João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

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31 julho 2009

genese ilegal

deitada debaixo da areia, fossilizava na eternidade.
as eras passavam, os estratos acumulavam-se
veio a tectonica e formou sinclinais
acimentou-se em metamorfoses sedimentadas

a mãe chamou-a
partiu pra nova criação

29 julho 2009

um estoria de sebastião


Levado pela nobreza,acordado dum sonho de infancia.

por um rasgo de infamia... é destinado à realeza.

Magoado pela inveja ferido pela ganancia.

Investe na guerra o que nao obteve em criança,

trajando indumentarias azul turquesa.

Do alto do seu cavalo branco nao ve o lado negro da pobreza.

Seja ela do povo, de espirito e da sua natureza.

Morre sem saber quem é, longe do lar,

na ilusao do poder, na desilusao do ser,

distante de terras lusas e do seu mar,

num tabuleiro de xadrez

disposto entre Ceuta e Fez

e assim jaz,

entre mais uma peça

num derradeiro xeque ao rei

que por fim o desfaz.

27 julho 2009

no comment

tu


Conheci-te e aturas-me.
Entrei ao de leve no teu mundo.
Entraste profundamente no meu.
Levei,te por becos e ruelas.
Conduzi-te por avenidas coloridas.
Mergulhaste no meu mar azul
afundaste-te comigo no mais profundo do meu breu.
Ascendeste à aboboda verde e esmeralda celeste,
desceste ao inferno de dante.
Dei-te o mais puro e sincero amor
e a provar o mais saboroso mel.
Fiz-te passar pelo sabor do mais amargo fel.
Lembra-te de mim e do que sou,
esquece o que fui e onde jå nao estou...
e amar-te-ei para sempre!

25 julho 2009

Aqua cultura


num sabado deu-lhe para ir tomar banho à praia...mergulha e toca o verde do fundo do mar, vê a areia doirada e quer-lhe tocar. Retem a respiração e não vem a tona, junto aos corais faz uma fogueira e vê as estrelas através do azul marinho. cores esmeralda e topázios circulam à sua frente, flutua e força a corrente, sente a energia em forma de onda, dum oceano aqui dentro e presente. tocam à campainha está ausente, emigrou numa fossa abissal e com rumo inconsequente continua sem respirar, faz amigos à volta do braseiro, peixes cetáceos e cefalópodes como a unica conhecida gente.

24 julho 2009

Esfera de quem a espera


o mundo gira como uma bola de papel e o astro semi-reboque leva bolo-rei a uma velocidade estonteante noutros bem devagar. numa rotunda heliocentrica,alguns centram-se. um bobo na corte senta-se e é digital, palpável ao alcance da mão.Virtual tal qual uma página de jornal descreve a criação do cosmos onde obedece a vários formatos, segundo a visão de terceiros, e num quarto desenhado desde a caverna ao vegetal. e uma noticia sideral numa quinta medieval Com uma pitada de sensorial chega a sexta para quem vê e sente. uma tela por pintar ao fundo, no final do poço durante o fim-de-semana Uma bola amorfa, um qualquer corpo, quer se tenha os pés na terra ou a cabeça no ar. faz-se arte rupestre, em mente bucolica dois reis de testa. três magos, 40 ladrões, e já a mente a flutuar sem gravidade para a agarrar uma junta de bois puxado por uma bula papal unido por uma liga metálica em associação cultural Roda e atrai com a força centrifuga. melancolico-mental com gravidade tudo diferente e sem igual, parecido ou banal. quem sabe se sei o que se sonha selando em si um dó e piedade, dum fidalgo e um dom que gira, um feudo que torna quem sinta demais e se deixe levar. num universo um átomoUm bola gigantesca e Mundial, e um gota de água no meio do areal um globo perfeito ideal. conversa desigual ou Um plano limitado e surreal. gente discute sem razão, todos ralham pelo pão, no meio da emoção retiram opinião, levando às alturas toda esta emoção e entretanto um asteroide qualquer no meio da nossa falta de ar, tira notas num caderninho sobre tal movimento popular.

23 julho 2009

opinião sem razão( nova edição)

Sou filho de Abril, nascido antes do PREC, criado no após. Não passei pela ditadura, era demasiado imberbe, não a vivi e não posso expor factos na primeira pessoa apenas considerações póstumas com epilogo duma estado de coisas. Considero-me um subproduto duma sociedade em evolução, com as suas devidas limitações(A sociedade bem entendido! E eu também obviamente...) e as suas dificuldades. Sou alguém que padece também de ausência de ideais, e ideologias, num mundo que hoje em dia nada trás de novo a quem viveu, intensamente e em consciência, os ´80 e ´90. Tenho formação em Ciências exactas, e algumas sociais, embora com estudos académicos, não tenho o epiteto de DR. ou ENG., além de ficar mal, soa a heráldica ou a titulo nobiliárquico, e prepotência. Sou de esquerda, embora não me reveja em nenhum partido do vasto leque à disposição, descrente da religião, por deformação académica, entre o ateu e o agnóstico, embora catalogar algo como isto seja redutor, e quiçá remeta também para a prepotência que referi atrás. Sou Impulsivo e emocional, numa incredibilidade constante do sistema, sou também pessimista, realista e existencialista q.b. com as minhas incongruências, incoerências e vitima deste mesmo sistema e acima de tudo de mim e das minhas convicções sejam elas, endógenas e/ou exógenas. vivo devorando os dias, as vezes sem esperar o amanhã, Vibro com o nascer do sol, comovo-me com o abandono de animais que criei desde a infância, com a fruta que comi das árvores, com a vindima de setembro/outubro, com as férias grandes passadas entre miudos da mesma idade e de outras classes, renasço com um mergulho no mar, e contento-me com as poucas ambições que tenho. Sou uma pessoa difícil, talvez mimada pela revolução, sem ter nunca de passar privações e nunca sofrer na pele a ausência de algo inerente ao crescimento ou desenvolvimento, com acesso total às diversões próprias duma criança, e também à cultura, fazendo da minha adolescência um passeio no parque.


Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.


No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...


Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)


A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.


A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.


Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.


Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...


Interesses que se adivinham obscuros, e estamos predestinados a uma vivência no meio duma corja que só cuida de si mesmo, sem preocupações sociais, como entidades empregadoras que são e como força motriz de desenvolvimento.


As negociatas na coincineração, nas empresas de esgotos e águas, nas obras publicas combinadas pelo bloco central para retirar dividendos, nos futebois, nos jobs for the boys, nos lucros milionários dos gestores de todos os quadrantes, nos prédios devolutos em especulação imobiliária, nos "patos bravos", nas empresas fantasma, etc etc.

Lá atrás quando referi a predestinação, não falo dum destino como o diz a tarologa Maya ou o mestre Mamadu, mas sim de um plano preconcebido para assegurar o futuro duns(poucos) em desprimor dos outros(muitos). O simplex implementado pelos dirigentes de topo, que não sabem se as bases, que é quem de facto efectiva e assegura o seu funcionamento, têm capacidades para o seu desempenho, tornando-o bastante complex... Desmotivando e desmoralizando-os.


Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...


Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...

21 julho 2009

Missão


As Flores desabrocham, a selva renasce, os rios correm livres, cardumes renovam-se, bandos esvoaçam.
Os animais saiem da toca, preparam-se para mais um inverno, forrando ninhos, criando defesas naturais, arrecadando alimentos, comendo matéria gorda para resistir ao inverno. Invadem as cidades, cortam o transito, retiram o lixo das ruas, impedem a poluição industrial, destroiem barragens, penalizam a agricultura intensiva, o abate de animais, a caça, a pesca, fecham os zoos, proibem a destruição florestal, decretam recolher obrigatório, controlam os seus habitos , encerram as gentes em suas casas, e por fim enviam os seres humanos restantes para o espaço.
Por fim a Terra é habitável.

in "Diario do amanhã" de 21/06/2010

"Uma estranha Doença invade a humanidade.
Um bizarro caso de uma maleita de proporção inédita.
Especialistas dizem tratar-se da maior catástrofe desde a criação.
Testemunhas afirmaram ter previsto tal fenómeno e sem qualquer cura prevista. A infecção espalha-se a uma velocidade aterradora.
Associações económicas declararam também não perceber porque não foram tomadas medidas mais cedo. Os avisos começaram no principio do século, primeiro em casos isolados, depois em bairros e zonas urbanas inteiras, relatos oficiais dizem que nunca se viu coisa igual.Teme-se que nos primeiros anos, 80% da população mundial esteja afectada. Por todo o lado os casos são gritantes e alarmantes, fontes estatais dizem não poder controlar tal fenómeno. As pessoas começam a mostrar gosto pela leitura, mais tarde pelas artes, para depois então atingirem o conhecimento total. Como consequencia final temos a nossa população a querer estar informada, esclarecida, a não dar juízos de valor e em ultima instancia a ser capaz de acordar a paz e abandonar os conflitos incondicionalmente. Teme-se pela perda de controlo da parte dos parlamentos, há pessoas inclusive a abandonarem os seus bens materiais e a viverem espiritualmente e em harmonia. A paz e a amizade global está à solta, são cada vez mais as consequências: casais a sorrirem, paixões assolapadas, ternura incontrolável, carinho desmedido e demonstrações de afecto ao longo das suas vidas, transformando por fim, o ser humano que todos conhecíamos, num ser apto ao AMOR INCONDICIONAL"

20 julho 2009

Exercício #2

Paisagem barrenta. Dificulta o andar paraliza o pensar. Idéias agarradas ao solo peganhento. Os membros desaparecem no chao. O movimento sem locomoçao. Qual peixe sem respiraçao. Falta um caminho uma liçao um conhecimento ou aprendizagem. Descontrola-se o ser, apaga-se a alma. Nascem outros. Que diferentes. Parasitam. Comem-se esgotam tudo. A energia a zero. Sem alternativa. Viajam. Das estrelas voltam a casa. Cansados abrem o frigorifico.

19 julho 2009

terminou tudo num instante. as gentes falavam na rua, o pessoal conversava no bairro, os vzinhos cumprimentavam-se nas escadas, os amigos inflamavam as escadas. em casa tudo ardia, a mente sumia, os ideais consomiam-se e alguém perseguia-os..
passa o capitulo e passam de nivel...

14 julho 2009

Visão


cais, e oh levantas-te andas e corres, comandas o mundo tão teu, tens um próprio!!e baralhas, agitas, voltas a dar! É só teu! consomes comes mastigas sofregamente...Hei?! pára regurgita, uma pausa para digerir e provar fazê-lo perfeito, real, e num balão a ver a vida a pairar.


Não passa afinal duma bola que gira segundo kepler e nos atrai como Newton, nos fascina qual darwin, nos perturba como Camus, enfeitiça como um voodoo, nos contempla qual divindade e nos sustenta enquanto Gaia.

é noite vem o dia andam os ponteiros com o relógio, cresce o sol, o céu a lua, a sombra, a criança berra na rua. O carro trava o pneu chia assim como o rato enquanto o gato mia. Tocam os sinos, as mãos batem e aplaudem, a jorna custa a passar e o electrico cruza a cidade, enquanto no campo lavra a junta de bois que nas terras é tempo de tratar de mugir, e antes de orar que é rude e crua esta vida depois!. Enche-se a praça de gente e de luz, esvazia-se a mente, os olhos a foz, faz-se um esforço puxam-se as redes, a faina, no rio, na maré plena, desliza a andorinha, grasna um patinho, foge a corvina por um buraquinho, aqui serve-se enguia há caracois e uma esplanada serena, seguem os fieis na procissão, sejam eles dum credo que não o islão, que este é intolerável para aqueles sem visão. Tolhem-se as mentes e creem na televisão, da-se lugar aos pacientes e aqueles que perfilham qualquer opinião. Detem-se a sapiência escondida na escuridão e ilumina-se a oculta e ciência profetizada pelo cartomante ancião. seja tarot tarado ou atarefado o cidadão, atafulhem-se as cabeças com pouca ou nenhuma razão. O carrossel continua, a menina não paga nada, mais uma volta e outra e que grande cegada!

Postagem#700 Epifania sem %( versão num take)


700 notas deixaram-se aqui

mas nem há tantos meses que se está ai
e quando 700 meses terão passado por si?

haverá sensação sem tormentos vindos dali?
Ou virão momentos encadeados em mim?
trazendo bocados de sentimentos entrelaçados à mão e juntando a amizade o amor e a paixão ligado à terra, nadando no mar, contra a maré,forçando a corrente, incomodando a gente, nem toda alguma até ao sabor do vento e contudo não perdendo o pé? tosquiando lembranças e refazendo estórias lembranças toscas recordadas a gosto gostos aprumados a preceito emoções renovadas entremeadas a jeito recordações em memórias dum passado a torto e a direito direcções tomadas num ideal a eito
principios torneados mas com um sentido num menu moral e ético aceite mas como a água não mistura com azeite permitam-me desviar-me com classe e tirar um q.b de deleite atirar-me num devaneio ou só mesmo sete centos dele e sentimentos com uma certa postura e continuar a travar ou a fazer bons conhecimentos aproveitando algo nele certamente não levada ao extremo nem à loucura, numa mescla de orientação e desnorte orientando o barco mas vogando por centos à sorte sempre tendo tento de não esquecer a corte e a nunca olvidada e sempre presente consorte sempre presente e um verdadeiro achado talvez pareça corrente, até banal e corriqueiro em dizer que assim se sente, assim e assado ou mesmo com o nariz arrebitado "dize-lo e cantando-o a toda a gente" deixando a porta aberta, sem trinco e suave batente. a lenga já longa , a conversa alguma fiada, a vontade de o expressar desajeitada porém não forçada que a esperança e/ou fé vá de vento em popa e de bandeira içada!

Parabéns que vejas o fundo ao horizonte saudações para que estejas sempre na frente
os meus cumprimentos e que consigas enfrentar tudo de fronte salvé e muita acção, energia e emoção nesse teu ente.

frases feitas, clichés, chavões palavras colheitas, lugares comuns e deixar cair a expressões exprimir factos em emoções explicar um vida em 10 lições um livro gasto, usado, ultrapassado e dito a quente de consumo imediato e uso corrente contudo uno, unico porque diferente e entretanto e a páginas tantas que se cuide e trate conscientemente.

09 julho 2009

epiléptico


Andando pelo prado cantando e rindo e cruzando e pela praia e sem horario sem tabela sem plano. entretanto, e enquanto isso, pàra e observa o sol, enquanto isso escuta o rio. Vem sem aviso uma nuvem e como sombra cedo parte assim como aparece. O bando e mais umas andorinhas circulam à volta a chilrear. Abalam para sul sem que por isso ninguém esteja dar.

deixar rasto nem:
Avisando que estao ca para ficar, com o fito de viver e multiplicar.

A maré sobe a areia molhada, as toalhas levantadas, a mesa e o sol poem-se. O dia cede a noite pelo tempo acordado e determinhado.

O rapaz deita-se e cobre-se a noite encobre-se. Agitaçoes suaves passam por ele, sonhos em forma de horrores misturam-se com o real. Cobrem-lhe a mente e todo o passado e presente. Quer despertar e sente-se preso, quer sair mas nao ha nenhum lado. Acorda demente e de mente cheia de terror, perguntas extensas, questoes sem resoluçao. Fica preso aquele dia fica preso a toda e qualquer néfasta sensaçao. Sem saber quem é, nem onde esta e vitima dum vazio de pensamento e emoçao.

07 julho 2009

bing

dá-me as estrelas de borla
deixa-me viajar pelo universo e pela sua orla
caminhar pela galáxia,
pela lactea de unica via
deixar-em cair no vácuo
sentir a mente vazia
abraçar o cosmos
e finalmente aterrar
e deitar-me
junto à ria
à beira-mar
e cair com o sol na baia
bing!

pardalituz

02 julho 2009

apontamentes IV


As ondas de emoçao atravessam o mar chegando ao continente.
A paixao paira.
O amor flui.
As asas da pomba branca trazem sinais de bonança.
As gentes sorriem umas para as outras.
Os povos dao as maos.
A alegria cresce.
A esperança renasce.
A paz aparece.
E com ela e a bomba atomica tudo perece.

pró meu amorzitus

30 junho 2009

Tédio animal II ( inversão)

Por vezes dá-me vontade de nada fazer, então escrevo linhas, quem sabe para fazer um novelo e tricotar um pouco. Um comportamento humano. É aquela sensação que talvez se tenha quando se dá milho aos pombos. Vê-los correr pelos ares e a debicar aqui e ali. É um passatempo sui generis. Noutro dia vi um homem que o fazia, parecia empenhado!Como se a tarefa fosse honrosa e honrada. E é decerto, são conceitos. Há quem dê aos patos nos lagos do parque, ou até ao peixes no rio. Mas estes gostam de se amontoar junto a pequenos riachos de esgoto e ali deglutir pequenos manjares, falo das tainhas que também observei no domingo. Divertiam-se imenso e estavam a atarefadas a galgar-se mutuamente e de quando em vez giravam em torno de si mesmas e dava pra ver o brilho prata do fundo escuro da água. Um efeito bonito. são dias assim de national geographic ao vivo e em directo. Até os cães participam nisso! Quando andam juntos a cheirar os cantos e esquinas obscuras com cheiros nauseabundos, outros mesmo imperceptiveis para nós, mas decerto que levam ou trazem com eles notícias doutros lados. Os actos sociais caninos são interessantes para quem se encontra aborrecido, correm atrás dos gatos, cheiram o rabo uns aos outros, rosnam-se, ladram às gentes, levantam a pata na roda do carro, dormem ao sol,e roem o osso gigante dum fémur de bovideo, que deve ser o correspondente canino ao nosso sudoku. Os pardais são caricatos, quando o sol se põe juntam-se todos na mesma árvore e fazem uma barrulheira descomunal, são tantos que se confundem com as folhas, esvoaçam, e marcam lugar e presença, ocupam um galho para adormeçer mas logo em seguida são incomodados pelo vizinho e dão mais uma voltinha pela copa. De todas as direcções chegam mais, e é dificil imaginar como cabem todos ali naquele espaço. é a teoria do caos em aplicação natural. Uma comunidade alada similar aos peregrinos em meca que rodam e rodam! Engraçados os bichos. Os bichanos(gatos) também, com os seus bizarros afazeres, entre dormidas, perseguem osgas e lagartixas, fazem esperas a passaros incautos e divertem-se arrancando patas a gafanhotos. Crueldade? nahh...Natureza. Será o equivalente ao nosso tricot. Pensando bem o nosso ócio é bem mais futil, conversas infinitas à mesa de café, regadas a alcool e/ou cafeína, visitas a centros comerciais, tardes em que se desdenha o resto do povo mas acabamos sempre por nos juntar todos. Natural também, somos gregários, vive-se assim então.cada macaco no seu galho, o Pombo com o seu grão, a tainha com o seu pedaço personalizado de esterco, o cão espoja-se, o pato pavoneia-se, o gato embeleza-se. os pardalitos poisam por cá, e nós, aqueles que falam, invejam-nos. E passa-se o dia.

Cisma, parte III

O Homem tem um problema, pergunta-se sobre o absurdo da existência, telefona para a linha de apoio, atende a voz mecânica, digita um para outras opções. Desliga. Liga-se à rede, pesquisa e perde-se. Os olhos vazios, a mente cheia e perturbada. É canalizado e desloca-se ao centro de atendimento. Fazem uma triagem. É questionado. Interrogado e catalogado. É reconduzido. É induzido. Chega a sua vez, é levado para o interior do edificio alvo, imaculado, com tectos altos preenchidos por luzes neon continuas.O centro de apoio e indução aos humanos que duvidam do sistema(CISMA). Chega a uma grande porta metálica reluzente, abrem-na. É empurrado lá para dentro, colocado num tapete rolante. Encarneirado.Ouve-se um bip. Fecham-na. Um fila enorme de gente. À primeira pessoa fazem um tratamento, com um eficácia e acuidade precisa, um laser corta-lhe a pele craniana, com a mesma precisão, retiram o cérebro, que é religiosa e sistematicamente colocado numa pequena caixa de metal opaca e azulada. É inserido nas gavetas numeradas de alto a baixo da parede. O corpo é quimicamente tratado e reciclado. É a sua vez, assusta-se, uma luz diz-lhe para a olhar fixamente até ouvir o sinal, uma seringa injecta-lhe sem se aperceber um quimico relaxante, sorri e deixa de reagir a estímulos, de seguida o processo é o mesmo. Já não sente nada, caminha maquinalmente, nem sequer existe. Na manhã o despertador, a cápsula, a barba, veste-se, apanha o eléctrico automático, pica o ponto. Senta-se na secretária 1068 e produz! O mundo é belo novamente!

vim ver


viver tempo em que ninguém é esquecimento Trocar dor por um amor nascer mundo onde se é dono do momento despontar dum enorme torpor ficar feliz apenas por haver contentamento crescer envolto no calor ser livre até ao pensamento vencer na alma e no ente Encontrar toda e qualquer gente cumprimentar na rua no passeio sem palavras e apenas presente dizer tudo no meio do silêncio e escutar tudo atentamente ser são de corpo e mente para além e eternamente






26 junho 2009

vade metro



estorinhas infantis imberbes para mentecaptos inaptos( retiradas da cartilha de Manel Candeias, 1801)

#1
perdeu-se por uma coxa em alfama
belos momentos de televisivos
e romances de quem esquece tudo quando ama
quase parecia o fátima lopes

a televisionável... não a outra
padecia de várias maleitas
e sonhava ser sardinha




passou-lhe com o tempo,
passou das marcas
e saiu da linha

pela radiação solar,
e uma mutação ao deitar

transmutou-se em fataça.
bem boa...

escamada e tudo,
acamada mais tarde

incapaz de respiração á tona

breves momentos de felicidade

é certo...
contudo, fugaz e intenso
mas enfim tudo passa

o que é certo é que está na Graça,
perto de sapadores,
onde tem um mini-mercado
vende minis aos trabalhadores.

#2

Era uma Vez o Kahmoud

um jovem na altura,
subia aos zigurates
buscando as estrelas
era curioso e fazia uns disparates

foi atirado
sobreviveu

mas tolhido

julgava-se Ciro o grande

cavalgava um carrinho de mão,
envergando uma foice,
dizimando quem passava
morreu como um infiel, o cão.


mas isso é outra estória...

#3

por acaso lembrou-se da Sonia Albacete


moçoila que derivava de terra em terra,
qual nómada com sangue nas mãos
e sangue na guelra,

da parte do pai

andava na apanha de bagas e frutos com os seus comparsas

isto na altura do estio e quase parecia o Dubai
encontrou uma portentosa cerejeira

o sol ia alto e prostrou-se à sombra
o breu caiu de rompante
criando um halo pardacento à sua volta

(à volta dela bem entendido)

no meio de tal denso e pustulento nevoeiro

surgiu um corvo mensageiro

tendo dissertado sobre o taoismo
e as leis da criação
assoberbada com tal experiencia
abraçou a coisa de corpo inteiro



dedicou a vida a arrecadar ideais

ideologias e até uma nova religião
foi para o céu
sem antes ter multiplicado o pão

23 junho 2009

Incongruências (ainda relativamente aos dois posts anteriores)



castração


O dia aparece mais uma vez e até à eternidade. Todos o veem mas ninguém distingue os pormenores. Apontam as cores mas esquecem as formas que elas escondem. As fabricas acordam despejando os idéiais dos homens. As crianças nascem e sao formatadas para a nova ordem mundial. As feiras distraiem o povo. Assim como a tv que esconde a razao. Todos refilam e nao ha revoluçao. Todos opinam sem haver lugar à evoluçao. Ficamo-nos pelo consumo e a ilusao. A culpa? Culpa-se a restante multidao...

22 junho 2009

estorinha bucólica( versão2.1)


No monte e nas oliveiras encontravam-se rebanhos tresmalhados. Perguntavam-se sobre questões filosóficas e existêncialistas. Na planície e sobre o calor tórrido a vida não era fácil. Principalmente nos periodos de extrema seca. Manuel Jesus, pastor da zona e por opção, deambulava na recta que cruzava o horizonte. Tinha sempre questões a colocar aos seus animais, sobre o sentido da vida e o objectivo de se organizarem em grupo. Não sabia porque o faziam nem tão-pouco porque lhe obedeciam tão prontamente. Sentia a natureza a invadir-lhe o espaço. Apesar de muitas vezes o seu estado etilico tresandar para lá dos limites do seu mundo conhecido, era capaz de divagações extremamente complexas sobre o seu Universo, onde cada chaparro era um amigo, e um encosto, cada riacho um momento refrescante, onde se mergulhava e renovava os votos de um novo e bom dia.A vida solitária e campestre que fazia provocava a inveja a todos os que ao longe o vislumbravam de relance ao passarem no Ip8. Mas ele, impávido e sereno, invejava apenas a tenra e verde erva que ruminavam seus animais. Trajado com um grande capote e de alforje à tira-colo sempre procurou ser mais. Chegar a um estado de evolução diferente, quiçá até primevo. Apesar de não balir esforçava-se por melhorar a comunicação com o nicho ecológico que se rodeava. Um dia despojou-se de tudo, largou o capote e restante indumentária, desfez-se do alforje, e deixou-se adormecer aquecido junto a lã fertil de seus companheiros. Na madrugada seguinte e com o raiar do sol, pastou. Passou dificuldades nas primeiras semana de digestão, com fortes cólicas e adaptação à celulose. complementava a alimentação com pequenas bagas e frustos silvestres. O discurso oral deixou de ter sentido, as frases e demais pensamentos racionais também. Limitava-se a seguir instintos primários, foi aceite pelos demais, deixando para trás a posição eréctil, e o polegar oponível. Esqueceu-se do seu eu, e da verbalização. Mantinha no grupo uma posiçao subserviente ao macho alfa do seu novo grupo. Cresceu como ser, e evoluiu como ente de um sistema antigo de organização de espécies. Era igual a tantos outros, numa sociedade sem classes, com uma hierarquia primária e uma sabedoria secular. O rebanho ganhou um membro, a humanidade perdeu um elemento. Os primeiros não se importaram, os segundos nem se aperceberam...

21 junho 2009

Criação


não sabia onde estava e mesmo assim saltou. Não caiu, simplesmente se evaporou, não se eclipsou porém, juntou-se aos milhares de milhões de estrelas que compõem o conhecido, girou até ao infinito, limitado no espaço, mas ilimitado pela imaginação, viajou pelo vácuo, conheceu mundos, as cores, emoções, odores, outras sensações. adaptou-se às novas tendências e voltou a ser deus. SEm nada saber, nem perceber, implodiu para renascer.

20 junho 2009

Girando à volta da Estrela

O breu dá lugar à aurora pardacenta. Os dias negros, as noites em branco. A espera.Os sonhos definham ao ver o sol nascer. As idéias queiman-se quando os primeiros raios incidem. A brisa agita as folhas no fundo azul. Mergulha-se no silencio e o vento empurra-me. Mudam-me a direcçao, estagnam a criaçao. Embrulham-me num papel de futilidade.retiram-me o arbitrio a expressao e incutem nova impressao na face e na mente. Reciclam-me e atiram-me de novo ao mundo. Conformado ponho a mascara bolorenta. Junto-me à restante multidao. Olhando o vazio. A escuridao. O sorriso maquinal e digo que vivo.

19 junho 2009

Would Test Photo














limbo



sentia-se siderado e seguia sobre um sentido sem saida. levava a libido e lentamente livrava-se do limbo. Virou voltou-se e verificou que vacilava. Tratou de transformar e traçar o trajecto todo em transversal. Perdeu peso percorrendo pelo percurso perpendicular. Achou na altura actuar antes da ausência de avaria. Cortou caminho e correu como calculado contando o carreiro e cronometrando-o. Falou-se que fazia, falta um fulano assim e fugiu pela fronteira. Materializou-se e memorizou a meta e em ziguezague zombou do Zé.

17 junho 2009

e à banda...(visão imparcial)


O rio brilha e queima as ruinas. O sol põe-se entre os ninhos. Os passaros inundam as praias. as searas crescem até ao zenite, os bichos invadem. A floresta faz a fotossintese. a sintese precede a tese, a foto a grafia, a carvão em forno a lenha, vão a casa e fazem por encomenda, a Humanidade esquece-se, num momento kodak recorda-se. revela-se a natureza a preto e branco, tudo cai em cinza e num pranto.
Serve-se frio com batatas a murro

E a banda toca

O rio corre e inunda a areia das praias. O sol cresce até ao zenite, queimando as searas. Os passaros invadem os nichos com os seus ninhos. A floresta avança sobre as ruinas. A natureza em equilibrio e cuidando das mazelas infligidas. Entretanto A humanidade recorda-se de si. E enquanto Um homem luta para sobreviver outro barafusta por viver.

16 junho 2009

UM conto negro II - reposição actualizada

Pela noite, arrastava os seus males como correntes que a agarravam à sua ruindade, o peso era tanto que marcava o chão profundamente, faiscando à medida que prosseguia caminho. Dedicava-se a arrecadar dor, como quem amealha as suas poupanças, a cada dia que passava, era maior o seu espólio. Possuía a avidez necessária para não deixar escapar nenhuma emoção maléfica. Reunia em si todo o egoísmo, a soma de toda a gula, de toda a indecência, o conjunto de toda a inveja universal. Absorvia a luz e energia que brotavam de qualquer ser vivo, retirando-lhes os sucos vitais, e secando-os, não ficando mais que um ente mumificado, sem vida, petrificado, jazendo estático no chão,sem qualquer essência.
Ao olhar uma criança que sorria, transferia para si toda a sua vitalidade, a criança tornava-se num vegetal, sem brilho nos olhos, incapaz de comunicar com o exterior, autista. Os restantes seres humanos catatónicos em decomposição.Os animais caiam como pedras de granizo, e partiam-se em mil pedaços como se fossem constituídos de vidro. As Plantas ao serem tocadas desfaziam-se em pó. No seu lar, tudo jazia, um cheiro acre a morte. O chão de cinzas, as paredes negras, o tecto de madeira fossilizada, sem cor, sem vida, ao seu redor a putrefacção. Procurava o riso, a alegria, a paixão e o amor na vizinhança, e apenas por pensamento, transmutava esses sentimentos em pesar, lamentos, ódio e dor. A cidade onde vivia, era das mais produtivas, e com a sua chegada, passou a ser habitada por fantasmas, espectros que se arrastavam e urravam em agonia, a industria estagnou, o comércio definhou, escritórios em falência, edifícios em total abandono, a economia em recessão. Já nada lhe restava para absorver, os seus tentáculos esticavam-se agora para os arredores suburbanos, tendo o mesmo fim que o restante, Não satisfeita com isto, estendeu o seu poder a toda a nação, transformando tudo em pó e cinzas, os edifícios desfaziam-se e tudo desabava, nenhuma estrutura de pé, uma paisagem desoladora de destruição e escombros, como num holocausto nuclear, nem um ser vivo, e o próprio ar era irrespirável, isento de oxigénio, um cheiro a enxofre exalava de todo o lado, o sol tapado por uma neblina contínua onde já não se distinguia o dia da noite. Qualquer tentativa que a natureza fazia para despontar era desfeita logo ao início.
Este Monstro enfim descansava, depois duma vida a alimentar-se de emoções e sentimentos. Conseguiu terminar com a vida, com o movimento, com a energia. Hibernava no seu longo Inverno nuclear, sorrindo e contando as almas armazenadas. Definhou num mar de inquilinos, que a rasgavam em cada divisão, tomando para eles, parte da carcaça emoldurada para exposição na Galeria Verney, e recordar às gerações futuras que existia tal ~soberba e infecta bestialidade.
Vivia em Paço de arcos.
Chamava-se Silvina e foi a nossa senhoria.

Ora pro Nodi

O olhar pardacento demonstrava falta de paciência, A voz monocórdica isenta de consciência, terá resmungado algo para fora da janela: " Viva Macau!".
Os transeuntes, perdidos no meio da calçada, olharam sem dar muita importância ao caso.
Os dias passaram, os transeuntes também, e nas ruas desertas sentia-se um trepidar constante vindo dos abismos mais profundos da terra, a calçada rachava e abria-se, a estrada partia-se, das entranhas jorravam pequenos fetos humanos, que ao chegarem ao chão, levantavam-se gritando e suplicando pelo leite materno.
No Episcopado regojizavam-se por estas acções, tomadas por divinas, e em resposta ao aumento da interrupção voluntária da gravidez.

15 junho 2009

Pós-antónio

o castelo empatado com alfama, o mar de gente aclama, as ruas sem fama, o povo em chama.
a marcha continua em direcção ao Tejo, deságua e transmutada em falua, que vem de belém. passada e assada, sem ver bem, embriagada e embargada num pranto fotográfico e uma ida com volta num comboio eléctrico, com final anunciado, ardido e queimado.

12 junho 2009

apontamentes

ATÉ À CHEGADA DO NASCER DO SOL, NÃO VOU ACREDITAR QUE ANOITEÇA.

ATÉ ACORDAR NÃO ME DEIXO DORMIR.

ATÉ MORRER VOU TER ANTES DE CRESCER.

A LUZ CHEGA PARA VER O QUE SE PASSA À MINHA FRENTE?

08 junho 2009

Telegrama a peso

Tradução e breve explicação do porquê do Tratado( ver blog a baixo)


Ao passar, sem molhar a meia. faz uma cruz.
ao ficar, deixa a porta aberta.
acende a luz, e marca presença, desafia. pica, estica,
e se possivel há que moer, e desgastar, v~e o alcance, salta parta lá da folha, ou do plano, ou l´que seja, não me interessa, tem o interesse uma acção, não a falta dela atenção! olha! Expressa uma sensação ou aponta um senão, uma moção! ou noção de algo, uma tua visão, com cor, movimento, drama, boa trama, e reacção. Ou provocação...deliberada, por vocação, ou espontânea por interacção.

Direito de resposta, reposta a verdade por linhas tortas, curvo até. Com corvos, bosques, estorinhas infantis, ou apenas ardis, versejei mas a rima forcei. ahh...hum. foi-me inato? Provocado? ou procura duma pseudo-estilistica sintaxica.? existe? os conceitos? a preceito. bem perfeito, até perfido, com perfilhação. afiliado, aficionado, com dois cc? sem cilindrada, força motriz, animal, carnal, ena um pecado mortal, e guardado está o bocado, recheado, assado, a sardinha e o bailado, o santo, o antónio e o pessoal esperado. Expectativa guardada. Da bica para alfama, vice-versa, santo estevão, santa luzia, santa paciencia.
Na praia hoje vi uma solha, morta. A maré vazava, eu enchia, de ar, de fé, nadava já sem pé e andava pra lá e para cá. O ascenção, as escadas, a mudança. a edp. o gás, e mais esperança, uma tal andança que se perde a pujança, outras vez uma ritmica impressa, numa qualquer emoção expressa, ah uma desgraça! debito para debater, por apenas falar, e apetecer. Sendo assim reflicte, vê, digere, compõe, discorda a vulso e sem receio, mete o bedelho. por que razão? sem ela, actua. faz um papel, eu desembrulho, uma festa, fiz anos, que foi num aniversario. e passou-se assim quase uma reflexão. irreflectida

interludio do interludio

CAVACO!
CAVACO!
CAVACO!

05 junho 2009

QQ47

Os pais atarefados arrumavam os ultimos tarecos no porta-bagagens, os miudos irrequietos olhavam-nos do banco de trás, o cão ladrava em sinal de excitação pelo começo da viagem, é o ultimo a entrar e partem!
É o equinócio da primavera, a estrada alonga-se pela planicie como uma extensa serpente negra pelo verde das pastagens, o sol laranja do final de tarde aquece-lhes as faces, o céu em tons de azul e esmeralda.
Aproximam-se da chegada, um mar de gente já se encontra reunida e os carros estacionados naquela remota praia de areia dourada.
Todos se aprontam, olham o céu com um misto de excitação e nervosismo. Uma estrela destaca-se no céu, todos a apontam e sorriem!
Aumenta de tamanho e de brilho, na improvisada audiência gritos e pulos de espanto, rasga a atmosfera, a mais de 100 vezes a velocidade do som, parte-se em mil pedaços brilhantes, ecoando como um gigantesco trovão, a luminosidade é enorme, em 2 segundos atinge o solo, provocando palmas entre os espectadores atónitos, Um silêncio surdo, seguido de um embate violento no azul do oceano, uma onda de choque aproxima-se, enquanto um cogumelo cinza e laranja sobe aos céus queimando tudo à sua passagem, o silêncio dá lugar a um turbilhão de energia térmica, cremando os corpos instantaneamente, segue-se outra onda de choque que os quebra e arrasta com uma força sem limites! O 2003 QQ47 tinha chegado à hora prevista, e em familia foi mais um dia bem passado.

telegrama

a sequela

#669º!

04 junho 2009

Tratado pseudo-sociológico( edição actualizada)


Sou filho de Abril, nascido antes do PREC, criado no após. Não passei pela ditadura, era demasiado imberbe, não a vivi e não posso expor factos na primeira pessoa apenas considerações póstumas com epilogo duma estado de coisas. Considero-me um subproduto duma sociedade em evolução, com as suas devidas limitações(A sociedade bem entendido! E eu também obviamente...) e as suas dificuldades. Sou alguém que padece também de ausência de ideais, e ideologias, num mundo que hoje em dia nada trás de novo a quem viveu, intensamente e em consciência, os ´80 e ´90. Tenho formação em Ciências exactas, e algumas sociais, embora com estudos académicos, não tenho o epiteto de DR. ou ENG., além de ficar mal, soa a heráldica ou a titulo nobiliárquico, e prepotência. Sou de esquerda, embora não me reveja em nenhum partido do vasto leque à disposição, descrente da religião, por deformação académica, entre o ateu e o agnóstico, embora catalogar algo como isto seja redutor, e quiçá remeta também para a prepotência que referi atrás. Sou Impulsivo e emocional, numa incredibilidade constante do sistema, sou também pessimista, realista e existencialista q.b. com as minhas incongruências, incoerências e vitima deste mesmo sistema e acima de tudo de mim e das minhas convicções sejam elas, endógenas e/ou exógenas. vivo devorando os dias, as vezes sem esperar o amanhã, Vibro com o nascer do sol, comovo-me com o abandono de animais que criei desde a infância, com a fruta que comi das árvores, com a vindima de setembro/outubro, com as férias grandes passadas entre miudos da mesma idade e de outras classes, renasço com um mergulho no mar, e contento-me com as poucas ambições que tenho. Sou uma pessoa difícil, talvez mimada pela revolução, sem ter nunca de passar privações e nunca sofrer na pele a ausência de algo inerente ao crescimento ou desenvolvimento, com acesso total às diversões próprias duma criança, e também à cultura, fazendo da minha adolescência um passeio no parque.


Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.


No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...


Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)


A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.


A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.


Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.


Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...


Interesses que se adivinham obscuros, e estamos predestinados a uma vivência no meio duma corja que só cuida de si mesmo, sem preocupações sociais, como entidades empregadoras que são e como força motriz de desenvolvimento.


As negociatas na coincineração, nas empresas de esgotos e águas, nas obras publicas combinadas pelo bloco central para retirar dividendos, nos futebois, nos jobs for the boys, nos lucros milionários dos gestores de todos os quadrantes, nos prédios devolutos em especulação imobiliária, nos "patos bravos", nas empresas fantasma, etc etc.

Lá atrás quando referi a predestinação, não falo dum destino como o diz a tarologa Maya ou o mestre Mamadu, mas sim de um plano preconcebido para assegurar o futuro duns(poucos) em desprimor dos outros(muitos). O simplex implementado pelos dirigentes de topo, que não sabem se as bases, que é quem de facto efectiva e assegura o seu funcionamento, têm capacidades para o seu desempenho, tornando-o bastante complex... Desmotivando e desmoralizando-os.


Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...


Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...





Nota1: Não quis dar razões nem soluções, opinei, é legitimo não?


Nota2: para ser lido também pelos miúdos do sexto ano.

03 junho 2009

Memoria

Os corpos pintados à volta da fogueira, as conversas sobre mais uma caçada,as bagas e frutos colhidos na eira, os dialogos em hieraquia, o fumo inalado e passado de mão em mão, um colmo na cabana arranjado, as peles esticadas e polidas, as adagas e lanças aguçadas, enquanto o dia sobre a tundra caia. Um dia esquecido, dum Homem extinto, agora fossilizado, mais que estudado, lido, usado e dissecado. A aprendizagem no museu em forma digital, e a sabedoria antiga apagada, apenas um decalque em papel vegetal.

02 junho 2009

O dia

os cães espumavam, libertos das amarras, de rompante atacaram o mundo e mais alguém.
Os corvos pairando, esperavam pelos cadáveres que dançavam radiantes.
A noite caia sobre a gente moribunda.
O sol definhava definitivamente, enquanto o céu, desaparecia debaixo dum negro manto de sirenes estridentes.
O mar evaporava-se e escorria entre as brechas da terra.
A fauna juntava-se em genocidio na unica savana, a flora reduzia-se a semente.
Fossilizavam as almas, sumia-se o conjunto da vida,
A terra caia para o centro da espiral, onde se reunia com os restantes planetas,
Começavam as festividades, e mais um dia da criança, cada um com o seu doce algodão, e ouviam-se os estalidos dos foguetes à distância.
Havia cerveja fresca.

29 maio 2009

Versejo em rima de redundancia pra cima

O sol quente e um portento
O céu mirado em tons turquesa
o corpo arrastado sem qualquer tormento
num mergulho repentino e o mar sem surpresa

No Oceano forte e pujante
nas ondas altas pelo vento cortante
Forçando a maré
desprezando a falta de pé
nadando feliz e contente

Debaixo de água olho e vejo
afundo-me tocando na areia dourada
Onde a maresia encontra o Tejo
descubro tudo no meio do nada.

O azul preenche-me
a mente liberta-se
rodeada de água e areia
um pequeno peixe surpreende-me
e diverte-se!
enquanto aproveito o silencio que me rodeia

Ausente por um instante do mundo
Sozinho estou e por tudo acompanhado
as alegrias lavadas enquanto nado
as tristezas levadas para o fundo

Desce do zénite o sol
altura de à terra regressar
as ideias frescas delineadas e em rol
o corpo renovado e a delirar

A vida comprimida num dia de verão
o passado relembrado num instante
O futuro olhado sem senão
e um estado de euforia delirante

Sigo caminho na penumbra
Em direcção a todo e qualquer lado
Um trilho sem oposição e sombra
e um resto e eterno tempo descansado

Termino sem palavras e enfim
começo a recordar tudo de bom e de novo
pois dias destes não terão fim
como a estória da galinha e do ovo
e todo um ciclo que recomeçe assim!

27 maio 2009

re-posição

Falar sem conhecimento de causa é chato. Acusar alguém irracionalmente/injustamente também. Falar do que não se sabe é incorrecto. Ou melhor, não cai bem, mas valha-nos a liberdade de expressão
Hoje os exemplos chegam de cima.
Quantas vezes não nos disseram quando avançamos no nosso Percurso académico para esquecermos tudo o que ouvimos sobre uma certa matéria porque estava tudo errado? O planeta deixou de ser plano. O sol deixou de andar à volta dele. Na volta o universo não se criou num único big bang. Talvez a velocidade da luz não seja constante ao longo do tempo universal. Põe-se a hipótese de o homem ter evoluído em tempos diferentes e simultaneamente em diversas localizacoes. Tudo isto são suponhamos. E sou eu que escrevo! O espírito de contradição esta em tudo o que dizemos. A divergência, a discórdia. A guerra. Etc Padece-se dum complexo entre os homens, principalmente os não manipuláveis ou influenciáveis, duma necessidade obsessiva de razão. Um complexo de se ser detentor de um rol de ideias inabalável e dum conjunto de crenças intocavel. Se por ventura é posto em causa tudo se desmorona. A mudança ou alteraçao de conceitos, vai sendo cada vez mais dificil à medida que se avança e se cresce. O tipo de personalidade também cria essa dificuldade de absorçao de novos conceitos. Ou mesmo de aprendizagem. A falsa segurança de se saber tudo, torna-nos em seres futeis mundanos e pequenos autocratas. Acaba por ser ridiculo as situaçoes em que em rapazotes somos os maiores fisicamente e podemos impor as nossas ideias. Nem que seja à força. É o que chamo do fenomeno do cao grande; Normalmente o cão grande é em regra pateta e despreocupado, vale-se do peso e tamanho, uma vez que nao precisa de demonstrar nada aos outros. Raramente luta. Há quem não se preocupe em ter razão, é o caso da avó ou avô que está com o neto, para agradar e por amor, diz a tudo que sim, e o neto por mais disparatado que seja tem sempre razão.
mas quem de nós tem razão? Existe?...

26 maio 2009

cure for pain



Somos levados numa viagem infinita mas limitada.O prazer ultimo, a derradeira experiência, o nivel supremo é sem dúvida a droga. A melhor das amantes, a unica e verdadeira confidente, a melhor amiga. Amiga sim, não escolhe raça nem credo, cor, ideologia ou idade. É intemporal acompanha-nos desde que estamos de pé, passou por nómadas curandeiros,sedentários xamanicos, tribos guerreiras, atravessou continentes e fez a diáspora e mais além, ficando gravada na pedra e nas mentes. quais amigos, familia, sociedade ou civilização! Somos deus! isentos de qualquer emoção, seres divinos, detentores da razão. Omniscientes dos problemas sociais, vivemos no submundo, criando uma bolha à volta , intocáveis. Um autismo consciente, até consentido e deveras demente. Entra como uma andorinha na antes da primavera, numa suave mentira, num doce engano, entranha-se como o sol no zénite de solsticio, que nos cega quando se mira. Trilhamos qualquer caminho( melhor se for subterraneo) qual cloaca urbana, desaguando num qualquer mar degradante. A fé o nosso ego, a esperança a próxima volta, a vontade põe-se no prego, as batalhas da vida sem uma única derrota. A Guerra perdida, a realidade consumida, adulterada, a percepção gasta, desviada, dirigida, teleguiada.Levada a um extremo, a um culminar de prazer, de rejubilo, de nada. Consumidos por dentro, gastos por fora, sem atitude, opinião, sentimento ou sensação. Caminhamos pelo degredo, no meio do medo, de dizer não, esperando a salvação. Que nunca virá. Apenas nos levará, à estação terminal. Um ultimo mergulho em águas em ebulição. ardem os corpos, as cores, o riso e perdemos o pé...cortam o cordão, tiram-nos a mão.
A solução, um suspiro afinal,num eterno tormento, um ultimo lamento, com uma dose final e a negra solidão.

incongruências( edição revista e censurada)

homem-Bom dia, estás acordada?
Mulher - Agora estou
Homem - olha que achas de...
Mulher - Deixa-me dormir
Homem - Talvez haja dias que te pareça mais cedo...perspectivas.
MUlher _ que estás a ver?
Homem - um filme
MUlher - não

Homem - mas não tens de te levantar
Mulher - Eventualmente... tu já vais?
homem - Brevemente.
Mulher - Tão cedo?
Homem - é a minha hora
Mulher - Cada vez mais cedo? o posso ver o outro canal?
Homem - agora não, daqui a um bocado.
Mulher - depois já não me interessa...
... Mulher - uma coisa não implica a outra
Homem - pronto
Mulher - Já lá vai o tempo em que a mulher fazia tudo
Homem - Eu faço algumas coisas
Mulher - O tempo é de emancipação
Homem . qual delas?
Mulher - Dos direitos iguais
Homem - Humm, mas isso quer dizer que já não são só os homens a bater nas mulheres, mas ao contrário por exemplo?
Homem - que estás a ver?
Mulher uma série
Mulher- está na altura de aspirares a casa
Homem - aspirei a semana passada.
Mulher -precisa de ser aspirada quando está suja
HOmem - Ok, mas acabei de lavar a loiça
MUlher - esse exemplo não é valido
Homem- é o que dizem as estatisticas.
Mulher - há é que dividir tarefas
MUlher - porque és homem
Homem . mas então com a emancipação não somos iguais?
Mulher -parecidos
Homem - Então?
Mulher - temos os mesmos direitos ok?
Homem - ok. Gostas de politica e da abolição da escravatura e das guerras liberais, do direito de voto das mulheres e do 25 de abril e das suas consequências e assim?
MUlher - nem por issso
Homem - Então porque dizes mal dos politicos quando está a dar o telejornal?
Mulher - Porque gosto de dizer mal
MUlher- não estás a ver o Jogo?
Homem - não

mulher - com as amigas
Homem - fazer?
MUlher - Conversar, parece que a rita anda com o tiago e a maria não gostou nada e depois o carlos...
Homem - já percebi...
Mulher - então?
Homem - não me apetece. sabes que nem gosto muito de futebol...
MUlher - isso é um bocado gay
Homem - ai é? e a emancipação?
Mulher - OH!
MUlher olha,Vou a comprar roupa
Homem - Não sei para quê.
Mulher - pq gosto, não o gastas em saidas com os teus amigos em copos?
Homem - opções
MULher- Escapes.
Homem - opiniões.... somos todos escravos de algo
em - com o pessoal
MUlher - que vão fazer?
Homem - nada.para os copos
MUlher - ok.
Homem - vais sair?
Mulher - vou queres vir?
Homem - vais com quem?
mulher - Talvez.
Homem - Tu gostas do que fazes apesar das tuas qualificações?
MUlher - Não...
Homem- se divergimos tanto porque é que nos juntámos?
Mulher - Porque gosto de ti! E tu? diz-me
Homem - também, porque gosto de ti
MUlher - queres ir ao café?
HOmem - preferia ir à praia
MUlher -podemos ir então a uma esplanada à beira-mar?
Homem - ok

25 maio 2009

esperança

os pássaros regressam, o calor volta, enquanto nós ficamos à sombra do passado.
O rio corre a maré sobe, e nós encostados aos ideais criados.
O sol nasce, a lua cresce, e ficamos à mercê dos produtos fabricados.
O Universo expande-se, as estrelas brilham, e nós especados de pé, esperando a morte, com fé...

Aprovado!


selo de garantia normalizado standartizado traumatizado dramificado ramificado rama oh que linda rama hare hare Arre burro acre burrié e é salgado oh mar quanto do teu sal são grãos de areia do sado além-tejo dourado do ar rasgado a voar irado um boi de arado uma vaca sagrada na terra pisada vinha pasmada passo a ebrio pé ante pé de agua até ardente a nascente uma fonte a poente a galinha pressente o tremor presente numa escala cadente uma escada crescente em espiral não regula nem a espinal medula óssea e sobria espinha ó mare salgado novamente mare nostrum salta a sardinha e o atum em lata grita e grata está gratinado o bacalhau assado a nado inato nasceu e cresceu para o prato roeu comeu provou improvisou previu riu e já provado ora pro nobis renegado sem pecado sem mais ardis e demoras foi aprovado

22 maio 2009

Nota do au(c)tor

Os 3( três) textos( vulgo: post) infra carecem de aprovação pela SIGLA

Pelo facto pedimos desculpa

A emissão segue dentro de momentos...


SIGLA - Sociedade InstraMental Global Local e Autonoma -



Fundada por kayam Sonedra como trave mestra para as mentes e mentalidades carenciadas. Tem como objectivo o despertar do sono terreno. O Abrir caminho, alargar horizontes. Transcender a mesquinhez, tornar claro o Mundo, desbravar a cultura, trazer luz à sociedade e como fim último dar O passo para tornar o género humano em civilização. Acabar com a busca do Elo perdido e a desculpabilização da estupidez humana. Dar por finda a identificação com o homem primevo e até medievo, fruto duma ciência agarrada a conceitos ou preconceitos românticos, partir no fundo para um corte radical do cordão umbilical duma visão retrógrada apelidada de ciência moderna baseada em fundamentos extremamente estanques na classificação de Lineus e evolução darwiniana por oposição a redefinição do homem como espécie, mais uma espécie, e a colocação do Homo sapiens no seu devido lugar, ou seja, com os pés assentes na Terra. Aterra por fim.