Edital:
Deste homem se declara não ter lugar neste Mundo, seja a Terra ou Mundo Astral por não possuir nenhuma qualidade que o faça descer ou ascender, pertencendo assim ao limbo daqueles que não se desejam assim ligados à sua condição rotina ou mundana situação. Não ter pejo por não ter desdém por outrem, não ter pudor por não se consagrar a ser igual aos demais, não primar por à moda integrar, não promover a sua própria influência, procurar a tendência e preservar a indolência como vivência e não parar para implorar por uma sua própria subjugação à primeva existência.
Julgar viver na dissidência sem se achar "primus inter pares" porém preterir se encaixar no trilho, e achar ser filho dum deus menor mas ascender a irmão de ser peculiar, sem ter qualquer expectativa de especial mas decerto invulgar. Apenas por não buscar o mesmo objetivo que seguem seus pares. Ter partido dum pressuposto que não está disposto a fazer o jogo de nascer, viver trabalhar até morrer por apontar tal condição como o fito dum homem servil que nada viveu, viu e segue, num rumo vil com o fado determinado pela falta duma crença em algo.mais que essa fatídica sentença e triste existência. Querendo construir seu mundo mas retirado à nascença a determinação por ter que seguir caminho na educação que tem uma narrativa de ser pertença a uma mísera roda onde o rato gira, mas não pula nem avança. Seguindo para o mundo laboral onde terá de perder sua independência para subjugação à hierarquia e diária comparência em local sem apetência e servil demência para trabalhar até à demência e acabar os dias da sua existência num ardil que o destino desta roda lhe traçou desde menino. E questionando se isto é para que terá nascido? Apenas e tão somente ser humano abjecto de ter que ter cono trajexto obedecer toda uma vida para receber algum dinheiro em contrapartida para pagar onde viver e o que comer ao invés da vida ser mais que um objecto e antes receber para saber viver, e não viver para se consumir!
Este assim este ser asqueroso condenado ao pelourinho e ser apedrejado pelo seu colega, amigo e vizinho, por julgar que poderia retirar da vida algo mais do que admitir estar nesta roda de rato, sem avançar ou buscar mudança e na senda do prazer, recreio, sabedoria e uma vida maravilhosa com zelo e temperança....
Onde terá ido buscar tal esperança por causa de ter o caso de se achar no direito de viver sem ser um escravo?
Terá optado por ver por detrás do véu daqueles cujos cordelinhos puxam e o condenam a tal empreitada mansa?Em vez de fazer como seus iguais, dignos de confiança, e não questionar a eterna dança? Que terá sido que se possa ter passado para não estar resignado a tal estrada dourada e esta fatal sentença? Será que quando esbarrou no chão nos idos de Julho em 94 e aberto sua cabeça e estando num estado de inconsciência ter reparado que para lá de tal existência mísera, haveria possibilidade de ser livre e liberto de amarras, fado ou determinismo, e poder ter livre Arbítrio, independência e nenhuma intervenção ou interferência? Quem lhe disse que poderia sair desta situação periclitante deste oportunismo e caciquismo? Ao ter sido aberta a porta à entrada da luz e visão fora do tolitarismo, percebeu que o humanismo não é condição própria para ele mas apenas para o grupo que cria as leis, fala de democracia, moral e bons costumes ou iluminismo. Tendo noção que os dogmas, leis e regras plenamente cravados de ética e moralismo, são entregues àqueles que fora da ratoeira vivem, e vibram com a cisma de deter todo ser em seu prisma., e os dividem pra reinar...Não lhes dando chances das amarras se libertar. E enquanto todos se encontram em quezílias querelas ou conflitos político, religiosos ou xenofobias, algums por cima vivem e actuam como donos e senhores, olhando e rindo de todos os que vivem em baixo. E assim vão as Glórias do Mundo enquanto aquele que se mexe, estica ou prevarica, será condenado e nem na roda fica.....
Climb 3 inches above the floor and make the light shine on your truth and beliefs...
( foi um dos cds mais urbano-depressivos que comprei nos 90's isso mais o Camus e Kerouauc foram essenciais para combater a minha própria crise existencial que na altura despontou, e nunca mais terminou...)Sem comentários





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