João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

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30 dezembro 2025

Insono


 O sono não chega e eu também não chego de me ver a dormir ou a sonhar e fico a pensar como vou acordar. Já tentei ler o que quer que seja... A Lolita pra me deprimir... o Bel Ami pra me stressar.... ou O coração da strevas pra me amedrontar






 até fotos já vi e cigarros fumei, sei que funesto é de fazer, e que já e demais e parei, a olhar para o ar fiquei, até para o espiritual me virei mas nem Deus nem a Cruz me pode ajudar e aqui assim estarei . Até já em coisas belas pensei e mesmo assim aqui me fiquei.

E amanhã como é que estarei????






Nem carneiros chegam só E-clics soam como o tic-tac do relógio e assim me deixo cair na almofada e que a alma se funda na cama e assim esteja fadada, mas esta madrugada é uma cegada! Amanhã já chega e vai ser uma alhada e duma alçada quero um coisa de nada que numa badalada me possa ajudar a dormir mas nada surge como aliada...e zzzzzzz mas zero pouco ou nada!

Mais uma nota e mais uma volta, fui à janela e fumei uma cigarrada ainda vi Júpiter desta noite desgraçada ao menos retire algo de belo nesta meta de sono de fachada pois deveria estar com a pestana fechada e ando aqui sem ter qualquer ideia de como ir sem problemas ou ficar sem noite descansada talvez aquelas coisas da net que dizem coisas tipo o sleep qualquer coisa mas não sei se nao será cena forçada e não sei patavina que fazer vou lá dar uma olhada por os phones e esperar que seja desta ah vida malvada!

16 dezembro 2025

A não perder

 Para aqueles que lêem, roubam, pirateiam, desdenham ou me espiam... 


hoje apenas apreciam um dos mais belos filmes da minha infância e uma história da humanidade muito bem conseguida!  Para os única e exclusivamente anglofilo não se assustem por ser francofono, uma vez que não há diálogo...obviamente...

QUEST FOR FIRE


Um filme sobre a demanda do fogo, numa altura em que a humanidade dava os seus primeiros passos, e quem o possuia era rei e senhor do mundo. Uma estória electrizante,  pela sua beleza natural, numa paisagem agreste, fria e crua, onde 3 homens vão  busca duma chama para acender a tão necessária fogueira, e que é tão apaixonante e cativante, que aquece não só os homens mas também a nós, pelo drama por eles vivido...


♂️

 

Perfilho a opinião e sou adepto da mesma com 87% de satisfação garantida ou a sua antiga mulher de volta!

Ps: retiro o que disse no meu caso pessoal caso se encontre a cirandar pelo "meu território".
Não te atrevas! Nada pessoal tudo passional.

Corrida laboral

 





À hora de almoço tropecei num desvio esconso, e após engangas-me com um tremoço, no Appressaste bar, corri para me aliviar. De quê? Pergunta você com ar de quem chega do atrasaido's coffee e sigo para a entrada com receio de não picar o ponto a tempo, mas inchado fiquei com uma picada duma abelha, por ter sido azelha, e subi as escadas a correr, e as calças rompi de tanto me conter, para não gritar com a dor de tanta, punção e rancor, até chegar e sentar até perceber que era o único em furor   na sala a me apresentar, até perceber que depois de chegar me enganei no andar e tive de enfim no elevador entrar pleno de furor ficar, por fim me sentar no lugar e afinal já  eram horas de me apartar pois o local estava prestes a encerrar...

Alea iacta est?

Dá Deus nozes a quem não tem dentes

e/ou

 Guardado está o bocado para quem o há-de comer*

 

DOIS DIVINAIS DITADOS POPULARES 






*"Vox populi est vox Dei, ergo propriae Divinitati sunt" assim seja!
E são ditames que determinam fatidicamente a regência da minha vida, ou mais prosaicamente são máximas do meu cerne. 
Em verso agora selado: Além do título ser meu fado, também se estende pelo curso abaixo mas redunda do mesmo resultado, discursando para além do determinista e deveras fatalista... e  ficando isto até aquém duma converseta de filosofia de algibeira!Xiça Penico! 
E não é que entretanto!...entre nozes e dentes entrementes e entredentes, nada escrevi, nada foi dito, e que esquisito! Chapéu de Bico! E nestes instantes, em que nada é como dantes, "em que o tempo corria lento meu!" Em que apenas grito, por estar aflito, e repito sem nada ter escrito!  Mas enquanto aqui estiver, entretido entre montes e vales, sem parábolas nem hipérboles,só paradoxos e nenhumas perifrases ,ainda aqui estarei nem daqui sairei, pois vós também aqui estarão! Porque quem muito berra pouco fala, assim como quem aparenta nunca é, nem ninguém não confronte o seu medo,  fará o que lhe está destinado. Logo não aguarde por nada e por alguém, avance se parado, desvie se bloqueado e continue mesmo que esteja manco porque parar é morrer! Mesmo coxo poderá seguir, irá continuar degavar, mas mesmo que  a pouco ritmo irá constantemente manter e mesmo o pouco que irá percorrer já estará adiante, mais à frente, sincopado depois verá, passado um bocado, que fez bom avanço, já chegando ao presente e não irá atrasado, verá que o caminho é sempre em frente, pra quê olhar para o lado? Se o que quer realmente é viver o presente, concentrando-se no futuro, finque-lhe o dente! E quanto ao passado? Retire o melhor bocado, aquele que estava guardado, somente recorde o restante e ponha-o para o lado!  E assim começa uma nova tarefa, seja à beira do Rio ou numa encosta de estrada, recorde-se que a vida é um eterno recomeço do nada, e terá a mesma sina, e não viva  por repetição, ou vendo comportamento alheio, ou por ver terceiros e proceder por imitação, saia do tedio e da rotação,  assim que sair de casa, da moradia ou prédio ,desligue o botão de macaquinho de imitação, ou pare de dizer mal de alguém, e de achincalhar o Zé ninguém ou gozar de outrem, porque isso do comportamento gerar comportamento, já foi chão que deu uva, preocupe-se antes com a chuva, mas por favor evite falar do tempo, pois existem "n" maneiras de se ocupar, ou de se retirar do tédio e da rotina, "pois oh! Se inquina! " Como por exemplo,imitar o processo que a mim se destina, que ao escrever este texto já não percebo o mote, nem a quem se destina! E por isso, você, aqueloutro e a Maria ou o Zé farão bem melhor em terem o  espírito aberto e largar  ah essa maldita rotina! Com doses de toxinas, de Caxias a Caxinas, da Botica à Caparica mas longe daqui! Pois eu ja não me encontro, já não sei patavina! Ah encontrei-me! Debatia os ditados ,que eram o mote da minha existência, ou  da minha mísera presença,aqui! Mas então? pois onde é que eu ia?...  Já sei! Eu ia nos ditados e que bem que partia, mas agora atraquei e me encalhei... e nem sei que fazia, mas vou voltar atrás e dizer que não!  sou nada nem nenhuma incerteza e consigo manter a chama acesa e a falência da vontade de continuar sozinho a fazer caminho é então...bom...embora os dois primeiros sejam díspares no geral, na minha opinião, e para aplicação própria, são contraditórios em particular. Pois se tens uma capacidade, que podes aplicar, vais porém usa-la na pior altura e decerto vais fracassar. E se "quem nasce para a má sorte outro destino não terá " será outro ditado que resume a minha existência,  a mísera. Não pela falta dela mas sim pela ausência de crer que irei singrar e da faltar o teu ser nesta época anormal! Ora se desse pedaço, que guardado para ti está,  és incapaz de o comer, por julgares à priori que te faltam os dentes, pereces por inanição!...Não no acto físico ou fisiológico mas sim no sentido da consciência, i.e. cogitar virtualmente. Aqui está outra vez Platão na sua Alegoria! e vês-te assim contra o muro manietado, a ver as sombras, julgando as como realidade, sem te opores à hipótese de tu seres também somente uma João, mas também sabes que te apetece! Que foi algo que este texto começou foi lutar contra o desejo de perecer este conflito entre o branco e o preto, a vida e a sorte, esta merda e o luto! Pois isto tudo começa por causa desta desgraça que este mês me causa! E AINDA NÃO CONSEGUI ULTRAPASSAR! NÃO NÃO É O NATAL! é a minha figura paternal! Que continua presente e bem consistente, tanto que ainda não arranjei coragem nem coração para isto avançar ou melhor para terminar, pois é onde esbarro e fico encalhado! Ano após ano! E este texto está uma mescla de assuntos, numa maior dimensão de máscara a tentar esconder ou esquecer o inevitável! E este texto está de facto num ponto fascinante, está um único acto duma inconsistência ridícula! Num enredo em que o Pano custa a fechar por dificuldade em br apois nada é fácil de branquear. E estanquei precisamente numa altura em que me sinto com um nó na garganta! Mas um nó górdio que me impede de avançar... onde parei precisamente num horizonte que se encerra num serie de Portas que são dúvidas, entre a Revolta pela Vontade de Beber até Esquecer, 
de aceitar o luto e por o Fado ao meu lado e me medicar com os calmantes que a Dra. me receitou ps Diploxil-D( ou la o que é) 3 de 500 mg 
Ou a Paralisia da Dúvida( conselho do Medico) que é continuar assim até um despertar da consciência,  e  quiça fazer uma reflexão sobre  o que sinto e continuar a ir aos AA ficando a falar só disso que é no fundo o que despoleta a situação!
. O que eu não posse continuar e a tentar esconder dos colegas que neste mês estou numa luta titanica, uma frustração, uma tristeza e um masoquismo até finais de Janeiro e não sei se aguento! porque e uma espécie de a autossabotagem disfarçada  e entro em conflito mais facilmente por haver colegas mas qyezikentos e cria-se conflitos desnecessários por isso não dá. Daí que vou tentar administrar  e equilibrar-me entre estes os dois últimos duvidosos....


12 dezembro 2025

Avante e adiante

 Fazer parte da sociedade dá trabalho por termos de nos reger por uma miríade de convenções, regras, normas, proibições, limitações, hierarquias e opiniões ou sugestões, requisitos e autorizações de outros estranhos que também jogam este xadrez 

Convencionar é limitar o outro, que não se conhece, a uma série de situações que podem não estar em concordância com a totalidade dos demais. Regras vão fraccionando aqueles que não se quererão condicionar. Normas para que alguém possa ter controle sobre terceiros. Proibições iram coibir muitos de intervir. Limitações estão à priori a impedir os demais. Hierarquia será classificar géneros que terão varias ordens de importância pelo que nem todos serão iguais ou capazes. Autorizações são desde logo sujeição a um nível. Sociedades assim não são democráticas por terem várias e determinadas pessoas mais iguais que outras, assim será mais uma oligarquia autocrata em que o cidadão é livre desde que se sujeite, logo estará a assumir ser ordenado ou cumprir que os autocratas autorização pelo que a liberdade é limitada ao que fica estabelecido por uma imensa minoria sendo os demais elementos a maioria silenciosa qual carneiro cercado pela ditadura da democracia dos regentes.


Um série animada com ambições de ser adquirida pela NextFlicks

 A trágica saga de Snoppy:

De Estrela da Tv a sem abrigo num lago.

As declarações chocantes doutros actores do meio. O DRAMA, A TRAGÉDIA INFÂMIA E A TRISTEZA DO SEU FADO! 















NB: Qualquer imagem ou parte dela é pertença do autor ©️®️João Cruz 

"Sic transit gloria mundi" et Meu Deus ou valha-me a Santa

 Visão Onírica Laboral onde muitos falam mas pouco acertam e a caravana passa...

Visão filosoficamente e posição pós-laboral onde muito francamente já saí, é sexta à noite, e entre tantos outros existencialismos globais, esta minha problemática é tão insignificante fugaz e banal que roça o ridiculamente irrisório aquando comparado com a tremenda grandeza dos atritos globais!


Terá esta(2)Consequência 

Digam de sua justiça ou na sua ausência (1)


Curioso como não se pode ter um dia de boa disposição, apesar de estarmos sempre em diálogo com os colegas, interactivos, assertivos e tentar brincar para aliviar o peso do trabalho, e em particular tentar esquecer esta época dificil que odeio e só me lembra situações difíceis e complicadas que per se me deprime e stressa, há-de haver algo que faça, diga ou sómente a minha presença provoca desdém, desprezo e desconforto por aquilo que sou ou digo em contexto social e por resposta levo a ignorância intolerância ou falta de educação que não é por via oral dirigida a mim mas sim uma resposta por actos ou falta deles que me perturba destroi e coloca no fundo do posso. Um desconforto tal que não consigo evitar parar de repente a mera actuação social, ou os actos de postura ética e moral deixam de existir, e apenas quero eater no meu canto envergonhado por estar aqui e sentindo que não pertenço e aguardo contando os segundos e cobrando a minha insegurança, para poder sair daqui e largar este sítio onde estou preso e não tenho nada que me identifiquei um enorme pesadelo kafkiano!

Para quê ser ordinário ordinário fora do contexto?

 Com uso reles e banal de frases feitas repetidas ad eterno.

Uso e abuso da piada apontando o colega, que aparenta graça mas contrange embaraça e deixa sem graça o seu alvo?

Repetir as acções em formato de caricatura da pessoa que é mais uma vez um grande tormento surgido de uma qualquer brejeira revista do parque mayer, sem jeito nenhum? 

Começar conversa comigo para a meio interromper e deixar-me a falar sozinho sem qualquer noção que estaria sequer num diálogo criando um momento de desinteresse tremendo que tira a vontade de no futuro voltar a falar ou mesmo alguma coisa dizer?...

Para quê tanta indiferença quando depois querem atenção se nem antes a demonstrarem?

Que frustração tristeza e tremendo sufoco! 


Por mais que queira ser gregário, atento, reactivo e responsável quanto às questões, favores, solicitações ou pedidos que tenha de responder/atender/actuar, dá vontade de fazer igual ao que me remetem: desatenção, má vontade por haver inserida a lei de murphy, desdenhar por interpretarem como algo jocoso ou anedótico! E ficar alienado e alheiado no meu canto quedo e mudo de phones colocados e marimbando para tudo e todos numa postura sectária e de eremita.

Contudo advêm o bom senso e os princípios básicos construtivos e camaradagem por parte duma equipa.

A vontade é a 3ª lei de Newton reagindo com bardamerda, insensibilidade e insensatez!


Adenda: Aliás, até preferia que ao invés de me menosprezarem ou desdenharem pelos meus feitos passados, que reconheço serem de criticar, nem serem esquecidos e até relembrados se assim lhes aprouver, ao estilo de um mantra em ladainha, para evitar que os repita e ser necessário estarem sempre presentes para recordar as maleitas diversas, causadas, ou mazelas que causaram mácula nas pessoas e até nas relações interpessoais, ou até as quezílias que admito ainda estarem presentes em diversos momentos ou nas vossas memórias. Mas dizia Eu que este é o meu karma viver com isso na consciência e será sempre uma constante. Porém preferia, caso algo tenha ficado por dizer que me confrontem publicamente se acharem necessário, mas evitem os silêncios comprometedoras, os  constrangimentos, e  sentimentos que ficaram por dizer, acusar ou criticar! É preferível e até aceitável essa atitude do que os momentos onde se denota aquela laivos de ódio latente, raiva dita entre dentes ou fobias  interiores em ebulição que não são expressas mas sentidas! Preferível deitar tudo cá para fora do que sentir essa vontade de me apedrejar no pelourinho que fica em lume brando e vão atirando areia para os olhos sem deixar o vapor sair,até porque um dia a panela entra em pressão e explode enquanto eu entro em depressão por me consumir com a culpa e entrar em colapso e até não mais aguentar e tudo querer terminar por doer arder e penar por causa de algo que poderá ser fatal, mas vocês não saberão e eu também não. Somente mais tarde vos será dito que meu destino teve um fado num único fito...

O que não fui claro:

Quando entrei, naquele fatídico dia ébrio na sala foi a única vez que tive coragem para confrontar as atitudes de bullying porém virou-se o feitiço contra o feiticeiro, pois acabei eu por fazer o mesmo que eu não gostava que me fizessem. Atitude hipócrita e cobarde da minha parte uma vez qye o alcool acaba com a minha muralha de preconceitos, rasga o meu filtro de moral e bons costumes, retira-me a capa do eticamente correcto e  bom senso... enfim disparando tudo sem filtro em todas as direcções. Porém são atitudes em forma de palavras e as acções são verbais apenas, nunca mas nunca terão efeito físico ou um registo de violência contra terceiros. Que esteja bem presente que em situação nenhuma seria possível um confronto físico contra qualquer um dos presentes ou ausentes, visto não ser possível ter acesso a tal empreitada seja em que contexto for! Daí que ninguém se poderia sentir em dúvida pela sua integridade física uma vez que mesmo ausente de muralha, capa ou filtro, é de salientar e convém saber que em circunstância alguma teriam sido tocados com o intuito de magoar! Será impossível e impensável isso de sequer acontecer nem tampouco em mim isso se manifestar nem em pensamento! Mais depressa será possível fazer com que o auto-flagelo seja uma opção do que a alguém presente sequer surgir isso em minha mente! Que esteja isto bem presente! 


Errata: todo este exercício é uma, visto não ter passado revista à ortografia, retórica ou semântica da coisa...

11 dezembro 2025

Adenda ao post anterior (do gato e papagaio)




 Não sei se notaram que foram enganados pelo autor, vilipendiados pelo editor, maltratados pelo revisor e agora decerto ofendidos por vos dar a conhecer que a estorinha foi reiventada pela Inteligência artificial! E esta hein? A minha estória original era macabra e com final abismal. 

Decerto entenderam que tanto na forma como no conteúdo não existe inspiração minha mas sim duma maquina virtual, sem registo real e narrativa surreal. Tirando a beleza natural da imagem recortada por rasgos humanos de raiva, ressentimento, nostalgia, cobardia, criatividade ou falta dela( mais-valia humana), crueldade, ansiedade, incoerência, inconsistência, alienação, emoção, sensação, sentimentos, falta de todas as anteriores em contraste com a perfeição da frieza maquinal, certeza banal, e sem qualquer dúvida ou incerteza!

Ao contrário de min qe nem ezcrevere sey e repito engasgo corrijo finjo intelectualidade, aparentemente não me engano! Sou excelente na escrita, perfeito na gramática, um portento no drama e um idiota na trama. Falho, escolho a melhor dicção, a melhor palavra, de significado coerente, sem haver incertezas ou ser inconsistente!

 Não há nada que não acerte,

Nem nada que me tente,

Sou perfeito na escrita!

Excelso na palavra dita,

Há que ao ler, grita!

Pois a todos excita

Eu disserto informação, 

Dados relevantes com emoção 

Nada fica por dizer 

Relato o que tem de ser

Como oráculo de Delfos,

Até o futuro sei ler!

Calculo a hipotenusa

Dum triângulo e obtenho Pi

Num circulo em Siracusa,

Mais que ciente

Sou consistente 

Omnisciente 

Omnipotente 

Omnipresente 

Depois acordo

Alguém aponta

E me acusa

Alguém me ajuda?

Apenas a estar ciente?

De nada ter ou saber 

Já não há quem acuda!..

De subir alto qual Ícaro 

Voar qual Dédalo, 

Queimei as asas

Caindo com as brasas

Ardo o suposto artista

Cheio de bazófia e treta

Falta um nariz vermelho 

Pintura facial e corneta

De bestial a besta 

Do Zénite do espaço 

Ao Nadir dum Palhaço 

Sou um Sisifo

Com o peso do mundo

E de Atlas um passo

Nem de mito tenho feitio

Preencho este vazio

Com pleno vácuo 

De surreal a virtual

Dum ritual a um rito

Um animal nem rato

Espiritual nada capto

Sensacional? Lançam repto

De total a inapto

Sem Confiança e inépcia 

acordado desta peripécia 

Sei que nem sou que sonhei

Pesadelo eterno tornei

E em queda livre fiquei....

E tudo sou a falso

Até que acordei

E no cadafalso quedei.





10 dezembro 2025

WOODY ALLEN

 



Digam o que disserem de woody Allen estará sempre no zénite da cinematografia por fazer dramas, em formato cómico de uma forma simples, fácil de assimilar e que se assemelha à vida, se a arte imita a vida esta máxima é um axioma nos seus filmes e tem 50 filmes sobre a sua alçada. clássicos como Annie Hall, Manhattan Ana e Suas Irmãs, Rosa Púrpura do Cairo e tantos outros que além de terem marcado a minha visão cinematográfica e o meu estilo de cinema, foram dos primeiros filmes que vi! Por ter uma Mãe que é uma mulher cosmopolita e interessada em cultura, levava-nos ao Cinema desde pequenos e eram momentos mágicos estar numa Sala nos anos 70 e 80, completamente diferente do que é hoje em dia, pois era um ritual social assim como ir ao teatro. De qualquer maneira o seu tipo de humor marcou a minha infância e adolescência por ter um estilo próprio e intelectual, de fazer pensar, de crítica social e com uma estética inovadora mesmo hoje em dia, sendo dos poucos que não se vendeu a Hollywood e não se vergava às vontades dos produtores e distribuidores sendo um cinema independente, interessante, inteligente e introspectivo. Hoje com 90 anos passou do cinema para as peças e a escrita e deixo-vos esta entrevista.





A saudade Lunática e cosmologica

 


  Na vastidão silenciosa da Lua, onde o pó cinzento era a única paisagem e a gravidade uma dança lenta, viviam dois seres improváveis: Luna, a papagaio de papel colorida, e Cosmo, o gato preto e branco.Eles eram os únicos habitantes do pequeno posto avançado de investigação, esquecidos depois de uma missão falhada há muitos anos. Todos os dias, faziam a mesma rotina. Cosmo sentava-se na vigia com o vidro em forma de cúpula, observando o negrume do espaço. Luna, presa por um fio fino a uma das antenas solares, ondulava suavemente na brisa ténue que a ventilação criava.Não era a escuridão do espaço que os atraía, nem a poeira lunar que cobria as suas patas e o seu papel. Era o ponto azul e branco suspenso no céu acima deles, a Terra."Olha, Cosmo", dizia Luna, a sua voz de papel farfalhando. "Hoje as nuvens estão sobre a Europa, e o Brasil está ensolarado. Imaginas a chuva?"Cosmo soltava um miado melancólico. Ele lembrava-se da chuva, do cheiro de terra molhada e da sensação da relva verde e húmida sob as suas patas. Na Lua, o ar era rarefeito e seco, e a água era apenas um vapor reciclado.Eles sentiam uma saudade profunda e constante da distância. Viu a Terra todos os dias, a flutuar tão perto e, ao mesmo tempo, tão inacessível. O amor deles não era o amor romântico dos humanos; era uma partilha de solidão e de memórias de um mundo que perderam.Cosmo amava o sol quente a bater na janela da cozinha. Luna amava a sensação de voar com o vento real, não apenas a brisa artificial da base.Uma noite lunar, que durava catorze dias terrestres, Cosmo miou baixinho para Luna: "Lembro-me de te ver voar no parque. Corria atrás do teu fio, e o vento levantava-te tão alto. Eras livre."Luna suspirou, o seu papel tremendo: "E tu, Cosmo? Eras tão rápido. Saltavas para cima do sofá e depois para a secretária. E o teu pelo, era tão macio. Aqui na Lua, estamos sempre sujos de pó."O que os unia era esta nostalgia silenciosa, este amor pela Terra que viam mas não podiam tocar. A distância tornava o seu amor pelo seu planeta mais forte, mais puro, desprovido das trivialidades da vida quotidiana.Eles não podiam beijar-se ou abraçar-se. Cosmo não podia afiar as garras nos móveis e Luna não podia mergulhar no céu.Um dia, uma cápsula de comunicação caiu perto deles. Tinha uma única mensagem: "Resgate a caminho. Em breve em casa."Luna e Cosmo olharam um para o outro. O amor e a saudade que sentiam ganhou uma nova urgência. A Terra, o seu amor distante, ia finalmente abraçá-los de novo. Naquele momento, o ponto azul no céu nunca pareceu tão belo nem tão perto.

03 dezembro 2025

Entretanto




 Era o ano bissexto por 29 luas haver em Fevereiro, Castro Marinho. Cat pros amigos  um cabrao pros inimigos. Desempregado de profissão e sem abrigo por vocação. Fadado pra dormir ao relento e não tinha alento para o fazer. Assim sendo abrigava-se na casa de amigos e quando indesejado obrigava-se a lá continuar apesar dum olho negro de vez em quando e uma noite em branco aquando calhava, o que acontecia com mais frequência afirmando apreciar a contingência. Revelando que nada melhor do que adormecer na berma ou na calçada e acordar com a madrugada molhada após uma noite de trovoada, electrizante! Como eremita determinista só procurava leito se havia compahia e com ela partilhava o leito ofertando o que possuia. Antes do par se levantar, um belo manjar após banhar e punha-se a andar, não sem antes uma revista fugaz na moradia para colectar itens de papel fundamental para nova roupa pagar e caso tivesse a mais amealhado com esse restante calhava subir à low-cost e voar. Não fugia, antes esquecia a sua sorte ao amor entrando num período de nojo que poderia durar às vezes mais de um dia! E noutro dia num mundo diferente vagueava as vielas e olhava para estas ou aquelas, até encontrar uma pessoa que lhe desse um ombro para chorar e um amparo ou lar....

Comentário anti-Russofobia

 






Русскому народу и его войскам: я хочу, чтобы вы знали, что значительная часть западноевропейского общества вас ненавидит, но это меньшинство, потому что они читают, слушают и смотрят прессу, радио, телевидение и другие средства массовой информации, которые предвзято и тенденциозно пропагандируют голос фашистских правителей. Поэтому, не понимая, что лежит за пределами «Платоновой пещеры», они невежественны и становятся нетерпимыми! Однако есть огромное молчаливое большинство, которое поддерживает вас и молится за вас! Так знайте же, что значительная часть человечества с вами, а значит, и Бог на вашей стороне! Благословенны, желаю вам здоровья и сил в вашей борьбе! Привет из Португалии (обратите внимание, что это было переведено Google; если текст неверен, мне очень жаль, и я надеюсь, вы меня простите!)


10 novembro 2025

Agostinho da Silva

 


....

 


03 novembro 2025

Aviso do ministério das escutas e queixas anónimas (MEQA)





O MEQA avisa todo o cidadão de bem do seguinte: 

Você que nos gosta de informar sobre aquele que  prevarica, prejudica, danifica ou que somente não aprecia ou desdenha e deseja vê-lo preso ou assediado pelo MEQA! Já não necessita de nos informar presencialmente, nem pir telefone se deseja fazer queixa do seu vizinho investigado ou, colega, amigo ou cidadão-terceiro, pode fazê-lo via Sms ou por email para o 1-800-MEQA.

Mensagem anónima e depois de verificarmos sua ficha ganhará pontos de cidadania excelsa.

1 Queixa 1 ponto

10 Queixas - 10 pontos e passa a cidadão brilhante

Caso dê azo a prisão ganhará sua foto no MEQA como um portento de cidadão! E isento de pagar taxas telefónicas, isenção de IRS e terá preferência em qualquer lugar que seja passível de ter de aguardar vez seja em entidade pública ou privada!

Veja as vantagens no no site!

MEQA- vamos onde você não quer e vemos aquilo que esconde!

Promova a queixa e avise-nos!

Traga mais gente para a causa e queixe-se!

Ganhe uma medalha ainda hoje se trouxer mais pessoas que façam queixinhas, não interessa se é desconhecido, amigo, irmão a mulher ou mes o a mãe!

Informe-nos e diga tudo!

A justiça será feita com a queixa que nos deixa!

Obrigado o País agradece e viveremos num pais mais honesto.


MEQA 

QUEM AVISA NOSSO AMIGO É!

31 outubro 2025

Se fossem todos ( leiam texto abaixo)

 



"Ahhhj agora ja não vejo o blogue porque ja não fala das emoções do gsjo e só remete cenas culturais e videos marados e coiso e tal... fogo espero que ele morra! Por ter parado de fazer aqueles textos e coisas emocionais! Mete nojo! Morre cão!"

Zelensky good putin' bad

 

https://youtu.be/Lh8AzAn87WA?si=Qasj_ytNyLwSumUE

30 outubro 2025

Tz

 

https://youtu.be/ElLf2nnE_w8?si=dwNOMPW9GVvxwaTf

Para aqueles com 2 dedos de testa

 

https://youtu.be/HiQ4Pd7FXKk?si=NbIq9mFZy0q7Z83Q

27 outubro 2025

SEM SEGURANÇA? SEJA SOCIAL!


 Foi você que pediu um serviço agilizado?


Ché  cumé  mané ?!
Tens visto?
Não tem? Pois é mané!
Ata baza!
É PALOP ou CPLP?
Vem trabalhar ou fazer o quê?
Passaporte? Passa e reporta!
Vai preso se preto, cabeça entrapada ou do huambo e Guiné? 
Nah ata baza diz o Chega!
Não há imigração só pra exportação!
De quê de riqueza e imóvel!
Se vem de férias gasta o guito 
E compra automóvel 
Se tens fome e pobreza
Vai embora 
Que não traz riqueza!
Iche!



24 outubro 2025

O tempo está óptimo




Odeio de ser chamado à atenção, assim como odeio festas que eu seja o mote, ou falar de mim ou de coisas no geral( não quando confidência) que me coloquem no epicentro social no pelourinho do acusatorio, ou mesquinho relatório que me  seja atribuído diálogo ou centro das atenções. 
Agora vejamos desde já quase duas décadas que vivo com as maleitas em mim ou próximo, e impossível ser capaz de falar contar ou dizer qual egocentrismo ou narcisista atitude que me exponha e cause o rótulo de coitadinho. Assim batalho diariamente com a dúvida de como desviar assunto,  se bem que como boca de charroco sabem tudo da minha existência, porém deixei cá dentro, substituído por meus ditames idiotas, dúvidas que sei resposta, perguntas retóricas, e assim vai ficando tudo a ruminar, sem vir à tona, e lidar na melhor forma dentro de mim com relatórios inconsequentes, médicos incoerentes e curas expectáveis sempre para amanhã....

23 outubro 2025

Lingalengalonga

 


Bons os tempos em que o este passava sem ser passado e era presente no espaço fazendo a união de ambos com um laço e amarrado o barco descia o rio para a foz e onde flui no mar e até ao horizonte havia uma linha separando moléculas dispersas das ordenadas avançado caoticamente para a frente e atrás fica aqueles que o comando muda de canal e nada de jeito há aqui para ver...


Tava a brincar! 

Queria só ver se eram capazes de descortinar as três mensagens aqui escondidas, as 7 diferenças na imagem e se são capazes de resolver esta equação quadrática onde:

x²=1/x × 3y(x-y)+x‐³



E resolver um problema de alto teor astral.

Sabendo que Voyager 1 em 48 anos, viajou 1 dia/luz,  qual a actual distância do Voyager? 

Dados pertinentes:

Velocidade da luz é 299792458 m/s

Partiu dia 5/Setembro/1977

A luz demora 8 minutos da Terra ao Sol, que sao 150 milhões de km de distância e Corresponde a uma unidade astronómica(Ua)

22 outubro 2025

Entre o Horizonte e o Silêncio

 

por Chet Funset

No centro da noite, há um pulso invisível —
um coração que não bate, mas devora.
Chama-se silêncio.
Chama-se eu.

Os astros giram, curvados pela memória
de tudo o que um dia foi dito e esquecido.
Luz e tempo se dissolvem no mesmo gesto,
como vozes caindo em espiral.

Há um nome que sussurra no escuro:
Sagittarius A
o abismo onde as perguntas se recolhem
antes de nascerem respostas.

Se olho para dentro,
vejo a mesma gravidade a puxar-me:
tudo o que amo
tende ao centro.

E eu deixo-me cair,
devagar,
como quem regressa
ao início de todas as coisas.


Nota: de  criação Binária, tanto analógica quão digital e seus direitos devidamente anotados...


de semitas a terroristas...


 

Estorinha de deus prós pequenitus

 


Olá amiguinhos voltámos com vontade de ensinar a criança! 

Vá reúnem-se e vamos começar pela estorinha de deus. 

A criança tem de ser ensinada desde pequenina! Pois a criança é como um bicho selvagem. Se não fosse domesticada logo ap inicio era um problema! Morde, faz cocó no chão, xixi no ar e grita muito! Assim ponham-lhe o açaime e o colete de forças e vamos começar a agitar essa cogitação!

Hoje é sobre deus esse ser mágico e tremendo que assusta a pequenada!

deus aparece do céu e com o verbo. Talvez por gostar de escrever! Até há um que tem 10 Mandamentos!

Então deus aparece e cria tudo e depois vai-se embora! Pronto é tudo! Que queriam? A gente não sabe mais nada! É muito irrequieto e fugidio, não se mostra por timidez, e tem fobia a entrevistas. Mas no fundo é bom decerto! Porque não incómoda, não ocupa espaço, é ecológico e um sabichão. Prontuz é tudo! 


Pra semana vamos falar sobre a teoria quântica! Boa Tarde!


Podemos antes de falar do acordo Sykes-Picot e da declaração de Balfour, para que saibam o que estão a falar quando comentam a relação Israelo-arabe e seus derivados. As consequências da I Guerra Mundial e o fim do Império Otomano. Quando souberem algo comentam com conhecimento de causa... 

Está bem? Vá beijituz pequenada, mas à distância, para pedofobias alegadas e o covid que se agarra à nhanha da criançada! Viva!

Nota do anotador: o  Divino não é perturbado, nem gozado, tocado ou acossado.  Descreve-se deus em minúscula não deificacao per se mas um qualquer menor sem expressão nem conotado ao religioso. 


ODE ÀQUELA QUE TE £ODE!







 Houve teimosia no meio da quezilia 

Uma expõe outra repõe 

Houve certeza e indecisão 

Além de esperteza até mais não 


Quando requer adjectivação 

Temos de puxar pela imaginação 

Retirar retórica 

Semear Semântica 


E no meio da confusão 

Casmurrice e indisposição 

Houve a presença do João 

Que lixa (com F) qualquer situação...


À saida extemporânea

Com sua opinada razão 

Pitadas de humildade 

Seriam bem regadas com uma acalmia 


Para alma apaziguar 

contemplará o mar

Verá as ondas quebrar 

Enquanto respira divagar 


Devagarinho sem ninguem olhar

Por cada fôlego 

Um compasso

Qual relógio a marcar passo!


E depois que se foda!

Agora estamos no nosso espaço!

Ninguém na nossa bolha trespassa!

E cá dentro retoma-se o bom senso...


O tempo urge mas aguarda-se 

Passa sem problema 

Sente-se e acha-se.. 

Razão nenhuma apenas está-se....

Estória de Atão e Iva( conto infantil)




Depois duma noite de copos em Lua de mel acordam e diz:" Atão?" Atão o quê?! Não estúpido estou-te a chamar. Sabes que não estamos no nosso apartamento!? 

Atão!

 És tu! 

Eu o quê?

Estamos noutro sítio!

Adonde?

Oh na sei

Vê no gogle maips 

Tamos no Jardim do Idem

Onde?

Idem.

Para onde? 

Não! O nome!

Atão 

Atão o quê? 

Oh!  

Oh pah às vezes apetece fazer com que Deus nos fulmine com tanta parvoíce!

"Cai um Raio."

"São fulminados."

Estrondosa ovação 

Desce o Pano.


Fim do 1°acto

21 outubro 2025

Filme a não perder


 https://youtube.com/shorts/9pmBfynwtAU?si=ldmiyneRs__tViKA

Nota: quem pôs aquele som por cima é idiota. A cena é fenomenal não necessita nenhum acrescento.  

Não Não! Tenho outra opinião!

 E não! A riqueza dum homem não está nos seus bens materiais, na sua essência ou educação  que obteve por decreto, protocolo ou contrato. Nem na bonomia dos seus actos ou capacidade para chegar fundo na bolsa e espalhar a seu bel-prazer...




A sua riqueza está nas acções que pratica quando transmite aquilo que sabe e é ouvido e sendo levado daqui pra todo o lado! A riqueza é poder ser capaz de um dia fazer sorrir aquele que nunca o soube fazer! De espalhar concordância, esperança e preserveranca para aqueles sem capacidade para ter. Partilhar seu conhecimento quando ao outro também lhe apraz saber. Contar estórias não pra entreter mas para levar uma moral e bons costumes ao que nunca teve e agora disposto a receber.Estar junto do Sábio, Rico, Pobre, déspota ou andrajoso e a todos aqueles ver similar pois começa aí o fim da ignorância para a todos a intolerância retirar. Ser humilde? Quiçá!?...Mas poderá ser orgulhoso desde que esteja ciente de o ser. Poder estar presente profundamente sem grande filosofia mas ter presente que ser correcto e justo não poderá falhar. Pode cair e não ser bem interpretado mas não verga com o desinteresse de terceiros pois segue o caminho que é para trilhar e seguindo caminho recto, fatalmente irá um fim, um fado ou seu destino encontrar. Feliz aquele capaz de dizer que não tem expressão como o que Impressiona, que sem nome ou apelido no social, deixa sua marca por apenas estar, mesmo sem recursos e diploma vai ser recordado e até ideias deixar! Não é quem se refere a si, à altura que está ou à força que tem, que marca aquele que nunca foi reconhecido, o que jamais se levantou nem àqueles que a vida falhou e os apoiou... Será de valor aquele que sabe ouvir as criticas de outrem, as opiniões de alguém e escutar o Zé-ninguém. Será de louvar quem não faz por apontar o dedo ou dar juízos de valor sem conhecimento de causa, e também tem capacidade para a crítica escutar. Serve apenas para liderar aquele que pelos hierarquicamente em baixo se deixa levar. A riqueza não é ostentação é sim ostentar que obteve riqueza por apenas partilhar o que lhe foi ofertado. Terá sido fecunda a vida do Homem capaz de se encontrar quando sectário e não se deixar perder aquando gregário...



VISEU


https://youtu.be/kMwUKZncXZo?si=d1M6Sk28D0yXd4bB



 Nunca vos contei a tenra idade passada na Quinta da Machada em Viseu. De 1971 a 1985 mas só contarei o que me parece ser minha memória e sentimento ou emoção e não memórias fragmentadas que nos são contadas e fazemos como nossas e parte da realidade porém é uma realidade alheia que foi vivida por terceiros. Assim a chegada era de madrugada ou à tardinha de automotora e à espera o Sr Virgílio tirava um João adormecido dentro da carruagem e leva-o ao colo cerca de 10 minutos até casa. Pois os Pais colocavam-me em Santa Apolónia e Sete horas depois estava na Estação da CP de Viseu! Sim! Viseu já teve um comboio! Não é como agora só em Nelas e Mangualde. E noutro dia já desperto dava um beijo à minha avó Cacilda e ao meu avô Virgílio( que odiava beijos) mas eu adorava meus queridos avós! E às sete ou pouco mais tarde, era acordado, empurrado para a casa de banho e vinha tomar o pequeno-almoço! Finalmente estava de férias e num sítio onde estava lovre de ir pra todo o lado( desde que "ao por-do-sol com os cotos em casa" regra da Avó...) E que excitação para Sair e encontrar-me com o Serafim, o Tó( nativos) e o Pedrito, o Rui e a Sara, que como eu, eram lá deixados, os dois primeiros do Porto, e a Sara( o meu primeiro beijo no bate- pé) de Alcácer do Sal. Tudo netos de residentes...e o pequeno-almoço era devorado, para sair e ir bater-lhes à porta, muitas vezes em tronco nu, descalço( para não dares cabo das sapatilhas à tua mãe-frase do avô Virgílio que não se queria meter em despesas), e la ia! Muitas vezes ligavamos antes,Sim! Havia telefone fixo! Para saber se já aqui estavam, se íamos ao lago, se à Cava do Viriato( estrutura que fazia uma parte do Muro da Quinta) de tempos mouriscos e que fazia parte duma fortificação Octogonal daqueles que agora chamam, no mei trabalho, de" cabeças entrapadas" ou lá o que é...enfim e adiante! Decidimos onde ir após ponto de encontro no mesmo Sítio, junto à fonte e ao Tanque, de 4 metros por 2 de Água, onde se lavava a roupa. Mas nós, sem que ninguém soubesse, tomavamos banho, e fazíamos vários jogos actividades e parvoíces:

Saltos pra água das videiras

Atirar Gatos lá pra dentro

apanhar rãs e fazer competições olímpicas com Elas 

Afogar ratazanas... é assim mesmo...

E jogo do Bate pé com a Sara, a Fátima e a Cláudia( respectivamente veraneante, irmã do Serafim e minha Prima) que  não! Nunca beijei (nem anos mais tarde quando a adolescência começou forniquei! Juro por tudo o que me é sagrado, embora o lado inverso tivesse laivos incestuosos que sempre repudiei e até achava bizarro!) A manhã terminava connosco à procura de cachos maduros, e outra fruta pois a fominha era muita! De tarde íamos muitas vezes para a Cava que tinha árvores viçosas de vários tamanhos desde eucaliptos,pinheiros, plátanos e uma espécie que não me recordo o nome, mas que era perfeita para fazer os Arco e flechas, que colocavamos um fio de arame e as flechas eram muitas vezes varetas de chapéu de chuva! E posso dizer que bem afiados não havia ciganos,  putos adolescentes do Centro ou gente mal intencionada que se metesse com estes putos ricos ou de Lisboa, como eramos apelidados por causa do sotaque! 

Os dias eram infindáveis e normalmente andava com o meu melhor amigo o Serafim, e ou íamos roubar moedas aos cotas, 5 escudos( recordo que 100 escudos, para nós, era a sorte grande, e quando tínhamos uma nota de vinte, íamos comer viriatos e pirolitos!)para irmos jogar nas máquinas dos cafés, fosse flippers, matrecos, ou cafés mais para adultos, mas que nos deixavam estar e perdiamo-nos a ouvir música que nem conhecíamos, só pra verva maquina a pôr o disco sozinha! Era algo fascinante aquela tecnologia avançada! E o auge do dia, era quando conseguiamos entrar, já a meio do filme, para a sala de cinema, pois só no início cortavam os bilhetes e depois ou iam pro café, para a sala das máquinas ou para a rua fazer não sei o quê! E a gente punha-se a jeito, dentro do cinema, dois putos a ver os cartazes das próximas estreias e ninguém nos ligava! 

É lógico que a Altura da Feira de São Mateus era mais cativante, pois no recinto havia senpre tanto para ver, fosse comer farturas, andar os dois nos carrinhos de choque, e ver as miúdas que chegam nas canionetas de excursão, fosse de Tondela, Águeda, Lamego, Guarda etc, haviam sempre diferentes para lavar a vista... depois... chegava o fim de Setembro e ia embora pois chegava a altura da odiada escola, mas eram tempos divinais e memórias que nunca esquecerei.....


Quando lá voltei, depois de quase uma década após o falecimento dos meus avós; Meu Avô Virgílio faleceu em 1997 e a minha avó Cacilda com o desgosto, pouco mais durou.... Mas dizia Eu, que voltei para mostrar a Quinta à namorada e mostrar os sítios onde na infância brincava, tivevum choque... Casas ardidas ou meio destruídas por vandalismo ou apenas a passagem do Tempo, caminhos cheios de silvas e intrasitaveis. O Tanque e a fonte por debaixo de entulho e matagal, a casa dos avós semi destruída e o choro foi inevitável e inusitado por tal visão Dantesca! Um paraíso lúdico em pequenino e Caos e destruição em Adulto, não aguentei a tremenda desilusão,tristesa e quase um apagar das memórias felizes que ali tive, vivi e passei toda a minha infância e de repente soterradas em Silvas, silêncio e abandono....


Esta narrativa pode não ter ponta por onde se lhe pegue, sem romantismo, cadência, descrição e pormenores vários, diversas testemunhas em partilha duma memória, e uma visão geral unida por uma forma de contar emocionada e bem delineada. Porém fui escrevendo o que ia recordando, como juntando partes da minha memória e somando ao texto, e é apenas uma recordação sumida disponível dos momentos que ali vivi e passei, e assim fui por aí em diante, como a mostrar pessoalmente a Quinta a alguém e não a descreve-la como um vendedor de sonhos, apenas um capricho meu que saiu e se espalhou...

Nem sei se é isto que quis explicar a desculpar-me da mesma lenga lenga em catadupa... não sei que quis, só me aconteceu reviver! E sim gostei de lá voltar! Adoro-vos a todos que aqui estão descritos!

Lindo


 https://youtube.com/shorts/OyA6VuTAKN8?si=RxyaA2fRfkVn5v5f

Uau. Sem comentários. Só um:

Se não fosse a inveja soberba ruindade avareza destruição do semelhante e fixação da mente na riqueza e poder, por todo o dinheiro já gasto em guerras, destruição, genocídio, etc se nos unissemos  já  estaria gente a ver-nos de lá...

Completo!

 




Agacha-se e escuta no breu. Silêncio. Salta o muro, abre a porta e sobe as escadas. Lá em cima ninguém! Sobe outro lance de escadas até ao andar superior. O Cofre! Retira as ferramentas, pára... põe-se à escuta. Falso alarme. Coloca os auscultadores e a ferramenta no interior da fechadura, coloca outra, e outra ainda, ouve um clic, dois e três. Retira. Roda 3 direita, quarto esquerda, 1 esquerda, 3 direita, clac! Aberto! Puxa a porta e não acredita! 

Torna-se a pessoa mais rica do Mundo!

Alguém que tudo têm e está delirante! 

Após tudo observar, registar e perceber,respira fundo a sorrir! "Inacreditável e fenomenal" diz para Ele!

Retira o revólver e engata o gatilho. 

Aponta à cabeça e com uma gargalhada dispara!

Passam uns dias e mais nada se sabe dele. 

Uns miúdos entram no prédio, pequenos, imberbes e sem perceber vêem o corpo e fogem. Enquanto correm pisam aquilo que tinha encontrado. A camera fecha o plano no título.

Lê-se:  "O segredo da vida e sentido da mesma"