07 agosto 2009
04 agosto 2009
03 agosto 2009
Abril a gosto
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra d'uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
01 agosto 2009
31 julho 2009
genese ilegal
as eras passavam, os estratos acumulavam-se
veio a tectonica e formou sinclinais
acimentou-se em metamorfoses sedimentadas
a mãe chamou-a
partiu pra nova criação
29 julho 2009
um estoria de sebastião
27 julho 2009
tu

Conheci-te e aturas-me.
Entrei ao de leve no teu mundo.
Entraste profundamente no meu.
Levei,te por becos e ruelas.
Conduzi-te por avenidas coloridas.
Mergulhaste no meu mar azul
afundaste-te comigo no mais profundo do meu breu.
Ascendeste à aboboda verde e esmeralda celeste,
desceste ao inferno de dante.
Dei-te o mais puro e sincero amor
e a provar o mais saboroso mel.
Fiz-te passar pelo sabor do mais amargo fel.
Lembra-te de mim e do que sou,
esquece o que fui e onde jå nao estou...
e amar-te-ei para sempre!
25 julho 2009
Aqua cultura

num sabado deu-lhe para ir tomar banho à praia...mergulha e toca o verde do fundo do mar, vê a areia doirada e quer-lhe tocar. Retem a respiração e não vem a tona, junto aos corais faz uma fogueira e vê as estrelas através do azul marinho. cores esmeralda e topázios circulam à sua frente, flutua e força a corrente, sente a energia em forma de onda, dum oceano aqui dentro e presente. tocam à campainha está ausente, emigrou numa fossa abissal e com rumo inconsequente continua sem respirar, faz amigos à volta do braseiro, peixes cetáceos e cefalópodes como a unica conhecida gente.
24 julho 2009
Esfera de quem a espera

o mundo gira como uma bola de papel e o astro semi-reboque leva bolo-rei a uma velocidade estonteante noutros bem devagar. numa rotunda heliocentrica,alguns centram-se. um bobo na corte senta-se e é digital, palpável ao alcance da mão.Virtual tal qual uma página de jornal descreve a criação do cosmos onde obedece a vários formatos, segundo a visão de terceiros, e num quarto desenhado desde a caverna ao vegetal. e uma noticia sideral numa quinta medieval Com uma pitada de sensorial chega a sexta para quem vê e sente. uma tela por pintar ao fundo, no final do poço durante o fim-de-semana Uma bola amorfa, um qualquer corpo, quer se tenha os pés na terra ou a cabeça no ar. faz-se arte rupestre, em mente bucolica dois reis de testa. três magos, 40 ladrões, e já a mente a flutuar sem gravidade para a agarrar uma junta de bois puxado por uma bula papal unido por uma liga metálica em associação cultural Roda e atrai com a força centrifuga. melancolico-mental com gravidade tudo diferente e sem igual, parecido ou banal. quem sabe se sei o que se sonha selando em si um dó e piedade, dum fidalgo e um dom que gira, um feudo que torna quem sinta demais e se deixe levar. num universo um átomoUm bola gigantesca e Mundial, e um gota de água no meio do areal um globo perfeito ideal. conversa desigual ou Um plano limitado e surreal. gente discute sem razão, todos ralham pelo pão, no meio da emoção retiram opinião, levando às alturas toda esta emoção e entretanto um asteroide qualquer no meio da nossa falta de ar, tira notas num caderninho sobre tal movimento popular.
23 julho 2009
opinião sem razão( nova edição)
Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.
No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...
Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)
A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.
A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.
Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.
Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...
Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...
Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...
21 julho 2009
Missão

As Flores desabrocham, a selva renasce, os rios correm livres, cardumes renovam-se, bandos esvoaçam.
Os animais saiem da toca, preparam-se para mais um inverno, forrando ninhos, criando defesas naturais, arrecadando alimentos, comendo matéria gorda para resistir ao inverno. Invadem as cidades, cortam o transito, retiram o lixo das ruas, impedem a poluição industrial, destroiem barragens, penalizam a agricultura intensiva, o abate de animais, a caça, a pesca, fecham os zoos, proibem a destruição florestal, decretam recolher obrigatório, controlam os seus habitos , encerram as gentes em suas casas, e por fim enviam os seres humanos restantes para o espaço.
Por fim a Terra é habitável.
in "Diario do amanhã" de 21/06/2010
Um bizarro caso de uma maleita de proporção inédita.
Especialistas dizem tratar-se da maior catástrofe desde a criação.
Testemunhas afirmaram ter previsto tal fenómeno e sem qualquer cura prevista. A infecção espalha-se a uma velocidade aterradora.
Associações económicas declararam também não perceber porque não foram tomadas medidas mais cedo. Os avisos começaram no principio do século, primeiro em casos isolados, depois em bairros e zonas urbanas inteiras, relatos oficiais dizem que nunca se viu coisa igual.Teme-se que nos primeiros anos, 80% da população mundial esteja afectada. Por todo o lado os casos são gritantes e alarmantes, fontes estatais dizem não poder controlar tal fenómeno. As pessoas começam a mostrar gosto pela leitura, mais tarde pelas artes, para depois então atingirem o conhecimento total. Como consequencia final temos a nossa população a querer estar informada, esclarecida, a não dar juízos de valor e em ultima instancia a ser capaz de acordar a paz e abandonar os conflitos incondicionalmente. Teme-se pela perda de controlo da parte dos parlamentos, há pessoas inclusive a abandonarem os seus bens materiais e a viverem espiritualmente e em harmonia. A paz e a amizade global está à solta, são cada vez mais as consequências: casais a sorrirem, paixões assolapadas, ternura incontrolável, carinho desmedido e demonstrações de afecto ao longo das suas vidas, transformando por fim, o ser humano que todos conhecíamos, num ser apto ao AMOR INCONDICIONAL"
20 julho 2009
Exercício #2
19 julho 2009
14 julho 2009
Visão

cais, e oh levantas-te andas e corres, comandas o mundo tão teu, tens um próprio!!e baralhas, agitas, voltas a dar! É só teu! consomes comes mastigas sofregamente...Hei?! pára regurgita, uma pausa para digerir e provar fazê-lo perfeito, real, e num balão a ver a vida a pairar.
Não passa afinal duma bola que gira segundo kepler e nos atrai como Newton, nos fascina qual darwin, nos perturba como Camus, enfeitiça como um voodoo, nos contempla qual divindade e nos sustenta enquanto Gaia.
é noite vem o dia andam os ponteiros com o relógio, cresce o sol, o céu a lua, a sombra, a criança berra na rua. O carro trava o pneu chia assim como o rato enquanto o gato mia. Tocam os sinos, as mãos batem e aplaudem, a jorna custa a passar e o electrico cruza a cidade, enquanto no campo lavra a junta de bois que nas terras é tempo de tratar de mugir, e antes de orar que é rude e crua esta vida depois!. Enche-se a praça de gente e de luz, esvazia-se a mente, os olhos a foz, faz-se um esforço puxam-se as redes, a faina, no rio, na maré plena, desliza a andorinha, grasna um patinho, foge a corvina por um buraquinho, aqui serve-se enguia há caracois e uma esplanada serena, seguem os fieis na procissão, sejam eles dum credo que não o islão, que este é intolerável para aqueles sem visão. Tolhem-se as mentes e creem na televisão, da-se lugar aos pacientes e aqueles que perfilham qualquer opinião. Detem-se a sapiência escondida na escuridão e ilumina-se a oculta e ciência profetizada pelo cartomante ancião. seja tarot tarado ou atarefado o cidadão, atafulhem-se as cabeças com pouca ou nenhuma razão. O carrossel continua, a menina não paga nada, mais uma volta e outra e que grande cegada!
Postagem#700 Epifania sem %( versão num take)
700 notas deixaram-se aqui
mas nem há tantos meses que se está ai
e quando 700 meses terão passado por si?
haverá sensação sem tormentos vindos dali?
Ou virão momentos encadeados em mim?
trazendo bocados de sentimentos entrelaçados à mão e juntando a amizade o amor e a paixão ligado à terra, nadando no mar, contra a maré,forçando a corrente, incomodando a gente, nem toda alguma até ao sabor do vento e contudo não perdendo o pé? tosquiando lembranças e refazendo estórias lembranças toscas recordadas a gosto gostos aprumados a preceito emoções renovadas entremeadas a jeito recordações em memórias dum passado a torto e a direito direcções tomadas num ideal a eito
principios torneados mas com um sentido num menu moral e ético aceite mas como a água não mistura com azeite permitam-me desviar-me com classe e tirar um q.b de deleite atirar-me num devaneio ou só mesmo sete centos dele e sentimentos com uma certa postura e continuar a travar ou a fazer bons conhecimentos aproveitando algo nele certamente não levada ao extremo nem à loucura, numa mescla de orientação e desnorte orientando o barco mas vogando por centos à sorte sempre tendo tento de não esquecer a corte e a nunca olvidada e sempre presente consorte sempre presente e um verdadeiro achado talvez pareça corrente, até banal e corriqueiro em dizer que assim se sente, assim e assado ou mesmo com o nariz arrebitado "dize-lo e cantando-o a toda a gente" deixando a porta aberta, sem trinco e suave batente. a lenga já longa , a conversa alguma fiada, a vontade de o expressar desajeitada porém não forçada que a esperança e/ou fé vá de vento em popa e de bandeira içada!
Parabéns que vejas o fundo ao horizonte saudações para que estejas sempre na frente
os meus cumprimentos e que consigas enfrentar tudo de fronte salvé e muita acção, energia e emoção nesse teu ente.
frases feitas, clichés, chavões palavras colheitas, lugares comuns e deixar cair a expressões exprimir factos em emoções explicar um vida em 10 lições um livro gasto, usado, ultrapassado e dito a quente de consumo imediato e uso corrente contudo uno, unico porque diferente e entretanto e a páginas tantas que se cuide e trate conscientemente.
09 julho 2009
epiléptico

Andando pelo prado cantando e rindo e cruzando e pela praia e sem horario sem tabela sem plano. entretanto, e enquanto isso, pàra e observa o sol, enquanto isso escuta o rio. Vem sem aviso uma nuvem e como sombra cedo parte assim como aparece. O bando e mais umas andorinhas circulam à volta a chilrear. Abalam para sul sem que por isso ninguém esteja dar.
deixar rasto nem:
Avisando que estao ca para ficar, com o fito de viver e multiplicar.
A maré sobe a areia molhada, as toalhas levantadas, a mesa e o sol poem-se. O dia cede a noite pelo tempo acordado e determinhado.
O rapaz deita-se e cobre-se a noite encobre-se. Agitaçoes suaves passam por ele, sonhos em forma de horrores misturam-se com o real. Cobrem-lhe a mente e todo o passado e presente. Quer despertar e sente-se preso, quer sair mas nao ha nenhum lado. Acorda demente e de mente cheia de terror, perguntas extensas, questoes sem resoluçao. Fica preso aquele dia fica preso a toda e qualquer néfasta sensaçao. Sem saber quem é, nem onde esta e vitima dum vazio de pensamento e emoçao.
07 julho 2009
bing
deixa-me viajar pelo universo e pela sua orla
caminhar pela galáxia,
pela lactea de unica via
deixar-em cair no vácuo
sentir a mente vazia
abraçar o cosmos
e finalmente aterrar
e deitar-me
junto à ria
à beira-mar
e cair com o sol na baia
bing!
02 julho 2009
apontamentes IV
30 junho 2009
Tédio animal II ( inversão)
Cisma, parte III
vim ver

26 junho 2009
estorinhas infantis imberbes para mentecaptos inaptos( retiradas da cartilha de Manel Candeias, 1801)
perdeu-se por uma coxa em alfama
belos momentos de televisivos
e romances de quem esquece tudo quando ama
quase parecia o fátima lopes
a televisionável... não a outra
padecia de várias maleitas
e sonhava ser sardinha
passou-lhe com o tempo,
passou das marcas
e saiu da linha
pela radiação solar,
e uma mutação ao deitar
transmutou-se em fataça.
bem boa...
escamada e tudo,
acamada mais tarde
incapaz de respiração á tona
breves momentos de felicidade
é certo...
contudo, fugaz e intenso
mas enfim tudo passa
o que é certo é que está na Graça,
perto de sapadores,
onde tem um mini-mercado
vende minis aos trabalhadores.
#2
Era uma Vez o Kahmoud
um jovem na altura,
subia aos zigurates
buscando as estrelas
era curioso e fazia uns disparates
foi atirado
sobreviveu
mas tolhido
julgava-se Ciro o grande
cavalgava um carrinho de mão,
envergando uma foice,
dizimando quem passava
morreu como um infiel, o cão.
mas isso é outra estória...
#3
por acaso lembrou-se da Sonia Albacete
moçoila que derivava de terra em terra,
qual nómada com sangue nas mãos
e sangue na guelra,
da parte do pai
andava na apanha de bagas e frutos com os seus comparsas
isto na altura do estio e quase parecia o Dubai
encontrou uma portentosa cerejeira
o sol ia alto e prostrou-se à sombra
o breu caiu de rompante
criando um halo pardacento à sua volta
(à volta dela bem entendido)
no meio de tal denso e pustulento nevoeiro
surgiu um corvo mensageiro
tendo dissertado sobre o taoismo
e as leis da criação
assoberbada com tal experiencia
abraçou a coisa de corpo inteiro
dedicou a vida a arrecadar ideais
ideologias e até uma nova religião
foi para o céu
sem antes ter multiplicado o pão
23 junho 2009
castração

O dia aparece mais uma vez e até à eternidade. Todos o veem mas ninguém distingue os pormenores. Apontam as cores mas esquecem as formas que elas escondem. As fabricas acordam despejando os idéiais dos homens. As crianças nascem e sao formatadas para a nova ordem mundial. As feiras distraiem o povo. Assim como a tv que esconde a razao. Todos refilam e nao ha revoluçao. Todos opinam sem haver lugar à evoluçao. Ficamo-nos pelo consumo e a ilusao. A culpa? Culpa-se a restante multidao...
22 junho 2009
estorinha bucólica( versão2.1)

21 junho 2009
Criação

não sabia onde estava e mesmo assim saltou. Não caiu, simplesmente se evaporou, não se eclipsou porém, juntou-se aos milhares de milhões de estrelas que compõem o conhecido, girou até ao infinito, limitado no espaço, mas ilimitado pela imaginação, viajou pelo vácuo, conheceu mundos, as cores, emoções, odores, outras sensações. adaptou-se às novas tendências e voltou a ser deus. SEm nada saber, nem perceber, implodiu para renascer.
20 junho 2009
Girando à volta da Estrela
19 junho 2009
limbo

17 junho 2009
e à banda...(visão imparcial)

O rio brilha e queima as ruinas. O sol põe-se entre os ninhos. Os passaros inundam as praias. as searas crescem até ao zenite, os bichos invadem. A floresta faz a fotossintese. a sintese precede a tese, a foto a grafia, a carvão em forno a lenha, vão a casa e fazem por encomenda, a Humanidade esquece-se, num momento kodak recorda-se. revela-se a natureza a preto e branco, tudo cai em cinza e num pranto.
Serve-se frio com batatas a murro
E a banda toca
16 junho 2009
UM conto negro II - reposição actualizada
Ao olhar uma criança que sorria, transferia para si toda a sua vitalidade, a criança tornava-se num vegetal, sem brilho nos olhos, incapaz de comunicar com o exterior, autista. Os restantes seres humanos catatónicos em decomposição.Os animais caiam como pedras de granizo, e partiam-se em mil pedaços como se fossem constituídos de vidro. As Plantas ao serem tocadas desfaziam-se em pó. No seu lar, tudo jazia, um cheiro acre a morte. O chão de cinzas, as paredes negras, o tecto de madeira fossilizada, sem cor, sem vida, ao seu redor a putrefacção. Procurava o riso, a alegria, a paixão e o amor na vizinhança, e apenas por pensamento, transmutava esses sentimentos em pesar, lamentos, ódio e dor. A cidade onde vivia, era das mais produtivas, e com a sua chegada, passou a ser habitada por fantasmas, espectros que se arrastavam e urravam em agonia, a industria estagnou, o comércio definhou, escritórios em falência, edifícios em total abandono, a economia em recessão. Já nada lhe restava para absorver, os seus tentáculos esticavam-se agora para os arredores suburbanos, tendo o mesmo fim que o restante, Não satisfeita com isto, estendeu o seu poder a toda a nação, transformando tudo em pó e cinzas, os edifícios desfaziam-se e tudo desabava, nenhuma estrutura de pé, uma paisagem desoladora de destruição e escombros, como num holocausto nuclear, nem um ser vivo, e o próprio ar era irrespirável, isento de oxigénio, um cheiro a enxofre exalava de todo o lado, o sol tapado por uma neblina contínua onde já não se distinguia o dia da noite. Qualquer tentativa que a natureza fazia para despontar era desfeita logo ao início.
Este Monstro enfim descansava, depois duma vida a alimentar-se de emoções e sentimentos. Conseguiu terminar com a vida, com o movimento, com a energia. Hibernava no seu longo Inverno nuclear, sorrindo e contando as almas armazenadas. Definhou num mar de inquilinos, que a rasgavam em cada divisão, tomando para eles, parte da carcaça emoldurada para exposição na Galeria Verney, e recordar às gerações futuras que existia tal ~soberba e infecta bestialidade.
Vivia em Paço de arcos.
Chamava-se Silvina e foi a nossa senhoria.
Ora pro Nodi
Os transeuntes, perdidos no meio da calçada, olharam sem dar muita importância ao caso.
Os dias passaram, os transeuntes também, e nas ruas desertas sentia-se um trepidar constante vindo dos abismos mais profundos da terra, a calçada rachava e abria-se, a estrada partia-se, das entranhas jorravam pequenos fetos humanos, que ao chegarem ao chão, levantavam-se gritando e suplicando pelo leite materno.
No Episcopado regojizavam-se por estas acções, tomadas por divinas, e em resposta ao aumento da interrupção voluntária da gravidez.
15 junho 2009
Pós-antónio
a marcha continua em direcção ao Tejo, deságua e transmutada em falua, que vem de belém. passada e assada, sem ver bem, embriagada e embargada num pranto fotográfico e uma ida com volta num comboio eléctrico, com final anunciado, ardido e queimado.
12 junho 2009
apontamentes
ATÉ ACORDAR NÃO ME DEIXO DORMIR.
ATÉ MORRER VOU TER ANTES DE CRESCER.
A LUZ CHEGA PARA VER O QUE SE PASSA À MINHA FRENTE?
08 junho 2009
Telegrama a peso

ao ficar, deixa a porta aberta.
acende a luz, e marca presença, desafia. pica, estica,
e se possivel há que moer, e desgastar, v~e o alcance, salta parta lá da folha, ou do plano, ou l´que seja, não me interessa, tem o interesse uma acção, não a falta dela atenção! olha! Expressa uma sensação ou aponta um senão, uma moção! ou noção de algo, uma tua visão, com cor, movimento, drama, boa trama, e reacção. Ou provocação...deliberada, por vocação, ou espontânea por interacção.
Na praia hoje vi uma solha, morta. A maré vazava, eu enchia, de ar, de fé, nadava já sem pé e andava pra lá e para cá. O ascenção, as escadas, a mudança. a edp. o gás, e mais esperança, uma tal andança que se perde a pujança, outras vez uma ritmica impressa, numa qualquer emoção expressa, ah uma desgraça! debito para debater, por apenas falar, e apetecer. Sendo assim reflicte, vê, digere, compõe, discorda a vulso e sem receio, mete o bedelho. por que razão? sem ela, actua. faz um papel, eu desembrulho, uma festa, fiz anos, que foi num aniversario. e passou-se assim quase uma reflexão. irreflectida
06 junho 2009
05 junho 2009
QQ47
É o equinócio da primavera, a estrada alonga-se pela planicie como uma extensa serpente negra pelo verde das pastagens, o sol laranja do final de tarde aquece-lhes as faces, o céu em tons de azul e esmeralda.
Aproximam-se da chegada, um mar de gente já se encontra reunida e os carros estacionados naquela remota praia de areia dourada.
Todos se aprontam, olham o céu com um misto de excitação e nervosismo. Uma estrela destaca-se no céu, todos a apontam e sorriem!
Aumenta de tamanho e de brilho, na improvisada audiência gritos e pulos de espanto, rasga a atmosfera, a mais de 100 vezes a velocidade do som, parte-se em mil pedaços brilhantes, ecoando como um gigantesco trovão, a luminosidade é enorme, em 2 segundos atinge o solo, provocando palmas entre os espectadores atónitos, Um silêncio surdo, seguido de um embate violento no azul do oceano, uma onda de choque aproxima-se, enquanto um cogumelo cinza e laranja sobe aos céus queimando tudo à sua passagem, o silêncio dá lugar a um turbilhão de energia térmica, cremando os corpos instantaneamente, segue-se outra onda de choque que os quebra e arrasta com uma força sem limites! O 2003 QQ47 tinha chegado à hora prevista, e em familia foi mais um dia bem passado.
04 junho 2009
Tratado pseudo-sociológico( edição actualizada)
Hoje fala-se muito da tal ausência de ideais, em que esta geração está meio perdida no mundo, sem qualquer motivação, por ter tudo ao dispor, ou pelos menos ter acesso à informação e estar consciente dela, embora muitas vezes não esteja informada nem esclarecida.
No "antigamente" dentro do meu referencial, havia senhas de racionamento durante a guerra, as crianças andavam descalças, o único doce era o açúcar, e as brincadeiras eram caseiras, assim como os brinquedos. Falo da população em geral, nomeadamente a maioria, uma população rural, sem rendimentos pecuniários, que vivia de e para a terra, excluindo daqui uma população urbana, uma elite, latifundiários, gente brasonada, herdeiros e gentes com posses. Uma minoria, quer se queira quer não. Basta comparar os censos, de 1970 com os de 2001...Para não recuar até 1900...
Como dizia, a população, maioritariamente analfabeta, vivia sem acesso à educação, saúde e à cultura, desta última tinha apenas, a popular, não de desprezar por ser a nossa raiz etnográfica e antropológica e o que torna um pais numa nação, o que nos define como povo, e que nos distingue dos demais.
Fala-se(alguns) do Salazar como um heroi, , e as gentes instruidas do litoral, os que o relembram, ou padecem de saudosismo, esquecem-se desta imensa "minoria", em que, o lapis azul, não chegava às aldeias nem às pessoas de classe elevada, não tendo por isso influencia na vida do dia-à-dia das pesssoas, por um lado, pela vida estar reduzida a uma cultura de subsistência quase autonoma e muito longe do poder politico, por outro, por uma posição privilegiada com os centros de poder e decisão, onde a politica andava de mãos dadas com estes ultimos( coisa que não mudou muito nos ultimos anos, mas isso é outra estória). Naturalmente também o crime era muito menor, de dois tipos principalmente, passional e territorial, morria-se e matava-se de cacadeira, por causa da traição dentro do casal, ou pela couve plantada no lado errado do terreno. (Como tudo mudou!....)
A informação e a vivência que nos chega hoje em dia, é deveras diferente e bem mais enriquecedora, a população evoluiu, embora ainda haja focos de pobreza de espirito, paises como Brasil e França(p.eg), o emigrante ainda é visto e conotado como um pacóvio, um bimbo, um ignorante. Com a "Maria" e o "Manel", ambos de bigode e vivendo no bairro de lata.
A Intolerância em vez de se diluir e dissipar, aumenta pelo maior contacto ou "contagio" interracial. Sinal da cada vez maior interacção entre povos, da movimentação e migração das pessoas pelo mundo, pela maior eficácia e eficiência das transportadoras mundiais e o seu mais fácil acesso.
Neste País culpa-se os governos pela crise, os imigrantes pelo desemprego, a ineficacia de instituições ou serviços pela inepcia dos seus funcionários, e desculpam-se as frustrações pessoais delegando nos outros a culpa, sem a atribuirem a si proprios.
Neste Pais está tudo mal segundo os empresários e gestores de pequenas médias e grandes empresas. Contudo são os primeiros a fugir aos impostos como e quando podem, a guardar as suas poupanças em off-shores e a investir em negócios duma economia paralela e extremamente poderosa neste pais à beira-mar plantado.
Neste País, os brasileiros, cabo-verdianos, ucranianos e seus derivados são acusados de roubar os empregos, mas nos centros de emprego continuam à disposição lugares que ninguém quer ocupar, como se o português fosse bom demais para isso e como se ainda vivessemos sobre a Alçada de D.Fernando que tinha uma relação privilegiada com os senhores feudais, descurando o povo...
Fala-se ainda da descolonização com amargura e mágoa. De quem deixou tudo para trás. Só tenho pena de quem foi forçado a guerrear numa terra estranha e por motivos que desconhecia. Os que lá viviam e que possuiam latifundios, apregoam que até tratavam bem os "Pretos", pois claro, mas é uma questão relativa e se recuarmos algumas gerações, os mesmos pretos andavam agrilhoados, e eram mercadoria...Lembra-me na história de D. Manuel( Ou D. JOão V??) que trouxe duas Bestas( Elefante e Rinoceronte) para o terreiro do paço e divertia-se o povo e a nobreza com apostas de quem matava quem. Era uma novidade...não existia o wrestling... Nem mundo virtual, era tudo bem real...
Em suma, a culpa do mal do país, da intolerância, do atraso, do dito sub-desenvolvimento, que é aparente, pois a crise só chegou aos "outros",e tem unica e exclusivamente motivos nos comportamentos desviantes duma classe que olha para o umbigo, e a unica coisa que deveria fazer era culpabilizar-se pela ignorância, ou indiferença, e atribuir os defeitos a si mesma, fazendo uma introspecção, pois a revolução é já passado, foi feita há 30 anos. A evolução; a das mentalidades está em curso, mas infelizmente é marginal, tendo como consequência os problemas que se debatem e as assimetrias que todos conhecem e ninguém quer ver, fecham os olhos, Mas abrem-se de repente, pelo fascinio do marketing, pois saiu o novo Nokia 10225X e o BMW 7ZB e o guito não dá para tudo. Que miséria de facto...
Nota1: Não quis dar razões nem soluções, opinei, é legitimo não?
03 junho 2009
Memoria
02 junho 2009
O dia
Os corvos pairando, esperavam pelos cadáveres que dançavam radiantes.
A noite caia sobre a gente moribunda.
O sol definhava definitivamente, enquanto o céu, desaparecia debaixo dum negro manto de sirenes estridentes.
O mar evaporava-se e escorria entre as brechas da terra.
A fauna juntava-se em genocidio na unica savana, a flora reduzia-se a semente.
Fossilizavam as almas, sumia-se o conjunto da vida,
A terra caia para o centro da espiral, onde se reunia com os restantes planetas,
Começavam as festividades, e mais um dia da criança, cada um com o seu doce algodão, e ouviam-se os estalidos dos foguetes à distância.
Havia cerveja fresca.
29 maio 2009
Versejo em rima de redundancia pra cima
O céu mirado em tons turquesa
o corpo arrastado sem qualquer tormento
num mergulho repentino e o mar sem surpresa
No Oceano forte e pujante
nas ondas altas pelo vento cortante
Forçando a maré
desprezando a falta de pé
nadando feliz e contente
Debaixo de água olho e vejo
afundo-me tocando na areia dourada
Onde a maresia encontra o Tejo
descubro tudo no meio do nada.
O azul preenche-me
a mente liberta-se
rodeada de água e areia
um pequeno peixe surpreende-me
e diverte-se!
enquanto aproveito o silencio que me rodeia
Ausente por um instante do mundo
Sozinho estou e por tudo acompanhado
as alegrias lavadas enquanto nado
as tristezas levadas para o fundo
Desce do zénite o sol
altura de à terra regressar
as ideias frescas delineadas e em rol
o corpo renovado e a delirar
A vida comprimida num dia de verão
o passado relembrado num instante
O futuro olhado sem senão
e um estado de euforia delirante
Sigo caminho na penumbra
Em direcção a todo e qualquer lado
Um trilho sem oposição e sombra
e um resto e eterno tempo descansado
Termino sem palavras e enfim
começo a recordar tudo de bom e de novo
pois dias destes não terão fim
como a estória da galinha e do ovo
e todo um ciclo que recomeçe assim!
27 maio 2009
re-posição
mas quem de nós tem razão? Existe?...
26 maio 2009
cure for pain
Somos levados numa viagem infinita mas limitada.O prazer ultimo, a derradeira experiência, o nivel supremo é sem dúvida a droga. A melhor das amantes, a unica e verdadeira confidente, a melhor amiga. Amiga sim, não escolhe raça nem credo, cor, ideologia ou idade. É intemporal acompanha-nos desde que estamos de pé, passou por nómadas curandeiros,sedentários xamanicos, tribos guerreiras, atravessou continentes e fez a diáspora e mais além, ficando gravada na pedra e nas mentes. quais amigos, familia, sociedade ou civilização! Somos deus! isentos de qualquer emoção, seres divinos, detentores da razão. Omniscientes dos problemas sociais, vivemos no submundo, criando uma bolha à volta , intocáveis. Um autismo consciente, até consentido e deveras demente. Entra como uma andorinha na antes da primavera, numa suave mentira, num doce engano, entranha-se como o sol no zénite de solsticio, que nos cega quando se mira. Trilhamos qualquer caminho( melhor se for subterraneo) qual cloaca urbana, desaguando num qualquer mar degradante. A fé o nosso ego, a esperança a próxima volta, a vontade põe-se no prego, as batalhas da vida sem uma única derrota. A Guerra perdida, a realidade consumida, adulterada, a percepção gasta, desviada, dirigida, teleguiada.Levada a um extremo, a um culminar de prazer, de rejubilo, de nada. Consumidos por dentro, gastos por fora, sem atitude, opinião, sentimento ou sensação. Caminhamos pelo degredo, no meio do medo, de dizer não, esperando a salvação. Que nunca virá. Apenas nos levará, à estação terminal. Um ultimo mergulho em águas em ebulição. ardem os corpos, as cores, o riso e perdemos o pé...cortam o cordão, tiram-nos a mão.
A solução, um suspiro afinal,num eterno tormento, um ultimo lamento, com uma dose final e a negra solidão.
incongruências( edição revista e censurada)
Mulher - Agora estou
Homem - olha que achas de...
Mulher - Deixa-me dormir
Homem - Talvez haja dias que te pareça mais cedo...perspectivas.
MUlher _ que estás a ver?
Homem - um filme
MUlher - não
Homem - mas não tens de te levantar
Mulher - Eventualmente... tu já vais?
homem - Brevemente.
Mulher - Tão cedo?
Homem - é a minha hora
Mulher - Cada vez mais cedo? o posso ver o outro canal?
Homem - agora não, daqui a um bocado.
Mulher - depois já não me interessa...
... Mulher - uma coisa não implica a outra
Homem - pronto
Mulher - Já lá vai o tempo em que a mulher fazia tudo
Homem - Eu faço algumas coisas
Mulher - O tempo é de emancipação
Homem . qual delas?
Mulher - Dos direitos iguais
Homem - Humm, mas isso quer dizer que já não são só os homens a bater nas mulheres, mas ao contrário por exemplo?
Homem - que estás a ver?
Mulher uma série
Mulher- está na altura de aspirares a casa
Homem - aspirei a semana passada.
Mulher -precisa de ser aspirada quando está suja
HOmem - Ok, mas acabei de lavar a loiça
MUlher - esse exemplo não é valido
Homem- é o que dizem as estatisticas.
Mulher - há é que dividir tarefas
MUlher - porque és homem
Homem . mas então com a emancipação não somos iguais?
Mulher -parecidos
Homem - Então?
Mulher - temos os mesmos direitos ok?
Homem - ok. Gostas de politica e da abolição da escravatura e das guerras liberais, do direito de voto das mulheres e do 25 de abril e das suas consequências e assim?
MUlher - nem por issso
Homem - Então porque dizes mal dos politicos quando está a dar o telejornal?
Mulher - Porque gosto de dizer mal
MUlher- não estás a ver o Jogo?
Homem - não
mulher - com as amigas
Homem - fazer?
MUlher - Conversar, parece que a rita anda com o tiago e a maria não gostou nada e depois o carlos...
Homem - já percebi...
Mulher - então?
Homem - não me apetece. sabes que nem gosto muito de futebol...
MUlher - isso é um bocado gay
Homem - ai é? e a emancipação?
Mulher - OH!
MUlher olha,Vou a comprar roupa
Homem - Não sei para quê.
Mulher - pq gosto, não o gastas em saidas com os teus amigos em copos?
Homem - opções
MULher- Escapes.
Homem - opiniões.... somos todos escravos de algo
em - com o pessoal
MUlher - que vão fazer?
Homem - nada.para os copos
MUlher - ok.
Homem - vais sair?
Mulher - vou queres vir?
Homem - vais com quem?
mulher - Talvez.
Homem - Tu gostas do que fazes apesar das tuas qualificações?
MUlher - Não...
Homem- se divergimos tanto porque é que nos juntámos?
Mulher - Porque gosto de ti! E tu? diz-me
Homem - também, porque gosto de ti
MUlher - queres ir ao café?
HOmem - preferia ir à praia
MUlher -podemos ir então a uma esplanada à beira-mar?
Homem - ok
25 maio 2009
esperança
O rio corre a maré sobe, e nós encostados aos ideais criados.
O sol nasce, a lua cresce, e ficamos à mercê dos produtos fabricados.
O Universo expande-se, as estrelas brilham, e nós especados de pé, esperando a morte, com fé...
Aprovado!

selo de garantia normalizado standartizado traumatizado dramificado ramificado rama oh que linda rama hare hare Arre burro acre burrié e é salgado oh mar quanto do teu sal são grãos de areia do sado além-tejo dourado do ar rasgado a voar irado um boi de arado uma vaca sagrada na terra pisada vinha pasmada passo a ebrio pé ante pé de agua até ardente a nascente uma fonte a poente a galinha pressente o tremor presente numa escala cadente uma escada crescente em espiral não regula nem a espinal medula óssea e sobria espinha ó mare salgado novamente mare nostrum salta a sardinha e o atum em lata grita e grata está gratinado o bacalhau assado a nado inato nasceu e cresceu para o prato roeu comeu provou improvisou previu riu e já provado ora pro nobis renegado sem pecado sem mais ardis e demoras foi aprovado












