem o seu caminho pelo tubo incolor e vazio de sentimento. Indolor. Pára mais uma vez e sobem as escadas.

A multidão expectante observa os painéis. O tempo não lhes obedece e continua. leva-os para longe, para um lar por instantes, para algo familiar por momentos, esfuma-se num cruzamento. O comboio arranca-os do espaço.

Sai-se novamente, espera-se pela sirene. arrancam! trocam olhares a medo, estranha-se o lugar reconhecido, segue-se em frente. As pálpebras fecham. Os carris em recta, comunicações em todos os sentidos diálogos perdidos e escutados em todas as direcções. pensamentos cruzados.


Tanta vida junta,


Pulsam com a energia electrica que os alimenta. Vivem viciados na roda do amanhã. Como o roedor, imunes à dor, em mentes pesadas. Dormentes pelo peso da carruagem que os conduz. Paragem à frente. sente-se a mágoa e o riso. Misturam-se num batido e mais um café servido de demência e rasgos de sanidade entre cortados por loucura calculada e à distância de um banco e de mais um lugar que vaga. Assim como uma mente.


passa mais um dia,




o indicador luminoso aponta,




e a sirene assinala.