03 maio 2026
Instantâneo
Há imagens que segundo consta valem 1000 palavras certo? Mas valerão quantas emoções ou estados sensoriais? As nossas recordações trazem à baila experiências passadas, e essas não passam no cortex cerebral como imagens em pixeis, nem palavras escritas ou frases registadas, seja gravadas com sons ou alfabéticas. Mas sim em momentos sintomáticos que passam dos neurónios, pelas sinapses e gânglios numa eterna viagem até serem chamados e reinterpretados através de vasos neurotransmissores e convertidos em dopamina serotonina e outros que tais. Memórias algumas que nos fazem viajar no tempo e no espaço e viver momentos com uma riqueza de pormenores como se estivessemos de volta ao momento e aceder a toda a extensão sensorial de tal situação de forma que essa experiência extende-se pela nossa essência e traz-nos de volta àquele pedaço! Tão vivido por vezes que queremos lá permanecer e manter o cérebro num Déjà vu eterno em loop para que se possa sentir saciado de o recordar. São alturas que não voltam, irrepetíveis, intransmissíveis e muitas vezes impossíveis de as vocalizar mas são eternas e que trazem de volta coisas que sabemos que fizemos e que em qualquer altura vêm à memória e faz-nos sorrir por relembrar parte da nossa existência, um pedaço da história, um bocado da nossa própria vivência. Que bom!
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