João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

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08 julho 2026

Quando cresci e ciente do Si, percebi que não deveria estar aqui( a ser revisto e alterado)








 De que vale a pena viver? Ou permanecer aqui? Depois de tudo houve um erro em que percebi que foi por engano que nasci?
Após teu pai falecer, tua mãe te desdenhar, restante família acusar de nada prestar. Deixei as ligações amorosas por não ser capaz de as ouvirem criticar. Os colegas de trabalho odeiam-me. Amigos já não quero nem me dou.

Preciso de arranjar um método de acabar com isto o mais rapidamente possível. 

Não tenho vontade de aqui estar 

Vivo em eterno stress por causa de existir

Não tenho nada à humanidade para ofertar 

Fartei-me de aqui estar e nada mais tenho para fazer 

Impeçam os outros de progredir

Ocupo precioso lugar para quem quer singrar

Quero ir ver o meu falecido e querido Pai para me poder despedir em condições , sei que não vou para o mesmo lugar dele, mas enquanto no limbo, queria ter tempo para dizer: Obrigado Pai por tudo o que fizeste por mim! Se algo tenho de positivo, ou seja, simpatia, caridade, entreajuda, bom vizinho, marido, pai e colega, devo a Ele, e só queria agradecer e dizer que te amo meu Pai

Eu se ainda vivi até aqui é por Ele, mas agora, já nada tenho de motivação, interesse, vontade,paixão ou qualquer outra emoção

Preferia ser atropelado, ou cair de algum lado ou ser electrocutado. E não é para não sentir dor mas sim para ser rápido!

Mas se assim não for posso morrer queimado e sentir o corpo a desfazer enquanto sei que estraguei tudo neste viver.

Ou tomar uns comprimidos, acho que a minha mãe ainda os tem lá, já passaram da validade, mas servem para isto. Basta uma lamela, deito-me e acordo do outro lado!

E é verdade em suma que fiz?

Destruí a Vida dos meus Pais

Contribuí para a morte do meu Pai e da minha avó materna!

Fiz com que o meu irmão me odiasse

Além de destruir a vida de mais de 50 miúdas que se não me conhecessem estariam casadas à anos, sem ter de aturar a minha paranóia, existência doentia, enquanto pedia para ficarem acabei por as deixar, excepto uma que me encornou sem eu saber.


Contribuí para destruir a vida familiar, social, laboral, a gente à minha volta tornou-se quezilenta, a vizinhança violenta, e eu uma personagem nojenta.

Dos 237 livros que tenho no meu quarto, 50 % são literatura sobre Ciências, História e romances. E o restante são obras sobre existencialismo: Camus, Sartre, Goethe, Pessoa, Voltaire, Kant, Schopenhauer, Keroauc, Burroughs, Kafka, Herman Hesse, Nietzsche, Heideger, Dostoievski etc etcétera.

E Os Poetas Mário de Sá Carneiro e Camilo Pessanha!

Essenciais para esta minha decisão e mais é por isto também pois sou incapaz de me expressar e estou farto, não aguento mais de

 ser ignorado,

 ridicularizado, 

posto de lado, 

sem poder falar o que aqui vai dentro e qual o meu estado, 

Espera aí que já venho

Agora não 

Calma

Espera

Não te importas?

Podes estar  calado?

"Agora não, amanhã de manhã" e vira-se de lado

"Tu és chato"

"CALA-TE!"

"JOÃO,  ESTOU A VER TV!"

"João,  estou ocupado"

"JOÃO,  VOLTA AMANHÃ"

"João,  não vês que estamos a falar"(tinha um arame espetado na perna)

"JOÃO,  VAI-TE EMBORA"

"EH PAH, DESAPARECE!"


E assim decidi fazer, estou farto disto tudo! Quero desaparecer rápido para esquecer isto e a vergonha que dei, a humilhação que passei e as emoções que destrui e cortei!....



Se houve algo que aprendi?  Nunca desperdiçar a família e aproveitar sua companhia e amor!


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