João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

Nome

Email *

Mensagem *

27 abril 2012

Insónia

Que Insonia é esta? Que virus é este que entrou em mim e que não me larga? Que mágoa é  esta que me faz dar voltas à cama? Que inquetação cresce em mim que me provoca tal desalento? Que torpor enorme eu sinto que me faz entristecer? Que frémito entrou em mim que causa tal ressentimento? E que me transtorna de tal maneira que nao consigo apaziguar a alma. E nem o tempo acabará por tal sensação sarar.





É sentir que falhei, que estou em falta com alguém, que desiludi e enganei. Um incómodo e um rancor provoquei e sou incapaz de sossegar., Tenho algo de mudar para conseguir avançar. Terei de poder alterar o meu ser para o meu ente calmo voltar Talvez a magoa nunca passe nem me vou perdoar .
Este descontentamento irá definhar quando souber que do outro lado há uma alma com pleno contentamento e total bem estar...

Pobreza de espirito

A palavra é um virtuosismo da humanidade, é um veículo de comunicação que quando usado correctamente expressa sem margem para dúvida a mensagem ou ideia que se quer passar.
É também uma arma de arremesso, que atinge, maçera, magoa e destroi. O homem é o unico ser que utiliza a linguagem verbal, talvez por que transmita mais que os animais, que previlegiam os outros sentidos e que se entendem por esse meio, que é bem mais claro e não dá azo a enganos e sem margem para dúvidas é entendido por todos.
Quando se quer transmitir algo tão simples como uma sensação ou um sentimento, usamos uma miriade de expressões. Demasiada informação para exprimir um conceito como: Fome, sede, amor, ódio, etc
Os animais expressam-se inequivocamente e por isso mesmo não existe emtre eles conceitos como ódio, guerra ou racismo. Além de serem despropositados esses conceitos, não se encaixam nem se coadunam numa matilha de cães onde a comunicação tem de ser simples porém as ligações complexas.
Ao comunicar com alguém, e nao havendo as expressões faciais, a entoação e a linguagem gestual, tem de se ponderar cada palavra, cada frase e cada expressão tem de ser cuidadosamente medida e analisada antes de ser transmitida. Hoje alguém perdeu alguém por incapacidade de se expressar. Hoje magoou-se alguém que tinha estima por falta de tacto. Hoje decepcionou-se alguém por causa da impulsividade. Hoje quebrou-se a confiança de outrém por excesso de emotividade.E o mundo nao tem contemplações e piedade de gente assim.
Não basta ser justo para que sejamos bons, nem basta ter integridade para que haja segurança e amor-proprio. Não chega a simpatia para criar empatia com terceiros. É necessário ter-se garra, frieza e calculismo para singrar nesta vida. Ser-se-á  sempre ingénuo e  fraco quem vive de lirismos. Tempos houve em que quem assim fosse seria eliminado, e não há perdão para gente assim.

26 abril 2012

Interacção social

Numa altura em que a crise paira como uma nuvem negra sobre as nossas cabeças, e esta tempestade está longe de terminar, criam-se clivagens entre as pessoas, seja por insegurança financeira, economica, social e mesmo a nível pessoal. Isso que coloca pressão sobre nós e exacerba a nossa percepção do mundo e dos outros, havendo lugar a alterações na forma de estar e e de ver os outros e mesmo de interagir.
Os medos e as fobias que existem aumentam exponencialmente. a intolerãncia aumenta e a aceitação do outro é relegada para segundo plano.
Nunca me ensinaram a odiar ninguém. E numa sociedade que é essencialmente católica tive uma educação em que os principios eram basicamente de dar a outra face e praticar o bem, naturalmente é bem mais que isto mas mesmo correndo o risco de a resumir drásticamente e ser redutor. Adiante; Ensinaram-me também a proteger-me e a ter amor próprio pois pode cair-se no engano de em todos crer e ser-se manipulado por ingenuidade.
Apesar destes ensinamentos e das deformações que o tempo providenciou tento ser assertivo. Não que o seja, mas almejo a tal estatuto, pois cada ser humano e em cada dia que passa aprende algo e com isso aperfeiçoa-se.
O Homem é gregário, logo gosta de interagir e de se expressar, daí que comunique e transmita o seu Eu a terceiros.Também existe em cada um de nós um filosofo, um profeta, e um psicologo de algibeira...
Como qualquer alma que por cá anda, eu gosto de conversar e de conhecer novas pessoas e transmitir-lhes os meus ideais e conceitos pois isso faz parte do conhecimento mútuo. Contudo quando o faço, não quero impôr a minha visão  mas sou livre de o fazer desde que nao interfira com a sua  "bolha"( ou espaço vital), nem ultrapasse os limites do bom senso nem tão-pouco devasse ou o prive da sua liberdade e da sua consciência. Pois somos livres e ainda mais nesta data( da Revolução)es tenho o direito a dar a minha opinião. Pois além de gregários todos somos opiniáticos.
Eu não tenho de ganhar uma discussão, mas gosto de partilhar a minha opinião, como dizia, e gosto que esta seja entendida pois nela estão decerto os meus principios e ideias e portanto aquilo que me torna e forma como ser humano.
Intergridade, justiça e honestidade não são palavras vãs, ora se aplico os seus conceitos, isso já é outra coisa! Mas pelo menos tento, e evito parecer algo que não sou pois entrarei em contradição e faria de mim alguém falso.
Todos nós temos capas, que servem para nos proteger, Assim como máscaras quiçá para esconder os nossos defeitos ou então para não revelar certos aspectos que desejamos guardar só para nós, seja por pudor ou qualquer outra razão.
O que me faz espécie é haver quem nos catalogue, ou classifique, num determinado tipo ou estilo, sem perguntar de antemão o que nos leva a ser assim ou a fazer tal acto. São juizos de valor  desnecessários numa sociedade que pretende à priori colocar-nos no mesmo cesto que os outros e que nao tem tempo para nos analisar, tem preguiça de esperar, ou carece de paciência para nos julgar com conhecimento de causa. Criando atritos e mal-entendidos e gerando conflitos desnecessários e sem razão de ser por apenas haver essa necessidade extrema ou esse cliché de vulgarizar e banalizar o outro por qualquer acção ou atitude que vá em de acordo com uns padrões pré-estabelecidos! Ao se aperceber dum gesto ou atitude similar a uma já pré-concebida rotula-se logo maquinalmente sem dar oportunidade ao outro de mostrar o seu eu verdadeiro e inclusivé até pode condicionar o verdadeiro conhecimento e entendimento, pois é uma acção que pode ser um pau de dois bicos ao fazer com que o alvo da ideia pre-concebida reaja de forma anti-natura e perca a espontaneadade e se torne então fruto duma criação anacrónica. Ou seja, ao querer que algo seja de determinada côr vai provocar que se seja de facto dessa cor e se criem logo anticorpos no diálogo, na diálise ou no comportamento que se vai certamente adulterar.
Em Suma cabe-me afirmar que as interacções sociais estão tão confinadas a uns padrões deveras estanques e robotizados que se perde toda a naturalidade e o comportamento inato, havendo então acções  despropositadas, por ignorância ou por falta de paciência que provocam reacções também elas disconexas, gerando assim conflitos mesquinhos em situações banais que seriam resolvidas de forma fácil se houvesse uma maneira hábil e uma cedência de tempo e espaço ao outro para que se deixe mostrar sem quaisquer pressões e a coisa saia com naturalidade. A intolerancia e os ódios são criados, assim como as guerras, por diferendos ridículos, por serem mais fáceis de lidar do que dar tempo ao outro lado para se sentar e se acatar, olhando as semelhanças e respeitando as diferenças!
Faz-me espécie o racismo e o machismo, pois não há que aceitar a diferença, basta que se veja tal coisa com indiferença!

25 abril 2012

Omni Crónica

Através da janela o  mundo observa-nos:

 Andam erráticamente
 supondo um destino  inexistente
 ajuizando o outro apenas pelas sombras,
 julgamento que condena
 antes de haver tempo
 para se saber o quê ou quem lá estava.....

22 abril 2012

Lenda longa




Memorias destas quero conservá-las. Rete-las para sempre e ter-te comigo eternamente. Um adoração perene que não cai como as folhas no outono mas permanecem ao longo do Inverno, resistindo ao temporal e ao vento cortante vindo de leste, e se leste isto saberás quem és, mesmo que eu não saiba se sabes quem sou, ou este pensamento em ti não caiba, nem tão-pouco onde e como estou. Estou aqui, mas também aí, não sendo omnipresente deifico-te e idolatro-te qual rito ou mito pagão, e nada nem ninguém, nem mesmo um apagão, tirará de mim tal emoção. Uma sensação esta que me preenche dos pés à cabeça, e não ficando aquém do corpo transcendendo.se para além, fazendo de mim um Icaro que voa , tocando o sol, que me derrete, muito depois de ti -que já o fizeste- cairei  então do topo do mundo até ao seu fundo, mas vendo sempre uma luz, que me dirige, para aí, como um farol em águas turbulentas que aponta somente para ti. E tal como numa lenda, és  bussola que indica o norte,  rumo que bafeja com a sorte,  leme que trilha o meu destino, e por mais curto que seja, ou mais breve que esteja, não haverá outro fado a não ser este que  é como numa lenga-lenga, em espiral e cornocópia, assim destinado....

19 abril 2012

Poema Naif II -



O amor não é isto
não é ter algo palpável ou possuir
é algo que se entranha como um quisto
e se real e espontâneo tão cedo não vai partir

Não é ceder,
nem ao outro sim dizer
é antes conceder
Sentir e compreender

Quem se entrega saberá
que não se muda para agradar
e a sua identidade permanecerá

é ser dono do seu próprio coração
mesmo que a outra alma se juntar
é-se uno mas partilhando a paixão

Para quê Modificar o outro?
Antes adaptar-se à emoção
adoptar uma nova sensação
e assimilar uma nova concepção

Assim como quem dá
deve também receber
e se passivo na relação
e manipulado está
irá adulterar a paixão
padecer ou sofrer
e tanto que isso aleija!





Nota:Poema em verso sendo Carta aberta a alguém
Esse alguém, deve saber que não pode exigir dos outros o que não deu na relação, principalmente quando foi a própria que as regras ditou de antemão! Agora é tarde e não há volta a dar nem pensar no que aconteceu lá atrás( nem razão para redenção).
Já assimilei a dor e a amargura, o rancor e a loucura, agora a vida sigo e a paixão e o amor chegarão, não sei se hoje ou amanhã, mas certamente a do passado já não tem cura, mas certamente que a amizade perdura...

14 abril 2012

Incerto decerto


Estoria num acto
Não ato nem desato
nem estou pro pacato
Um tiro no pé.
Retiro-me do cais sodré?
Parto?
aparto-me?
Onde vou e que faço? Que fazer? nem mais um passo? Como ser? !?
Isto é...impulse? naahh Expulse mazé!
é um cansaço! Páro!
respiro e:
Reparo - volto atrás. Um tiro no pé? Retiro-me...Inté

13 abril 2012

O homem


Um homem para o ser realmente tem de:
  • Comer todas as gajas
  • escarrar para o Chão
  • Cheio de Basófia
  • Gabar-se dos seus triunfos sexuais
  • Ser do Benfica
  • Encornar a Mulher
  • Entender de carros e futebol
  • Não pode tocar noutro homem( só quando está bebedo)
  • Não pode gostar da Mãe
  • Não deve usar roupa com cores além do azul cinzento preto e castanho
  • Tem de palitar os dentes a seguir ao almoço
  • Deve beber um whisky a seguir à refeição
  • falar mal do Governo e dar ares que entende de politica e diplomacia

Pois bem, então não sou homem:
  • sou gay
  • tenho uma disfunção eréctil
  • padeço duma maleita que me privou do cromossoma Y.

(rais partam)

Lonjura da Distância



Na Praia junto ao mar - vejo-o mas está tão longe que não lhe consigo tocar; as goticulas de maresia, parecem querer fugir aparentam escapar.
Cansa-me tenta-lo alcançar e deito-me olhando o céu, e o seu azul envolve-me como um manto acolhedor, entra o frio, e a sua indiferença invade-me como a preia-mar. Submerso procuro o fundo para lhe tocar, afasta-se ao sentir o meu aproximar.
Como que fico suspenso entre a terra e o mar, falta-me o folego mas não me debato, e numa estranha calma que se entranha acaba por me afogar.
 De tempos a tempos escuta-se um bizarro sussurar, misturado com as ondas a rebentar,vindo de longe, do bréu abissal, que nada é mais que o meu eterno e longinquo suspirar.

12 abril 2012

Na presença do teu ser




Nada mais há a fazer
na presença do teu ser
vivo e deixo viver
Observando o céu e o teu olhar
que é como possuir a terra e o mar
e por um dia poder ir ao céu voar
O mundo na palma da mão
embarcar numa viagem de balão
nada ter e ser rei
De contente fazer o pino
é ser tonto, pois bem sei
mas sem perder o tino
pois não perdi o norte
antes fui bafejado pela sorte
e se me deixo levar
e esta viagem imaginar
tenho o Mundo em fundo
e a tua alma pela mão
como uma luz que guia
uma estrela que gira
até a noite alumia
tudo brilha e tudo posso ver
na presença do teu ser
e só por um dia
nem eu creio mas podes crer
que nesse instante
para além de mim eu cresci
tornei-me numa luz brilhante
E como por magia
sorri e voltei a nascer!




02 março 2012

Existências....


Ando na praia à noite em busca do silêncio, e este não me deixa e acompanha-me, tal como o som das ondas do mar que apagam as minhas pegadas e o caminho que percorri. Não deixo rasto, nem vestigio, nem sequer um grão de areia está desalinhado e que demonstre a minha passagem, tudo apagado. E olho para trás e nada vejo, nem sequer um som, um ruído ou uma palavra do passado. E assim avanço, com os olhos postos num horizonte que não vejo, tapado pela escuridão, e constantemente pela maré alterado.Sento-me a contemplar o mar, tentando, em vão, ser uno com o mundo, fazendo parte dum todo e em harmonia. Observo uma concha que chega com uma vaga: Em tempos,e dentro dela,habitava um ser que vibrava de energia e vida tendo como aconhego o imenso oceano. Apesar de minúscula e no meio de milhares, vivia para se alimentar e tinha como fim ultimo perpetuar a sua espécie. E assim foi; Milhares de outros bivalves a substituiram e continuam o seu percurso. Ali perto de mim, só a carcaça do que foi, e contudo ainda é algo, pois é pertença da maré, faz parte do conjunto de milhares de conchas que se tornaram em areia e formarão uma nova praia, nasceu, viveu e morreu com o fito de somente ser e afinal prolongou-se e extendeu-se para ser a própria Praia.

Olho-a com inveja, de estar aqui em simbiose com o mundo. É afinal o seu mundo e o mundo é ela. Não se questionou durante o nascimento com o "para quê", nem durante a vida do "por quê", e na altura da morte certamente não se questionou do "quê". Apenas foi e é. Tão simples. A simplicidade de um ser de formas e cores tão complexas. Porém, não precisou de saber quem era nem o quê, bastou-lhe viver espontaneamente, sem moral e ética pelo meio e sem princípios ou fins. Uma mera existência inata; pura e simples...

25 fevereiro 2012

Azar....


Não posso me considerar infeliz mas não me contento com o que tenho daí viva num sufoco por ansejar mais. A pequenez de espirito educou o povo a ser humildee a desejar pouco e a pedir apenas o necessário pq é esta a mentalidade cristã. Os coitadinhos é que herdam o reino dos céus. Temos de ser miseráveis para ascendermos a um estado mais elevado? teremos de nos sujeitar à humilhação para então sermos louvados? Que raio de coisa é esta? Talvez seja infeliz então...não espero muito no plano material, mas serei assim tao exisgente no plano emocional ou sentimental??? Acho que nem nesta nem noutra vida prejudiquei ninguém ou algo, e como nao acredtio no destino acho que tenho é azar!

É caso para dizer quando me perguntam se está tudo bem:

"Cá se vai andando" ... Bah!

O problema é que não há volta a dar, e volta-se a outra máxima: "É assim a vida!..."

21 fevereiro 2012

Idade das Trevas parte II


Ainda se queimam bruxas, nem que seja no plano social/mental, A diferença não é vista com indiferença, mas sim marcada e vincada. A aparente liberdade é toldada por um véu duma moral decadente caquética, princípios com cheiro a bolor e uma moral pseudo-liberal retrógrada e uma ética demodé! Queremos tanto estar actuais e mostrar que somos muito à frente e passamos a imagem dum Bispo da Idade Média perseguindo infiéis, mas mascarado de Cavaleiro Branco, com a espada da justiça à cinta, mas que corta as cabeças ao primeiro atrito ou opinião diferente, e a venda nos olhos em sinal de justo, mas está pejada de buracos! Ao innvés de se ver a Luz vê-se as sombras! Acordem!

19 fevereiro 2012

em desacordo ortográfico

um teatro dum só acto. levanta o pano e baixa. aplauso de pé. ovação. ovulação em reacção.reação, cação...um peixe? não...uma nova acção, renasce e actua, um actor reagente? um reactor. em fusão! funde-se, confunde-se. De comédia passa a drama, surge uma trama, um ardil, um covil? esconde-se. onde? aplaudem de pé. apupam, batem o pé. desiste e de actor passa a tele-espetador. serve espetadas num café da tv...

morte Lenga longa lenta


Era dia de finados, e o seu fim. tinha partido enfim, era já tempo. sem afinidades já nada o trazia por cá, e ia para o outro lado. saber como era por lá. Chegou, não gostou tentou regressar, Hades subornou e caronte comprou, nenhum foi nisso, não era Orfeu, e ninguém ia na cantiga, não era de bandido, nem de amigo, talvez de escarnio e mal-dizer. Nunca chegaram a perceber. Esperou no rio, dias a fio, pôs-se a noite eterna e ardia a vela de fio a pavio. Na margem nem um navio, nem uma vela no horizonte, que tinha feito perguntou-se insconsciente... nem uma luz nem sequer um brilho. estava metido num sarilho, sacou dum baralho, e pôs-se a fazer uma paciência, mas sem ela desistiu, não havia grande ciência para aquilo e também não era muito paciente, que coisa doentia, dali não sairia, mas haveria de passar a ria, levantou-se e determinado foi a nado, forçou a corrente, morreu afogado...Estava contente finalmente, de finado não passava, e antes a morte que tal sorte!

Tempo para divagar ao longe



" A procura pela confirmação de que os neutrinos são mais rápidos do que a luz continua no Laboratório Europeu de Física de Partículas (Cern). Os cientistas, do projecto OPERA, anunciaram novas experiências sugeridas pela comunidade científica para testar a alegada descoberta anunciada no mês de Setembro." in Público 28.10.2011



Esta not´cia é extraórdinária e vem abalar todas as concepções e teorias até agora desenvolvidas e estudadas!
Especular sobre este assunto é fascinante.
E o meu cérebro fervilhou de milhentas ideias e de hipóteses mirambolantes. SE Imaginarmos como se pensa que o Espaço se cria à velocidade da Luz( c), pensar que existem particulas que superam essa velocidade faz-nos pensar que se a 4º dimensão é o tempo e se algo viaja mais rápido que a luz ultrapassa o proprio Uiiberso, e se de facto a energia não se perde mas tranforma-se teremos de considerar que se algo viaja mais rápido nas 4 dimensões talvez viaje num plano duma 5 dimensão. Ora se assim é a hipotese de haver mundos paralelos não é assim tão descabida.
Imaginem que há uma Terra(2) que gira à volta do Sol(2). então existe um segundo eu. Quem nos diz que a sensação de deja vu não é uma experiencia metafísica em que o Eu se toca com o Eu(2), aí aquela sensação de "eu ja vivi isto" não é um sonho mas sim uma outra realidade.
Penso também que se há algo mais rápido que C então as viagens espaciais são teoricamente possíveis. E há quem ande para aí a ver Ovni e extra-terrestres, e normalmente estes têm um aspecto antropomorfo. Ora se fossem doutro distema solar, se doutra parte da Galáxia a hiposte de a selecção natural ter criado a vida igual à terra e no topo da escala da evolução haver também um ser da Espécie HOMO, é quase impossível conttaria a lei das probabilidades. Mas sabemos, por estudos que foram feitos sobre a evolução da nossa espécie que o Homem está a perder pelo, ficar cada vez menos musculado por cada vez mais depender das máquinas e do cérebro, e assim sendo tem tendencia a ficar com um cranio maior, uns olhos maiores, as orelhas mais pequenas, pois já não precisavos de orelhas, é um apendice dispensável pois serviam para rodar na direcção do som e já nem os macacos fazem isso( P.eg chimpazés, Gorilas bonomos etc), assim como a perda de unhas e dentes, emtão e se nos olharmos no futuro seremos de facto parecidos com aqueles seres cinzentos de grandes cabeças e olhos e corpo franzino. SE deixarmos a mente divagar, quem nos diz que esses seres - "Extra-terrestres" não são mais do que Terrestres vindos do futuro, mas que não podem intergir connosco para não causar paradoxos?? Dá que pensar hein????

14 fevereiro 2012

O cosmos e nós



Ao ver esta imagem fica-se fascinado com a semelhança entre o Cosmos e o nosso Cérebro.
Quando Fernando Pessoa, disse algo similar a : “Dói-me a Cabeça e o Mundo” já antecipava essa semelhança e a ligação que temos com o Cosmos.
Não deixa de ser espantoso que nós humanos, fiquemos boquiabertos com a grandeza do Universo, inclusive dê azo a grandes questões metafísicas sobre a nossa existência e o nosso lugar e objectivo na Mundo, sendo o Mundo não só a Terra com Tudo( ou o Todo), mas depois não tratamos de cuidar do nosso próprio “quintal”;:Se chegámos a um ponto da nossa sabedoria que transcende o Geocentrismo e o Teocentrismo, mas apesar de passada a Idade Média e passada a Era das trevas, voltámos a cair nna Era do Obscurantismo ou Egocentrismo( os conceitos, pare este efeito, confundem-se).. E, dizia eu, quando deveríamos estar numa nova Era em que as ciências da Terra se liguem com as ciências dos astros, e as Leis dos homens se fundam, ou pelo menos se insiram, com as Leis do Universo, cada vez nos afastámos mais do Universo e do Eu.

O que não deixa de ser curioso ou bizarro, é que sabendo nós da grandeza do Universo e que não sendo mais do que seres microscópicos num minúsculo Sistema Solar que gira em torno duma qualquer galáxia, onde existe esta pequena esfera, o nosso pequeno ponto azul, não sejamos os primeiros a ver-nos como únicos, e ao invés de respeitar este milagre que é a beleza da nossa existência, e nos tratemos todos por igual, remetendo as nossas diferenças, de raça, credo, ou ideologia para um plano secundário, trabalhemos em uníssono como um único ser simbiótico: a Terra e o Homem( Teoria de GAIA). Deveríamos antes, de nos ver como embaixadores da vida, no nosso Sistema Solar e os “guardadores” da mesma, Mas infelizmente e até ao momento, o que os únicos seres cognitivos(que se saiba) que por cá existem, perdem tempo em querelas, conflitos, e atritos ridículos e não estão juntos para empreender em conjunto, para que num futuro longínquo, fiquemos conhecidos, por seres que vivem em Simbiose com o seu mundo e logo em sintonia e harmonia com o restante espaço sideral.

Seria triste que daqui a uns Eons, uns quaisquer extraterrestres, que fizessem arqueologia espacial nos catalogassem como “ Espécie que não evoluiu e se auto-destrui antes de pertencer à grande Irmandade de Civilizações da Galáxia, ou do Cosmos, e extinguiu todas as outras espécies do Planeta Terra”

O universo criou-se sabe-se lá como, mas na sua complexidade e perfeição, criou os elementos(átomos) que nos constituem e se esses elementos unidos, formam as tremenda beleza do universo, é espantoso que esses mesmo elementos de tão simples, tenham criado uma espécie tão complexa e completa, que sabe da sua própria existência - logo está no topo da cadeia da Evolução, e é decerto a criação mais perfeita do Cosmos! E essa criação não se resume a nós humanos como todas a vida Terrestre, desde uma amiba, a uma alga, um coral, um insecto e qualquer mamífero, uma míriade de seres que povoam este Planeta e sabemos que ainda há espécies que não descobrimos e outras que extinguimos sem sequer as conhecermos!!

Somos Pó de estrelas, e se o Universo tem os tais 13 700 milhões de anos que se pensa, nós temos apenas uns mihares, então somos a sua derradeira criação. E não só é de louvar esse aspecto como é de valor termos a consciência como é preciosa e única a Vida e tão singulares e únicos que somos.


Adenda: Texto escrito por mim e da minha autoria mas surgido duma tertulia baseada na foto aqui publicada, da autoria de Patricia Caeiro, e em que os participantes foram: Patrícia Caeiro, Sergio Vieira, Gabriel da Silva, Hugo Berlinchas, entre outros.

A laia da Guisa devo acrescentar que alguém como desabafo terá dito e passo a citar:
"(...)
E a importância que temos? dou por mim a pensar se o planeta sem os seres humanos não seria mais saudavel...parece estranho"
A que alguém terá respondido ou acrescentado:
"(...) também dou comigo a pensar assim de qd em vez, mas como disse:
"seres humanos" e se somos "seres", então sejamos... "



10 fevereiro 2012

Palavras de aviso para gente social incauta:



*nunca levar a sério alguém que usa oculos escuros no interior dum edificio
*nunca dar muita conversa a quem num bar ou disco vem perguntar se "Estao a gostar"- o objectivo é "cravar" assim que alguém puxar do cigarro ele pede e o mesmo se aplica a imperial com o pretexto de que nao tem dinheiro trocado e/ou esta a justa para um maço de tabaco que esta pra comprar desde o principio da noite.
* as mulheres mais espalhafatosas sao as mais timidas e nao devem ser levadas a sério. A imagem exterior é geralmente inversamente proporcional ao ego ou modus vivendi. O mesmo se aplica ao outro sexo.
* cuidado com aqueles que começam a noite dizendo que tem de se conter com a bebida e fazem disso o mote para toda a noite e sao normalmente os que acabam a noite sem saber como chegaram a casa.
* atençao aqueles que quando se empresta dinheiro dizem que nao precisavam de tanto. O tanas! Precisam é de muito mais.
* quando um membro dum casal desabafa os problemas conjugais o melhor que fazem é afastar-se ou arriscam-se a acabar na cama com ele/a
* atençao aos fulanos/as que falam muito e quando falamos dum pais Ja la estiveram e quando dum livro la leram o filme Ja viram e quando Estao so um grupo de homens falam abertamente da sua vida sexual e que fazem e acontecem o que decerto sao é um individuos monotono sem vida propria viciados na net e em pornografia e uns frustrados pois quem gosta da sua mulher e lhe da prazer mantém isso pra ele e a sua respectiva ao demonstra-lo dize-lo ou nao tem mulher ou nao a respeita e so pretende que os outros se abram para saber como é e se aprende alguma coisa.
*ignorar aqueles que entram a matar e querem passar a imagem de loucos mas ao mesmo tempo ao estilo freak-chic ou cool-fashion sao pessoas solitarias que precisam de atençao.

03 fevereiro 2012

Bolhas


Quantas vezes não olhamos para os outros com desdém e afastamo-nos porque não os entendemos ou achamo-los bizarros por serem diferentes do nosso referencial?
O nosso mundo é visto pelos nossos olhos e descodificado pela nossa mente. O "mundo" dos outros tem outra codificação. O diálogo serve para desencriptar os pensamentos de forma oral, ao trocar ideias juntam-se "mundos".
A nossa bolha não é impenetrável nem impermeável.Por vezes é opaca e obtusa, sendo demasiado selectiva.
Há vezes que rejeitamos mundos e ficamos mais pobres, não por desleixo, nem por irracionalidade ou incapacidade cognitiva, antes por preguiça. A esta rejeição, há quem chame de "intolerância"; quanto ao termo em si acho-o demasiado forte e com comotações quasi nazis. Todos se toleram pois todos coexistem, mas nem todos dão espaço( ou tempo) a que as bolhas se toquem...

Gente


Há gente que tem problemas,
há gente que sabe que os tem,
há outras que se iludem
e aos outros também
Essa gente não é gente
essa gente não é ninguém
há gente boa no meio da gente
há gente que não sente
que há outra gente também
gente que não sente
gelados no ser
ou coração que mente
e Gélidos no dar
Assim não é viver
é um dor constante
e para ficar doente
não me vou dar com a gente...

25 janeiro 2012

Assombração Global




Como uma alma penada ando pelo mundo. Um espectro, um fantasma, um ser mesquinho e fútil cuja existência física se resume a um pequeno ponto inserido nesta Gigante Esfera, que gira continuamente sem esforço, sem dar por nós e indiferente às nossas emoções.
Os nossos sonhos insignificantes são esmagados pela imensa engrenagem.
A artificialidade condiciona.nos tornando o real em banal.
Confinados ao espaço pré-fabricado e ao ambiente controlado por ar condicionado vivemos os nossos dramas e preocupações, objectivos e ansejos, sozinhos no meio de tantos outros mortos-vivos cuja existência se resume a lutar por um lugar ao sol, e quanto mais se luta e tenta ultrapassar os obstáculos mais altos estes se tornam.
Estamos prisioneiros dum sistema podre e pestilento que nos oprime e esmaga.

E não há alternativa a um outro mundo nem lugar ao amor e ao carinho, quando este é tratado com desdém e depois dizimado como uma erva daninha.
E não há espaço para sentir alento quando tudo o que os espectros transmitem é uma frieza calculada, pesada, medida e controlada por computador.
Viajamos assim sem destino, espalhando a doença e aumentando a paranoia, e tudo é desperdiçado e as emoções são extintas.
Morrendo assim os sentimentos, terminando para sempre....



.

17 janeiro 2012

Berro contra a aberração

A janela existe o caminho também, a primeira está aberta de par em par o caminho à nossa frente...E a porta?Encerrada a 7 chaves. O caminho que existe é aparentemente plano contudo está cheio de armadilhas. É difícil ver com claridade o horizonte quando nos tiram e assim não há sentido. E mesmo com bom senso e sensibilidade tendo como raiz uns principios e ética justos, fica-se catalogado de proscrito. Ha julgamentos sem fundamento outros que são dados sem conhecimento de causa. Faz-se o possível para cumprir o objectivo mas este não e linear. Atiram-nos para o centro do vasto oceano e embora pareça calmo caimos no meio tempestade. E embora queríamos ser integros e rectos, as regras são alteradas sem aviso e a seu bel-prazer e anda-se em círculos. Rema-se contra a maré e afundamo-nos no pântano e ninguém nos dá a mão, por falta de fé. Surge a desmoralização e desmotivação, e leva-nos ao desespero e a um círculo vicioso de falta de comuicação que em ultima instancia redunda no nosso monólogo que é apenas um grito mudo que em nada ecoa e segue para os confins do Universo sem nunca ser escutado...

07 janeiro 2012

Insatisfação


Não há contentamento que satisfaça
Nesta nossa existência curta
Todo o amor intenso passa
e um tremor o coração aperta

A exigência de tudo querer
consome-nos o corpo e alma
Só o facto de termos de ter
é tão mesquinho e
cabe numa pequena palma

Sofremos por não possuir
Vivemos em eterna desgraça
Quando chega a hora do partir
paixão amor e vida, tudo passa

Cabe-nos a nos decidir
Viver somente a razão
ora se optamos pela emoção
e quando esta chega
Está prestes a alma a ir...

Desamores


Vivemos de sonhos de espectativas e de ideais pré-concebidos e de inumeros preconceitos.
Estamos sempre à espera de encontrar o melhor emprego, a melhor casa e o amor eterno.
Certo é que cada vez me convenço que não há um amor e uma paixão para sempre.
Pois são ocnceitos que se esgotam e se desvanecem com o tempo e o que fica duma relação,
é sempre as memórias e as recordações dos bons momentos juntos.
O Homem não foi feito para estar sozinho e precisa duma companhia, mas será que essa companhia lhe dará eternamente o amor e viverá para sempre apaixonado?
O não será melhor ter como companhia a melhor amizade, a perceria, o companheirismo, o confidente, a harmonia dos seres, a sintonia das almas, e a comunhão de um conjunto de emoções e sensações que nos façam felizes? E para além de nos completarem nos complementem e nos dêem aquilo que não temos e vice-versa?
Não será melhor encontrar na parceira aquilo que nos faz falta, do que procurar uma paixão que se desvanece e vamos sempre sentir nunca a tivemos?

03 janeiro 2012

a minha desejada e desaparecida amada

O meu amor é uma ideia lindaUm formoso e terno ente e gentil ser que praí andaTerá decerto a orelha quentede tanto dela falar e não saber de nadaA minha amada é um belo e onirico conceitotudo tenho para lhe ofertarJuntei ternura, carinho e estima a preceitoPara em devida altura o destinarDar-te-ia o MUndo de BandejaSensações, emoções e demais sentirAh que torpor no peito!que até a alma aleijanão saber para onde os dirigir!Enquanto aguardo e não te vejoVou contando tudo ao Sol e a LuaPasso olhando e buscando na ruaUm sinal teu que abrace o meu desejode finalmente partilhar contigo toda o amor num singelo beijo.Agora que permaneces ausentepartilho o meu amor com a Terra e céue ora que estejas presenteSaberás: a minha alma contenteo frémito que me consome o coraçãoa tremenda e ferverosa paixãoE enfim minha amada, finalmente Tudo e muito mais será teu!

30 dezembro 2011

Facetas, Máscaras e sombras.



Camus disse qualquer coisa como "o objectivo ultimo é o suicidio" Sofocles falou da benção daqueles que não nasceram. Digo eu que o sentido da vida, é vivermos dos nossos instintos, pois houve também alguém que terá dito que ao nega-los estamos a negar aquilo que nos torna humanos.
Hoje será dificil deles somente depender; Por causa da quantidade de estímulos externos que possuimos e a quantidade de informaçao e mensagens que nos invadem a mente, que a deturpam, confundem e iludem. Mensagens essas na sua grande maioria artificiais e que nos transformam é seres maquinais com resposta pré-programada, em seres binários de sim e não, de zeros e uns, e na Era da Globalização o homem tende para ser igual ao outro, o que seria bom no sentido em que caiem as barreiras do racismo mas retiram a diversificação ideológica e cultural... Tomaram conta da realidade e alteram a nossa percepçao. Ter e ser capaz de manter a individualidade e identidade, é uma tarefa hérculea. Somos maquinas na forma de estar e com acçoes previsiveiS e reacçoes pré-programadas e de acordo com uma moral e ética pré-estabelecida.Ora quem nao esteja enquadrado neste sistema e demonstre uma atitude diferente da "Norma" é catalogado e apontado como proscrito, um anormal, bizarro e paranoico. Ou mesmo esquizofrenico e bipolar, maleitas que estão tão em voga. Submetido a juizos de valor sem conhecimento de causa e provavelmente votado ao ostracismo.
Quem neste mundo queira escapar desta tendencia nao tem para onde ir. Ou se torna um Ermita e vive afastado da civilizaçao, ou entao é alguém suficientemente frio e calculista para sobreviver neste mundo global, passo a redundancia, mas neste caso esta a abraçar uma forma de estar que vai contra os seus principios. Dai que se tenha de munir de instrumentos para tentar passar impune aos julgamentos e capaz de se inserir sem ser olhado ou apontado. Vivera com mascaras e capas consoante o meio onde esteja. Hoje para se ter uma personalidade unica e especial tem de se ser camaléonico. Em suma o simples facto de viver esgota-nos a energia vital e é um trabalho de pesquisa, de coordenaçao e adaptaçao diaria. As vezes apetece desistir e tornarmo-nos numa pessoa plena de odio e desdém, de inveja, individualista e egoista para se poder singrar. Sera que essa gente ao acordar tem consciencia?
A talho de foice vi uma cena no comboio onde o filho chamou a mãe de puta... Dava vontade de o retirar daquela mãe e entregá-lo a um campo de concentração para ganhar um pouco de humanindade!
Dá-me asco viver numa sociedade podre onde as gentes se maltratam assim, sem qualquer pudor seja em casa ou em frente de desconhecidos.
Quem sabe se não deveria haver uma espécie de policia ética, que castigasse gente mentecapta capaz de tais actos!
Enfim...Quiçá este pensamento seja também de alguém maquinal e sem pudor....

26 dezembro 2011

UM NATAL FELIZ

O Pai Natal( DR. Claus) estava atrasado, com duas motas da policia da Lapônia a desviar o transito para o seu carro passar, o motorista já o tinha avisado que o esperava piquete do SDN( sindicato dos duendes natalicios)os portões fechados a cadeado, os duendes acompanhados de jornalistas, exigiam o pagamento dos salários em atraso, havia dois Natais que não recebiam as horas extra e entrgaram-lhe um pre-aviso de greve para dia 24 à noite.Acto continuo o Dr. Claus, tentou acalmar as hostes, e ia convocar um os trabalhadores para uma assembleia geral para uma comunicação onde iria explicar a situação da empresa e o futuro da mesma. Gerou-se o pânico entre os trabalhadores, alguns aguardaram outros começaram a incendiar as prendas, outros a desviar Renas para fechar estradas e houve outros que exigiam o pagamento imediato do salário ou não iria haver Natal/2011. Dr Claus, entrou na sala de reuniões, acaompanhado do seu relações publicas que subiu ao pulpito, na sala um silêncio sepulcral, os únicos ruidos que se ouviam era os flashes dos repórteres, que se apinhavam em frente dos dirigintes do sindicato e o seu séquito os restantes trabalhadores que se recusavam a sentar, causando um burburinho e que ao minimo sinal de descontentamento podia o ambiente incendiar-se num instante.As propostas eram simples, iria haver um corte de 75% no pessoal, pois a distribuição este ano e por falta de fundos iria cobrir apenas do polo Norte ao paralelo zero, ou seja o Equador e a nivel de meridianos cobririaapenas do meridiano zero(greenwich) ao meridiano 90%. O restante pessoal que contiuasse na empresa iria passar a recibos verdes. Além duma redução nas Renas em 50% devido ao aumento do preço da palha, Iria investir-se em novas renas, mais económicas para passarem dos 10 fardos de palhas aos 100 não passasem dos 4 fardos aos 100. Ao ouvirem estas palavras os trabalhadores passaram de duendes a doente, as cadeiras voavam, os insultos constantes, e o caos instalou-se. DR Claus saiu pela porta dos fundos acaopanhados dos seguranças e dirigiu-se ao heliporto.Soube-se mais tarde que os duendes tranformaram o complexo fabril e de distribuição numa cooperativa e tomaram as redeas da gestão e administração, rduzindo o deficit em quase 90% sem redução de pessoal e inclusivé não seDesfizeram das renas mais antigas, servindo estas para transportar as crianças dos trabalhadores à escola e para pequenos serviços internos.A Ultima vez que se soube do DR. Claus tinha ido para a Noruega onde tinha aberto uma cadeia de quiosques de venda de hamburguers de bacalhau e pataniscas Take.away. Soube-se pouco depois que a Asae, fechou-lhe o negócioPor usar pescada em vez de bacalhau e as pataniscas não tinham bacalhau mas sim apenas batata com um corante e emulsionante com sabor a bacalhau que continha propriedades cancerigenas. Foi condenado a vários anos de prisãopor fraude, utilização de substancias mortais e evasão fiscal, tendo levado a pena suspensa sendo agora acessor do presidente da Cãmara da Lapônia e membro permanente do conselho de administração das Industrias conserveirasDe bacalhau, e está em vias de se candidatar a um cargo na ONu.

25 dezembro 2011

acorda

Acorda, levanta-se e anda erraticamente
. As cidades as ruas o céu e as gentes como decalques.
O tempo e os dias, repetições, reposições, passados em esconsos esperando os outros, o futuro. Não conhece a cor dos trapos que usa. Os odores esquecidos. Os barulhos e sons ignorados. Os estímulos e sensações há muito perdidos. Desconhecendo há muito o sabor do salgado, do doce, do acre. Comia o que achava. Desaprendeu a falar. A comunicação era só num sentido, sinais e expressões que recebia. Muitos de desaprovação outros de nojo e ainda de ignorância. Questionava-se quando é que o mundo deixou de se preocupar, de ver as cores, de observar os padrões e formas. A diferença era indiferente. O repúdio uma constante. Ninguém raciocinava. Através duma observação única, avaliavam, mediam e julgavam.Os métodos eram simples, baseados em conceitos duma moral antiga, ancestral, anacrónica. O Sol andava à volta da Terra e esta era plana e quadrada. Uma nova Idade média. Ninguém perguntava nada a ninguém, havia o medo de os olhares se cruzarem, a desconfiança no próximo doentia. O Pensamento e a filosofia lendas e mitos da antiguidade. As preocupações mais comuns eram a acumulação de riqueza na forma pecuniária, o desejo esmorecia, a vontade definhava, o livre arbítrio extinto. Os olhos vazios, os rostos frios, a mente volátil e estéril, os corpos mecanizados com a função instintiva gasta. A vida uma rotina destinada a viver como a formiga, Binária e dum gânglio nervoso, acumulando inconscientemente, acumulando sem objectivo, acumulando sem saber o que é, não chegando a viver para ver o sol nascer.
Sai da civilização, rumo ao seu destino, sem mais questões, avança até ao fim do mundo, um enorme precipício com uma gigantesca cascata.
Salta e segue o rio
descendo ao sabor das águas
sem forçar a corrente.
Jaz morto nas lamas
num caldo primordial
desfazendo-se em pó
pó de estrelas.
Renasce
E Sorri.

Especulação sobre relações


O homem nasce por defeito bondoso, ternurento, e com uma capacidade ilimitada de partilhar, caraterística essa que nos é comum a alguns primatas, e apesar de genéticamente sermos mais parecidos com os chimpazés, há experiências que se fizeram com estes e com os bonobos( espécie de chimpazé, também denominada de chimpanzé pigmeu) que mostrou os primeiros a não partilharem com os seus congéneres, mas os segundos sim! A experiencia consistia em ter dois simios separados por uma porta, onde dum lado, estava um com uma malga de comida e a uma alacanca para abrir a porta e dar acesso ao outro. Ora os chimpanzés comiam tudo, nem sequer abrindo a porta no fim da refeição, e os bonobos( antes de comerem) abriam a porta deixando o outro comer com ele.
Isto mostra como nós evoluímos, e daí termos passado do paleolítico e chegado aos tempo de hoje e no topo da cadeia alimentar!- Por sermos capazes de partilhar e tratar uns dos outros, inclusivamente não deixar para trás os deficientes, alimentando-os e defendendos de predadores ou de outras situações em que certamente morreriam por serem incapazes, mais: Ao que consta somos das poucas espécies de primatas que trata dos bebés dos outros, ou seja, criaram-se as primeiras amas, desde tempo imemoriais, isto demonstra a nossa capacidade de partilha e de especialização, e de aproveitamento dos meios, onde uma unica mãe tratava dos filhos dos outras para poder libertar, as mãse para outras actividades e assim maximização da mão de obra disponível.
Desde esses tempos( que comparados com a Idade da Terra, foi "ontem"), o homem por ser gregário e não ostracizar nenhum dos seus, tem como caraterística a capacidade de partilha, de bondade, de justiça e de defender o que é seu e o dos outros da sua tribo.
Isto traz-me aos dias de hoje, e a uma Era em que já não precisamos dos outros para quase nada, e embora gregários, pois vivemos em cidades, e cada vez maiores, vivemos numa era do individualismo, onde cada vez mais nos fechamos mais, vivendo na nossa pequena bolha, e aí qde quem entre nela sem a nossa autorização! Duma relação de mutualismo e simbiose, passámos a uma relação parasitária( conceito exagerado talvez, mas não está muito longe da verdade!) As nossas relações baseam-se quase em interesses, e não procuramos o outro simplesmente por gostarmos dele. Nas relações amorosas acontece um outro fenómeno. A pessoa tem de possuir uma série de caracteristicas à priori, e muitas vezes influenciada não só pelo que nós achamos, mas também pelo que a sociedade acha aceitável( seja lá o que isso for), pois muitas vezes ao ivés de irmos directamente a essa pessoa e dizer-lhe o que sentimos, procuramos a opinião duma terceira pessoa em busca do seu aval.
Quando nos atraímos por alguém procuramos nela algo que nos una: pontos em comum, gostos similares, ideologias identicas, além de nos atraímos por alguém que seja o nosso estereótipo de beleza, e até acho que esse ponto é o que nos faz olhar uma segunda vez para essa pessoa e nos faz aproximar. Um erro recorrente é dar-mos a conhecer o nosso lado positivo e tentar esconder as nossas fraquezas, paranoias, tiques etc.
Um casal nunca chega a conhecer-se até haver situações extremas. Ao haver uma crise onde venha ao de cima, o nosso Eu real. Esse "Eu Real" aparece numa situação extrema,onde mostramos o nosso lado da mente(emocional, sentimental, social etc) que sai do nosso controle. Pois é fácil dissimular um carácter, ou encarnar uma personagem, contudo quando em stress, ou sobre pressão, caí a máscara, e vem à tona o lado racional( ou irracional).
Temos uma capacidade de nos adaptar excepcional, porém mais tarde ou mais cedo, a nossa natureza humana, e aquilo que nos torna humanos, os instintos, aparecem e mostra o que de há mais morbido, perfido e onde somos capazes da mais requintada malvadez - Um lado negro - Lado esse que nada tem de negro pois são caracteristicas que fazem parte de nós. Não somos seres perfeitos, pois é um conceito utópico, e por cada boa acção há sempre o seu contraponto. As Leis da física passada para a natureza humana: Uma espécie de 3ª lei de Newton( par acção-reacção).
AS relações normalmente terminam por incompreensão e não aceitação de certas atitudes tomadas por um membro do casal. Tudo é belo quando se está na fase da paixão, em que a entrega é total no que concerne ao carinho, amor estima e partilha. Quando a fase da corte acaba, começam os atritos, o que era considerado um ponto a favor, e que serviu para o outro atrair-se, fosse a sua forma de estar que era diferente, e ser um motivo de interesse por que era algo único e singular nessa pessoa, torna-se rotineiro e já é deja vu.
Em suma, exige-se demais do outro pois espera-se sempre a novidade, para a relação não estagnar, aguarda-se que o outro nos supreenda diariamente, mas com o passar do tempo, a surpresa passa a enfado.
Não se deverá pura e simplesmente tratar o outro, e além de amante e parceiro, como amigo, companheiro, confidente, e viver uma parceiria, em que não se espere novidade e surpresa, mas espere-se sim que se tenha um conhecimento total do seu par?
Não será isso mais profícuo? E viver uma relação em que se tenha total confiança no outro e que seja também o nosso parceiro na vida e que seja um complemento às partes da que nos falta? que seja o outro lado da moeda? A parte do puzzle que nos falta?
Não é preferivel isso a ter alguém que se por um lado traga a novidade e a surpresa diária, faça com que um dia nos traga uma surpresa desagradável?
POis o que para mim é aliciante numa relação é conhecer o outro e em momentos dificeis saber e ter a capacidade de estar lá para colmatar essa dificuldade?
Não será melhor uma tão intensa interacção mental que quando o outro esteja infeliz sejamos capazes de estarmos presentes e de dizer o que o outro precisa de ouvir, ou apenas com um gesto consigamo-o confortar?
Não é óptimo estar com o nosso par, horas a fio em silêncio, e em que o silêncio não seja um constrangimento mas sim um sinal de harmonia e sintonia emocional e sentimental, e em que esse silêncio, como acontece em muitos casos e casais, nunca seja compremetedor?
Será necessário que o amor seja vivido com um guião? E que haja necessidade de compará-lo com o dos amigos, ou de vivê-lo como uma agenda predefinida? Que é feito da improvisação e espontaneadade? Mais importante viver da razão não será melhor viver com os instintos, que é aquilo que verdadeiramente nos torna humanos?...

22 dezembro 2011

Conversas de Café à Luz do "Mal-Dizer"

Cenário I - Desdém Primário

Dois tipos fumam um cigarro numa paragem de autocarro, passa um Fiat 600 e não para na passadeira:
-" Xi olha para aquele carro, bué da louco man!"
_"Ya...O gajo nem parou o carro é tão velho!...Coitado"


Os mesmos dois tipos mesmo sítio mesma situação com um Mercedes SLK:
-"Olhó cabrão do Mercedes! nem Parou na passadeira. Filho da P***! Tem a mania qué bom ò Car****!Odeio estes gajos que fazem isto!"

Cenário II - Complexo de inferioridade

Patrão(a) e empregado(b) a falarem à Chegada ao Local de Trabalho

A: "Bom dia. Bem o Sr não faz a ideia do frio que está na rua!"
B: " Ah pois! mas e às 6 da manhã quando saí?! Xiça, parecia que congelava!"
A: " Mas eu levantei-me à mesma hora..."
B:" Está bem mas isso é na sua zona..aquilo ali prós meus lados é gelado e muito ventoso!"
A: "Mas eu vivo no mesmo Bairro..."
B: Oh Tá bem mas a minha zona é mais fria prontos, a minha casa está virada a Sul.."
A: A minha também..
B: "Ora! Mas eu vivo um andar mais acima, aquilo baixa logo praí uns 5 graus!"

Cenário III - A Galinha da Vizinha

-Comprei um telemóvel. é o modelo acima do teu
-Sim mas este tem flash na Camera
-Mas o meu tem mais mPixeis
-Sim mas este tem zoom
-O meu tem mais qualidade no monitor, tem GPS e Wi-Fi
-Oh não sejas Parvo mas o meu é azul...Prontos ganhastes...

18 dezembro 2011

FADO


O Fado é Património.
Pergunto será sarcasmo da parte da Unesco? Principalmente nesta altura???
Em inumeros cartazes pela cidade acrescenta: Orgulhe-se!
É sem dúvida um motivo para orgulho. Orgulho numa música que nas suas letras tem por mote a melancolia e tristeza. Fala da desgraça dum povo, da saudade do antigamente, da tristeza eterna dum Povo.
O Fado é de facto o que nós carregamos. O Fado de um povo que estagnou económica, social e culturalmente. A sina de termos que aguentar os inúmeros governos que contribuem para uma estagnação. O destino de vivermos" orgulhosamente sós" tendo com consequência não sairmos da cepa torta desde o Renascimento.
O Fado é, e volto a frisar, um motivo de orgulho, quanto mais não seja por ser quase com uma máxima dum povo e o que nos destingue dos demais, mas não pela positiva. Faz parte dos 3 êfes. Fado, Futebol e Fátima. E de cada um dos itens, não sei qual será o mais deprimente...
Orgulhemo-nos então! E cantemos! Pois quem canta seus males espanta, e tanto que temos de cantar!

05 dezembro 2011

A Incuria do Homem


O Homem já há muitos anos, se não séculos que se afastou da natureza e em ultima instancia dele próprio. Hoje em dia temos uma série de instrumentos ou máquinas à nossa disposição que nos afastam de nós próprios, e que fazem ou pensam por nós. Falo das agendas que servem para recordar um dia especifico ou um evento, os PC`s que nos auxiliam e nos substituem numa miriade de tarefas, e até, in extremis, o hábito que temos de ligar a net para ver o estado do tempo ao invés de olharmos pela janela.
Penso que na medicina também o mesmo se passa, deixámos de nos preocupar connosco, seja em termos de saúde ou mesmo no nosso estado de espírito para delegarmos isso, nos médicos e/ou receitas que fazem por nós maravilhas - O que não invalida que o problema não continue lá, é quiçá protelado, mas é momentaneamente esquecido. Fazendo portanto de nós dependentes de terceiros em quase todas as matérias, desde a saúde fisíca, à mental e mesmo relegando para segundo plano a nossa capacidade de nos analisarmos e de nos melhorarmos, a nós como ser vivos, e perantes os outros numa óptica social ou antropológica.
O Homem dependia só de si e do seu grupo no Paleoltitico, com a revolução agricola e a entrada no Neolitico, conseguimos nos libertar de imenso trabalho físico que passamos para os animais e do esforço para obter melhores colheitas através da inovação instrumentos agrícolas e ferramentas mais precisas e eficazes. Essa alteração de situação perante a Terra, e a nossa posição no ecossistema exacerbou-se ainda mais no Séc XVIII com a revolução industrial, não só a nível físico como mental, pois tornou-nos dum ser completamente adaptado ao meio, para um ser que dependia do meio urbano para sobreviver pois "esqueceu" que era um animal colocando-se no topo da cadeia alimentar. Com o aparecimento da técnologia digital e a produção em massa chegámos a um culminar de dependência dessa mesma industria e um afastamento cada vez maior ao meio ambiente.NUma atiyude pedante e prepotente deificamo-nos, achando-nos seres superiores: Donos e Senhores do Mundo! Como exemplo, posso dar a América da década de 50 do séc XX, e com a invenção da Bomba Atómica, e pela primeira vez na História, tornámo-nos além de Senhores do Mundo, capazes de nos auto-destruir e ao próprio Mundo! Mas dizia eu que com esta invenção, e uma maior deificação da humanidade, houve uma descrença nas religiões seculares e uma adesão às seitas e cultos que proliferavam nessa altura. Foi até curioso, que essa descrença em Deus, foi substituida por uma cada vez mais crença em Ovnis, fenómeno que foi tomado quase como uma histeria em massa, tendo até havido um exemplo flagrante disso, mas numa década antes salvo erro, com a leitura na rádio do conto d"A Guerra dos Mundos" do HG WELLS, que provocou uma fuga em massa da cidade de Nova Iorque, estando as pessoas convencidas que a leitura daquel popular livro era uma decrição do que estava a acontecer no presente.
Em suma e não me querendo alargar mais, queria apenas expor a minha opinião e dizer que está na hora do Homem voltar a olhar para si, e não se projectar no espaço, fazendo dele um filho das Estrelas e não um semi-deus que tem a capacidade de controlar tudo...

01 dezembro 2011

acusas e causas.


Quando se dá o que se pode, e reage-se como sabemos, não há que entender os nossos comportamentos como errados ou desleixados. Quando muito questiona-se o porquê de tal reacção. Na maioria das vezes é mais fácil julgar e catalogar num qualquer estereotipo do que tentar perceber as razões ou causas. É coisa da moda a acusação e o desdém....

11 outubro 2011

Sem tino faço o pino


Um estrada na vida muitos caminhos um trilho um despiste um acidente de percurso no decurso e discurso em frente sem sentido numa direcção qual? em frente e que tal? e qual? outra igual, varie-se improvise-se adapte-se ou adopte-se uma adaptação, versão no verão em verso, reverso, volto, reviravolta, trambolhão, cambalhota, de olhão até à Ota? apanha a A23? desenha então numa folha A4, ou três que é maior, ou pior não sei não sei, que trilho? um sarilho mas é! ou um brilho, um reflexo um espelho e um espalho. que espanto, um espantalho que dizes tu? nada, vacilo e já falho, e mais um tralho quiçá

09 outubro 2011

Pensamento nihilistas




Se para amarmos temos de sofrer e viver já é por imposição um sofrimento, então é preferivel não amar e viver sofrendo o minimo possivel, mesmo que para isso a vida seja enfadonha e monotona, o que já o é, pois da rotina não fugimos e o enfado persegue-nos. Dai que se já se sofre por amar e se sofre por viver, mais vale viver apenas o sofrimento e que esse seja no máximo a rotina que o mundo nos submete diariamente. Assim sendo que se sofra em vida, e se houver fé em nós, e aquando da morte, viveremos no paraiso e finalmente - sem sofrer. Caso não haja fé, e afinal deus exista, então vamos para o inferno, e não vamos notar diferença, pois vai ser a continuação do sofrimento mas num plano de existência diferente.

28 setembro 2011

Choque frontal




As relações pessoais e as de amizade baseam-se principalmente em encontrar pontos em comum, seja a nivel social, cultural, ideológico, ou em casos mais extremos e particulares numa empatia que surge num qualquer diálogo ou numa situação passada em comum e que em ultima análise as une, estreitando assim os laços não havendo as vezes necessidade de grandes diálagos, e onde as vezes, a companhia um do outro basta para se sentirem mais juntos que nunca e onde o silêncio não é compremetedor.
Tenho o meu feitio e a minha vivência, plena de ideias concebidas, com os meus trejeitos, com uma rotina pré-concebida, com a minha moral, os meus principios, a minha ética, e a minha educação, que, e para o mal ou para o bem unindo todos estes factores, é o que me compõe como ser humano e o que me distingue dos demais. Fazendo de cada um de nós, casos únicos, especiais, e invulgares por que como diz o ditado: "cada um é como cada qual", e já agora "Quando o Sol nasce é para todos"
Vivemos num mundo cada vez com mais gente e naturalmetne com mais ideias diversas, pensamentos cada vez mais diferentes, e certamente vontades diversas. O que nos exige uma maior concentração, e capacidade de sintese, para conseguirmos absorver todas essas diferenças, e respeita-las para não embatermos contra um ou outra que surja, permanecer na nossa bolha, conservar o livre-arbitrio e não pisar a liberdade de ninguém.
A interacção com os outros torna-se dificil na medida em que temos de ter uma capacidade de absorção de dados enorme para haver uma melhor capacidade de sintese e integração num meio cada vez menos homogéneo por que a quantidade de informação é gigantesca, e os choques, atritos, e divergências se tornam mais frequentes.
Ser tolerante e amigo de toda a gente é quase uma missão impossível pois não se consegue agradar a todos. E para nos mostrarmos, ou seja, para nos apresentarmos a alguém, e desde tempos idos, que o homem, e uma vez que é gregário,normalmente quer agradar ao outro e começa por demostrar os seus pontos em comum para se encontrar uma plataforma de entendimento que permita um percurso comum. E se nos interessa conservar as pessoas, tentámos moldar, adaptar e mesmo ser permissivos na forma de estar e de ser, guadando por vezes os conteúdos que possam causar celeumas ou dramas desnecessários. Contudo, somos belicosos por natureza, pois ninguém está isento de problemas, preocupações, tramas e ardis que a vida na sua parte ou no todo nos prega. Como toda a gente sentimos necessidade de desabafar, e retirar a pressão. E surgem discussões mais ou menos acesas, não na forma de estar, pois quase todos temos em comum interesses básicos, mas na forma de ser, pois cada um tem a sua maneira e os seus escapismos, hobbies, e formas de actuar, ou de proceder num mundo cada vez mais caótico e onde é cvada vez mais dificil, ao comum dos mortais, estar em total harmonia com o meio, e isso reflecte-se na sintonia, ou falta dele que tem com os outros. Resta saber se há necessidade, e quando se encontra os tais pontos em comum com outrém, e ao invés de os fortalecer ou ficarmos num estado médio de conhecimento, onde o diálogo e a sâ convivência acontece por si, ou ao invás, como dizia, partir para campos mais específicos da nossa vivência, onde já vamos entrar na "bolha" do outro, e a liberdade e o livre-arbitrio começam a ser tocados.
Pergunto se há necessidade de expormos ao outro, não só as nossas sensações e emoções que é o que basicamente nos compõe como entes, mas também os nossos desejos e ansejos mais metáfisicos, que são na sua natureza muito particulares e que cada um tem uma visão muito peculiar.
Em suma, haverá forma mais bonita de estar e de ser com o outro, duma forma básica e rudimentar no pensamento, tendo diálogos que talvez não sejam grandes construções metafisicas, mas que nos preencham, do que tentar almejar o céu, e qual Icaro e Dédalo, queimar as asas e cair. Pois parafraseando um fulano que não em recordo: "A nossa vida é como um avião que cai, e enquanto caí vamos dizendo:
- Até aqui tudo bem, até aqui tudo bem...
pois o mais importante nem é a queda, em ultima instãncia é a aterragem..."





(texto não revisto)

23 setembro 2011

O tempo e espaço






Num dia soalheiro e embrenhado nos seus pensamentos, divagava pela cidade sem pressa. Estava folgado e livre de obrigações e responsabilidades por hoje. Tinha o resto do dia à sua frente. Sem restrições, barreiras físicas e obstáculos temporais ou de agenda. Contemplava cada momento, aproveitava cada instante e observava tudo como distracção e cada nova imagem, cheiro ou som, absorvidos como passatempos. Absorto nos seus sentidos caminhava nas ruas da cidade quando se deu o episódio; Uma escuridão repentina privou-o de comunicar com o exterior, e era como que ficasse fechado na concha que era o seu corpo. Sentia o espaço mas a mente estava isolada do exterior. Sabia que se encontrava em qualquer lado pois sentia os pés num qualquer tipo de chão que nunca pisara. Era portanto a sua unica sensação, providenciada pela lei da gravidade. Todos os outros sentidos estavam bloqueados. Estado bizarro aquele! Colocado num aquário sem fundo, cheiro, sabor ou limites - Boiava num limbo. Parecia acordar dum desmaio, ou dum estado catatónico - retomava a visão aos poucos, tudo era claro, demasiada claridade, tanta que nada via nem um horizonte, um tecto, um plano ou chão. Não sentia a tridimensionalidade do espaço e parecia parado no tempo. Um silêncio profundo fazia-o escutar a sua propria respiração e a batida do coração E nada era palpável em seu redor: nenhuma linha, traço ou contorno. Como retido e colado a uma folha branca de papel. Estava possuído por várias emoções contraditórias, uma curiosidade quase mística pelo acontecimento e um enorme temor pelo desconhecido. O medo caia com pingas grossas para o infinito. A respiração descontrolada. Tentou gritar, mas o berro não se ouvia, como se não houvesse ar para as ondas se propagarem. Começou por sentir-se preso naquele estado físico onde continuava sem qualquer controlo sobre o seu corpo e sentia-se claustrofóbico naquela vastidão em que era o único ponto num plano tridimensional infinito. Deslocava-se com dificuldade através daquela matéria ou fluido estranho e único, parecia nadar num mar sem atrito, em que cada esbraçejar ou espernear não o levavam a lado nenhum. O silêncio deu lugar a sons familiares, como que se passasse a grande velocidade pela sua vida passada: Imagens e cheiros que associava à sua meninice e que revivia como reais, tanto que a sua mente absorvia essas sensações como verdadeiras. Passou por vários estados de emoção; da alegria à tristeza, da monotonia à diversão, do deleite ao desespero em poucos segundos. Contorcia-se em panico e de súbito tudo parou e viu-se elevado no espaço e puxado por um vácuo e agora acompanhasse a sua vida fora do seu corpo e se visse , lá ao fundo( não sabe se em baixo ou à frente), a andar nas ruas da cidade, sendo apenas um espectador de si proprio. Não percebendo como nem por quê, ultrapassou-se em si, e as sensações surgiam no seu corpo- atravessava-no e o transportavam para a frente. Porém não andava para à frente no espaço mas sim no tempo. Transpunha-se a si proprio num paradoxo indescritivel. Parou por instantes e reparou numa uma porta, tendo percebido que a penetrando, era o futuro que contemplava. A axpectativa de olhar mais à frente era enorme. Queria sair daquele estado, daquele limbo e prosseguir a sua vida mas não conseguia, era guiado caoticamente e sem hipoteses de refrear aquele impeto e aquela velocidade dos acontecimentos que o transcendiam. Ultrapassa a porta finalmente. Vê uma luz mais forte, e por fim acorda, suspira de alívio...E num dia soalheiro e embrenhado nos seus pensamentos, divagava pela cidade sem pressa, estava folgado e livre de obrigações e responsabilidades por hoje e tinha o resto do dia à sua frente. Sem restrições, barreiras físicas e obstáculos temporais se bem que(...tinha uma estranha sensação de deja vu...)...E de repente uma escuridão repentina priv(................................................................)