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Ai meu Deus! Que hoje eu vi!?
Parecia fruta ou mesmo banana??
Antes decerto seria um ovee...Ni?!...
Não sei que era...tampouco que fazia
Mas a mim causou uma paralisia!
E Mais que um encontro extra-terreno
Tirando-me do sério, banal ou sereno
Além de algo mais que trancendental
Foi momento que causou um "Schadenfreude" pessoal
Marcou o meu dia e noite por igual
Tanto que esta quadra seja rima
antes da descrição feita aqui em cima
Será algo tão forçado e mesmo algo bestial!
Não bestial de fantástico
Antes de ser da besta ou ordinário
Sem qualquer capacidade para estrofe
Mas faria-lhe um belo Strogonoff!
terei de vos tentar enquadrar
Seja na dimensão do espaço e/ou temporal
Além referir outra:A surreal
Pois é algo que rasgava todo o referencial!
Sendo um encontro magistral e mágico
Com um ser celestial ou até surreal
Não parecia humano o que é ilogico
Antes um ente supra-humano ou divinal!
Ao surgir parecia planar ou pairar ali
Qual momento de um fenómeno espacial
Mexia-se como uma estrela e assim temi
Como era possível estar eu de fronte a tal?
Qual experiência trancendental
Fiquei pasmado e siderado
Por tal facto acontecer Fiquei quedo
Por momentos embevecido por estar a seu lado!
E tornei-me silenciado e mudo
Vinha num veiculo similar a uma banana
Em cor e formato que nada tinha de humano
E assim que saiu riu-se e de luz imana
E sua forma era antromorfica e beleza insana
Sua forma distinta suave e curvilínea
Brilhava em volta e deveras atraente
Um corpo de estatueta helénica
Era sem dúvida perfeito, evidentemente
Alta e colossal porte fenomenal
Anca bela e quase desenhada eminente
Belas pernas coxas e peito saliente
Demonstrando saber e estar consciente
De que era perfeita de baixo a cima
De forma e conteúdo tudo era evidente
Sendo tudo desenhado de corpo e alma
Que me fez suspirar por ver tal raro ente
Quanto às dimensões da mesma
Devo reconhecer que tem tudo no sítio
Ficando eu de alma pasma
Preso num sonho ou feitiço
Receando acordar de tal maneira
E assim saber-me num enguiço
De julgar não te-la aqui à beira
De repente não aconteceu isso
Acordar de repente de permisso
Não ouvindo sua voz falando tanto
Que Fiquei parado olhando a
Sua face
E me falava e tudo me dizia
E onirico isto seria
Se não puder ser seu aprendiz
Enquanto ela for mestre
Qual no cimo das pirâmides do Egipto
E pudesse avisar e informar de toda a esfinge
Respondendo a todas as questões
Qual oráculo as soluções atinge
E me dá toda a vontade e coragem
Para criar sapiência sem deixar margem
Com a luz preencher minha imagem
Retirando-me da caverna e ilusões
Deixando a sombra e emoções
Negras nefastas e sem desilusões
Criando uma luz cor e definição
Maior que qualquer coisa ou dimensão
E este sonho é algo de kafkiano
Por reconhecer não ser sano
Criar tal designação cá dentro
Sabendo de antemão
Que não consegui encontrar tal momento
Fosse na mente, ou mesmo somente
Declarando que esse instante
Fosse real e narrativa evidente
Quando não passa de estar carente
E fabricar este texto num tormento
E em breve ficarei num desalento
Caindo do meu cavalo branco
Sem chão que me impeça
De descer desta façanha criada
Tal sensação imaginada e desejada
Esvaindo sentimentos de rajada
Enquanto nasce o real do nada
Desvia-me deste destino para um fado
Onde estou num papel branco especado
Aguardando que algo seja pintado
Nesta tela desnaturada
Sem ter qualquer emoção ofertada
Não sendo por mim criada
Chegando finalmente à conclusão
Que o que foi não sera mais nada
Que a minha decepção pintada
Em cores de frustração
Expectativa gorada
Impressão de alma penada
Expressão de pena desalmada
E finalmente um suspiro e frissom
Culminando num retorno sem tom
Terminando sem ar,
Sem som
No vácuo
Aqui fico
Sem hipérboles
Parábolas
Nem artifício
Nada mais além que isso
Sozinho
Só
E a rima parou...
Nota do Editor: qualquer semelhança com a realidade é coincidente. sem desprimor para qualquer informação relativa seja a local, momento, pessoas ou sentimentos...tudo fictício imaginario e onírico determinismo ou um fado artificial......deprimente e inconsequente.

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