31 julho 2009
genese ilegal
as eras passavam, os estratos acumulavam-se
veio a tectonica e formou sinclinais
acimentou-se em metamorfoses sedimentadas
a mãe chamou-a
partiu pra nova criação
29 julho 2009
um estoria de sebastião
27 julho 2009
tu

Conheci-te e aturas-me.
Entrei ao de leve no teu mundo.
Entraste profundamente no meu.
Levei,te por becos e ruelas.
Conduzi-te por avenidas coloridas.
Mergulhaste no meu mar azul
afundaste-te comigo no mais profundo do meu breu.
Ascendeste à aboboda verde e esmeralda celeste,
desceste ao inferno de dante.
Dei-te o mais puro e sincero amor
e a provar o mais saboroso mel.
Fiz-te passar pelo sabor do mais amargo fel.
Lembra-te de mim e do que sou,
esquece o que fui e onde jå nao estou...
e amar-te-ei para sempre!
25 julho 2009
Aqua cultura

num sabado deu-lhe para ir tomar banho à praia...mergulha e toca o verde do fundo do mar, vê a areia doirada e quer-lhe tocar. Retem a respiração e não vem a tona, junto aos corais faz uma fogueira e vê as estrelas através do azul marinho. cores esmeralda e topázios circulam à sua frente, flutua e força a corrente, sente a energia em forma de onda, dum oceano aqui dentro e presente. tocam à campainha está ausente, emigrou numa fossa abissal e com rumo inconsequente continua sem respirar, faz amigos à volta do braseiro, peixes cetáceos e cefalópodes como a unica conhecida gente.
24 julho 2009
Esfera de quem a espera

o mundo gira como uma bola de papel e o astro semi-reboque leva bolo-rei a uma velocidade estonteante noutros bem devagar. numa rotunda heliocentrica,alguns centram-se. um bobo na corte senta-se e é digital, palpável ao alcance da mão.Virtual tal qual uma página de jornal descreve a criação do cosmos onde obedece a vários formatos, segundo a visão de terceiros, e num quarto desenhado desde a caverna ao vegetal. e uma noticia sideral numa quinta medieval Com uma pitada de sensorial chega a sexta para quem vê e sente. uma tela por pintar ao fundo, no final do poço durante o fim-de-semana Uma bola amorfa, um qualquer corpo, quer se tenha os pés na terra ou a cabeça no ar. faz-se arte rupestre, em mente bucolica dois reis de testa. três magos, 40 ladrões, e já a mente a flutuar sem gravidade para a agarrar uma junta de bois puxado por uma bula papal unido por uma liga metálica em associação cultural Roda e atrai com a força centrifuga. melancolico-mental com gravidade tudo diferente e sem igual, parecido ou banal. quem sabe se sei o que se sonha selando em si um dó e piedade, dum fidalgo e um dom que gira, um feudo que torna quem sinta demais e se deixe levar. num universo um átomoUm bola gigantesca e Mundial, e um gota de água no meio do areal um globo perfeito ideal. conversa desigual ou Um plano limitado e surreal. gente discute sem razão, todos ralham pelo pão, no meio da emoção retiram opinião, levando às alturas toda esta emoção e entretanto um asteroide qualquer no meio da nossa falta de ar, tira notas num caderninho sobre tal movimento popular.
23 julho 2009
opinião sem razão( nova edição)
Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.
No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...
Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)
A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.
A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.
Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.
Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...
Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...
Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...
21 julho 2009
Missão

As Flores desabrocham, a selva renasce, os rios correm livres, cardumes renovam-se, bandos esvoaçam.
Os animais saiem da toca, preparam-se para mais um inverno, forrando ninhos, criando defesas naturais, arrecadando alimentos, comendo matéria gorda para resistir ao inverno. Invadem as cidades, cortam o transito, retiram o lixo das ruas, impedem a poluição industrial, destroiem barragens, penalizam a agricultura intensiva, o abate de animais, a caça, a pesca, fecham os zoos, proibem a destruição florestal, decretam recolher obrigatório, controlam os seus habitos , encerram as gentes em suas casas, e por fim enviam os seres humanos restantes para o espaço.
Por fim a Terra é habitável.
in "Diario do amanhã" de 21/06/2010
Um bizarro caso de uma maleita de proporção inédita.
Especialistas dizem tratar-se da maior catástrofe desde a criação.
Testemunhas afirmaram ter previsto tal fenómeno e sem qualquer cura prevista. A infecção espalha-se a uma velocidade aterradora.
Associações económicas declararam também não perceber porque não foram tomadas medidas mais cedo. Os avisos começaram no principio do século, primeiro em casos isolados, depois em bairros e zonas urbanas inteiras, relatos oficiais dizem que nunca se viu coisa igual.Teme-se que nos primeiros anos, 80% da população mundial esteja afectada. Por todo o lado os casos são gritantes e alarmantes, fontes estatais dizem não poder controlar tal fenómeno. As pessoas começam a mostrar gosto pela leitura, mais tarde pelas artes, para depois então atingirem o conhecimento total. Como consequencia final temos a nossa população a querer estar informada, esclarecida, a não dar juízos de valor e em ultima instancia a ser capaz de acordar a paz e abandonar os conflitos incondicionalmente. Teme-se pela perda de controlo da parte dos parlamentos, há pessoas inclusive a abandonarem os seus bens materiais e a viverem espiritualmente e em harmonia. A paz e a amizade global está à solta, são cada vez mais as consequências: casais a sorrirem, paixões assolapadas, ternura incontrolável, carinho desmedido e demonstrações de afecto ao longo das suas vidas, transformando por fim, o ser humano que todos conhecíamos, num ser apto ao AMOR INCONDICIONAL"
20 julho 2009
Exercício #2
19 julho 2009
14 julho 2009
Visão

cais, e oh levantas-te andas e corres, comandas o mundo tão teu, tens um próprio!!e baralhas, agitas, voltas a dar! É só teu! consomes comes mastigas sofregamente...Hei?! pára regurgita, uma pausa para digerir e provar fazê-lo perfeito, real, e num balão a ver a vida a pairar.
Não passa afinal duma bola que gira segundo kepler e nos atrai como Newton, nos fascina qual darwin, nos perturba como Camus, enfeitiça como um voodoo, nos contempla qual divindade e nos sustenta enquanto Gaia.
é noite vem o dia andam os ponteiros com o relógio, cresce o sol, o céu a lua, a sombra, a criança berra na rua. O carro trava o pneu chia assim como o rato enquanto o gato mia. Tocam os sinos, as mãos batem e aplaudem, a jorna custa a passar e o electrico cruza a cidade, enquanto no campo lavra a junta de bois que nas terras é tempo de tratar de mugir, e antes de orar que é rude e crua esta vida depois!. Enche-se a praça de gente e de luz, esvazia-se a mente, os olhos a foz, faz-se um esforço puxam-se as redes, a faina, no rio, na maré plena, desliza a andorinha, grasna um patinho, foge a corvina por um buraquinho, aqui serve-se enguia há caracois e uma esplanada serena, seguem os fieis na procissão, sejam eles dum credo que não o islão, que este é intolerável para aqueles sem visão. Tolhem-se as mentes e creem na televisão, da-se lugar aos pacientes e aqueles que perfilham qualquer opinião. Detem-se a sapiência escondida na escuridão e ilumina-se a oculta e ciência profetizada pelo cartomante ancião. seja tarot tarado ou atarefado o cidadão, atafulhem-se as cabeças com pouca ou nenhuma razão. O carrossel continua, a menina não paga nada, mais uma volta e outra e que grande cegada!
Postagem#700 Epifania sem %( versão num take)
700 notas deixaram-se aqui
mas nem há tantos meses que se está ai
e quando 700 meses terão passado por si?
haverá sensação sem tormentos vindos dali?
Ou virão momentos encadeados em mim?
trazendo bocados de sentimentos entrelaçados à mão e juntando a amizade o amor e a paixão ligado à terra, nadando no mar, contra a maré,forçando a corrente, incomodando a gente, nem toda alguma até ao sabor do vento e contudo não perdendo o pé? tosquiando lembranças e refazendo estórias lembranças toscas recordadas a gosto gostos aprumados a preceito emoções renovadas entremeadas a jeito recordações em memórias dum passado a torto e a direito direcções tomadas num ideal a eito
principios torneados mas com um sentido num menu moral e ético aceite mas como a água não mistura com azeite permitam-me desviar-me com classe e tirar um q.b de deleite atirar-me num devaneio ou só mesmo sete centos dele e sentimentos com uma certa postura e continuar a travar ou a fazer bons conhecimentos aproveitando algo nele certamente não levada ao extremo nem à loucura, numa mescla de orientação e desnorte orientando o barco mas vogando por centos à sorte sempre tendo tento de não esquecer a corte e a nunca olvidada e sempre presente consorte sempre presente e um verdadeiro achado talvez pareça corrente, até banal e corriqueiro em dizer que assim se sente, assim e assado ou mesmo com o nariz arrebitado "dize-lo e cantando-o a toda a gente" deixando a porta aberta, sem trinco e suave batente. a lenga já longa , a conversa alguma fiada, a vontade de o expressar desajeitada porém não forçada que a esperança e/ou fé vá de vento em popa e de bandeira içada!
Parabéns que vejas o fundo ao horizonte saudações para que estejas sempre na frente
os meus cumprimentos e que consigas enfrentar tudo de fronte salvé e muita acção, energia e emoção nesse teu ente.
frases feitas, clichés, chavões palavras colheitas, lugares comuns e deixar cair a expressões exprimir factos em emoções explicar um vida em 10 lições um livro gasto, usado, ultrapassado e dito a quente de consumo imediato e uso corrente contudo uno, unico porque diferente e entretanto e a páginas tantas que se cuide e trate conscientemente.
09 julho 2009
epiléptico

Andando pelo prado cantando e rindo e cruzando e pela praia e sem horario sem tabela sem plano. entretanto, e enquanto isso, pàra e observa o sol, enquanto isso escuta o rio. Vem sem aviso uma nuvem e como sombra cedo parte assim como aparece. O bando e mais umas andorinhas circulam à volta a chilrear. Abalam para sul sem que por isso ninguém esteja dar.
deixar rasto nem:
Avisando que estao ca para ficar, com o fito de viver e multiplicar.
A maré sobe a areia molhada, as toalhas levantadas, a mesa e o sol poem-se. O dia cede a noite pelo tempo acordado e determinhado.
O rapaz deita-se e cobre-se a noite encobre-se. Agitaçoes suaves passam por ele, sonhos em forma de horrores misturam-se com o real. Cobrem-lhe a mente e todo o passado e presente. Quer despertar e sente-se preso, quer sair mas nao ha nenhum lado. Acorda demente e de mente cheia de terror, perguntas extensas, questoes sem resoluçao. Fica preso aquele dia fica preso a toda e qualquer néfasta sensaçao. Sem saber quem é, nem onde esta e vitima dum vazio de pensamento e emoçao.
07 julho 2009
bing
deixa-me viajar pelo universo e pela sua orla
caminhar pela galáxia,
pela lactea de unica via
deixar-em cair no vácuo
sentir a mente vazia
abraçar o cosmos
e finalmente aterrar
e deitar-me
junto à ria
à beira-mar
e cair com o sol na baia
bing!
02 julho 2009
apontamentes IV
30 junho 2009
Tédio animal II ( inversão)
Cisma, parte III
vim ver

26 junho 2009
estorinhas infantis imberbes para mentecaptos inaptos( retiradas da cartilha de Manel Candeias, 1801)
perdeu-se por uma coxa em alfama
belos momentos de televisivos
e romances de quem esquece tudo quando ama
quase parecia o fátima lopes
a televisionável... não a outra
padecia de várias maleitas
e sonhava ser sardinha
passou-lhe com o tempo,
passou das marcas
e saiu da linha
pela radiação solar,
e uma mutação ao deitar
transmutou-se em fataça.
bem boa...
escamada e tudo,
acamada mais tarde
incapaz de respiração á tona
breves momentos de felicidade
é certo...
contudo, fugaz e intenso
mas enfim tudo passa
o que é certo é que está na Graça,
perto de sapadores,
onde tem um mini-mercado
vende minis aos trabalhadores.
#2
Era uma Vez o Kahmoud
um jovem na altura,
subia aos zigurates
buscando as estrelas
era curioso e fazia uns disparates
foi atirado
sobreviveu
mas tolhido
julgava-se Ciro o grande
cavalgava um carrinho de mão,
envergando uma foice,
dizimando quem passava
morreu como um infiel, o cão.
mas isso é outra estória...
#3
por acaso lembrou-se da Sonia Albacete
moçoila que derivava de terra em terra,
qual nómada com sangue nas mãos
e sangue na guelra,
da parte do pai
andava na apanha de bagas e frutos com os seus comparsas
isto na altura do estio e quase parecia o Dubai
encontrou uma portentosa cerejeira
o sol ia alto e prostrou-se à sombra
o breu caiu de rompante
criando um halo pardacento à sua volta
(à volta dela bem entendido)
no meio de tal denso e pustulento nevoeiro
surgiu um corvo mensageiro
tendo dissertado sobre o taoismo
e as leis da criação
assoberbada com tal experiencia
abraçou a coisa de corpo inteiro
dedicou a vida a arrecadar ideais
ideologias e até uma nova religião
foi para o céu
sem antes ter multiplicado o pão
23 junho 2009
castração

O dia aparece mais uma vez e até à eternidade. Todos o veem mas ninguém distingue os pormenores. Apontam as cores mas esquecem as formas que elas escondem. As fabricas acordam despejando os idéiais dos homens. As crianças nascem e sao formatadas para a nova ordem mundial. As feiras distraiem o povo. Assim como a tv que esconde a razao. Todos refilam e nao ha revoluçao. Todos opinam sem haver lugar à evoluçao. Ficamo-nos pelo consumo e a ilusao. A culpa? Culpa-se a restante multidao...
22 junho 2009
estorinha bucólica( versão2.1)

21 junho 2009
Criação

não sabia onde estava e mesmo assim saltou. Não caiu, simplesmente se evaporou, não se eclipsou porém, juntou-se aos milhares de milhões de estrelas que compõem o conhecido, girou até ao infinito, limitado no espaço, mas ilimitado pela imaginação, viajou pelo vácuo, conheceu mundos, as cores, emoções, odores, outras sensações. adaptou-se às novas tendências e voltou a ser deus. SEm nada saber, nem perceber, implodiu para renascer.
20 junho 2009
Girando à volta da Estrela
19 junho 2009
limbo

17 junho 2009
e à banda...(visão imparcial)

O rio brilha e queima as ruinas. O sol põe-se entre os ninhos. Os passaros inundam as praias. as searas crescem até ao zenite, os bichos invadem. A floresta faz a fotossintese. a sintese precede a tese, a foto a grafia, a carvão em forno a lenha, vão a casa e fazem por encomenda, a Humanidade esquece-se, num momento kodak recorda-se. revela-se a natureza a preto e branco, tudo cai em cinza e num pranto.
Serve-se frio com batatas a murro
E a banda toca
16 junho 2009
UM conto negro II - reposição actualizada
Ao olhar uma criança que sorria, transferia para si toda a sua vitalidade, a criança tornava-se num vegetal, sem brilho nos olhos, incapaz de comunicar com o exterior, autista. Os restantes seres humanos catatónicos em decomposição.Os animais caiam como pedras de granizo, e partiam-se em mil pedaços como se fossem constituídos de vidro. As Plantas ao serem tocadas desfaziam-se em pó. No seu lar, tudo jazia, um cheiro acre a morte. O chão de cinzas, as paredes negras, o tecto de madeira fossilizada, sem cor, sem vida, ao seu redor a putrefacção. Procurava o riso, a alegria, a paixão e o amor na vizinhança, e apenas por pensamento, transmutava esses sentimentos em pesar, lamentos, ódio e dor. A cidade onde vivia, era das mais produtivas, e com a sua chegada, passou a ser habitada por fantasmas, espectros que se arrastavam e urravam em agonia, a industria estagnou, o comércio definhou, escritórios em falência, edifícios em total abandono, a economia em recessão. Já nada lhe restava para absorver, os seus tentáculos esticavam-se agora para os arredores suburbanos, tendo o mesmo fim que o restante, Não satisfeita com isto, estendeu o seu poder a toda a nação, transformando tudo em pó e cinzas, os edifícios desfaziam-se e tudo desabava, nenhuma estrutura de pé, uma paisagem desoladora de destruição e escombros, como num holocausto nuclear, nem um ser vivo, e o próprio ar era irrespirável, isento de oxigénio, um cheiro a enxofre exalava de todo o lado, o sol tapado por uma neblina contínua onde já não se distinguia o dia da noite. Qualquer tentativa que a natureza fazia para despontar era desfeita logo ao início.
Este Monstro enfim descansava, depois duma vida a alimentar-se de emoções e sentimentos. Conseguiu terminar com a vida, com o movimento, com a energia. Hibernava no seu longo Inverno nuclear, sorrindo e contando as almas armazenadas. Definhou num mar de inquilinos, que a rasgavam em cada divisão, tomando para eles, parte da carcaça emoldurada para exposição na Galeria Verney, e recordar às gerações futuras que existia tal ~soberba e infecta bestialidade.
Vivia em Paço de arcos.
Chamava-se Silvina e foi a nossa senhoria.
Ora pro Nodi
Os transeuntes, perdidos no meio da calçada, olharam sem dar muita importância ao caso.
Os dias passaram, os transeuntes também, e nas ruas desertas sentia-se um trepidar constante vindo dos abismos mais profundos da terra, a calçada rachava e abria-se, a estrada partia-se, das entranhas jorravam pequenos fetos humanos, que ao chegarem ao chão, levantavam-se gritando e suplicando pelo leite materno.
No Episcopado regojizavam-se por estas acções, tomadas por divinas, e em resposta ao aumento da interrupção voluntária da gravidez.
15 junho 2009
Pós-antónio
a marcha continua em direcção ao Tejo, deságua e transmutada em falua, que vem de belém. passada e assada, sem ver bem, embriagada e embargada num pranto fotográfico e uma ida com volta num comboio eléctrico, com final anunciado, ardido e queimado.
12 junho 2009
apontamentes
ATÉ ACORDAR NÃO ME DEIXO DORMIR.
ATÉ MORRER VOU TER ANTES DE CRESCER.
A LUZ CHEGA PARA VER O QUE SE PASSA À MINHA FRENTE?
08 junho 2009
Telegrama a peso

ao ficar, deixa a porta aberta.
acende a luz, e marca presença, desafia. pica, estica,
e se possivel há que moer, e desgastar, v~e o alcance, salta parta lá da folha, ou do plano, ou l´que seja, não me interessa, tem o interesse uma acção, não a falta dela atenção! olha! Expressa uma sensação ou aponta um senão, uma moção! ou noção de algo, uma tua visão, com cor, movimento, drama, boa trama, e reacção. Ou provocação...deliberada, por vocação, ou espontânea por interacção.
Na praia hoje vi uma solha, morta. A maré vazava, eu enchia, de ar, de fé, nadava já sem pé e andava pra lá e para cá. O ascenção, as escadas, a mudança. a edp. o gás, e mais esperança, uma tal andança que se perde a pujança, outras vez uma ritmica impressa, numa qualquer emoção expressa, ah uma desgraça! debito para debater, por apenas falar, e apetecer. Sendo assim reflicte, vê, digere, compõe, discorda a vulso e sem receio, mete o bedelho. por que razão? sem ela, actua. faz um papel, eu desembrulho, uma festa, fiz anos, que foi num aniversario. e passou-se assim quase uma reflexão. irreflectida
06 junho 2009
05 junho 2009
QQ47
É o equinócio da primavera, a estrada alonga-se pela planicie como uma extensa serpente negra pelo verde das pastagens, o sol laranja do final de tarde aquece-lhes as faces, o céu em tons de azul e esmeralda.
Aproximam-se da chegada, um mar de gente já se encontra reunida e os carros estacionados naquela remota praia de areia dourada.
Todos se aprontam, olham o céu com um misto de excitação e nervosismo. Uma estrela destaca-se no céu, todos a apontam e sorriem!
Aumenta de tamanho e de brilho, na improvisada audiência gritos e pulos de espanto, rasga a atmosfera, a mais de 100 vezes a velocidade do som, parte-se em mil pedaços brilhantes, ecoando como um gigantesco trovão, a luminosidade é enorme, em 2 segundos atinge o solo, provocando palmas entre os espectadores atónitos, Um silêncio surdo, seguido de um embate violento no azul do oceano, uma onda de choque aproxima-se, enquanto um cogumelo cinza e laranja sobe aos céus queimando tudo à sua passagem, o silêncio dá lugar a um turbilhão de energia térmica, cremando os corpos instantaneamente, segue-se outra onda de choque que os quebra e arrasta com uma força sem limites! O 2003 QQ47 tinha chegado à hora prevista, e em familia foi mais um dia bem passado.
04 junho 2009
Tratado pseudo-sociológico( edição actualizada)
Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.
No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...
Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)
A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.
A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.
Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.
Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...
Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...
Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...
Nota1: Não quis dar razões nem soluções, opinei, é legitimo não?
03 junho 2009
Memoria
02 junho 2009
O dia
Os corvos pairando, esperavam pelos cadáveres que dançavam radiantes.
A noite caia sobre a gente moribunda.
O sol definhava definitivamente, enquanto o céu, desaparecia debaixo dum negro manto de sirenes estridentes.
O mar evaporava-se e escorria entre as brechas da terra.
A fauna juntava-se em genocidio na unica savana, a flora reduzia-se a semente.
Fossilizavam as almas, sumia-se o conjunto da vida,
A terra caia para o centro da espiral, onde se reunia com os restantes planetas,
Começavam as festividades, e mais um dia da criança, cada um com o seu doce algodão, e ouviam-se os estalidos dos foguetes à distância.
Havia cerveja fresca.
29 maio 2009
Versejo em rima de redundancia pra cima
O céu mirado em tons turquesa
o corpo arrastado sem qualquer tormento
num mergulho repentino e o mar sem surpresa
No Oceano forte e pujante
nas ondas altas pelo vento cortante
Forçando a maré
desprezando a falta de pé
nadando feliz e contente
Debaixo de água olho e vejo
afundo-me tocando na areia dourada
Onde a maresia encontra o Tejo
descubro tudo no meio do nada.
O azul preenche-me
a mente liberta-se
rodeada de água e areia
um pequeno peixe surpreende-me
e diverte-se!
enquanto aproveito o silencio que me rodeia
Ausente por um instante do mundo
Sozinho estou e por tudo acompanhado
as alegrias lavadas enquanto nado
as tristezas levadas para o fundo
Desce do zénite o sol
altura de à terra regressar
as ideias frescas delineadas e em rol
o corpo renovado e a delirar
A vida comprimida num dia de verão
o passado relembrado num instante
O futuro olhado sem senão
e um estado de euforia delirante
Sigo caminho na penumbra
Em direcção a todo e qualquer lado
Um trilho sem oposição e sombra
e um resto e eterno tempo descansado
Termino sem palavras e enfim
começo a recordar tudo de bom e de novo
pois dias destes não terão fim
como a estória da galinha e do ovo
e todo um ciclo que recomeçe assim!
27 maio 2009
re-posição
mas quem de nós tem razão? Existe?...
26 maio 2009
cure for pain
Somos levados numa viagem infinita mas limitada.O prazer ultimo, a derradeira experiência, o nivel supremo é sem dúvida a droga. A melhor das amantes, a unica e verdadeira confidente, a melhor amiga. Amiga sim, não escolhe raça nem credo, cor, ideologia ou idade. É intemporal acompanha-nos desde que estamos de pé, passou por nómadas curandeiros,sedentários xamanicos, tribos guerreiras, atravessou continentes e fez a diáspora e mais além, ficando gravada na pedra e nas mentes. quais amigos, familia, sociedade ou civilização! Somos deus! isentos de qualquer emoção, seres divinos, detentores da razão. Omniscientes dos problemas sociais, vivemos no submundo, criando uma bolha à volta , intocáveis. Um autismo consciente, até consentido e deveras demente. Entra como uma andorinha na antes da primavera, numa suave mentira, num doce engano, entranha-se como o sol no zénite de solsticio, que nos cega quando se mira. Trilhamos qualquer caminho( melhor se for subterraneo) qual cloaca urbana, desaguando num qualquer mar degradante. A fé o nosso ego, a esperança a próxima volta, a vontade põe-se no prego, as batalhas da vida sem uma única derrota. A Guerra perdida, a realidade consumida, adulterada, a percepção gasta, desviada, dirigida, teleguiada.Levada a um extremo, a um culminar de prazer, de rejubilo, de nada. Consumidos por dentro, gastos por fora, sem atitude, opinião, sentimento ou sensação. Caminhamos pelo degredo, no meio do medo, de dizer não, esperando a salvação. Que nunca virá. Apenas nos levará, à estação terminal. Um ultimo mergulho em águas em ebulição. ardem os corpos, as cores, o riso e perdemos o pé...cortam o cordão, tiram-nos a mão.
A solução, um suspiro afinal,num eterno tormento, um ultimo lamento, com uma dose final e a negra solidão.
incongruências( edição revista e censurada)
Mulher - Agora estou
Homem - olha que achas de...
Mulher - Deixa-me dormir
Homem - Talvez haja dias que te pareça mais cedo...perspectivas.
MUlher _ que estás a ver?
Homem - um filme
MUlher - não
Homem - mas não tens de te levantar
Mulher - Eventualmente... tu já vais?
homem - Brevemente.
Mulher - Tão cedo?
Homem - é a minha hora
Mulher - Cada vez mais cedo? o posso ver o outro canal?
Homem - agora não, daqui a um bocado.
Mulher - depois já não me interessa...
... Mulher - uma coisa não implica a outra
Homem - pronto
Mulher - Já lá vai o tempo em que a mulher fazia tudo
Homem - Eu faço algumas coisas
Mulher - O tempo é de emancipação
Homem . qual delas?
Mulher - Dos direitos iguais
Homem - Humm, mas isso quer dizer que já não são só os homens a bater nas mulheres, mas ao contrário por exemplo?
Homem - que estás a ver?
Mulher uma série
Mulher- está na altura de aspirares a casa
Homem - aspirei a semana passada.
Mulher -precisa de ser aspirada quando está suja
HOmem - Ok, mas acabei de lavar a loiça
MUlher - esse exemplo não é valido
Homem- é o que dizem as estatisticas.
Mulher - há é que dividir tarefas
MUlher - porque és homem
Homem . mas então com a emancipação não somos iguais?
Mulher -parecidos
Homem - Então?
Mulher - temos os mesmos direitos ok?
Homem - ok. Gostas de politica e da abolição da escravatura e das guerras liberais, do direito de voto das mulheres e do 25 de abril e das suas consequências e assim?
MUlher - nem por issso
Homem - Então porque dizes mal dos politicos quando está a dar o telejornal?
Mulher - Porque gosto de dizer mal
MUlher- não estás a ver o Jogo?
Homem - não
mulher - com as amigas
Homem - fazer?
MUlher - Conversar, parece que a rita anda com o tiago e a maria não gostou nada e depois o carlos...
Homem - já percebi...
Mulher - então?
Homem - não me apetece. sabes que nem gosto muito de futebol...
MUlher - isso é um bocado gay
Homem - ai é? e a emancipação?
Mulher - OH!
MUlher olha,Vou a comprar roupa
Homem - Não sei para quê.
Mulher - pq gosto, não o gastas em saidas com os teus amigos em copos?
Homem - opções
MULher- Escapes.
Homem - opiniões.... somos todos escravos de algo
em - com o pessoal
MUlher - que vão fazer?
Homem - nada.para os copos
MUlher - ok.
Homem - vais sair?
Mulher - vou queres vir?
Homem - vais com quem?
mulher - Talvez.
Homem - Tu gostas do que fazes apesar das tuas qualificações?
MUlher - Não...
Homem- se divergimos tanto porque é que nos juntámos?
Mulher - Porque gosto de ti! E tu? diz-me
Homem - também, porque gosto de ti
MUlher - queres ir ao café?
HOmem - preferia ir à praia
MUlher -podemos ir então a uma esplanada à beira-mar?
Homem - ok
25 maio 2009
esperança
O rio corre a maré sobe, e nós encostados aos ideais criados.
O sol nasce, a lua cresce, e ficamos à mercê dos produtos fabricados.
O Universo expande-se, as estrelas brilham, e nós especados de pé, esperando a morte, com fé...
Aprovado!

selo de garantia normalizado standartizado traumatizado dramificado ramificado rama oh que linda rama hare hare Arre burro acre burrié e é salgado oh mar quanto do teu sal são grãos de areia do sado além-tejo dourado do ar rasgado a voar irado um boi de arado uma vaca sagrada na terra pisada vinha pasmada passo a ebrio pé ante pé de agua até ardente a nascente uma fonte a poente a galinha pressente o tremor presente numa escala cadente uma escada crescente em espiral não regula nem a espinal medula óssea e sobria espinha ó mare salgado novamente mare nostrum salta a sardinha e o atum em lata grita e grata está gratinado o bacalhau assado a nado inato nasceu e cresceu para o prato roeu comeu provou improvisou previu riu e já provado ora pro nobis renegado sem pecado sem mais ardis e demoras foi aprovado
22 maio 2009
Nota do au(c)tor
Pelo facto pedimos desculpa
A emissão segue dentro de momentos...

SIGLA - Sociedade InstraMental Global Local e Autonoma -












