
23 maio 2008
Uma bolha

21 maio 2008
http://dn.sapo.pt/2008/05/21/opiniao/onde_esta_o_lado_certo.html
20 maio 2008
a fabula do caracol
a estorinha premiada ganha uma viagem e estadia completa no mundo dos gastropodes
19 maio 2008

palavreados #1 e #2( versão não revista)

#1

#2
"A Mentira é um dos fundamentos da sociedade confrontada por grandes assimetrias sociais constantes inerentes e perenes. Apesar de tudo consegue-se a caducidade, é necessária. A revolução é eterna e o terrorismo a que assistimos não é poética a nível utópico e fatalista num meio onírico. Um tratado feito onde o sonho é distorcido e destroçado porém ainda não despedaçado e uno. Indivisível. Pasmado, fico perplexo. Olho e vejo tudo que não passa a ferro todos os que se atravessam à frente da passadeira. Passam mas não param. escutam e olham, vê-se a luz ao fundo do túnel.E haverá luz? Não será apenas escuridão total? Não! mas sim uma espécie de cegueira que não só lhes tolhia a vista como também a mente! A mente, o coração, a alma, o desespero..E assim vão as glorias do mundo. mas num momento tudo pode mudar! O amor, erros meus má fortuna parafraseando o outro, que apesar de morto não escrevia torto!mas podia salvar. se houver fé. esperança, e perseverança e assim toda a família humana alcança e até uma estrela dança. No horizonte, um rosto reflectido. Esfreguei um olho e de repente o sonho esfumou-se, a casa ruiu e o universo tombou."
Textos com a participação de Tomás (biblico)da Cunha 19/05/08 Subterraneamente de madrugada. 

16 maio 2008
Adenda

Achei o video anterior curioso. Não sou anti-sionista, mas também não sou pro...
É de condenar o Holocausto.
É também de condenar o extermínio dos Palestinianos e os muros que os envolvem.
Quem são os justos nesta apelidada, guerra santa ou jihad? Não sei. A História dirá.
Os cristãos têm também memória curta. No séc. XI, saiam da Europa hordas de Cavaleiros, com destino a Jerusalém. Objectivo? Matar os infieis...
15 maio 2008
Os Livros ( um desafio já do Cretácico)

Fahrenheit 451 - Ray bradbury
Solaris Stanislaw Lem
1984 - Goerge Orwell
O Trinfo dos Porcos - Idem
Admiravel Mundo Novo - Aldous Huxley
Werther - Goethe
Narciso e Goldmundo - H. Hesse
O livro do Desassossego - F. Pessoa
O Retraro de Dorian Gray - Oscar Wilde
O velho e o Mar - Hemingway
Crime e Castigo - Dostoievski
O Jogador - Idem
EStrangeiro - Camus
O Mito de Sisifo - Idem
Sonetos - Florbela Espanca
Só - António Nobre
Alegria Breve - Vergilio Ferreira
Naked Lunch - W.S. Burroughs
Cidades da noite Vermelha - Idem
Terras de Poente - idem
A Revolucão electronica - Idem
On The Road - Jack Kerouac
Big Sur - Idem
O processo - kafka
Castelo - Idem
America - Idem
Metamorfose - Idem
Candido - Voltaire
O Nariz - Nikolai Gogol
A Mãe - Maximo Gorki
Contacto - Carl Sagan
etc
As paragonas

Sócrates apanhado a fumar num avião fretado.
Pinto olha para Carolina durante 6 minutos.
Os cereais em crise redimiram-se. A produção de trigo em 07 cresceu 40%.
o Gasóleo aumentou, explicação dos entendidos: " é porque o preço do Barril de Crude subiu"...
O Leite e o Pão iam subir. A produção aumentou...
Em que é que ficamos?
Os Jornais são iguais aos casos da vida da Tvi
Os telejornais iguais aos programas de outrora da fátima lopes com o titulo: Profecias da Desgraça"
O nosso Pais é o das maravilhas. Pena não entrar na toca e não ter a minha dose de lsd.
Viva! Iupe!
Mundo estranho este onde terramotos e tufões são fait divers...
Nota do autor
Fica o aparte. Capisce?
14 maio 2008
Na Terra dos Mohs

Era uma vez, um bairro que era habitado por entes pensantes que eram feitos de sílica e carbono e mais as suas variadíssimas combinações. Havia seres de quartzo, outros de vidro, outros de grafite, e ainda outros mais raros, de diamante. Transmitiam as suas ideias por fotões e comunicavam por impulsos eléctricos. No bairro, todos se achavam especiais, e havia uns que tinham dureza superior a outros. Havia um ente de diamante que adorava passar pelos outros e deixar-lhes uma marca. A Grafite escrevia nas paredes, o quartzo iluminava-se, o vidro espelhava-se e o Diamante, além das características anteriores, tinha o condão de deixar a sua marca. Todos no bairro comentavam tais atrocidades. A grafite pediu uma reunião urgente.
E em assembleia decidiram que medidas a tomar. A Grafite disse: Desenho-o todo!
O Vidro comentou: Eu tiro-lhe o brilho! O Quartzo, sem ideias ripostou: Retirem-lhe a dureza!
Mas nada resultava e o diamante continuava jocoso a pavonear-se pelas ruas. Um dia subiu à torre da igreja e gritou bem alto: " Eu sou o dez! A pureza, a beleza, e a dureza!" Rodava e mostrava-se aos outros, pulava de contentamento, girava em total divertimento! Embriagado com o seu poder não se segurava em si de contente e caiu desamparado. O problema, e segundo as leis da física, nem foi a queda mas sim a aterragem. Ao bater no chão despedaçou-se em mil cacos e transformou-se em areia fina, definhou e a brisa elevou-o como poeira. Restou um grão. Todos os outros o observavam, ainda espantados e confusos.Por fim decidiram colocá-lo junto ao talco, e no meio de tanto pó pereceu. Evaporou-se.
Ah! e viveu feliz para sempre.
( se os sintomas persistirem consultar os textos de fevereiro)
Sem titulo
13 maio 2008
cut ups

O Jornal de Angola (JA) diz que "chegou a hora de dizer basta" ao que qualifica como "os mais baixos ataques ao país" e aos seus dirigentes políticos."Estou confiante quanto ao futuro do sistema democrático". "Os jovens - acrescentou - darão o seu contributo para a melhoria da qualidade da democracia." Ficou surpreendido com a libertação ontem de Mário Machado? " Fiquei relativamente espantado. Ele [Mário Machado] ligou-me há pouco e soube pelo próprio que tinha sido libertado. Ele fez questão de me dar a notícia em primeira mão." Myanmar, a antiga Birmânia, é um dos países mais pobres do mundo e, com a destruição pelo ciclone Nargis, a situação só pode piorar.As sondagens não deixam margem para dúvida, a menos que aconteça uma tragédia, Hillary Clinton será a vencedora das primárias de hoje na Virgínia Ocidental.O dicionário de Cândido de Figueiredo, um dos mais consensuais e prestigiados da língua portuguesa, não dá ao termo 'seduzir' significados airosos.
Pascoal

Pascoal desde cedo se mostrou maldito, na freguesia de nossa senhora dos degolados era desprezado. Aos 4 anos matou e comeu o irmão de berço. Foi expulso. Vivia na mata, à espera. Descalço e nu, crescia com os restos de carcaças de animais e bagas e frutos, evitava os aglomerados humanos, dormia nas árvores e descia as aldeias em busca da sua próxima vitima. Degolava alguns e trazia os que à força de braços conseguia puxar para cima dos ramos. Os mais novos eram tenros, as mulheres mais saborosas e os velhos mais secos e elásticos e custava-lhe a deglutição. Vivia na noite, durante o dia acoitava-se do sol, e costumava sonhar em ser um animal selvagem doutro continente, poder viver e correr nas grandes e largas savanas sem horizonte. Um dia souberam onde se escondia, toda a gente se juntou no adro da Igreja, com armas e fogo, subiram a encosta. Pelo cimo da copas das árvores fugiu até ao cume mais longínquo. Aguardou quase um mês de atalaia que o pior passasse. Nessa mesma noite, antes do raiar, desceu á aldeia, com gentileza e subtilmente, fechou todas as saídas de portas e janelas. Em seguida pegou fogo a tudo. Esperou que os gritos findassem, aguardou que o cheiro a carne queimada desaparecesse. Retirou-se. Do cimo das árvores olhou para baixo e sorriu. Era tudo dele finalmente.
A fé é que nos salva

A 13 de maio na cova de Iria,
vão os fieis pela estrada,
mortos por quem ja não vê nada.
Aparece Ofuscando a nossa primazia
Os segredos de fátima
os secretismos dos lobbies
as negociatas que se fazem
e os outros? dos religiosos hobbies...
Há gente que tem fé
há Pessoal que vai a pé
há todo um Povo sem guita
e as hordas laicas é que fazem fita
A virgem Maria em saldo,
Fatima em festa
Os emigrantes a salto
e o deficit? parece que é desta!
Um Arbusto em chamas
Um Bush a arder
um são joão artista
e um iraque a tudo perder
Jesus foi para a cruz
as bombas criam a luz
os soldados são crentes
enquanto a miséria e a morte estão sempre presentes...
Metamorfose

Era um sábado húmido e frio de final de inverno. Lá fora estava tudo adormecido, não se ouvia nem o piar dum pássaro. Nem sequer os rugidos dos motores dos veículos. Acordei assustado. Transpirado. Com uma forte dor na vista. O corpo entorpecido e dormente. Incapaz de me mover. Abri os olhos, não via. Levantei a mão a custo e levei-a à pálpebra, uma matéria viscosa e gelatinosa cobria-me a cara. Uma espécie de geleia viscosa cobria-me o corpo. Entrei em pânico, deixei cair o braço e assim fiquei. Tinha dificuldades em respirar e não era capaz de falar. Aquela matéria tapava-me a boca e colava-me os lábios. Como se fosse transformar a minha cara numa bola de carne. Tentei gritar. Ninguém me acudia. Perdi a força muscular, estava preso, incapaz de me levantar, por fraqueza voltei a adormecer. Passaram-se horas, ou dias, talvez semanas até. Sentia-me fraco. Não sentia os olhos, não ouvia, não mexia nenhuma parte do corpo. Os meus sentidos tolhiam-se assim como o cérebro, deixei de ter medo. Em breve o meu corpo ficou envolto num casulo, deixei de pensar...Passado um tempo que não sei determinar, vi luz, consegui sair, libertei-me do casulo que me prendia e voei. Nasci!
12 maio 2008
O real, o virtual e o surreal

Um austríaco viola incessantemente a filha.
Um Iraquiano mata barbaramente a filha.
Na Birmânia centenas de milhar morrem.
Um abalo telúrico de 7.5 Richter abate um sem numero de chineses.
Em 2004 um Tsunami mata 1/4 de milhão.
Em 1945 em Hiroshima uma centena de milhar é incinerada.
Na Idade média a Peste dizima populações.
Um regime extermina 6 milhões.
O Mundo insurge-se. Condena. Repudia.
Chamam-nos de monstros, criminosos sem perdão e tiranos genocidas. Qual das acções a pior? Serão uns inimputáveis por serem considerados loucos? Terão alguns um motivo ideológico ou religioso para actuar de tal forma? Serão os outros culpabilizados por negligência?
Haverá quem coloque um crime acima do outro? Poderá haver uma lista ou um top ten das piores atrocidades mundiais? Poder-se-á catalogar as terríveis acções que se assistem e se praticam diariamente neste nosso Mundo? Com que moralidade se chama a um de monstro e a outro de doente? Um de genocida outro de homicida? Uma chacina ou massacre em oposição com um desastre natural ou um cataclismo? Não serão tudo mortes horrendas? Não será tudo gente que perde a vida injustamente? Familias inteiras destroçadas, gente que só possui a roupa do corpo... Não gostarão os Média de noticiar a desgraça alheia? Não vivemos nós alimentando-nos de notícias macabras e mórbidas? Deixou a morte de ser tabu e sagrada para passar a ser um produto de consumo imediato e servido a frio no jornal da noite enquanto os outros, os vivos, do outro lado do mundo, saboreiam o seu jantar com os olhos postos no Ecran? Serão estas imagens consideradas chocantes? ou serão uma produção cinematográfica real, natural e sem efeitos especiais que ombreiam e até ultrapassam as melhores fitas de Hollywood?( com pipocas à mistura!)
Quando deixámos de nos importar? Quando deixaremos de parar na estrada para ver quem está morto no acidente na faixa contrária à nossa? Será que o prazer se confunde com a dor? Estaremos nós insensíveis? Seremos imunes à desgraça alheia? Será que a nossa sensação de impotência em relação a um evento que se passa a milhares de quilómetros, torna a coisa mentalmente distante? Será que as reacções estão proximamente ligadas com os laços que temos às pessoas? Porque será que já não nos identificamos com nada? Porque gracejamos com a guerra do Iraque e a banalidade das imagens? Quando nos tornámos frios e calculistas e ao mesmo tempo Juízes e carrascos de gente longínqua?
09 maio 2008
Exercicio 1
Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
08 maio 2008
A vida

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo (Pedro Sem),
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
Florbela Espanca
06 maio 2008
que dizer do amor?

vejo-o como uma partilha profunda de tudo
do nosso interior
de rasgá-lo e coloca-lo no outro
de absorver
de ter e ser ao mesmo tempo
de suspirar em unissono
de presentear com um sorriso
de chorar com a alegria tremenda de não existir mais nada
de sentir sem tocar
de observar sem ver
de cheirar a alma e saber que nos toca
de ver um confidente, amante, amigo, companheiro, abrigo, rumo, ancora e guia
duma luz cega
duma cor sufocante
de uma paz suprema
de tudo ou nada
pois nada interessa
nem é preciso o tudo
uma mescla de acções numa sensação
num terramoto gigantesco num pequeno calafrio
duma visão impossivel
numa paisagem sem obstáculos nem barreiras
Maio maduro maio
Fomos ver e era a Neve!24 abril 2008
25 de abril sempre!
18 abril 2008
Lei de Murphy

16 abril 2008
Um fim
A verdadeira faceta de Quim. Um Actor do séc.XXI
Um Dom Quixote a lutar com moinhos de Vento ou numa escala menor e quiçá Moinhos de papel
Cheio de flores na cabeça e a abelhinhas em redor, porém com espinhos e estas ultimas com ferroadas
15 abril 2008
Que fazer?
Certo é que o meu copo está meio cheio e o dele está vazio.
13 abril 2008
Sonho de uma tarde primaveril

A menina que vivia no casebre, queria ser princesa e passear-se por um principado e que todos a venerassem, gozar do titulo da mais bela do mundo, viver rodeada de servos e nobres que disputassem o seu coração em duelos mortais e que a enchessem de palavras, versos e belas canções. O cabrito queria ser um belo veado, a correr e saltar pelos verdes campos e pela vasta floresta, pastando aqui e ali, refugiando e embrenhando-se na floresta, ser livre e belo, livre de predadores e livrando-se da escravidão humana. O casebre queria ser um belo castelo, de torres altaneiras, de bonitas cores e de arrojada arquitectura.
Os anos passaram, a menina ficou uma frágil e rabujenta idosa faleceu sem ter conhecido ninguém além do cabrito, que foi assado numa época festiva. O casebre foi reconstruído no âmbito da recuperação de velhos edifícios pela Câmara Municipal. Recebeu fundos europeus, e passou a monumento de intereresse nacional e classificado de património pela UNESCO. Passaram séculos e a humanidade desapareceu, o casebre ficou, só e no meio da desolação da paisagem descaracterizada e poluída. Houve um dia que chegou uma Glaciação e todo o monumento se desmonorou. Ficou um lápide recordando o edifício. Da menina e do cabrito nada se soube mais, apenas que viveram e morreram. Consta que não eram mais que a memória e criação da imaginação de um rato que vive ainda nos subterrâneos. O rato prosperou.Chegou a príncipe e por ali reinou...
11 abril 2008
Bom Fim-de-Semana
Resposta ao blog em que se perguntava quem compraria cães de raça pitbull para lutar

10 abril 2008
Mudam-se as vontades

Os Estados Unidos sempre lutaram em prol da democracia. Nos jogos Olímpicos de 1936 colocou dois negros no pódio contrariando assim a supremacia ariana da Alemanha Nazi.
10 Anos mais tarde os inimigos eram outros, o comunismo e os vermelhos vindos de Leste. 30 Anos depois somos todos amigos, e a ameaça vem na forma do terrorismo e remetida para uma ideologia o Islão.
Mário Machado disse que não era racista e que inclusivamente conhece negros mais inteligentes que brancos no entanto tinham mais propensão para os roubos etc e tal. Estranhamente está ligado ao movimento skin e não há muito tempo, ele e os amigos, punham um cartaz no Marquês desejando boa viagem aos imigrantes.
Quando eu era pequenito e ia passar férias as aldeias, geralmente éramos assaltados pelos "ciganos". Na cidade, quem prevaricava eram os "drogados". Verdade seja dita que na altura havia poucos negros à solta. A intolerância é um defeito genético talvez, e o racismo uma perturbação mental. Será que não temos mais nada que fazer? Ou devemos culpar: O D.Afonso? D.João V? A Dinastia Filipina? O Terramoto de Lisboa? As Guerras Napoleónicas? Os Miguelistas? O Salazar? A guerra colonial? O 25 de Abril? O Sócrates? Ou os "pretos" pelo estado do Pais???
Mudam-se os tempos

No mesmo dia em que um amigo fez anos nasceram gémeos doutro amigo que fica duplamente tio. Desafio o meu sobrinho para um jogo de xadrez, declina. Desafio-o para outro qualquer. "Não! Tu ganhas!". Pois é. Os Avós é que deixam ganhar...Encontrei hoje um saco com um action-man, um sebutteo( não sei como se escreve), os berlindes, fantoches, um relógio digital dos 8o´s que dava para ouvir rádio(am), um yo-yo, e tantas coisas mais. A Nostalgia apanhou-me no meio dum jogo de batalha naval com um amigo. Alturas que nos lembramos que subíamos às árvores e era como se fosse ganhar a um qualquer jogo das playstation. Tocávamos às campanhias com real medo de sermos apanhados. Roubávamos fruta e sentíamos o calafrio da ilegalidade e a excitação do lado errado da moral. Construíamos, com pau de mimosa e um arame, arco e flechas letais! Criávamos os nosso jogos. Inventávamos estórias. Esfolávamos os joelhos. Quem chorava era maricas, e a palavra era prejorativa - Ainda não havia a palavra gay ou então não havia preconceito... Éramos auto-suficientes em tudo. não havia guita mas havia vontade de viver! Só íamos para casa por fome, ou quando o frio apertava. As distâncias eram maiores ir daqui a Viseu era com uma grande epopeia. Significava também 2 meses ou 3 de férias, em cabanas fabricadas, corridas de bicicleta e idas à Feira de São Mateus...
Passam os anos, as décadas, lembramos e recordamos que nos esquecemos como tudo era fácil...
09 abril 2008
Um história em abril

07 abril 2008
Parque sociológico

04 abril 2008
"Pior a amêndoa que o cimento"

Hora: Meio- dia e tal
Tempo Local: Céu limpo, cerca de 23º
Um senhor utente entra e dirige-se ao elevador. Apanhando o segurança de surpresa que se vê obrigado a fumar fora do edifício. Contudo e habituado a estas situações, larga o cigarro e interpela o homem. Pergunta-lhe o que pretende, para onde quer ir e diz-lhe que tem de pedir autorização. Chega o outro segurança da hora do almoço. O senhor diz-lhe que enviaram uma carta do serviço de inspecção e fiscalização para ir prestar declarações. Um dos seguranças telefona para o serviço respectivo. O homem na casa dos 50, bem vestido e bem apresentado, começa a tremer, revira os olhos, encosta-se à parede e deixa cair a carta. O terceiro segurança ( uma senhora) alertada pelo barulho aparece, dá a cadeira da portaria para o senhor se sentar, pergunta se não quer um copo com água e açucar para se acalmar. Entretanto os funcionários do edifício chegam do almoço e acumulam-se à entrada vendo tal espectáculo. perguntam-lhe porque veio ele. Resposta: "Porque tenho leucemia e um linfoma no pulmão e parkinson e tomo 15 comprimidos por dia".... e Porque não veio a mulher? Resposta: "Porque foi operada à anca e está muito doente" E o Filho? Resposta: " está com uma Grande depressão, só pensa em atirar-se da janela e diz que quer morrer"...
Mais tarde sabe-se que nada daquilo é real a doença é apenas mental, e o problema é só com as instituições públicas e dívidas ao erário público.
Conclusão: Quando se é vigaro, não se tem ninguém e quer-se chamar a atenção, nada como ser doente. Consegue-se fazer parar um serviço público e ter-se à volta cerca de uma dezena de funcionários. Mas será que isso é o suficiente para ficar impune das suas responsabilidades cívicas? Bom...lembremos o Pinochet e o Fujimori...
03 abril 2008
Retorno

visão cansada de tanto horizonte, eu maravilhado de mais uma e outra ponte. Um rio por baixo que nos lava a alma, que nos faz sorrir de estar tão perto...de nunca mais querer partir... De repente tudo pára, de súbito a calma. A um metro da trindade, de mão dadas, mais um passeio nos aliados, e olhares trocados. Contigo e com Ferrugem, e já bem oleado, dou-te uma flor nos Congregados, um regresso anunciado, mais uma encontro marcado com um abraço há muito sonhado...01 abril 2008
Calor
1 passeio













