A partir daqui foste outro, cais-te,partiste-te, acordaste numa segunda vida sem saber o que és como fazer e o que proceder neste novo palco em que estás a representar. quebrando o Palco e mudando todo o teu argumento, sem ponto nem intento, passas a andar à toa e em improviso.
Sem saber que houve, só soubeste então que sofreste ou fizeste sofrer. Deixaste, ficaste, quedaste, mudo, mudaste, saraste por fora, ensinaram-te a ser, revês aquilo que és, não recordas aquilo que tens só aquilo que terás de ser, és ensinado a proceder, em familia, como colega como namorado, reveste-te duma máscara, e disfarças teu comportamento e a familia aceita-te os amigos rejeitam-te por não pagares o que supostamente destruíste, e reaprendes a amr sem saber como eras e se puder recomeçar de novo um ano mais tarde eu não conseguirei repor o que dava.
Ao tentar sarar internamente, desconheces a rotina, e dão-te novas sinas, recados e bocados de ser estar e reaprender
Com um rol determinado, uma lista destinada, um menu do teu fado, vagueias à tona, sem tentar te afundar, segues com a maré e fazes atalhos, sem ninguém se aperceber, trilhas caminhos que vais rasgando à medida que vais andando. Voltas viras e revoltas, olhas para trás para ver se te estarão a seguir, resta-te recriar os momentos esquecidos, voltar a ser aquilo que de ti te pedem, e que são requisitos mínimos para ser e estar, mas não sabes como!.
Tentas, falhas, levantas-te ao calhas, e não consegues mais uma vez!
Dizem-te que não prestas nem és capaz! Não acreditas e prossegues mas na realidade foges!
Cumpres o que te pedem, e segues o que te dizem, não perceber o que estás a fazer, e dás e mostras só que querem ver, aquilo que tu queres ser, não sabes ver, nem tens consciência de como ser, e tentas amar falhas, outra vez e falham-te e receias, vais a medo e não amas, mas dás-te aqui e ali e onde te dá desejo, até que encontras falhas e ficas à espera de dicas para seguir
Mas é-te tão irreal que não só te retira a vontade como te sentes sem verdade e nada parece real, e desistes sem sentido, e com saudade do que terás sido! E ninguém te diz como eras nem o que fost! nada me acode e procuras um coito, queres estar sectário, eremita, só sem ninguém nem nada na mente, vazio no ser e esteril no estar!
sentes culpa e pena de ti e insistes que nada nem ninguém te acolhe, e que precisas mas não tens, nem te dão nada e ficas sem saber como são os relacionamentos, as reacções, como actuar e sem improvisar! queres algo começar a compor!mas como são e sem saber montar ou repor, ninguém te pode ajudar.
Repetem-te que não prestas nem és capaz, e por momentos duvidas de ti, já nada és e acreditas que não consegues nem vales nada. Depois tudo muda, agora faz sentido, se assim é afinal é por isso que nada consigo....Paras em nojo em luto, procuras quem te dê paz, e não faça algo nem seja ninguem.
ficas no cinzento mais escuro no breu, desconfias, não te abres, escondes e foges, não arriscas, temes, ninguém ainda, quem pode? Tantas vezes pedes e Ninguem? Tantas vezes pedes e desistes! Para quê se é para te destruir a sanidade???E assim ficas , e continuas já nada retens, Ficas refem de ti proprio, e buscas, mas não há quem, só um profissional te pode acudir mas não te dá aquela força ou sensação e vontade de te tentar erguer então. Desistes ficas no chão, não confias. dizes não, que já eras e só em vão aparecendo aquilo que já viras então. Tudo igual, é rotina, são tudo sem prova de poderem-te erguer do chão e ficas... é demais! Tu não prestas, não és capaz! Não queres e não te levantas mais do chão, nem sequer te lembras, nem queres....ficas assim e recordas nada só lembras a solidão dum quarto de hospital e a morte que ronda e leva vários, deixa marca e leva-a contigo, persegue.te até agora e queres esquecer, mas acordas com sorte irás algo diferente ser, sem fé nem esperança mas has-de ter ou ser e conseguir estar, seja contigo com quem te ama e com outrem, e assim passa a vida, além, longe e tentas agarrar para não fugir!


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