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02 julho 2026

Gajas modernas

Numa hora matinal que acaba em quezilia maternal, aparto-me e sozinho ao sol acabo num cadeira de plástico dum café,




 e como a outra diz fujo e saio do mundo rural para o mundo inorgânico.


 Em Mafra para Ic19 Sintra até Oeiras onde largo o carro e de comboio sigo para Lisboa.... bebo álcool e junto de gente e perto algo que me estranho e antanho, na vila me entranho, e rogo pragas por ter criado conflitos por deitarem fora meus comprimidos. Apesar de ter a razão fui embora e estou agora sem alguém precisando dum abraço e carinho.

 Fumo quase um maço até à hora do almoço e vejo as horas e preparado pra voltar àquele embaraço. Senta-se a Helen , sentada de máquina fotográfica pergunto em Português se é sua primeira vez, e como pediu o café e uma torrada comp Camões  presumi ser filha de emigrantes, afinal testava o meu ingles..


Passou-se o dia e aquela vez em que odeio ser interpelado por mulheres que não passam da minha tez, por habituadas a ir para a cama sem quererem ver-te uma outra vez.
Se até aos noventa se falava no conceito de mulher objecto a partir dos 2000 há o novo preceito que é o homem projecto, aquele consiste em olham, gostam, abrem as pernas e nem tens tempo de perguntares se querem ir beber um café, pois já vestiram as calças e foram embora sem tempo para um abraço ou um beijo. 
É algo tão instantâneo e dadaista que mescla o café nestlé com um poema de Almada Negreiros que no seu Manifesto anti-Dantas termina somente com:
 " Morra Dantas, Morra!Pim!"



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