João Cruz Oeiras de Portugal adesão a portal.membros@spautores.pt

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31 março 2025

Genesis 2.0 O mito da criação

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Theo era um rapaz traquina, hiperactivo, sagaz, inteligente e respeitador. Derivado à sua inteligência e cultura muito acima da média, não ia à escola e ficava em casa, recebendo a sua educação dali, e com os pais ausentes dedicava o seu tempo de fronte dum PC, desde tenra idade que dominava a informática criando os seus proprios jogos para ocupar o tempo, que era algo que não faltava. Gostava de criar coisas virtuais, como jogos, paisagens, personagens e estórias para se entreter e se ocupar. Theo era solitário, não era antissocial mas não interagia com mais ninguém, estando os Pais ausentes, fazia o que podia para ocupar as horas, os dias e até anos! Pelo menos assim lhe parecia, estava sempre olhando o ecran esperando algo ou alguém, e uma eternidade se passava por ele e nada mais havia senão os seus jogos, desenhos, bonecos, passatempos e outros entretenimentos naquela eternidade...Monotona, monocordica, entediante e frustrante

Até que houve um dia que disse: Basta!

Suspirou, ligou o PC e entrou na realidade virtual e começou a engendrar algo diferente, etambém que o tirasse daquela monotonia, algo fosse mais vibrante e que pudesse interagir. Pensou, cogitou e imaginou um Mundo só dele, mas já era tarde e foi-se deitar e iria começar no dia seguinte;Acordou, ligou o PC e entrando na sua página de Realidade Virtual, começou com o ecran escuro e clareou o Ecran, introduzindo os binários 0 e 1 como contrários, o ZERO o nada, e  o UM seria o tudo!  desenhou um ponto que seria O nadir, o entre, o meio, o pré que seria o ZERO. Que dali sairia e daria em princípio uma explosão que daria origem ao UM: O Cosmos, em oposição,à desordem e contrário à ordem! sem mais ideias parou e foi pra cama excitado com este novo projecto.

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Acordou cedo e viu que a sua explosão era demasiado intensa e rápida, e programando a expansão da sua Luz, tendo criado algumas limitações, através de leis  e conceitos básicos para que não  ultrapassasse uma certa aceleração, acrescentando particulas ao ponto zero e dando-lhes propriedades  como massa, densidade e velocidade, e  forças diversas para que pudessem coabitar naquele programa dando-lhes gravidade para que se unissem separando o vácuo do firmamento. e foi dormir ficando intrigado com o advir de tanta lei e propriedade e questionando como é que o seu programa iria reagir,  evoluir e adaptar-se às suas proprias leis em auto-gestão, e como reagiriam os pontos de luz aos outros, e estes com o vácuo.

Excitado com o que poderia estar a acontecer no seu programa, acordou cedo e esqueceu-se de desligar o PC e algo de estranho acontecera durante a sua ausencia, os pontos de luz juntaram-se a vários outros criando uma enorme cadeia de estruturas desde os quarks com os mais pequenos, aos fotões que pululavam pelo programa todo até algumas estruturas brilhantes cuja densidade fazia com que outras andassem à sua volta e haviam conjuntos diversos dessas estruturas em mega-estruturas que também andavam em volta, havendo filamentos enormes destas mega-estuturas! e Theo pensou, que se calhar isto já estava a ser algo demasiado complexo para poder lidar com tal diversidade! Mas por outro lado, ponderava Theo:" as estruturas têm as suas proprias leis que pré-programei portanto disto não deverá passar" Assim concentrou-se num pequeno planeta, duma estrela media, duma Galaxia Mediana e apontou ao calhas e contando "um dois três! é a conta que Deus fez! diz o ditado!" assim escolheu a Terra para programar com algo mais imprevisível: Fazendo parte dela de água, e parte de seca, e colocando seres vivos vegetais, algas, ervas, plantas e árvores e deixou.a assim ficar, não sabendo mais que houvera de inventar, foi dormir.

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Após acordar, foi ver a sua Terra e viu que tinha sido atingida por outro pro.planeta e separou-se em dois tendo ficado com um satélite enorme! A principio pensou retirá-lo e coloca-la entre Marte e Jupiter mas achou engraçado ver um Planeta tão pequeno com uma Lua tão grande, e depois pensou em mudar as plantas para Marte e assim fez, mas descuidou-se e o tamanho do Planeta fez com que não se mantivesse uma atmosfera densa o suficiente e o mar secou e as plantas morreram em breve, Então começou a ordenar melhor não só os Planetas nestas estrelas desta Galaáxia mas também nas miriades de Galaxias existentes, tentando dar alguma ordem ao Caos e chamou-o de Cosmos, prometendo não o mais adulterar, e que o acaso e as leis pré-programadas, fizessem dele o que lhe aprouvesse...e no teclado adormeceu...

Acordando e olhando a sua criação ficou abismado com a sua criação porém faltava algo e com o rato clicou no seu Planeta Terra e viu que as árvores tinham transformado o Planeta numa enorme floresta e o mar, estava cheio de gigantescas plantas assim com a parte seca. Ora: " e se eu pusesse aqui algo que pusesse controlar o tamanho destes matagais e servisse também de coito e alimento a outros seres, que animassem a Terra? "

 "Animais serão!" e assim começou a desenhar animais que pululavam pelos vários biomas!  desde seres unicelulares como virus, fungos, corais e outros que tais, imaginou seres aquaticos, terrestres e aereos e deixou-os evoluir. E cansado de tanto criar e imaginar adormeceu!

Excitado pela sua criação, pois agora tinha algo com que interagir, e fazer aparecer desaparecer evoluir, extinguir, expandir, crescer e matar! quiça fazer de Deus! Mas faltava algo no seu Mundo idilico. Agora que criara um ecossistema perfeito, onde havia uma cadeia alimentar simbiotica, onde cada ser tinha o seu proposito, cada especie o seu fito, todo o ecossistema o seu mote, pois já tinha um local onde reinava e punha e dispunha de tudo e todos, mas faltava algo pois não queria intervir, preferia que este seu pequeno reino cuidasse de si, mas que pudesse haver uma espécie que seria como que a sua representação, um animal que tratasse dos outros e que os domesticasse para usar como alimento, sustento e providenciasse de materiais e em suma que o fizesse superior a todos os outros.  Mas que não tivesse vantagem ergonómica, nem mais força que os outros, pois seria uma vantagem grande demais.

Então pensou em criar algo à sua imagem, um ser, que não fosse maior ou menor, nem mais forte ou mais fraco que os outros, mas que se pudesse adaptar a todos os meios, e que não estivesse limitado a um continente ou a uma latitude, e pudesse viajar pela terra e pelo mar... como seria tal ser? Theo após ponderar os prós e os contras, decidiu fazer um ser à sua imagem, chamar-lhe-ia:

 Homem!

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Mas como seria seu aspecto, que inteligencia teria de ter, quais as leis que deveria nele inserir, quais os princípios básicos, morais, éticos ou que filosofia seria capaz? Que etologia teria entre os demais seres? que ontologia desenvolveria? Estava num impasse, pois era demasiada informação para colocar numa só especie e teria de ponderar o seu desenvolvimento e evolução uma vez que lhe daria a capacidade do livre arbitrio e sem a sua intervenção, o que era uma questão delicada visto que até agora o Mundo estava em completa harmonia com as especies que em si se desenvolviam. E sabendo que colocar um ser com a inteligencia para dominar outros seres, depressa o faria, até e os controlaria e mesmo extinguiria! Seguindo esta logica, se aquando dominasse os outros seres, dominaria o Planeta, assim só mais um obstáculo à sua frente haveria. Ele Próprio! Assim contra si combateria, iria formar grupos, separar-se-ia por zonas, por diferenças culturais, físicas ou sociais, e criar-se-iam conflitos primeiramente locais, depois regionais e por fim globais! E isso seria o fim do Planeta que tanto trabalho lhe tinha dado a criar, então decidiu criar o Homem, mas transgredir as regras da biologia, pois afinal o programa era seu, e em vez de colocar somente o Homo Sapiens como espécie fundamental e primordial, criar também a sua antítese, o Homo-artificialis: com caracteristicas similares na forma  mas em vez de ter matéria orgânica é um composito de uma liga de aluminio e titânio com um cérebro à base de compostos de silício com a capacidade de 100 Petabytes.Theo estava cansado de tanto ter tentado consiliar o seu mundo perfeito e como ele lhe chamava o seu Éden,e descansou...

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Dormiu quase dois dias, e na Terra estava-se  no ano 3321, Theo ao ver a sua obra, embora estupefacto acontecera tal como Ele suspeitara; soube que se falava no "Homem" no passado, tinha evoluído até chegar quase à perfeição, tinha-se diversificado por várias épocas até ocupar todos os continentes, desenvolvidos os seus ritos e mitos, criado religiões, variadas culturas, diversas sociedades, vários impérios cresceram e se extinguiram, e como seria de esperar no séc. XXI(meados) entrou em guerra nuclear.

Dizia-se que tinha descoberto coisas fantásticas, feitos extraordinários e obras monumentais, e agora era apenas lenda nos livros de escola dos Homo artificialis, que o tinha em estatuária, e em museus da humanidade e ainda em  zoos alguns especimens... Diz-se que o último, em  cativeiro  faleceu em 2201, no hospital Veterinário de Shangai....

 

FIM


“Deus viu tudo que havia feito: era muito bom.” (Gênesis 1:31)*

  • “Assim foram terminados o céu e a terra com todos os seus elementos. No sétimo dia, Deus concluiu a obra que havia feito; e descansou de todo o seu trabalho no sétimo dia. Deus abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque nele descansou de todo o trabalho que havia feito na criação. ” (Gênesis 2:1-4)*





*Os dois últimos parágrafos são da Bíblia, caso hajam direitos de autor só a mim e ao Divino dizem respeito!

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência
Qualquer semelhança destas estórias com a surrealidade é verídica
Qualquer santimônia aqui representada é respeitada
Sequer na realidade há meras coincidências é pura semelhança 

©volto a frisar, que tanto o texto tal como fotos e/ou imagens são da minha autoria, algumas registadas na SPA, caso sejam utilizados por terceiros sem solicitar, pedir, anunciar, indicar ou adulterar, serão tomadas as diligência e todas as providências legais.
 Artigo 199.º do Código Penal,A Diretiva (UE) 2019/790 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de abril, Diretiva 96/9/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de março que  transpõe para a legislação nacional.

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