João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

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22 outubro 2026

na tua ilha afinal

Ƙ
Deslocado na tua ilha,
sentia e via tudo e todos,
cobertos de tudo desnudados,
limpos e cristalinos,
na praia toda a gente ria,
não sabia nem podia,
como para lá ia,
Tantos barcos, embarcações e botes,
Mas nem sequer os via,
Chovia a Potes...
Muito nevoeiro 
Tudo névoa um limbo,
Nada limpo tudo escuro,
Arrisquei e avancei
A medo,
Atirei-me
A nado fui
Corrente forte
Que pouca sorte!
tentei aproximar-me,
perdia o sinal,
a ligação.
afinal havia um canal, estava do outro lado
Virei-me assustado 
O alarme tinha despertado
Afinal dormia,
 iria trabalhar
Daqui a um bocado 
Da janela olhei o sol alaranjado,
E afinal...
via a tua ilha, porém deslocado.

( dum outro post aqui ao lado)
Texto revisto e remasterizado

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